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<dcvalue element="relation" qualifier="ispartof" language="es_ES">En: La liberalización del comercio en el Hemisferio Occidental - Washington, DC : BID/CEPAL, 1995 - p. 13-40</dcvalue>
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<dcvalue element="date" qualifier="accessioned" language="">2014-01-02T14:51:16Z</dcvalue>
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O grande impulso 
(big push) 
energético do 
Uruguai
Camila Gramkow 
Pedro Brandão da Silva Simões 
Roberto Kreimerman
ISSN 1728-5453
SÉRIE
4
ESCRITÓRIO DA CEPAL
EM BRASILIA
ESTUDOS E PERSPECTIVAS
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O grande impulso (big push) 
energético do Uruguai 
Camila Gramkow 
Pedro Brandão da Silva Simões 
Roberto Kreimerman 
 
 
 
  
 
4 
  
Este documento foi preparado por Camila Gramkow, Oficial de Assuntos Econômicos, Pedro Simões, Assistente 
de Pesquisa, ambos do Escritório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Brasília, 
e Roberto Kreimerman, Colaborador e Ex-Ministro de Indústria, Energia e Mineração do Uruguai (2010-2015), no 
âmbito do projeto CEPAL/Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammernarbeit (GIZ): “Sustainable 
development paths for middle-income countries under the 2030 Agenda for Sustainable Development in        
Latin America and the Caribbean”. 
As opiniões expressas neste documento, que não foi sujeito à revisão editorial, são de exclusiva responsabilidade 
dos autores e podem não coincidir com as da Organização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Publicação das Nações Unidas 
ISSN: 1728-5453 (versão eletrônica) 
ISSN: 1727-9925 (versão impressa) 
LC/TS.2019/113 
LC/BRS/TS.2019/5 
Distribuição: L 
Copyright © Nações Unidas, 2019 
Todos os direitos reservados 
Impresso nas Nações Unidas, Santiago 
S.19-01009 
 
Esta publicação deve ser citada como: C. Gramkow, P. Simões e R. Kreimerman, “O grande impulso (big push) energético 
do Uruguai”, série Estudos e Perspectivas-Escritório da CEPAL em Brasília, N° 4 (LC/TS.2019/113-LC/BRS/TS.2019/5), Santiago, 
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), 2019.  
 
A autorização para reproduzir total ou parcialmente esta obra deve ser solicitada à Comissão Econômica para a         
América Latina e o Caribe (CEPAL), Divisão de Publicações e Serviços Web: publicaciones.cepal@un.org. Os Estados 
Membros das Nações Unidas e suas instituições governamentais podem reproduzir esta obra sem autorização prévia. 
Solicita-se apenas que mencionem a fonte e informem à CEPAL tal reprodução.  
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 3 
 
Sumário 
Resumo .............................................................................................................................................................................. 5 
Introdução ......................................................................................................................................................................... 7 
I. A Política Energética 2005-2030: antecedentes e principais características .................................. 9 
II. Os investimentos promovidos pela PE 2005-2030 ................................................................................13 
III. Os impactos econômicos, sociais e ambientais da PE 2005-2030 ...................................................15 
IV. Análise da PE 2005-2030 à luz do big push para a sustentabilidade                                       
e da Agenda 2030.............................................................................................................................................19 
V. Considerações finais ........................................................................................................................................ 25 
Bibliografia ...................................................................................................................................................................... 27 
Anexos .............................................................................................................................................................................. 29 
Anexo 1  ...................................................................................................................................................................... 30 
Anexo 2  .......................................................................................................................................................................31 
Série Estudos e Perspectivas-Brasília: números publicados ........................................................................... 32 
 
  
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 4 
 
Gráficos 
Gráfico 1          Investimento em energias limpas no Uruguai, 2006–2017 ............................................... 14 
Gráfico 2          Potência instalada por fonte, 2010-2017 ................................................................................ 16 
Gráfico 3          Participação de cada fonte no total da oferta de energia primária, 2000-2017 ....... 17 
Gráfico 4          Proporção da população com acesso à eletricidade, 2000-2016 .................................. 18 
Gráfico 5          Proporção da oferta de energia primária que é importada, 2000-2017 ..................... 19 
Gráfico A1        Participação de cada fonte na geração de energia elétrica, 2010-2017 ...................... 30 
Gráfico A2       Distribuição da energia poupada (62.3 ktep) por setor, 2016 ......................................... 31 
 
 
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 5 
 
Resumo 
O objetivo desse estudo é analisar o caso da Política Energética 2005-2030 (PE2005-2030) do 
Uruguai, no marco da abordagem “Big Push para a Sustentabilidade”, desenvolvida pela CEPAL. 
Caracterizada por diretrizes estratégicas, metas (de curto, médio e longo prazos) e linhas de ação, 
a PE2005-2030 forneceu um arcabouço para medidas que levaram à transformação da matriz 
energética do país. Em pouco mais de uma década, a participação de fontes renováveis no 
abastecimento energético uruguaio duplicou (passando de menos de 30% em 2006 para mais de 
60% em 2017). Como uma iniciativa que logrou coordenar investimentos sustentáveis 
transformadores, essa política pode ser entendida como um exemplo de Big Push para a 
Sustentabilidade para setor energético uruguaio. Conclui-se que as principais lições aprendidas 
desse caso são:  
i) Coordenação dos instrumentos utilizados na implementação da política, gerando um 
ambiente de negócios atrativo para investimentos públicos e privados em             
energias sustentáveis;  
ii)  Governança estruturada e plural que garantiu base política para a PE2005-2030; 
iii)  Construção de capacidades de planejamento e de análise pelo Estado. 
 
