Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe, 2025. Resumo executivo
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Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe, 2025. Resumo executivo
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A América Latina e o Caribe continuam presos numa armadilha de baixa capacidade para crescer. As projeções da CEPAL indicam que a região crescerá cerca de 2,3% em 2026, cifra levemente inferior aos 2,4% registrados em 2025, definindo-se assim uma sequência de quatro anos com taxas de crescimento em torno de 2,3%. A presente edição 2025 do Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe mostra que esse desempenho ocorre num contexto mundial incerto e com limitações internas que impedem um maior crescimento do investimento e restringem a produtividade e a capacidade de gerar empregos formais. O panorama econômico da região mostra sinais diversos. Embora a inflação continue a cair e facilite posturas monetárias mais acomodatícias, o crescimento do consumo privado está diminuindo. Apesar da recuperação, o investimento permanece contido e persistem as lacunas de gênero no mercado de trabalho. Enquanto isso, as contas externas mostram déficits moderados, mas persistentes, com vulnerabilidades vinculadas à dependência de exportações primárias e crescentes pagamentos de juros. A saída da armadilha de baixa capacidade para crescer exige políticas mais coordenadas e instituições sólidas para gerenciá-las e dar-lhes continuidade. É preciso combinar sustentabilidade fiscal com mais investimentos, adotar políticas monetárias orientadas à estabilidade e ampliar as políticas de desenvolvimento produtivo para impulsionar a inovação e o emprego de qualidade. Somente mediante esse enfoque integral a região poderá fortalecer sua resiliência e avançar rumo a um desenvolvimento mais produtivo, inclusivo e sustentável.
