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dc.contributor.authorCastilho, Marta Reis
dc.date.accessioned2015-04-22T19:17:07Z
dc.date.available2015-04-22T19:17:07Z
dc.date.issued2004-04
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11362/37924
dc.description.abstractO Brasil está atualmente participando das negociações para aprofundamento e/ou realização de diversos acordos de livre comércio - Mercosul, ALCA, União Européia, Comunidade Andina, África do Sul, etc. A composição do comércio brasileiro difere bastante entre estes parceiros. Enquanto a pauta de exportações do Brasil para a América Latina, por exemplo, se caracteriza por um maior peso de produtos manufaturados e um maior grau de elaboração, no outro extremo, tem-se uma pauta de exportações para a Europa concentrada em bens primários ou pouco elaborados. Pelo lado das importações, também existem diferenças segundo as regiões de origem, ainda que menos acentuadas do que para as exportações. Estas diferenças na composição dos fluxos de comércio, assim como a diferente cobertura dos acordos em negociação abrem perspectivas diferentes destes acordos em termos de impacto sobre o mercado de trabalho. Este trabalho utilizou o cálculo do conteúdo em trabalho do comércio para fazer uma avaliação dos impactos dos acordos comerciais sobre o emprego e o mercado de trabalho no Brasil, distinguindo os efeitos segundo o grau de qualificação dos trabalhadores. Segundo os presentes cálculos, o Brasil é um exportador líquido de trabalho: o saldo de trabalho embutido nas exportações e importações corresponde a 4,8% do emprego total da economia brasileira. Do lado das exportações, o trabalho embutido corresponde a 11,9% do emprego total e, do lado das importações, esta parcela é de 7,1%. Embora o Brasil seja exportador líquido de todas as categorias de trabalho, a contribuição mais significativa para o saldo total de empregos é da categoria de trabalhadores pouco qualificados (que possuem de 0 a 7 anos de estudo). A contribuição da categoria de qualificação intermediária é pequena e a de maior qualificação, quase nula (os saldos em termos de trabalho embutido nas exportações líquidas representam, respectivamente, 2% e 01% do emprego total de cada categoria). Estes resultados ilustram um resultado conhecido da teoria de comércio internacional segundo o qual a liberalização gera ganhos diferentes segundo os agentes, obrigando os elaboradores de política econômica a arbitrarem entre ganhadores e perdedores e criando, possivelmente, mecanismos de transferências para compensar as perdas. De maneira mais concreta, fica evidente que, se for considerada a quantidade de emprego como critério para avaliação dos acordos comerciais, é possível que o efeito dos acordos sobre o emprego total seja pequeno ou até mesmo negativo. E que, a arbitragem deverá ser feita entre qual tipo de trabalho promover ou proteger.
dc.format.pdf
dc.format.extent42 páginas.
dc.language.isopt
dc.publisherCEPAL, Oficina de Brasilia
dc.titleIntegração regional e conteúdo de trabalho do comércio exterior brasileiro
dc.typeTexto
dc.publicationstatusDisponible
dc.regionalofficeBrasilia
dc.physicaldescription42 p.
dc.jobnumberLCBRSR149_pt
dc.callnumberLC/BRS/R.149
dc.identifier.unsymbolLC/BRS/R.149
dc.placeofeditionBrasília
dc.subject.spanishCOMERCIO EXTERIOR
dc.subject.spanishINTEGRACION ECONOMICA
dc.subject.spanishACUERDOS ECONOMICOS
dc.subject.spanishEMPLEO
dc.subject.spanishMERCADO DE TRABAJO
dc.subject.englishFOREIGN TRADE
dc.subject.englishECONOMIC INTEGRATION
dc.subject.englishECONOMIC AGREEMENTS
dc.subject.englishEMPLOYMENT
dc.subject.englishLABOUR MARKET
dc.coverage.spatialspaBRASIL
dc.coverage.spatialengBRAZIL
dc.type.biblevelDocumento Completo
dc.doctypeDocumentos de proyectos e investigación
dc.topic.spanishCOMERCIO INTERNACIONAL
dc.topic.englishINTERNATIONAL TRADE
dc.workarea.spanishCOMERCIO INTERNACIONAL E INTEGRACIÓN
dc.workarea.englishINTERNATIONAL TRADE AND INTEGRATION


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