 
 
 

CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 7 
 
Introdução  
O Uruguai é um país de expressão econômica mundial relativamente pequena1 que 
tradicionalmente não aportava quantias significativas em investimentos sustentáveis e, ademais, 
não possui reservas significativas de petróleo, gás natural ou quaisquer outras fontes de 
combustíveis fósseis (MIEM, 2017; OPP, 2019). O país contava até recentemente com uma matriz de 
abastecimento energético composta majoritariamente por fontes de origem fóssil. Segundo o 
Balanço Energético Nacional do Uruguai (MIEM, 2017), em 2005, 55% do abastecimento de energia 
primária do Uruguai era provido por petróleo e derivados, 3% por gás natural, 18% por biomassa 
e 19% por fontes hidroelétricas, sendo que o restante (5%) o Uruguai importava de outros países 
da região sob a forma de eletricidade. Naquele ano, o Uruguai importava 64% do total da oferta 
de energia primária (ibid.). Além disso, a participação de fontes renováveis não-convencionais (solar 
e eólica) na oferta de energia primária não passava de 1% em 2013 (MIEM, 2017), padrões muito 
baixos para um país com amplo potencial de fontes renováveis de energia (ibid.). 
A considerável dependência externa de fontes energéticas tornava o Uruguai 
energeticamente vulnerável às variações de oferta internacional dessas fontes e economicamente 
vulnerável às flutuações de preços dessas fontes no mercado externo. Havia riscos concretos de 
quebra da oferta de eletricidade, levando a importações de última hora e não-planejadas de 
insumos energéticos fósseis, o que era agravado por secas longas que impediam a geração plena 
de hidroeletricidade. Os combustíveis fósseis eram um componente relevante das importações do 
país (tendo alcançado 30% da pauta de produtos importados em 2008; Banco Mundial, 2019). Dada 
a relativa inelasticidade do consumo energético, os preços desses combustíveis podiam impactar 
significativamente as contas externas uruguaias. Em 2008, o Uruguai emitiu 2,5 toneladas de 
carbono per capita (para efeito de comparação, o Brasil emitiu, no mesmo ano, 2,1 toneladas per 
                                                   
1  A economia uruguaia ocupa a 75ª posição entre as maiores do mundo (Banco Mundial, 2019). 
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 8 
 
capita), o valor mais alto atingido pelo país desde 1960 (Banco Mundial, 2019). Esse aumento pode 
ser atribuído a uma elevação no consumo energético (que quase duplicou de 2005 a 2017) liderada 
por fontes não renováveis, relacionada a um aumento da produção em vários setores da economia, 
acompanhada de elevação nos salários reais, emprego e uma forte redução da pobreza no Uruguai 
nesse período (OPP, 2019). 
Em suma, o país encontrava-se em uma situação de significativa fragilidade em termos tanto 
de sua segurança e soberania energética quanto de sua vulnerabilidade econômica externa, além 
de não contribuir com esforços para a mitigação do aquecimento global. Foi nesse contexto que o 
Uruguai introduziu a Política Energética 2005-2030 (PE2005-2030). A PE2005-2030 é composta por 
diretrizes estratégicas, metas a serem alcançadas (de curto, médio e longo prazos), linhas de ação 
e uma análise de situação do setor energético. Para implementar a PE2005-2030, um conjunto de 
instrumentos foi introduzido mediante decretos e resoluções ministeriais. Em um curto espaço de 
tempo, o Uruguai passou a ser considerado uma liderança global em energias limpas e um 
definidor de tendências mundiais em matéria investimentos em energias renováveis (WWF, 2014). 
Como resultado, o Uruguai conseguiu mobilizar investimentos significativos para o país, o que 
tornou o país líder mundial em investimentos em energias renováveis em proporção ao Produto 
Interno Bruto (PIB) em 2012 (REN21, 2014). Esses investimentos mudaram estruturalmente sua matriz 
energética rumo à maior participação de fontes renováveis e à redução da dependência de 
combustíveis fósseis. Um exemplo dessa transformação é a rápida expansão da energia eólica. Se 
em 2014 o Uruguai tinha apenas 6,2% de geração eólica, em apenas quatro anos esse número 
aumentou quatro vezes, alcançando 33% em 2018 (MIEM, 2017). 
O objetivo desse estudo é analisar o caso da PE2005-2030 do Uruguai, sob a ótica dos 
delineamentos teóricos do Big Push para a Sustentabilidade desenvolvidos pela CEPAL (CEPAL/FES, 
2019). Ademais, busca-se identificar relações entre os impactos dessa política e a Agenda 2030 e 
os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS; ONU, 2015). A metodologia desse trabalho 
consiste em revisão de bibliografia e bases de dados relevantes para a análise da PE2005-2030, 
incluindo estudos acadêmicos, relatórios técnicos, documentos oficiais do Governo Uruguaio (tais 
como leis, decretos e resoluções) e bases de dados, tais como o Balanço Energético Nacional do 
Uruguai, além de relatos de autoridades à frente do MIEM à época.  
Esse estudo de caso está estruturado da seguinte forma. Na Seção II, faz-se uma descrição 
dos antecedentes e principais características da PE2005-2030. Discute-se, na Seção III, a capacidade 
de mobilização de investimentos sustentáveis a partir da política energética uruguaia. Na Seção IV, 
são analisados os principais impactos econômicos, sociais e ambientais dos investimentos 
realizados. Na Seção V, discutem-se as convergências entre o caso da PE2005-2030 e a abordagem 
cepalina do Big Push para a Sustentabilidade. Por fim, nas considerações finais, as principais lições 
aprendidas com o estudo de caso da PE2005-2030 são discutidas.
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 9 
 
