<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="no"?>
<dublin_core schema="dc">
<dcvalue element="type" qualifier="biblevel" language="es_ES">Sección o Parte de un Documento</dcvalue>
<dcvalue element="date" qualifier="issued" language="es_ES">1995</dcvalue>
<dcvalue element="language" qualifier="iso" language="es_ES">es</dcvalue>
<dcvalue element="callnumber" qualifier="null" language="es_ES">382.3 B584L(58739)</dcvalue>
<dcvalue element="contributor" qualifier="author" language="es_ES">Corden, W. Max</dcvalue>
<dcvalue element="doctype" qualifier="null" language="es_ES">Coediciones</dcvalue>
<dcvalue element="subject" qualifier="spanish" language="es_ES">NAFTA</dcvalue>
<dcvalue element="coverage" qualifier="spatialspa" language="es_ES">AMERICA LATINA</dcvalue>
<dcvalue element="subject" qualifier="spanish" language="es_ES">LIBERALIZACION DEL INTERCAMBIO</dcvalue>
<dcvalue element="subject" qualifier="spanish" language="es_ES">NEGOCIACIONES COMERCIALES</dcvalue>
<dcvalue element="subject" qualifier="spanish" language="es_ES">TRATADOS</dcvalue>
<dcvalue element="subject" qualifier="spanish" language="es_ES">ZONAS DE LIBRE COMERCIO</dcvalue>
<dcvalue element="subject" qualifier="english" language="es_ES">FREE TRADE AREAS</dcvalue>
<dcvalue element="coverage" qualifier="spatialeng" language="es_ES">LATIN AMERICA</dcvalue>
<dcvalue element="subject" qualifier="english" language="es_ES">TRADE LIBERALIZATION</dcvalue>
<dcvalue element="subject" qualifier="english" language="es_ES">TRADE NEGOTIATIONS</dcvalue>
<dcvalue element="subject" qualifier="english" language="es_ES">TREATIES</dcvalue>
<dcvalue element="subject" qualifier="english" language="es_ES">NAFTA</dcvalue>
<dcvalue element="title" qualifier="null" language="es_ES">Una zona de libre comercio en el Hemisferio Occidental: posibles implicancias para América Latina</dcvalue>
<dcvalue element="description" qualifier="null" language="es_ES">Incluye Bibliografía</dcvalue>
<dcvalue element="relation" qualifier="ispartof" language="es_ES">En: La liberalización del comercio en el Hemisferio Occidental - Washington, DC : BID/CEPAL, 1995 - p. 13-40</dcvalue>
<dcvalue element="project" qualifier="null" language="es_ES">Proyecto Apoyo al Proceso de Liberalización Comercial en el Hemisferio Occidental</dcvalue>
<dcvalue element="identifier" qualifier="uri" language="">http://hdl.handle.net/11362/1510</dcvalue>
<dcvalue element="date" qualifier="accessioned" language="">2014-01-02T14:51:16Z</dcvalue>
<dcvalue element="date" qualifier="available" language="">2014-01-02T14:51:16Z</dcvalue>
<dcvalue element="description" qualifier="provenance" language="es_ES">Made available in DSpace on 2014-01-02T14:51:16Z (GMT). No. of bitstreams: 0
  Previous issue date: 1995</dcvalue>
<dcvalue element="topic" qualifier="spanish" language="es_ES">POLÍTICA COMERCIAL Y ACUERDOS COMERCIALES</dcvalue>
<dcvalue element="topic" qualifier="english" language="es_ES">TRADE NEGOTIATIONS</dcvalue>
<dcvalue element="workarea" qualifier="spanish" language="es_ES">COMERCIO INTERNACIONAL E INTEGRACIÓN</dcvalue>
<dcvalue element="workarea" qualifier="english" language="es_ES">INTERNATIONAL TRADE AND INTEGRATION</dcvalue>
<dcvalue element="type" qualifier="null" language="es_ES">Texto</dcvalue>
<dcvalue element="bodyfulltext">
D is tr.

NACIONES UNIDAS
COMISIÓN ECONÓMICA
PARA AMÉRICA LATINA
Y EL CARIBE - CEPAL

L IM IT A D A

L C /M E X /L .6 0 6
2 2 d e m arz o d e 2 0 0 4

O R IG IN A L :

ESPA ÑOL

PERSPECTIVAS DE UN PROGRAMA DE BIOCOMBUSTIBLES
EN AMÉRICA CENTRAL
P roy ecto U so Sustentable de H idrocarburos
(C o n v e n io C E P A L /R e p ú b lic a F e d e r a l d e A le m a n ia )

E s te d o c u m e n to fu e e la b o ra d o p o r el s e ñ o r L u iz A u g u s to H o r ta N o g u e ira , c o n s u lto r d e l P r o y e c to p a ra
la U n id a d d e E n e r g ía d e la S e d e S u b re g io n a l d e la C E P A L e n M é x ic o . L a s o p in io n e s v e rtid a s e n él so n d e
re s p o n s a b ilid a d e x c lu s iv a d e l c o n s u lto r y p u e d e n n o c o in c id ir c o n la s d e la o r g a n iz a c ió n . N o h a s id o s o m e tid o
a r e v is ió n e d ito ria l.

iii
ÍN D IC E
P ágina
P R E S E N T A C IÓ N ................................................................................................................................

1

RESU M EN

.......................................................................................................................................................................

7

B I O C O M B U S T I B L E S : A S P E C T O S T E C N O L Ó G I C O S ..........................................

11

1.

B i o c o m b u s t i b l e s y b i o e n e r g í a ...................................................................................................

11

2.

A l c o h o l e t í l i c o ..........................................................................................................................................

11

3.

B i o d í s e l ............................................................................................................................................................

18

4.

N u e v o s d e s a r r o l l o s ...............................................................................................................................

18

B I O C O M B U S T I B L E S E N B R A S I L ..............................................................................................

20

I m p l a n t a c i ó n ( 1 9 7 5 - 1 9 7 9 ) .............................................................................................................

21

I.

II.

1.
2.

III.

E x p a n s i ó n ( 1 9 8 0 - 1 9 8 5 ) ...................................................................................................................

21

3.

M e d i d a s C o n s o l i d a c i ó n ( 1 9 8 5 - a c t u a l i d a d ) ....................................................................

21

P E R S P E C T IV A S D E L O S B IO C O M B U S T IB L E S E N L O S
P A Í S E S C E N T R O A M E R I C A N O S ................................................................................................

29

1.

C o s t a R i c a .....................................................................................................................................................

29

2.

E l S a l v a d o r ..................................................................................................................................................

37

3.

G u a t e m a l a .....................................................................................................................................................

42

4.

H o n d u r a s .........................................................................................................................................................

49

5.

N i c a r a g u a .......................................................................................................................................................

53

6.

P a n a m á ............................................................................................................................................................

60

7.

U n a v i s i ó n p a r a l a r e g i ó n c e n t r o a m e r i c a n a ...................................................................

63

8.

P e r s p e c t i v a s p a r a e l g a s o h o l e n A m é r i c a C e n t r a l ..................................................

67

C U E S T IO N E S E C O N Ó M IC A S , T R IB U T A R IA S Y R E G U L A T O R IA S .

73

P r e c i o s y c o s t o s .......................................................................................................................................

73

2.

T e m a s r e g u l a d o r e s e i n s t i t u c i o n a l e s .....................................................................................

76

3.

A c u e r d o s d e c o m e r c i o i n t e r n a c i o n a l ...................................................................................

78

V.

C O N C L U S I O N E S ...........................................................................................................................................

80

1.

P a í s e s c o n p o s i b i l i d a d e s i n m e d i a t a s ................................................................................................

81

2.

P a í s e s c o n p o s i b i l i d a d e s a m e d i a n o p l a z o ...................................................................................

81

IV .

1.

A nexos

I.

B a s e s l e g a l e s y n o r m a t i v a s ......................................................................................................................

85

II.

F a c t o r e s d e c o n v e r s i ó n ..................................................................................................................................