I. A Política Energética 2005-2030: antecedentes  
e principais características  
A PE2005-2030 é a primeira política energética de longo prazo do Uruguai (OPP, 2019). Ela foi 
concebida a partir de medidas pontuais introduzidas a partir de 2005, que levariam, em 2008, à 
primeira versão escrita dessa política, aprovada Conselho de Ministros do Uruguai. Discussões 
posteriores, com a participação de todos os atores públicos envolvidos no setor energético 
(ministérios, estatais e demais órgãos) no país, culminaram na versão final e ao seu endosso em 
2010 pela Comissão Multipartidária de Energia, dando confiança e respaldo político à PE2005-2030 
(MIEM, 2008; OPP, 2019).  
O objetivo da PE2005-2030 é “[a] satisfação de todas as necessidades energéticas nacionais, 
com custos adequados a todos os setores sociais e que contribuam para a competitividade do país, 
promovendo hábitos saudáveis de consumo energético, buscando a independência energética do 
país em um marco de integração regional, por meio de políticas sustentáveis tanto do ponto de 
vista econômico quanto ambiental, usando a política energética como um instrumento para 
desenvolver capacidades produtivas e promover a integração social” (MIEM, 2008). 
A política é composta por quatro elementos básicos (MIEM, 2008): 
i) Diretrizes estratégicas;  
ii) Metas de curto, médio e longo prazo;  
iii) Linhas de ação;  
iv) Análise de situação do setor energético. 
As diretrizes estratégicas da PE2005-2030 se orientam por 4 eixos estratégicos. O primeiro 
eixo estratégico é o institucional, que define o papel dos diferentes atores envolvidos no processo 
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 10 
 
de se alcançar os objetivos da política no país. Destacam-se os papéis do Poder Executivo 
(responsável pelos processos de planejamento, desenho, avaliação, condução e articulação da 
política), das empresas estatais (a cargo dos principais instrumentos de aplicação da política) e dos 
atores privados (cuja atuação é orientada de modo a se evitar a monopolização nos mercados 
energéticos e a se promover o fortalecimento do aparato produtivo nacional). O segundo eixo 
apresenta diretrizes referentes à oferta de energia com vistas à diversificação da matriz energética, 
tanto de fontes como de fornecedores, buscando reduzir custos, diminuir dependência do petróleo 
e fomentar a participação de fontes próprias do Uruguai, em particular as renováveis. O processo 
de diversificação energética deve propiciar transferência de tecnologia e desenvolvimento de 
capacidades nacionais e procurar minimizar o impacto ambiental do setor. O eixo de demanda de 
energia norteia a promoção da eficiência energética em todos os setores da atividade nacional e 
para todos os usos de energia por meio de um melhor uso dos recursos energéticos, de forma que 
não sejam diminuídos os níveis de produção, o conforto e a atenção às necessidades cotidianas. 
Busca-se alcançar com esse eixo uma mudança cultural em relação aos hábitos de consumo, através 
do sistema educacional formal e informal. Por fim, o eixo social define diretrizes referentes ao 
acesso adequado à energia para todos os setores sociais, de forma segura e a um custo acessível, 
fazendo da política energética um instrumento para promoção da integração social e melhoria de 
qualidade da democracia. 
A partir dos eixos estratégicos, se estabeleceram as metas a serem alcançadas no curto, 
médio e longo prazo. As metas de curto prazo (até 2015), preveem que a participação de fontes 
renováveis na matriz energética primária alcance 50% (sendo 15% de fontes renováveis não-
convencionais e 30% da biomassa de resíduos agroindustriais e urbanos) e que a cultura da 
eficiência energética esteja difundida por toda a sociedade. No médio prazo (até 2020), há metas 
previstas em termos de modernização de refinarias (construção de capacidades para 
processamento de óleo cru pesado), redução do consumo energético do país em 20% em relação 
a um cenário projetado, acesso adequado à energia para todos os setores da sociedade, dentre 
outras. Para o longo prazo (até 2030), fixaram-se metas relativas a alcançar uma das melhores 
intensidades energéticas do mundo, estabelecer empresas líderes a nível mundial (na produção de 
insumos energéticos e no desenvolvimento de processos de eficiência energética) e atingir 
integração energética nacional (i.e projetos bi e tri-nacionais em operação), dentre outras. 
Terceiro elemento da PE2005-2030, as linhas de ação são o componente mais dinâmico da 
política, uma vez que devem ser revistas com periodicidade à luz da análise de situação (descrita a 
seguir). Elas indicam as ações necessárias para que as metas sejam atingidas. Dentre as mais de    
30 linhas de ação, incluem-se: fortalecer capacidades institucionais de entidades governamentais, 
adequar o marco normativo do setor energético às diretrizes estratégicas e metas da política, 
realizar estudos sobre alternativas de geração elétrica para médio e curto prazo e impulsionar a 
cogeração e outros instrumentos para melhorar a eficiência energética. 
Por fim, o último elemento da PE2005-2030 é a análise de situação do tema energético no 
país, na região e no mundo. Essa análise, a ser repetida com regularidade, deve servir como base 
para a revisão das linhas de ação da política. 
Assim, a PE2005-2030 fornece um arcabouço que orienta a implementação de um conjunto 
de medidas (decretos e resoluções ministeriais) para alcançar os objetivos e as metas estabelecidas 
nessa política (OPP, 2019). O Decreto 77/2006 foi um antecedente importante para a forma de 
condução da política energética uruguaia e pode ser entendido como um instrumento exploratório 
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 11 
 
do interesse do mercado em ofertar energias alternativas (ibid.). Esse decreto determinou que a 
empresa energética do país (Administración Nacional de Usinas y Trasmisiones Eléctricas – UTE) 
celebrasse contratos de compra e venda de energias renováveis somando um total não-superior a 
60 MW, inicialmente distribuída de forma equitativa entre as fontes eólica, biomassa e pequenas 
centrais hidrelétricas (ibid.). O leilão que se seguiu ao decreto teve como resultado ofertas de 
energia de fonte eólica e da biomassa. O decreto representou um modelo que foi característico da 
PE2005-2030, expressado por 
i) Aposta, em uma primeira etapa, em energia eólica e da biomassa;  
ii) Participação do capital privado através de processos competitivos (leilões); 
iii) Incentivos ao desenvolvimento de componente nacional nos investimentos;  
iv)  Autorização à UTE de transferir para as tarifas o que foi interpretado naquele momento 
como um sobre-custo para o sistema em função da opção pelas renováveis (ibid.).  
Posteriormente, foram editados decretos que dariam escala ao modelo estabelecido pelo 
Decreto 77/2006. Em energia eólica, por exemplo, foi aprovado o Decreto 403/2009, que 
determinaria à UTE a contratação, através de processos competitivos, de 300 MW dessa fonte 
energética, complementado posteriormente pelos Decretos 159/2011 e 424/2011. Esse exemplo 
ilustra o papel executor da PE2005-2030 pela UTE e é considerado um pilar do desenvolvimento 
da energia eólica no Uruguai (OPP, 2019). Outro exemplo é o caso da biomassa (lenha, resíduos 
florestais, licor negro, casca de arroz, bagaço de cana de açúcar, resíduos sólidos urbanos ou 
industriais), que também esteve contemplada pelo Decreto 77/2006 e cuja contratação pela UTE 
foi ampliada pelo Decreto 367/2010, que estabeleceu a feed-in tariff, ou seja, sobre-preço na tarifa 
de energia elétrica injetada na rede a partir de fontes renováveis (ibid.). 
Similarmente, no caso da energia solar fotovoltaica, iniciou-se, prospectivamente, com um 
instrumento de fomento em pequena escala para depois introduzir um instrumento que permitiria 
uma ampliação da capacidade instalada. Foi aprovado o Decreto 173/2010 que determinou a 
compra pela UTE de toda energia injetada na rede de baixa tensão a partir de fontes renováveis 
não-convencionais. Na sequência, o Decreto 133/2013 estabeleceu uma licitação para plantas 
solares fotovoltaicas de maior escala. Também foram promovidos sistemas solares fotovoltaicos 
off-grid para aumentar o acesso à eletricidade em sistemas isolados da rede elétrica nacional. A 
redução de custos desse tipo de tecnologia foi importante para a expansão desses sistemas, mas 
também tiveram um papel importante projetos executados, tais como o projeto Luzes para 
Aprender, o qual permitiu que 100% das escolas no Uruguai fossem eletrificadas (OPP, 2019). 
No caso da energia solar térmica, destaca-se o Decreto 50/2012, que estabeleceu o Plano 
Solar com a finalidade de promover e financiar a aquisição de equipamentos de energia solar-
térmica para residências que permitem poupar até 70% do consumo energético destinado ao 
aquecimento de água, por meio de uma linha de crédito em condições favoráveis para o usuário 
do Banco Hipotecário do Uruguai (OPP, 2019). Houve ainda outros instrumentos, tais como o 
Decreto 173/2010, que permitiu a auto-geração de energia renovável (solar fotovoltaica, eólica, 
pequenas centrais hidrelétricas e biomassa) e a venda de excedentes para a rede de baixa tensão 
ao preço tarifário de compra da UTE. 
Ademais, foram introduzidos instrumentos sob a forma de incentivos fiscais para energias 
sustentáveis, tais como a redução de imposto de renda (impuesto a las rentas de las actividades 
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 12 
 
económicas) em até 90% para as atividades de cogeração, energias renováveis e eficiência 
energética (Decreto 354/2009) e a exoneração do imposto sobre valor agregado para vendas de 
lâmpadas LED ao poder público para fins de iluminação pública (Decreto 133/2019). 
Destaca-se, como último exemplo de medida que contribui para a implementação da 
PE2005-2030, a aprovação da Lei de Promoção do Uso Eficiente da Energia (Lei 18.597 de 2009) 
em 2009 pelo Parlamento uruguaio e do Plano Nacional de Eficiência Energética 2015-2024 (MIEM, 
2015) pelo Conselho de Ministros do Uruguai em 2015. Com objetivo de evitar o consumo de      
1.690 ktep de energia ao longo do período de 2015-2024 em relação a uma projeção do consumo 
energético nesse período, são introduzidos instrumentos regulatórios, tais como o Programa de 
Normatização e Etiquetagem em Eficiência Energética, e instrumentos econômicos e financeiros 
reembolsáveis e não-reembolsáveis. Dentre os últimos, destacam-se:  
i) O Fideicomiso Uruguayo de Ahorro y Eficiencia Energética (Fundaee), um mecanismo 
para promover e financiar para projetos e atividades vinculados à eficiência energética; 
ii) A criação de Certificados de Eficiência Energética, que proporciona uma renda 
monetária por medidas de eficiência energética implantadas (com fundos do Fudaee) e 
iii) O Fideicomiso de Eficiencia Energética, um fundo garantidor no âmbito do Fudaee para 
apoiar empresas que desenvolvam projetos de eficiência energética visando a 
facilitação do acesso a crédito (MIEM, 2015). 
Em suma, a PE2005-2030 vem sendo implementada por um conjunto de instrumentos, cuja 
coordenação é proporcionada pelas diretrizes, metas e linhas de ação dessa política. 
 
 
 
 
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 13 
 
II. Os investimentos promovidos pela 
PE 2005-2030 
A PE2005-2030 promoveu um grande impulso aos investimentos sustentáveis no Uruguai, com 
repercussão internacional. O Uruguai tornou-se, em 2012, líder mundial em investimentos em 
energias renováveis em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB; REN21, 2014), os quais 
representaram cerca de 3% do PIB naquele ano (WWF, 2014) – enquanto, para fins de comparação, 
na América Latina investiu-se 1,26% do PIB da região em infraestrutura energética em 2012 (CEPAL, 
2014). Em um curto espaço de tempo, o Uruguai passou a ser considerado uma liderança global 
em energias limpas e um definidor de tendências mundiais em matéria investimentos em energias 
renováveis (WWF, 2014). Os investimentos em energias limpas no Uruguai apresentaram um salto 
a partir de 2011 (Gráfico 1) e atingiram seu pico em 2015, quando registraram a marca de 1,4 bilhões 
de dólares (BloombergNEF, 2018). Predominam (mais de 80%) os investimentos em geração eólica, 
seguida de solar (ibid.). Os investimentos estrangeiros sobressaem, com uma participação de       
91% nos investimentos totais do setor (ibid.). 
  
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 14 
 
 
Gráfico 1  
Investimento em energias limpas no Uruguai, 2006–2017 
 (Em milhões de dólares) 
 
Fonte: Bloomberg New Energy Finance (BloombergNEF), ClimateScope 2018. Uruguay, [online] global-climatescope.org/results/UY 
[acesso em: 10 de junho de 2019], 2018. 
 