99

P R E S E N T A C IÓ N

A

c o n tin u a c ió n

se

p re s e n ta n

lo s

fa c to re s

que

han

in d u c id o

la

e x p a n s ió n

del

uso

de

b io c o m b u s tib le s e n to d o el m u n d o y , e n p a r tic u la r , e n A m é r ic a C e n tra l, a sí c o m o a n te c e d e n te s
d e l p r e s e n te e s tu d io , s u s o b je tiv o s y la m e to d o lo g ía a d o p ta d a .

1. El interés en biocombustibles
La

b io m a s a ,

p rin c ip a lm e n te

la

le ñ a ,

fu e

d u ra n te

s ig lo s

el

p rin c ip a l

c o m b u s tib le

p a ra

la

h u m a n id a d . C o n e l c r e c im ie n to d e la d e m a n d a e n e r g é tic a , a p a r tir d e la R e v o lu c ió n I n d u s tria l,
q u e in c lu y ó la in tr o d u c c ió n d e l c a r b ó n m in e r a l y el p e tró le o , a s o c ia d o a u n a a m p lia a d o p c ió n d e
te c n o lo g ía s a d e c u a d a s p a ra su u s o , la m a triz e n e rg é tic a se tra n s fo rm ó , p a ra c e d e r el p a s o a la
u tiliz a c ió n d e re c u rs o s n o re n o v a b le s , y la b io m a s a fu e p a u la tin a m e n te p e rd ie n d o im p o rta n c ia .
P o s te rio r m e n te , a p a r tir d e la s c ris is d e l p e tró le o d e lo s a ñ o s s e te n ta , lo s c o m b u s tib le s d e r iv a d o s
d e la b io m a s a o b io c o m b u s tib le s v u e lv e n a s e r c o n s id e r a d o s a lte rn a tiv a s c a p a c e s d e s u b s titu c ió n ,
c o n v e n ta ja s , d e lo s d e r iv a d o s d e l p e tró le o . P a r tic u la r m e n te e n B r a s il, se in te n s if ic ó el e m p le o d e l
a lc o h o l d e c a ñ a d e a z ú c a r o e ta n o l c o m o c o m b u s tib le a u to m o to r , m e z c la d o c o n g a s o lin a o p u ro .
A c tu a lm e n te c e r c a d e 1 8 .0 0 0 .0 0 0 d e a u to m ó v ile s b r a s ile ñ o s , e s d e c ir , la to ta lid a d d e la f lo ta d e
v e h íc u lo s liv ia n o s e n e s te p a ís , u tiliz a a lc o h o l e n s u s m o to r e s , 3 m illo n e s d e u n id a d e s c o n s u m e n
a lc o h o l

h id ra ta d o

p u ro

y

1 5 .0 0 0 .0 0 0

consum en

g a s o lin a

con

25%

de

a lc o h o l

a n h id ro .

H ace

m u c h o s a ñ o s q u e y a n o e x is te n m á s a u to s a g a s o lin a p u r a e n B ra s il.

L a m o tiv a c ió n in ic ia l p a ra la im p le m e n ta c ió n d e u n p r o g r a m a d e b io c o m b u s tib le s , c o m o
en

el

caso

del

a lc o h o l

e n e rg é tic o ,

fu e

re d u c ir

la

d e p e n d e n c ia

e x te rn a

en

el

s u m in is tro

de

c o m b u s tib le s y a s e g u ra r el a b a s te c im ie n to d e l m e rc a d o n a c io n a l a p a rtir d e fu e n te s lo c a le s , c o n
p o te n c ia le s v e n ta ja s e n té r m in o s d e b a la n z a d e p a g o s y e q u ilib r io fis c a l. E s ta s r a z o n e s a u n d e b e n
s e r c o n s id e ra d o s v ig e n te s , p e ro
b io c o m b u s tib le s

en un

g ra n

e n la a c tu a lid a d

n ú m ero

d e p a ís e s

o tro s a s p e c to s

d e s a rro lla d o s o

se a g r e g a n p a r a p r o m o v e r lo s
en

d e s a rr o llo . A s í, p u e d e n

ser

c ita d o s : a ) la s u s te n ta b ilid a d a m b ie n ta l d e lo s b io c o m b u s tib le s , p o r s e r u n a f o r m a r e n o v a b le d e
e n e rg ía ,

o

d in a m iz a r

por
la s

p re s e n ta r

un

a c tiv id a d e s

m enor

a g ríc o la s

p r o d u c c ió n d e lo s b io c o m b u s tib le s , y

im p a c to
y

a m b ie n ta l

g e n era r

e m p le o

en

el
el

en

c ) la d iv e rs ific a c ió n

u so

fin a l;

m e d io

b ) la

ru ra l,

por

p o s ib ilid a d
m e d io

de

de
la

e s tra té g ic a q u e lo s b io c o m b u s tib le s

tr a e n a lo s s e c to re s a g r o in d u s tr ia le s e v e n tu a lm e n te e s ta n c a d o s o e n re tra c c ió n .

E n tre lo s n u e v o s fa c to re s a rrib a m e n c io n a d o s , lo s a s p e c to s a m b ie n ta le s h a n s id o lo s m á s
d ifu n d id o s , e n té r m in o s lo c a le s y g lo b a le s . C o n r e la c ió n a lo s ín d ic e s d e e m is ió n a tm o s f é r ic a d e
im p a c to lo c a l, y c o n la s ig n if ic a tiv a e v o lu c ió n d e la s te c n o lo g ía s d e c o m b u s tió n y a b a tim ie n to d e
gases

c o n ta m in a n te s

b io c o m b u s tib le s

de

s ig u e n

lo s

m o to re s ,

p re s e n ta n d o

in d e p e n d ie n te m e n te

v e n ta ja s

c o m p a ra tiv a s

del
fre n te

c o m b u s tib le
a

lo s

a d o p ta d o ,

c o m b u s tib le s

lo s

fó s ile s ,

e s p e c ia lm e n te e n c u a n to a la e m is ió n d e p a rtíc u la s y c o m p u e s to s d e a z u fre . D e s d e el p u n to d e
v is ta d e la s e m is io n e s d e im p a c to g lo b a l, a s o c ia d a s al e fe c to in v e rn a d e ro , lo s b io c o m b u s tib le s
s o n n ítid a m e n te
c arb o n o

lib e ra d o

f o to s ín te s is .

s u p e rio re s y
en

su

p e rm ite n u n

c o m b u s tió n

s e n s ib le b e n e fic io

re s u lta

del

carb o n o

a m b ie n ta l, y a

a tm o s fé ric o

que

el d ió x id o

s e c u e s tra d o

d u ra n te

de
la

2
P o r to d o s e s to s m o tiv o s , c o n d if e r e n te s g r a d o s d e p rio rid a d , lo s b io c o m b u s tib le s v ie n e n
d e s p e rta n d o
e s c e n a rio

e fe c tiv o

in te ré s ,

se r el

U n id o s ,

E s ta d o s

puede

con

m ás

a llá

s ig n ific a tiv o
un

co n su m o

de

la s f r o n te r a s b r a s ile ñ a s . U n

c re c im ie n to
a c tu a l

del

de

la

dem anda

o rd e n

de

8

de

e je m p lo

de

e s te

a lc o h o l e n e r g é tic o

b illo n e s

de

litro s ,

así

nuevo
en

lo s

com o

la

im p le m e n ta c ió n d e l u s o d e b io d ie s e l e n E u r o p a , c u y a d e m a n d a a n u a l p a s a d e u n b illó n d e litro s .
T a m b ié n

pueden

s e r c ita d o s lo s

d iv e rs o s

e s tu d io s , m u y

avanzados

en

a lg u n o s

caso s, p a ra

la

in tr o d u c c ió n d e m e z c la s d e g a s o lin a /a lc o h o l e n p a ís e s a s iá tic o s y la tin o a m e ric a n o s . S e g u ra m e n te
d e fo rm a m á s c o n c re ta q u e c u a lq u ie r o tra fu e n te re n o v a b le o in n o v a d o ra p a ra la p r o d u c c ió n d e
c o m b u s tib le s , la r u ta f o to s in té tic a se m u e s tr a a tr a c tiv a y c o n u n a c la r a e x p a n s ió n a m e d io p la z o .