Esse aumento dos investimentos é diretamente atribuído à PE2005-2030 e aos instrumentos 
utilizados para sua implementação (WWF, 2014; REN21, 2014; IRENA, 2015; FGV, 2016; 
BloombergNEF, 2018; OPP, 2019). Dentre os últimos, destaca-se o papel dos leilões de energia da 
UTE, os quais não apenas permitiram a diversificação da matriz energética, como também 
aumentaram a concorrência no setor e promoveram a participação do setor privado (ibid.). O 
esquema contratual da UTE (do tipo power purchase agreement) com os fornecedores de 
eletricidade gerada por fontes renováveis e a garantia de compra de toda a energia produzida 
reduzia significativamente os riscos dos investimentos, proporcionando segurança tanto para 
investidores quanto para financiadores (OPP, 2019). Também foram importantes para o aumento 
dos investimentos nas fontes energéticas não-convencionais (especialmente eólica e solar 
fotovoltaica) as significativas reduções de custos dessas tecnologias mundialmente (ibid.). Destaca-
se, ainda, a importância do Fundaee e dos instrumentos operados pelo mesmo, os quais, conforme 
descrito na seção anterior, atuam desde em mitigação de riscos aos investimentos (por exemplo, 
por meio de fundo garantidor), como no estímulo ao desenvolvimento de capacidades tecnológicas 
no Uruguai na área de eficiência energética.
38,0 5,3
93,1 98,5
26,4
515,1
456,6
1 245,6 1 186,1
1 373,2
938,3
633,8
 0
 200
 400
 600
 800
1 000
1 200
1 400
1 600
2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 15 
 
III. Os impactos econômicos, sociais e ambientais  
da PE 2005-2030 
Como resultados dos investimentos em energias limpas, em pouco mais de uma década, a 
participação de fontes renováveis (principalmente biomassa e eólica) no abastecimento energético 
uruguaio duplicou (passando de menos de 30% em 2006 para mais de 60% em 2017; OPP, 2019). 
Além disso, o uso de petróleo e derivados para abastecimento energético em 2017 reduziu-se para 
o nível observado em 2007 em termos absolutos (ibid.). Esses dados evidenciam que está em curso 
uma transformação estrutural do setor energético uruguaio alinhada com os objetivos da     
PE2005-2030. Em termos de capacidade instalada (Gráfico 2), ainda predomina a hidroeletricidade, 
em níveis estáveis (de 1.538 MW) desde 2000 (MIEM, 2017). A capacidade de geração eólica partiu 
de menos de 50 MW em 2008, para 481,3 MW em 2014 e atingiu mais de 1.510,7 MW em 2017 
(ibid.). Similarmente, a potência instalada para biomassa partiu de menos de 200 MW em 2008, 
chegando 424,6 MW em 2017 (ibid.). Já a geração solar partiu de 0,1 MW de potência instalada em 
2010, chegou 64,5 MW em 2015 e, em 2017, chegou a 242,6 MW (ibid.). 
  
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 16 
 
Gráfico 2 
Potência instalada por fonte, 2010-2017 
(Em megawatts) 
 
Fonte: Ministério de Indústria, Energia e Mineração do Uruguai (MIEM), “Balance Energético 2017: serie histórica 1965-2017”, [online] 
Montevideo, https://ben.miem.gub.uy [acesso em: 04 de junho de 2019] 2017. 
 
As transformações na capacidade instalada levaram a mudanças significativas na oferta de 
energia primária (gráfico 3). Observa-se uma queda contínua da participação de fontes fósseis 
desde 2004, quando essa fonte representou 72% da oferta primária total, chegando a 17% em 2017 
(MIEM, 2017). A redução da participação das fontes fósseis explica-se por um aumento significativo 
de participação das renováveis, notadamente da biomassa (de 15% em 2004 para 56% em 2017), 
seguida de eólica (de menos de 1% em 2013 para 8,2% em 2017) e, em menor medida, solar 
(inexistente até 2013 e com 0,7% em 2017; ibid.). O ano de 2017 foi um marco para o setor de 
renováveis, pois foi a primeira vez que energias renováveis exceto hidroeletricidade responderam 
pela maior parte (64,7%) da energia primária total ofertada no país (ibid.)2.  
  
                                                   
2  Nota-se, contudo, que a redução da oferta de fonte fóssil no ano 2017 deve-se em boa medida à paralização das atividades 
da refinaria La Teja de fevereiro a setembro, devido a manutenção programada (MIEM, 2017). 
 0
 500
1 000
1 500
2 000
2 500
3 000
3 500
4 000
4 500
5 000
2 0 1 0 2 0 1 1 2 0 1 2 2 0 1 3 2 0 1 4 2 0 1 5 2 0 1 6 2 0 1 7
Hidroeletricidade Fóssil Biomassa Eólica Solar
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 17 
 
Gráfico 3 
Participação de cada fonte no total da oferta de energia primária, 2000-2017 
(Em percentagens) 
  
Fonte: Ministério de Indústria, Energia e Mineração do Uruguai (MIEM), Balance Energético 2017: Serie histórica 1965-2017, [online] 
Montevideo, https://ben.miem.gub.uy [acesso em: 04 de junho de 2019] 2017. 
Nota: Fóssil inclui petróleo, carvão e gás natural. Biomassa inclui lenha, resíduos e biocombustíveis. 
 