E n e l á m b ito c e n tro a m e ric a n o e s tá n p re s e n te s , e n d is tin to s n iv e le s d e im p o rta n c ia , to d o s
lo s fa c to re s re fe rid o s d e e s tím u lo a lo s b io c o m b u s tib le s . C a b e s e ñ a la r q u e e s ta r e g ió n im p o rta
p rá c tic a m e n te to d o el c o m b u s tib le q u e n e c e s ita , y a q u e e n G u a te m a la la e s c a s a p ro d u c c ió n , n o
b a s ta p a ra a te n d e r el m e rc a d o , p o r su v o lu m e n y c a lid a d . D u ra n te e l a ñ o 2 0 0 2 , lo s p a ís e s d e la
r e g ió n

( e x c lu y e n d o B e lic e ) c o n s u m ie r o n 8 8 .4 0 0 .0 0 0 d e b a r r ile s d e c o m b u s tib le s d e r iv a d o s d e l

p e tró le o , s ie n d o 2 8 .5 %

c o r r e s p o n d ie n te a la g a s o lin a y 3 6 .7 %

al d ie s e l, s ig n ific a n d o u n g a s to e n

d iv is a s d e 2 .6 8 3 .0 0 0 d e d ó la re s . S i se s u s titu y e r a e l 1 0 % d e la g a s o lin a c o n s u m id a p o r e ta n o l, la
e c o n o m ía

te n d ría

un

a h o rro

p re v is ib le

del

o rd e n

de

7 6 .0 0 0 .0 0 0

de

d ó la re s

a n u a le s .

1 O tro

r e s u lta d o e c o n ó m ic o im p o r ta n te se o b te n d r ía c o n el in c r e m e n to d e la e x p o rta c ió n d e a lc o h o l a
p a ís e s

c o m o E s ta d o s U n id o s y

d e p e n d e n c ia

de

im p o rta c io n e s

Jap ó n ,
p a ra

p a ís e s

el

que

m u e s tra n

a b a s te c im ie n to

de

una
su

e x p a n s ió n
m e rc a d o

en

su

dem anda y

in te rn o

de

a d itiv o s

o x ig e n a d o s p a r a la g a s o lin a . U n e s tu d io s o b re la s p e r s p e c tiv a s a m e d ia n o p la z o p a r a e l m e r c a d o
d e a lc o h o l e tílic o c a r b u r a n te e s tim a p a r a e l 2 0 1 0 u n a d e m a n d a d e e n tr e 4 5 .0 0 0 .0 0 0 y 6 2 .5 0 0 .0 0 0
d e m e tr o s c ú b ic o s . 2

A s im is m o , c o n tr ib u y e d e m o d o im p o r ta n te a a u m e n ta r el in te ré s e n lo s b io c o m b u s tib le s la
e x p e r ie n c ia y lo s e f e c to s d e la s c ris is e n lo s s e c to r e s a g r íc o la s e x p o r ta d o r e s tr a d ic io n a le s , c o m o
e s el c a s o d e l c a fé , e l a lg o d ó n y el a z ú c a r. T a le s p r o d u c to s s o n lo s c o m p o n e n te s b á s ic o s d e la
e x p o r ta c ió n d e e s to s p a ís e s , y la d e p r e s ió n o e x c e s iv a v o la tilid a d d e lo s p r e c io s c o n s titu y e n la
causa

p rin c ip a l d e l e s ta n c a m ie n to

p re v a le c ie n te . C o m o

e je m p lo :

de

a m p lio s

s e c to re s

ru ra le s y

e n G u a te m a la se m e n c io n a q u e

de

500

la

d ifíc il

s itu a c ió n

s o c ia l

0 0 0 tra b a ja d o re s q u e d a ro n

d e s e m p le a d o s d e b id o a la c r is is d e l c a f é d e la s ú ltim a s d é c a d a s . E n e s te s e n tid o , la in tr o d u c c ió n
d e lo s b io c o m b u s tib le s p u e d e r e p re s e n ta r u n fa c to r re le v a n te d e d iv e rs ific a c ió n y d in a m iz a c ió n
de

la

a c tiv id a d

g e n era d o s

en

la

e c o n ó m ic a

y

c o n s tru c c ió n

del
de

in c re m e n to
la s u n id a d e s

del

n iv e l

de

p ro d u c to ra s ,

e m p le o .
se

e s tim a

S in
un

in c lu ir

lo s

a u m e n to

de

e m p le o s
1 4 .0 0 0

e m p le o s d ir e c to s e n la in d u s tr ia y e n la a g ric u ltu ra , p a r a a te n d e r u n a d e m a n d a d e a lc o h o l a n h íd r o
c o r re s p o n d ie n te a 1 0 % d e l c o n s u m o d e g a s o lin a e n to d a la re g ió n . 3

1 CEPAL, Perspectivas de un Programa de Biocombustibles en América Central, Términos de
Referencia (draft), 2003.
2 Trindade, S., The basis for a Sustainable World Fuel Ethanol Market, Seminario Internacional de
Alcohol Carburante, ASOCAÑA/CORPODIB/TECNICAÑA, Santiago de Cali, Colombia, junio de 2003.
3 Poncian, Rolando; Programa de Oxigenación de Combustibles con Alcohol Carburante,
Asociación de Combustibles Renovables de Centroamérica, Guatemala, 2003.

3

C a b e h a c e r n o ta r q u e la a g ro in d u s tria d e la c a ñ a d e a z ú c a r y a e s tá p re s e n te e n el e s c e n a rio
c e n tro a m e ric a n o
c u ltu ra le s

ni

y

in c id e

su

e v e n tu a l

en

te m a s

d iv e rs ific a c ió n
to ta lm e n te

y

d in a m iz a c ió n

in n o v a d o re s ,

com o

a

no

im p o n e

veces

nuevas

sucede

con

p a u ta s
s is te m a s

e n e r g é tic o s a lte rn a tiv o s . R e c ie n te m e n te se h a v u e lto m á s r e le v a n te la c u ltu r a d e la c a ñ a d e a z ú c a r
y

la

p ro d u c c ió n

c o lo n ia le s ,

en

de

que

a lc o h o l

p a ra

b e b id a s ,

s ie m p re

fu e

una

ya

c o n o c id a

a c tiv id a d

en

C e n tro a m é ric a

im p o rta n te ,

d esd e

c o a d y u v a n te

de

lo s

lo s

tie m p o s

p rin c ip a le s

p r o d u c to s a g r íc o la s , c o m o el a n il, el b a n a n o y el c a fé .

2. Antecedentes
L a p r o p u e s ta d e im p le m e n ta r el u s o d e b io c o m b u s tib le s e n p a ís e s d e A m é r ic a C e n tra l y a h a sid o
o b je to d e e s tu d io a sí c o m o d e in v e rs io n e s s ig n ific a tiv a s a u n

e n lo s a ñ o s o c h e n ta , b á s ic a m e n te

b u s c a n d o r e p r o d u c ir la e x p e r ie n c ia b r a s ile ñ a d e la é p o c a . A s í, e n p a ís e s c o m o G u a te m a la , E l
S a lv a d o r y C o s ta R ic a , s e e s tu v o c e r c a d e v ia b iliz a r la p r o d u c c ió n y u s o d e e ta n o l d e c a ñ a d e
a z ú c a r. S in e m b a r g o , d iv e r s o s f a c to r e s , c o m o d if ic u lta d e s o p e r a c io n a le s , c a íd a d e lo s p r e c io s d e l
p e tró le o

a

p a rtir

de

1985

y

fa lta

de

una

adecuada

p la n ific a c ió n

lle v a ro n

al

fra c a so

e s ta s

in ic ia tiv a s , q u e e n su m a y o r p a rte n o lle g o a la e fe c tiv a c o m e rc ia liz a c ió n d e c o m b u s tib le s o la
m a n tu v o

apenas

por poco

tie m p o .

D esde

e n to n c e s ,

la

p ro d u c c ió n

y

uso

de

b io c o m b u s tib le s

q u e d a r o n p r á c tic a m e n te o lv id a d o s y d e s a c r e d ita d o s e n la re g ió n .

E l lib ro E x p e rie n c ia y P e rs p e c tiv a s e n A m é ric a L a tin a s o b re A lc o h o l C a rb u ra n te 4 e s u n
d o c u m e n to e s e n c ia l, re fe re n c ia o b lig a d a d e p ro y e c to s y p la n e s d e lo s a ñ o s o c h e n ta te n d ie n te s a
in tr o d u c ir a lc o h o l c a r b u r a n te e n A m é r ic a L a tin a y e v e n tu a l p u n to d e p a r tid a p a r a n u e v o s in te n to s .
E s ta

o b ra

c o n ju n ta

de

o rg a n iz a c io n e s

de

la

r e g ió n

la tin o a m e ric a n a

y

del

C a rib e ,

d is c u te

la

im p o r ta n c ia d e l a lc o h o l p a r a la r e g ió n (c o n e s tu d io s p a r a d iv e r s o s p a ís e s , e n tre e llo s C o s ta R ic a ,
El

S a lv a d o r,

fo rm u la c ió n

G u a te m a la
y

d e s a rro llo

y

P a n a m á ),

de

c o m e n ta

p ro g ra m a s

de

lo s

a lc o h o l

a s p e c to s
c a rb u ra n te

m e to d o ló g ic o s
y

e v a lú a

la s

a

la

h e rra m ie n ta s

n e c e s a rio s

de

a n á lis is d e in v e r s io n e s y a s p e c to s le g a le s e n p r o g r a m a s d e e s te tip o .

C o m o se m e n c io n a e n el p u n to a n te rio r, c o n la e v o lu c ió n d e l s e c to r e n e rg é tic o , a s o c ia d a a
la n e c e s id a d d e d iv e rs ific a c ió n y d in a m iz a c ió n d e l s e c to r d e la c a ñ a d e a z ú c a r, re to rn ó a la re g ió n
e l in te r é s p o r lo s b io c o m b u s tib le s , e n e s p e c ia l e l a lc o h o l. P o r e s te m o tiv o , e n la R e u n ió n A n u a l
d e D ir e c to r e s d e H id r o c a r b u r o s d e C e n tr o a m é r ic a , r e a liz a d a e n S a n J o s é , C o s ta R ic a , e n a b ril d e l
2 0 0 3 , se a c o rd ó re a liz a r u n e s tu d io s o b re la s p e rs p e c tiv a s d e u n p ro g ra m a d e b io c o m b u s tib le s e n
A m é r ic a C e n tra l. T a l e s tu d io p r e te n d e f u n d a m e n ta r u n p r o y e c to m á s a m p lio s o b re e s te te m a , q u e
e fe c tiv a m e n te

in c e n tiv e

el

u so

de

b io c o m b u s tib le s

en

el

s e c to r

de

tra n s p o rte

y

o rie n te

la

fo rm a c ió n d e l n e c e s a rio m a rc o le g a l y re g la m e n ta c ió n , a s e r e s ta b le c id o d e fo rm a c o o rd in a d a y
a r m o n iz a d a e n tre lo s p a ís e s in te re s a d o s . E l p r e s e n te in f o r m e e s p r e c is a m e n te el r e s u lta d o d e e s e
e s tu d io in ic ia l.

4 GEPLACEA - Grupo de Países Latinoamericanos y del Caribe Exportadores de Azúcar, OLADE
- Organización Latinoamericana de Energia, IICA - Instituto Interamericano de Cooperación para la
Agricultura, Experiencia y Perspectivas en América Latina sobre Alcohol Carburante, editores
Campodónico, M., Díaz, M.A., Veras, A.I., Cáceres, R.,1984.

4
3.

O b je tiv o s

Aunque la caña de azúcar y otros productos agrícolas de interés para la producción de
combustibles sean extensamente cultivados y procesados en la región, la implementación de un
programa más amplio, que efectivamente aporte una contribución a la matriz energética y
corresponda al cambio en el sentido deseado, requiere una evaluación correcta de los contextos
tecnológicos agrícola e industrial, de la disponibilidad de los factores básicos de producción, de
la competitividad y eventuales requisitos de soporte, tal como de los marcos institucionales.
Apenas con una base segura de información y con esta amplitud se puede diseñar un programa
consistente y convencer a los escépticos, movilizando voluntades y recursos.
En casos de introducción de nuevos combustibles, los fracasos son mucho más frecuentes
que las situaciones donde ocurrieron efectivas transformaciones y la propia región es testigo de
esto. Así, en el sentido de apoyar y fundamentar acciones futuras, este informe busca presentar
una visión de las perspectivas de viabilidad de la producción de biocombustibles en los países
centroamericanos. Se trata de un abordaje preponderantemente técnico de los aspectos agrícolas e
industrial y de la organización de una base de datos sobre los recursos, productividades,
características de los mercados y de los aspectos económicos más relevantes para la toma de
decisión, en el ámbito de los países estudiados.
Para ayudar en la evaluación de la información relacionada, se presenta una breve
introducción a los fundamentos tecnológicos de la producción y uso de la bioenergía y de los
biocombustibles, y se busca describir la experiencia brasileña en este campo, así como comentar
la evolución de sus principales indicadores. Al final se incluye también un conjunto de cuestiones
relevantes que podrán ser consideradas en cualquier proyecto futuro.

4.

Metodología

Para avanzar en la comprensión del contexto y en la definición de las perspectivas para los
biocombustibles en América Central, propósito central de este estudio, se adoptó una
metodología cuantitativa/cualitativa, basada en indicadores de productividad y competitividad,
complementada con entrevistas a funcionarios de instituciones involucradas o interesadas en
biocombustibles, junto al Gobierno y al sector productor de caña de azúcar. Para la obtención de
esta información fue efectuada una misión a seis países de la región, entre el 14 y el 31 de
septiembre, coordinada localmente por las respectivas Direcciones Generales de Hidrocarburos o
equivalentes. La duración de la misión en cada país fue cerca de dos días, suficientes para una
ronda de entrevistas y para la discusión de los datos disponibles. Se envió previamente a los
coordinadores nacionales, un cuestionario, para el levantamiento preliminar de datos e
indicadores sobre aspectos agrícolas, industriales y condiciones de uso y del mercado de los
combustibles en los países considerados.
Considerando el carácter exploratorio de este trabajo, los indicadores técnicos adoptados
para inferir el estado de desarrollo de la agroindustria de la caña de azúcar, en términos de su
productividad agrícola e industrial, fueron respectivamente la producción de caña por hectárea
(TC/ha) y la producción de azúcar por tonelada de caña (kgA/TC), a lo largo de las últimas
zafras. Diversos factores pueden afectar estos indicadores, pero para los fines del presente
estudio, se atienden a la necesidad de situar tecnológicamente el estado del arte en la
agroindustria de la caña de azúcar centroamericana. D e todas formas cabe resaltar que la

5
p ro d u c tiv id a d a g r íc o la e s tá a fe c ta d a p o r la fa s e d e c u ltiv o d e l c ic lo d e la s p a rc e la s 5 y p o r la s
c a r a c te rís tic a s d e l s u e lo , la s e le c c ió n d e v a r ie d a d e s e f e c tu a d a , a n iv e l d e e m p le o d e a b o n o s y
a g r o q u ím ic o s , la s itu a c ió n c lim á tic a d u r a n te la z a fra , e n tre o tro s fa c to re s , d e la m is m a fo r m a q u e
la p ro d u c tiv id a d in d u s tria l d e p e n d e d e a s p e c to s e x ó g e n o s c o m o la c a lid a d d e la m a te ria p rim a
p r o c e s a d a ( c o n te n id o d e s a c a r o s a y d e la f ib r a d e la c a ñ a ), e l n iv e l d e a g o ta m ie n to d e la m ie l y la
e s p e c ific a c ió n
c u a n tita tiv o s

a

ser

de

lo s

a te n d id a

por

in d ic a d o re s ,

el

la s

p ro d u c to .