Em matéria de geração elétrica (ver Gráfico A nos materiais suplementares), o Uruguai ocupa 
a 4º posição entre os países com maior participação de eólica no mundo (REN21, 2017), com         
26% de eletricidade produzida a partir dessa fonte em 2017 (uma evolução significativa comparado 
com sua participação em 2014 de menos 6%; MIEM, 2017). O Uruguai apresentou em 2017             
98% de produção elétrica a partir de fontes renováveis, sendo 52% hidroeletricidade, 26% eólica, 
18% biomassa e 2% solar. Reduzidas a somente 2% em 2017, as fontes fósseis observaram 
significativa redução comparado com sua participação em 2011, quando chegaram a responder por 
um quarto da eletricidade produzida no Uruguai. 
Em relação à eficiência energética (ver Gráfico B nos materiais suplementares), chegou-se à 
economia de 62,3 ktep em 2016, o que representa mais de 90% da meta estipulada para o ano e é 
equivalente ao consumo de energia de 260.000 lares uruguaios durante um ano (MIEM, 2018). A 
maior parte da economia de energia foi alcançada nos setores residencial (41%) e industrial (41%), 
seguidos de comércio e serviços (9%), setor público (7%) e transporte (1%). 
A transição para um sistema energético com maior presença de energias limpas resultou em 
impactos positivos em termos de reduções de emissões de gases do efeito estufa. Em termos de 
emissões de dióxido de carbono (CO2), em 2017 o Uruguai alcançou o menor nível absoluto de 
emissões desse gás desde 2007 (MIEM, 2017). Em termos per capita, desde 2012 (2,4 ton 
CO2/habitante) reduções vêm sendo observadas, atingindo 1,6 ton CO2/habitante em 2017 (ibid.). 
Em relação ao PIB, observou-se um desacoplamento significativo, uma vez que em 2000 o país 
registrou 12,3 toneladas por milhão de pesos uruguaios (ton CO2/M$) e em 2017 alcançou                
8,3 ton CO2/M$ em termos reais (ibid.). 
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
20
00
20
01
20
02
20
03
20
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20
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20
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20
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Fóssil Hidroeletricidade Biomassa Eólica Solar
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 18 
 
Um impacto social fundamental da PE2005-2030 foi universalizar o acesso à eletricidade 
(gráfico 4). Em 2016, 100% da população uruguaia passou a ter acesso à eletricidade (Banco 
Mundial, 2019), ou seja, atingiu-se a universalização. Ademais, 1.300 lares socialmente vulneráveis 
foram contemplados com subsídios, oferecidos sobre uma cesta de serviços energéticos básicos, 
tais como eletricidade e gás de cozinha (MIEM, 2015 e 2018). 
 
Gráfico 4 
Proporção da população com acesso à eletricidade, 2000-2016 
(Em percentagens) 
 
Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators [base de dados online], Washington, https://data.worldbank.org [acesso em:   
10 de junho de 2019], 2019. 
 
Na dimensão econômica, além do significativo aumento dos investimentos em energias 
limpas, um impacto importante da PE2005-2030 refere-se à construção de capacidades 
tecnológicas e produtivas, que contribuíram para reduzir a dependência externa de energia e a 
vulnerabilidade externa da economia do país. As 377 medidas de eficiência energética aprovadas 
por meio dos Certificados de Eficiência Energética até 2017, representando uma economia de       
11,9 ktep/ano, proporcionaram recompensas no montante de três milhões de dólares aos seus 
executores (MIEM, 2018) e são simbólicas das capacidades que estão sendo construídas no país. A 
participação de fontes importadas na oferta primária de energia (gráfico 5) foi significativamente 
reduzida, passando de 74% em 2004 para 15% em 2017. Ademais, registra-se a criação de empresas 
de serviços energéticos, que chegaram a 91 em 20183 , a qual também é um indicador de construção 
de capacidade. 
  
                                                   
3  http://www.eficienciaenergetica.gub.uy/esco. 
98,0% 98,1%
98,2% 98,2%
98,3% 98,4%
98,5%
98,7% 98,8%
98,8%
99%
99,2%
99,3%
99,6% 99,7% 99,7%
100%
97,00%
97,500%
98,00%
98,500%
99,00%
99,500%
100,00%
20
00
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01
20
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CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 19 
 
Gráfico 5 
Proporção da oferta de energia primária que é importada, 2000-2017 
(Em percentagens) 
 
Fonte: Ministério de Indústria, Energia e Mineração do Uruguai (MIEM), Balance Energético 2017: Serie histórica 1965-2017, [online] 
Montevideo, https://ben.miem.gub.uy [acesso em: 04 de junho de 2019] 2017. 
 
Os dados apresentados ilustram que o Uruguai está passando por um processo de 
transformações estruturais que, propulsadas pela PE2005-2030 e seu conjunto que instrumentos, 
tem levado a impactos econômicos, sociais e ambientais positivos. 
62,779%
58,580%
41,642%
59,600%
74,350%
63,772%
67,962%
52,449%
54,564%
52,449%
49,053%
36,911%
54,360%
44,648%
40,856%
41,347%
39,759%
15,104%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
20
00
20
01
20
02
20
03
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20
05
20
06
20
07
20
08
20
09
20
10
20
11
20
12
20
13
20
14
20
15
20
16
20
17

CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 21 
 
IV. Análise da PE 2005-2030 à luz do big push para  
a sustentabilidade e da Agenda 2030 
A abordagem do Big Push para a Sustentabilidade é definida pela Comissão Econômica para a 
América Latina e o Caribe (CEPAL) das Nações Unidas da seguinte forma:  
O Big Push Ambiental representa uma articulação e coordenação de políticas (públicas e 
privadas, nacionais e subnacionais, setoriais, tributárias, regulatórias, fiscais, de financiamento, de 
planejamento etc.) que alavanquem investimentos nacionais e estrangeiros para produzir um ciclo 
virtuoso de crescimento econômico, gerador de emprego e renda, redutor de desigualdades e brechas 
estruturais e promotor de sustentabilidade (CEPAL/FES, 2019). 
Pode-se afirmar, a partir do que foi descrito, que a PE2005-2030 é um exemplo claro de 
articulação e coordenação de políticas, na medida em que a política forneceu um arcabouço 
coeso de diretrizes, metas e linhas de ação para o amplo conjunto que instrumentos de políticas 
que foi subsequentemente introduzido para implementá-la. Por exemplo, o eixo institucional das 
diretrizes estratégicas da PE2005-2030 contribui para uma governança ordenada e eficiente da 
política ao indicar claramente os papéis dos atores públicos e privados. Já os objetivos e as metas 
de curto, médio e longo prazo definidas na PE2005-2030 ajudam a construir uma visão comum 
para o futuro do setor energético do país, oferecendo sinais claros para a atuação governamental 
e corporativa, reduzindo incertezas e criando um ambiente de negócios favorável aos 
investimentos sustentáveis. 
Ficou evidente, ademais, a capacidade da PE2005-2030 de mobilizar investimentos públicos 
e privados, nacionais e estrangeiros. Há diversos instrumentos utilizados na implementação da 
PE2005-2030 que tiveram o papel de alavancar investimentos sustentáveis, tais como instrumentos 
de redução riscos (e.g. fundos garantidores) e promotores de maior rentabilidade (por exemplo, 
incentivos fiscais e prêmios para desempenho em eficiência energética). Destacam-se, contudo, os 
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 22 
 