Por

e n tre v is ta s

ta le s

ra z o n e s,

p e rm ite n

a

lo s

a g re g a r u n a

a s p e c to s

p u ra m e n te

e v a lu a c ió n

s u b je tiv a y

c u a lita tiv a d e l d e s e m p e ñ o a g r o in d u s tr ia l. E s to s a s p e c to s se e x p lo r a n y c o m e n ta n e n el c a p ítu lo III
d e e s te e s tu d io .

La

e v a lu a c ió n

de

la

c o m p e titiv id a d

de

lo s

b io c o m b u s tib le s

ta m b ié n

se

e x p lo ra

b r e v e m e n te . C o n s id e r a n d o c o s to s fin a le s d e e n e rg ía ú til a n á lo g o s a n iv e l d e l c o n s u m id o r, p a r a lo s
c o m b u s tib le s

c o n v e n c io n a le s y

p a ra

lo s b io c o m b u s tib le s ,

a p a rtir d e

lo s

p re c io s

a c tu a lm e n te

p r a c tic a d o s e n el m e r c a d o d e c a d a p a ís y lo s r e n d im ie n to s e n c a d a c a s o , se p u e d e a d o p ta r u n
p re c io

de

in d ife re n c ia

p a ra

el

b io c o m b u s tib le ,

que

a

su

vez

puede

ser

c o te ja d o

con

c o s to s

e s tim a d o s d e p ro d u c c ió n , p ro p o rc io n a n d o lo s re q u e rim ie n to s d e s o p o rte fis c a l, c a s o n e c e s a rio , e n
u n m a r c o d e a tra c tiv id a d m ín im a p a r a el p ro d u c to r. D e la m is m a fo rm a , c o n s id e r a n d o e l v o lu m e n
d e c o m b u s tib le s c o n s u m id o s , el n iv e l c o r rie n te d e tr ib u ta c ió n y la p a r tic ip a c ió n d e lo s tr ib u to s e n
lo s c o m b u s tib le s
im p le m e n ta c ió n

s o b re la r e c a u d a c ió n to ta l, e s p o s ib le
del u so

d e te rm in a r el im p a c to

d e b io c o m b u s tib le s p o d ría tra e r p a ra

la re c a u d a c ió n

q u e la e v e n tu a l
trib u ta ria . E s to s

te m a s se tra ta n e n el c a p ítu lo IV . S e p re te n d e c o n su in tro d u c c ió n e n e s te tra b a jo s o la m e n te a b rir
u n a d is c u s ió n m á s a m p lia y re le v a n te s o b re la s v e n ta ja s y d e s v e n ta ja s e c o n ó m ic a s d e l u s o d e lo s
b io c o m b u s tib le s .

Es

im p o rta n te

o b se rv a r

que

e s te

in fo rm e

p re s e n ta

un

p rim e r

e n fo q u e

a una

te m á tic a

a m p lia , c o m p le ja y e n u n c o n te x to h e te ro g é n e o , p o r ta n to lo s re s u lta d o s d e b e n s e r to m a d o s c o m o
p re lim in a re s

e in d ic a tiv o s .

A dem ás,

la

in fo rm a c ió n

que

s irv ió

de

base

p a ra

e s te

tra b a jo

fu e

o b te n id a e s e n c ia lm e n te d e in f o r m e s e s ta d ís tic o s y e n tre v is ta s r e a liz a d a s d u r a n te la m is ió n . L o s
v a lo re s fu e ro n c o n v a lid o s a u n a m is m a b a s e d e u n id a d e s y lu e g o c o te ja d o s c o n la p rá c tic a u s u a l
e n c o n te x to s s im ila r e s p a r a e v ita r d is c r e p a n c ia s , p e r o s o la m e n te u n e s tu d io m á s e x te n s o p o d r ía
c o n firm a r lo s v a lo re s u tiliz a d o s e m p le a n d o o tro s e n fo q u e s y e v a lu a n d o e v e n tu a le s d e s v ío s . D e
to d a s fo rm a s , m á s q u e lo q u e c u a lq u ie r v a lo r n u m é ric o p u e d a su g e rir, se c re e q u e lo s c o n ta c to s y
e n tre v is ta s

e fe c tu a d a s , c o m o

e s tá

s in te tiz a d o

en

el te r c e r c a p ítu lo , fu e ro n

m uy

in te re s a n te s y

e s c la r e c e d o r e s , d a n d o b a s e a u n s u fic ie n te c o n ju n to d e a c c io n e s y c u e s tio n a m ie n to s q u e p o d rá n
ilu m in a r el c a m in o e n la b ú s q u e d a d e v e rd a d e s m á s p ro fu n d a s .

U n ú ltim o
p re s e n te tra b a jo
azúcar

y

su

e im p o rta n te c o m e n ta rio c o n c e rn ie n te a lo s p ro c e d im ie n to s a d o p ta d o s e n el
se re fie re

al tra ta m ie n to

p ro c e s a m ie n to

p e rte n e c e n

dado
a

la

al b io d ie s e l. M ie n tr a s e l c u ltiv o
re a lid a d

c e n tro a m e ric a n a ,

d e la c a ñ a d e

h a b ie n d o

o c u rrid o

in ic ia tiv a s c o n c r e ta s p a r a im p le m e n ta r p r o g r a m a s d e a lc o h o l c a r b u r a n te e n d iv e r s o s p a ís e s , q u e
v u e lv e n a te n e r u n c la r o in te r é s e n u n a te c n o lo g ía m a d u r a y d e s a rr o lla d a e n b a s e s c o m e r c ia le s , la
p r o d u c c ió n d e é s te re s d e a c e ite s v e g e ta le s c o m o

s u b s titu to

d e l d ie s e l d e riv a d o

d e p e tró le o

se

e n c u e n tra a ú n e n n iv e l e s p e c u la tiv o e n lo s p a ís e s e n d e s a rro llo . C o n e x c e p c ió n d e la e x p e rie n c ia
c o n te m p a te e n N ic a r a g u a y el r e la tiv o in te r é s d e m o s tr a d o e n C o s ta R ic a , e n A m é r ic a C e n tra l,
poco

hay

p a ra

r e la ta r

so b re

b io d ie s e l.

La

d iv e rs id a d

de

m a te ria s

p rim a s

y

ru ta s

de

tr a n s e s te r if ic a c ió n , b ie n c o m o el a p a re n te m e n te e le v a d o n iv e l d e s u b s id io s to d a v ía r e q u e r id o p a ra

5 La caña de azúcar permite obtener sucesivas cosechas anuales, pero con productividad
decreciente, que impone la renovación de los cañaverales típicamente a cada 5 años.

6
su v ia b iliz a c ió n fre n te al c o m b u s tib le c o n v e n c io n a l, im p o n e q u e e l b io d ie s e l s e a a ú n o b je to d e
m a y o r e s y m á s d e ta lla d o s e s tu d io s d e v ia b ilid a d . P o r e s ta r a z ó n , el a lc o h o l r e c ib ió e v id e n te m e n te
m a y o r a te n c ió n y g r a n p a r te d e lo s a n á lis is e f e c tu a d o s se r e s tr in g ió a e s te p r o d u c to , e n ta n to q u e
el

b io d ie s e l

quedó

en

un

segundo

p la n o .

C ie rta m e n te

in te re s a

m ucho

re n o v a b le s p a ra el d ie s e l, el d e riv a d o d e p e tró le o m á s c o n s u m id o y

o b te n e r

a lte rn a tiv a s

q u e re p re s e n ta m á s d e u n

te r c io d e l c o n s u m o to ta l, p e r o e n la a c tu a lid a d y e n A m é r ic a C e n tra l, e n u n h o r iz o n te p re v is ib le ,
e l b io c o m b u s tib le a u to m o to r e s c a s i s in ó n im o d e a lc o h o l e tílic o p r o d u c id o a p a r tir d e la c a ñ a d e
a z ú c a r, p a r a u s o e n s u b s titu c ió n p a r c ia l d e la g a s o lin a .

O b s é rv e s e q u e e n e s te tra b a jo se u tiliz a ro n u n id a d e s m é tric a s y d e l S is te m a In te rn a c io n a l,
p e ro

com o

en

a lg u n o s p a ís e s e s fre c u e n te

a p é n d ic e s u n a ta b la d e c o n v e rs ió n .

la u tiliz a c ió n

de

o tra s u n id a d e s ,

se in c lu y e

en

lo s

7

RESUM EN

En pocas regiones del mundo están dadas de forma tan clara las condiciones para la inserción de
los biocombustibles en la matriz energética como en Centroamérica. En esta región, donde la
dependencia de combustibles importados (como petróleo o derivados) es casi total, hay suelos y
clima adecuados para la producción agrícola, los cultivos de potencial energético son conocidos
desde hace siglos y es paradójico que no se consuma internamente el etanol anhidro carburante
que se exporta en volumen creciente.
Los biocombustibles representan alternativas renovables y crecientemente adoptadas. El
etanol de caña de azúcar o de maíz y el biodiesel de aceites vegetales, son consumidos en
motores de vehículos en decenas de países desarrollados y en desarrollo, por sus ventajas
ambientales, generación de empleo, posibilidad de dinamizar la agroindustria y reducir la
dependencia energética, bajo requerimientos de capital relativamente reducidos.
Entre los biocombustibles se destaca el etanol producido de caña de azúcar. La evolución
de la tecnología de producción de alcohol etílico ha permitido obtener productividades elevadas,
muy superiores a otras alternativas. El uso de etanol en motores, puro o en mezcla con gasolina,
es una tecnología comprobada y comercial. Para uso en mezclas con hasta 10% de etanol no se
requieren cambios o ajustes en los motores y vehículos. La producción de etanol de caña puede
provocar impactos ambientales negativos, que pueden y deben ser reducidos al máximo.
La experiencia brasileña confirma la potencialidad de los biocombustibles. Con la
utilización de biocombustibles en todos los vehículos livianos de su flota (15.000.000 de coches
usan gasohol con 25% de etanol, 3 millones usan etanol hidratado puro), desde hace casi 30 años,
Brasil ha demostrado dos puntos básicos: los problemas técnicos están superados y la
economicidad del etanol ha mejorado hasta poder competir, con una adecuada política tributaria y
sin cualquier subsidio, con la gasolina derivada de petróleo. Han sido determinantes para el
incremento de la productividad de la agroindustria del alcohol de caña, la incorporación de
tecnologías agrícola e industrial, la extensión de la zafra y la flexibilidad en producción conjunta
de alcohol, azúcar y electricidad.
En los años ochenta, se intentó, sin éxito, la introducción de etanol en países
centroamericanos. En Guatemala, El Salvador y Costa Rica se tuvieron experiencias con gasohol
para uso comercial, que no lograron seguir adelante por problemas de calidad, cuestiones de
gestión y precios. Sin embargo, estos países mantuvieron su capacidad y actualmente exportan
este biocombustible para los Estados Unidos.
En América Central hay países que ya reúnen condiciones para promover a corto plazo el
uso de gasohol. El escenario tecnológico de la agroindustria azucarera de Guatemala, Costa Rica
y El Salvador presenta buenos niveles de productividad, con indicadores comparables a plantas
de Brasil. Además, se reconoce en este sector una capacitación de gestión y articulación política,
inclusive con el establecimiento de organizaciones regionales para promoción de biocombustibles
(Asociación de Combustibles Renovables de Centroamérica).

8
A c tu a lm e n te

avanzan

d ife re n te s

in ic ia tiv a s

p a ra

fo rm a liz a r

p a ís e s d e la r e g ió n . A u n q u e m á s e v id e n te s e n C o s ta R ic a y
p la n te a n ,

a

n iv e l

de

g o b ie rn o

y

en

a rtic u la c ió n

con

el

p ro g ra m a s

de

g aso h o l

en

G u a te m a la , e n d iv e rs o s p a ís e s se

s e c to r

a zu c are ro ,

p ro p u e s ta s

p a ra

la

a d o p c ió n o b lig a to r ia d e m e z c la s g a s o lin a /e ta n o l. E l in te ré s b á s ic o p a r a el s e c to r e m p r e s a ria l e s
m e jo ra r la fle x ib ilid a d y e s c a la d e p ro d u c c ió n d e su a g ro in d u s tria , m ie n tra s q u e p a ra el g o b ie rn o
se

a p u n ta n

v e n ta ja s

a m b ie n ta le s ,

r e d u c c ió n

de

im p o rta c io n e s ,

g e n e ra c ió n

de

e m p le o s

y

d in a m iz a c ió n d e la e c o n o m ía .

E l e ta n o l r e q u ie r e

m e c a n is m o s

de

s o p o rte

p a ra

su v ia b ilid a d .

C om o

lo s p re c io s

d e la

g a s o lin a e n C e n tr o a m é r ic a a ú n s o n m á s b a jo s q u e lo s p r e c io s s e ñ a la d o s p o r lo s in g e n io s p a r a su
p r o d u c to , q u e d a p o r d e f in ir c la r a m e n te c ó m o se h a ría la d is tr ib u c ió n d e lo s c o s to s a d ic io n a le s
re s u lta n te s

de

la

a d ic ió n

de

e ta n o l

a la

g a s o lin a ,

a

d iv id ir s e

e n tre

c o n s u m id o re s , g o b ie rn o

e

in g e n io s .

E l im p a c to d e la p r o d u c c ió n d e e ta n o l p a r a u s o in te r n o n o e s a lto e n C e n tro a m é ric a . C o n
c e r c a d e 4 0 3 .0 0 0 H a . p la n ta d a s e n c a ñ a ( 1 .8 5 %

d e la s u p e r f ic ie a g ríc o la ), e n el 2 0 0 2 la r e g ió n

p r o d u jo 3 2 .9 0 0 .0 0 0 d e to n e la d a s d e c a ñ a y 3 ,6 m illo n e s d e to n e la d a s d e a z ú c a r . E n lo s e s c e n a r io s
e v a lu a d o s p a ra
su b p ro d u c to

de

la

p ro d u c c ió n

lo s

in g e n io s ,

de

e ta n o l,

p a ra

se

e s tim ó

fa b ric a c ió n

litr o s /a ñ o , s u f ic ie n te s p a r a s u s titu ir e l 5 .4 %

de

que:

1) la u tiliz a c ió n

e ta n o l,

p e rm itiría

de

p ro d u c ir

la

m ie l a g o ta d a ,

1 8 3 .0 0 0 .0 0 0

de

d e la d e m a n d a d e g a s o lin a , s in a f e c ta r la p r o d u c c ió n

d e a z ú c a r n i e x p a n d ir la s u p e r f ic ie c u ltiv a d a e n c a ñ a y 2 ) p a r a p r o d u c ir el e ta n o l r e q u e r id o p a ra
u n a m e z c la c o n
p ro d u c c ió n

de

1 0 % , c o n s id e r a n d o a ju s te s e n la p r o d u c c ió n d e a z ú c a r ( n o a g o ta r la m ie l, c o n
12 litro s /to n .

d e c añ a p ro c esa d a ), n o

s e ría e n p rin c ip io

n e c e s a rio

el c u ltiv o

de

c a ñ a v e r a le s a d ic io n a le s , e n v a lo r e s p r o m e d io p a r a la re g ió n . P o r s u p u e s to q u e la s itu a c ió n d e
cada

p a ís

v a ría

en

f u n c ió n

de

la s

d im e n s io n e s

re la tiv a s

de

su

a g ro in d u s tria

a z u c a re ra

y

su

d e m a n d a d e g a s o lin a .

L a e le v a d a in te r v e n c ió n g u b e r n a m e n ta l e n la in d u s tr ia a z u c a re r a p o d r ía a f e c ta r e l d e s e a b le
d e s a rr o llo d e lo s b io c o m b u s tib le s . E n la a c tu a lid a d s u b s is te n m e c a n is m o s d e f ija c ió n d e c u o ta s y
p re c io s , m o n o p o lio s , a ra n c e le s e le v a d o s y fa c to re s d e d is to rs ió n e n lo s p re c io s d e l a z ú c a r, q u e
re fle ja n

lim ita d a m e n te

c o s to s e c o n ó m ic o s . L a p ro p u e s ta

d e p ro d u c ir y

u tiliz a r e ta n o l d e b e r ía

id e a lm e n te b u s c a r m e c a n is m o s m á s a d e c u a d o s , f a v o ra b le s a la e v o lu c ió n te c n o ló g ic a y c a p a z d e
e s tim u la r g a n a n c ia s d e

e fic ie n c ia y

su tra s la d o

a lo s p re c io s .