leilões de energia realizados pela empresa pública de energia (UTE) para investidores privados 
(fornecedores), que, juntamente com a garantia de compra da energia gerada, são exemplos de 
como o poder público e o mundo corporativo podem atuar de forma sinérgica para mobilizar os 
investimentos necessários para uma transição energética sustentável. Fundamentalmente, 
provavelmente foi o conjunto de instrumentos como um todo, de forma coordenada, que 
determinou os significativos montantes atraídos para o setor energético uruguaio. 
Ainda, quanto a produzir um ciclo virtuoso de desenvolvimento no tripé da sustentabilidade 
(econômico, social e ambiental), faz-se uma reflexão a partir das três eficiências definidas no 
contexto da abordagem do Big Push para a Sustentabilidade. 
A primeira é a eficiência schumpeteriana, segundo a qual uma matriz produtiva mais 
integrada, complexa e intensiva em inovação gera externalidades positivas de aprendizado e de 
conhecimento acumulado que se irradiam em toda a cadeia de valor (CEPAL/FES, 2019). Observa-
se que a PE2005-2030 e seus instrumentos buscam desenvolver novas capacidades tecnológicas, 
estimulando inovações e geração de conhecimento a partir de aprendizado cumulativo. Por 
exemplo, o Fundaee apresenta linhas de financiamento para o desenvolvimento de capacidades 
via projetos de desenvolvimento tecnológico e de inovação (OPP, 2019). Instrumentos dessa 
natureza impulsionam fluxos de conhecimento por toda a economia, contribuindo para diminuir as 
brechas estruturais do desenvolvimento econômico latino-americano, tais como a 
heterogeneidade produtiva. 
A segunda eficiência é a keynesiana, que destaca os benefícios de se atuar em nichos de 
mercado cuja demanda esteja em rápida expansão nacionalmente ou internacionalmente 
(CEPAL/FES, 2019). Ao apresentar rápido crescimento, tais segmentos de mercado permitem gerar 
ganhos de escala e escopo, que aceleram ainda mais a economia, gerando mais empregos. Nota-
se que o setor de energias renováveis, no qual a PE2005-2030 está focada, é um setor de grande 
expansão no panorama internacional, tendo se tornado um mercado multi-bilionário na última 
década (BloombergNEF, 2018; REN21, 2019). 
A terceira e última eficiência é a da sustentabilidade, que se refere a gerar crescimento 
econômico para geração de empregos desacoplado de aumento de emissões de gases do efeito 
estufa e da depreciação do capital natural (CEPAL/FES, 2019). Ao contrário, o desenvolvimento 
econômico deve ocorrer de forma harmoniosa e até proporcionando maior conservação dos 
recursos naturais, que são a base física sobre a qual o crescimento econômico pode se manifestar. 
Essa eficiência se coaduna fortemente com os preceitos básicos da PE2005-2030, que tem 
conseguido reduzir as emissões de carbono tanto em termos absolutos quanto em termos relativos 
(MIEM, 2017). 
Um ponto central do Big Push para a Sustentabilidade é reconhecer a importância das 
especificidades da América Latina e o Caribe, particularmente em termos das brechas estruturais 
de desenvolvimento nos países da região. Com o intuito de reduzir as brechas estruturais e as 
heterogeneidades produtivas (assimetrias que a região possui dentro dos próprios países e perante 
países mais desenvolvidos), particularmente no sentido de diminuir a dependência uruguaia de 
importações e de tecnologia estrangeira, observa-se que a PE2005-2030 é convergente também 
com esse elemento da abordagem do Big Push para a Sustentabilidade. 
Por fim, são observadas sinergias significativas entre os impactos da PE2005-2030 e a  
Agenda 2030 e seus 17 ODS (ONU, 2015). A PE2005-2030 tem contribuído diretamente para o 
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 23 
 
atingimento do ODS 7 que aborda o tema do acesso confiável, sustentável, moderno e a preço 
acessível à energia para todas e todos, mas também para promover o crescimento econômico 
sustentado, inclusivo e sustentável (ODS 8), construir infraestruturas resilientes, promover a 
industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação (ODS 9), reduzir a desigualdade   
(ODS 10), assegurar padrões de produção e consumo sustentáveis (ODS 12), tomar medidas 
urgentes para combater a mudança climática e seus impactos (ODS 13) e fortalecer os meios de 
implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável (ODS 17). 
 

CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 25 
 
V. Considerações finais 
O estudo da PE2005-2030 no Uruguai proporciona lições aprendidas importantes para casos de 
aplicação da abordagem do Big Push para a Sustentabilidade. Como uma política que logrou 
coordenar um conjunto amplo de instrumentos de políticas, a partir de diretrizes estratégicas, 
metas de curto, médio e longo prazo e linhas de ação claras e explícitas, a PE2005-2030 foi capaz 
de mobilizar investimentos significativos em energias sustentáveis, os quais transformaram 
estruturalmente a matriz energética do país, com impactos positivos para a economia, a sociedade 
e o meio ambiente. 
A PE2005-2030 proporcionou o fio condutor que permitiu gerar coordenação ao conjunto 
de instrumentos adotados. Esses instrumentos foram inicialmente introduzidos de forma 
exploratória, em pequena escala, o que gerou um aprendizado tanto para os formuladores de 
políticas públicas quanto para as empresas e atores do setor energético e industrial. Posteriormente 
e agregando ao aprendizado obtido, os instrumentos foram ampliados e estendidos, permitindo 
investimentos de maior escala e de maior impacto. Esse processo permitiu construir um mix 
apropriado de instrumentos no contexto dos objetivos da política energética do país. Atuar 
progressivamente, de forma a gerar aprendizados, baseado em uma visão de longo prazo e de 
planejamento e de maneira coordenada é uma lição aprendida do caso uruguaio que pode ser 
utilizada em outros locais. 
Além disso, a PE2005-2030 gerou um grande impulso (ou big push) para a mobilização de 
investimentos, nacionais e estrangeiros, públicos e privados nas áreas-chave dessa política. Ou seja, 
houve uma ampliação da complementariedade dos investimentos e da coordenação dos diversos 
setores da economia rumo à implementação das metas e objetivos dessa política, as quais podem 
ser um modelo de articulação entre o poder público e o mundo corporativo para mobilizar 
investimentos necessários para uma transição energética sustentável. 
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 26 
 