C u a lq u ie r s is te m a d e

s o p o rte o

f o m e n to b a s a d o e n lo s p r o c e d im ie n to s v ig e n te s d e b e r ía te n e r u n a d u r a c ió n d e fin id a .

Es

im p o rta n te

re fo rz a r

b e n e fic io s , im p a c to s y
c o n s is te n te

de

in tro d u c c ió n

de

e n te s

la

c a p a c ita c ió n

in s titu c io n a l

p a ra

c o m p re n d e r

lím ite s d e lo s b io c o m b u s tib le s . H a y u n a n e c e s id a d
g u b e rn a m e n ta le s

b io c o m b u s tib le s ,

en

s ie n d o

la

d e fin ic ió n

p u n to s

c la v e s

de
la

un

p o te n c ia le s

d e p o s ic io n a m ie n to

p ro g ra m a

c o m u n ic a c ió n

lo s

adecuado
s o c ia l

que

p a ra

la

a g reg u e

c o n s e n s o s y la p a r tic ió n e q u ilib r a d a d e lo s c o s to s .

El

b io d ie s e l

aún

e s tá

en

d e s a rro llo

y

p re s e n ta

c o s to s

poco

c o m p e titiv o s .

E s te

b io c o m b u s tib le p o d r á r e p re s e n ta r u n p a p e l im p o rta n te , su te c n o lo g ía d e p r o d u c c ió n h a a v a n z a d o ,
p e ro a c tu a lm e n te su s c o s to s d e p r o d u c c ió n e s tá n m u y e le v a d o s c o m p a ra tiv a m e n te al d e riv a d o d e
p e tró le o . A d e m á s , p r o d u c ir y v e n d e r e l a c e ite v e g e ta l re s u lta m á s in te r e s a n te q u e q u e m a rlo , e n la
s itu a c ió n

de

p re c io s

a c tu a l. N o

o b s ta n te ,

en

e s fu e rz o s d e d e s a rro llo d e e s te b io c o m b u s tib le .

la

m e d id a

de

lo

p o s ib le ,

cabe

p ro s e g u ir

en

lo s

9
C e n tro a m é ric a p u e d e in c re m e n ta r r a c io n a lm e n te su s u s te n ta b ilid a d e n e rg é tic a a tra v é s d e
lo s

b io c o m b u s tib le s .

Es

im p o rta n te

que,

a

la

par

del

re c o n o c im ie n to

de

su s

v e n ta ja s

y

o p o r tu n id a d e s , se te n g a u n a v is ió n c la ra d e lo s im p a c to s , o b s tá c u lo s c u ltu ra le s y d ific u lta d e s d e
c a r á c te r e c o n ó m ic o . L o s b io c o m b u s tib le s , p a r tic u la r m e n te el e ta n o l p r o d u c id o d e c a ñ a y u tiliz a d o
en

m e z c la s

con

im p le m e n ta c ió n

g a s o lin a ,
p o d rá

ser

no
una

e c o n ó m ic o , a m b ie n ta l y s o c ia l.

pueden

ser

p a la n c a

c o n s id e ra d o s

im p o rta n te

p a ra

una

panacea,

im p u ls a r

un

p e ro

s e g u ra m e n te

s o s te n ib le

su

d e s a rro llo

11

I. B IO C O M B U S T I B L E S : A S P E C T O S T E C N O L Ó G I C O S

1. Biocombustibles y bioenergía
E n e l a m p lio c o n te x to d e la b io e n e rg ía , q u e c o m p re n d e to d o s lo s s is te m a s e n e rg é tic o s b a s a d o s e n
lo s p r o c e s o s d e c o n v e r s ió n d e p r o d u c to s o re s id u o s a g ríc o la s , d e s d e el u s o d e le ñ a p a r a c o c c ió n
d o m é s tic a

h a s ta

p ro d u c c ió n

de

la

p ro d u c c ió n

de

b io c o m b u s tib le s

e n e rg ía

líq u id o s

ha

e lé c tric a
s id o

basad a

en

re s id u o s

e s p e c ia lm e n te

a g ro in d u s tria le s ,

c o n s id e ra d a

p a ra

a te n d e r

la
la s

n e c e s id a d e s d e l s e c to r d e tra n s p o rte , d o n d e o tra s a lte rn a tiv a s re n o v a b le s n o p re s e n ta n p o s ib ilid a d
te c n o ló g ic a

o

fa c tib ilid a d

e c o n ó m ic a .

A s í,

se

e sp e ra

que

e s to s

b io c o m b u s tib le s

puedan

ser

e m p le a d o s e n lo s m o to re s d e c o m b u s tió n in te rn a q u e e q u ip a n lo s m á s d iv e rs o s v e h íc u lo s y q u e
pueden

se r e s e n c ia lm e n te

de

d o s tip o s :

de

ig n ic ió n

p o r b u jía

(c ic lo

O tto ) y

de

ig n ic ió n

por

c o m p r e s ió n (c ic lo D ie s e l). E n la a c tu a lid a d , p a r a el p r im e r tip o d e m o to r, el b io c o m b u s tib le m á s
r e c o m e n d a d o h a s id o el a lc o h o l e tílic o , e n ta n to q u e p a r a el s e g u n d o v ie n e s ie n d o a d o p ta d o el
b io d ie s e l. E n a m b o s c a s o s p u e d e n s e r u s a d o s p u r o s o e n m e z c la c o n c o m b u s tib le s c o n v e n c io n a le s
d e r iv a d o s d e l p e tró le o .

A c o n tin u a c ió n se p r e s e n ta n s u c in ta m e n te lo s e le m e n to s d e la s te c n o lo g ía s d e p ro d u c c ió n
y u tiliz a c ió n d e e s to s p rin c ip a le s b io c o m b u s tib le s .

2. Alcohol etílico
E l a l c o h o l e t í l i c o ( C 2H 50 H ) o e t a n o l p u e d e s e r p r o d u c i d o p o r r u t a s b i o l ó g i c a s o p e t r o q u í m i c a s .
En

el p rim e r c a s o , se tra ta d e u n b io c o m b u s tib le y

su o b te n c ió n re s u lta e s e n c ia lm e n te d e d o s

p r o c e s o s : f e rm e n ta c ió n y d e s tila c ió n . D u r a n te la f e rm e n ta c ió n , s o lu c io n e s a z u c a r a d a s (m o s to ) se
tr a n s f o r m a n e n s o lu c io n e s a lc o h ó lic a s (v in o ), q u e p o s te r io r m e n te e n la d e s tila c ió n s o n s e p a ra d a s
en

a lc o h o l

y

re s id u o

acuoso

(v iñ a z a ).

c o n v e n c io n a l c o n tie n e a lre d e d o r d e 5 %

El

a lc o h o l

p ro d u c id o

en

un

s is te m a

de

d e s tila c ió n

d e a g u a y e s d e n o m in a d o a lc o h o l h id ra ta d o ; c u a n d o e s te

a lc o h o l e s p r o c e s a d o e n c o lu m n a s p o s te r io r e s d e d e s h id r a ta c ió n , se o b tie n e el a lc o h o l a n h id ro ,
co n m en o s de 1% de agua.

a)

Producción del alcohol etílico
C o m o se h a d ic h o , el p u n to d e p a r tid a p a r a la p r o d u c c ió n d e a lc o h o l e s la p r o d u c c ió n d e

u n a s o lu c ió n a z u c a r a d a , e l m o s to . E x is te n b á s ic a m e n te tr e s a lte r n a tiv a s p a r a o b te n e r ta l s o lu c ió n :
1) d ire c ta m e n te d e u n v e g e ta l c o m o la c a ñ a d e a z ú c a r, q u e p ro d u c e u n ju g o c o n a lre d e d o r d e 1 5 %
d e a z ú c a r e s d ilu id o s ; 2 ) p o r la d ilu c ió n d e u n a s o lu c ió n c o n c e n tr a d a d e a z ú c a r, c o m o la s m e la z a s
o

m ie le s

re s u lta n te s

de

la

p ro d u c c ió n

de

azú c ar,

y

3)

por

la

s a c a rific a c ió n

de

s u b s ta n c ia s

c e lu ló s ic a s , c o m o e l b a g a z o , o a m ila c e a s , c o m o el a lm id ó n d e m a íz o y u c a . E s te ú ltim o p r o c e s o
p u e d e a la v e z s e r p o r r u ta e n z im á tic a , á c id a o m ix ta , y p a r a u n a m a te ria p r im a d e b a jo p re c io , la
c e lu lo s a d e l b a g a z o , la c u a l e s tá to d a v ía e n d e s a rro llo , p e r o c o n p e r s p e c tiv a s in te re s a n te s .