Outra lição aprendida a partir da política energética uruguaia é a construção de consenso 
político e de estabilidade institucional. Ao realizar um processo de discussão ampla, que resultou 
na PE2005-2030 e que posteriormente foi referendado por uma comissão multipartidária, o caso 
uruguaio ressalta que processos decisórios plurais são importantes para gerar um ambiente de 
confiança, desenvolver marcos legais e regulatórios estáveis e efetivos e estabelecer uma 
governança ordenada, na qual os papeis de cada agente estejam claramente definidos. 
Finalmente, destaca-se a construção de capacidades de planejamento e de análise pelo 
Estado. A área do MIEM que lidera a PE2005-20304, partindo de uma equipe de 4 pessoas que não 
eram especialistas em energia ao início dessa política, hoje conta com uma equipe multidisciplinar 
de mais 50 pessoas, tornando-se um think tank com especialistas qualificados para pensar e 
executar política energética no país. 
Aponta-se que, atualmente, a principal barreira para se aumentarem os investimentos em energia 
limpa no Uruguai é o fraco crescimento da demanda (BloombergNEF, 2018). Na medida em que o 
país já adquiriu uma capacidade instalada significativa comparada com seu relativamente pequeno 
mercado doméstico, agora haveria pouca margem para adições de capacidade (ibid.). Não 
obstante, há um potencial grande para investimentos novos, por exemplo, nos campos de eficiência 
energética, distribuição elétrica (e.g. microgrids), armazenamento de energia (por exemplo, 
baterias), transportes sustentáveis, smart cities, dentre outros (MIEM, 2018; OPP, 2019). 
 
                                                   
4  Dirección Nacional de Energía. 
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 27 
 
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 (2019), “Renewables 2019: Global Status Report,” [online] Paris, http://www.ren21.net/wp-content/ 
uploads/2018/06/17-8652_GSR2018_FullReport_web_final_.pdf [acesso em: 11 de junho de 2019]. 
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CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 29 
 
Anexos
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 30 
 
Anexo 1                                                                                          
Matriz de geração energética do Uruguai, 2010-2017 
 
Gráfico A1 
Participação de cada fonte na geração de energia elétrica, 2010-2017 
(Em porcentagens)  
 
 
 
Fonte: Ministério de Indústria, Energia e Mineração do Uruguai (MIEM), Balance Energético 2017: Serie histórica 1965-2017, [online] 
Montevideo, https://ben.miem.gub.uy [acesso em: 04 de junho de 2019] 2017. 
 
 
 
 
 
 
 
 
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
2 0 1 0 2 0 1 1 2 0 1 2 2 0 1 3 2 0 1 4 2 0 1 5 2 0 1 6 2 0 1 7
Hidreletricidade Fóssil Biomassa Eólica Solar
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 31 
 
 
Anexo 2                                                                                           
Distribuição da energia poupada por setor, 2016 
 
Gráfico A2 
Distribuição da energia poupada (62.3 ktep) por setor, 2016  
(Em porcentagens)  
 
Fonte: “Memoria 2017 - Demanda, acceso y eficiencia Energética”, [online] Montevidéu, http://www.eficienciaenergetica.gub.uy/ 
materiales-de-difusion/-/asset_publisher/f9byh6t6rH0p/content/memoria-2017-demanda-acceso-y-eficiencia-energetica [acesso 
em: 07 de junho de 2019].
9%
7%
41%
41%
1%
Comércio e serviços 9%
Setor público 7%
Indústria 41%
Residencial 41%
Transporte 1%
CEPAL - Série Estudos e Perspectivas-Brasília N°4 O grande impulso (big push) energético... 32 
 
 
 
Série 
Estudos e Perspectivas-Brasília. 
Números publicados 
A lista completa e os arquivos pdf estão disponíveis em 
www.eclac.org/publicaciones 
4. O grande impulso (big push) energético do Uruguai, Camila Gramkow, Pedro Brandão da Silva Simões e 
Roberto Kreimerman (LC/TS.2019/113) (LC/BRS/TS.2019/5), 2019. 
3. Densidade de contribuição na previdência social do Brasil, Marcos Vinicius Chiliatto-Leite (LC/TS.2017/109) 
(LC/BRS/TS.2017/3), 2017. 
2. Investimentos externos en serviços e efeitos potenciais da negociação da ALCA, Michel Alexandre, Otaviano 
Canuto e Gilberto Tadeu Lima (LC/L.1928-P) (LC/BRS/L.29), 2003. 
1. Compras governamentais: políticas e procedimentos da Organização Mundial do Comércio, União Europeia, 
Nafta, Estados Unidos e Brasil, Heloiza Camargos Moreira e José Mauro Morais (LC/L.1927-P) (LC/BRS/L.28), 2003. 
ESTUDOS E 
PERSPECTIVAS
Números publicados:
4 O grande impulso (big push) 
energético do Uruguai
Camila Gramkow, Pedro Brandão da Silva 
Simões e Roberto Kreimerman
3 Densidade de contribuição na 
previdência social do Brasil
Marcos Vinicius Chiliatto-Leite
2 Investimentos externos en serviços 
e efeitos potenciais da negociação 
da ALCA
Michel Alexandre, Otaviano Canuto  
e Gilberto Tadeu Lima
1 Compras governamentais
Políticas e procedimentos da Organização 
Mundial do Comércio, União Europeia, 
Nafta, Estados Unidos e Brasil
Heloiza Camargos Moreira e José Mauro Morais

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