A

la

s o lu c ió n

a zu c ara d a,

lu e g o

de

un

tra ta m ie n to

q u ím ic o

y

té rm ic o

de

in te n s id a d

v a ria b le , se a g r e g a n f e rm e n to s o le v a d u r a s q u e c o n v ie r te n el a z ú c a r e n a lc o h o l y g a s c a rb ó n ic o .

12
E l g a s v a h a c ia la a tm ó s f e r a y el a lc o h o l q u e d a e n el v in o . V a le o b s e r v a r q u e el a lc o h o l e s tó x ic o
p a r a la s le v a d u r a s , a s í q u e la c o n c e n tr a c ió n in ic ia l d e a z ú c a r e n e l m o s to n o p u e d e s e r m u y a lta ,
p a r a q u e e l a lc o h o l r e s u lta n te n o in te r r u m p a la f e r m e n ta c ió n m ie n tr a s e x is ta a z ú c a r p o r c o n v e rtir.
P a ra m e jo ra r el re n d im ie n to d e l p ro c e s o , al fin a l d e la fe rm e n ta c ió n se re c u p e ra n la s le v a d u ra s
p o r c e n trifu g a c ió n y s o n tra ta d a s p a ra v o lv e r a fe rm e n ta r n u e v o s m o s to s .

En

la

d e s tila c ió n ,

re a liz a d a

en

c o lu m n a s

fra c c io n a d o ra s ,

p ro g re s iv a m e n te

se

e le v a

el

c o n te n id o d e a lc o h o l d e l v in o , h a s ta a p r o x im a r s e al lla m a d o p u n to a z e o tr ó p ic o ( c e r c a d e 9 6 %

de

a lc o h o l e n v o lu m e n ), m e z c la a p a r tir d e la c u a l lo s p r o c e s o s d e d e s tila c ió n n o lo g r a n y a r e tir a r el
agua

del

v in o .

P a ra

hacer

e s ta

d e s h id ra ta c ió n

so n

e m p le a d a s

c o lu m n a s

s u b s ta n c ia s q u e a b s o rb e n el a g u a , o ta m ic e s m o le c u la re s , q u e p e rm ite n

e s p e c ia le s ,

con

d e s h id r a ta r e l a lc o h o l,

lle g a n d o a c o n te n id o s d e a lc o h o l c e r c a n o s a l 9 9 .5 % . P a r a e v ita r o tr o s u s o s , e l a lc o h o l c a r b u r a n te
e s g e n e r a lm e n te d e s n a tu ra d o c o n 1 % a 2 % d e g a s o lin a .

E n la d e s tila c ió n , a d e m á s d e l a lc o h o l se p r o d u c e u n r e s id u o a c u o s o , la v in a z a , a r a z ó n d e
a p ro x im a d a m e n te

12

a

15

litro s

por

litro

de

a lc o h o l,

con

e le v a d o

c o n te n id o

de

p o ta s io

y

m a te ria le s o r g á n ic o s , el c u a l d e b e s e r a d e c u a d a m e n te e lim in a d o , p r e fe r e n te m e n te e n s is te m a s d e
rie g o , c o m o a m p lia m e n te se h a a d o p ta d o e n B ra s il. E s te p r o c e d im ie n to p e r m ite r e p o n e r u n a p a rte
d e lo s n u trie n te s s a c a d o s d e l s u e lo p o r la c a ñ a , p e ro d e b e s e r m o n ito re a d o p a ra n o s o b re p a s a r el
c o n te n id o m á x im o d e p o ta s io , e s p e c ia lm e n te e n lo s s u e lo s e n d o n d e la p r e s e n c ia d e e s te n u tr ie n te
y a e s n a tu ra lm e n te

e le v a d a , c o m o

p o r e je m p lo

s u e lo s c o n u n a

c a n tid a d

e x p re s iv a

de

c e n iz a s

v o lc á n ic a s . E n tr e ta n to , s u e lo s v o lc á n ic o s e x p lo ta d o s p o r la r g o tie m p o c o n c a ñ a p a r a p r o d u c c ió n
d e a z ú c a r, c u y o p ro c e s o in d u s tria l n o p e rm ite el re c ic la je d e n u trie n te s , p u e d e n p re s e n ta r d é fic it
d e p o ta s io y re c ib ir b ie n el tra ta m ie n to c o n v in a z a . 6

E n el g r á fic o 1 se e s q u e m a tiz a la p r o d u c c ió n d e a lc o h o l a p a r tir d e la c a ñ a d e a z ú c a r, q u e
p u e d e s e r p o r la fe rm e n ta c ió n d e l ju g o d ire c to d e la c a ñ a o d e l m o s to p re p a ra d o c o n m e la z a s o
a u n p o r c o m b in a c ió n e n tre la s d o s a n te rio re s . E l b a g a z o r e s u lta n te d e l p r o c e s o d e e x tr a c c ió n d e l
ju g o e n la m o lie n d a e s u n re s id u o lig n o c e lu ló s ic o , c o n 5 0 % d e h u m e d a d , q u e p u e d e s e r q u e m a d o
e n la s c a ld e ra s a v a p o r d e l in g e n io , g e n e ra n d o e n e rg ía té rm ic a p a ra lo s p ro c e s o s d e fa b ric a c ió n y
m e d ia n te
u tiliz a c ió n

lo s

s is te m a s

o p tim iz a d a

de
del

c o g e n e ra c ió n ,

p ro d u c c ió n

bagazo

e le v a r

puede

de

de
fo rm a

e n e rg ía

e lé c tric a

im p o rta n te

la

y

m e c á n ic a .

re n ta b ilid a d

de

La
la

a g ro in d u s tria c a ñ e ra e in c re m e n ta r la p r o d u c c ió n d e e n e rg ía e le c tro m e c á n ic a , d e lo s u s u a le s 2 5
k W h p o r to n e la d a d e c a ñ a p ro c e s a d a , a n iv e le s tre s a c u a tro v e c e s s u p e rio re s .

L a p r o d u c c ió n d e e ta n o l p o r to n e la d a d e c a ñ a d e a z ú c a r d e p e n d e b á s ic a m e n te d e la ru ta
c o n s id e r a d a . P a r a u s o d e ju g o d ir e c to , s e o b tie n e n e n tr e 7 0 y 8 5 litro s , v a lo r q u e b a ja a 1 2 litr o s al
e m p le a r m e la z a s s in a g o ta r (s in m a x im iz a r la p ro d u c c ió n d e a z ú c a r), o s ó lo 6 litro s c o n m e la z a s
a g o ta d a s , c o m o v a lo r e s in d ic a tiv o s .

6 Poncian, Rolando, información personal.

13
b)

U tiliz a c ió n d el a lc o h o l etílico
E l e ta n o l p u e d e s e r u tiliz a d o c o m o c o m b u s tib le e n m o to re s , e n s u s titu c ió n d e la g a s o lin a ,

b á s ic a m e n te d e d o s m a n e ra s :

1) e n m e z c la s d e g a s o lin a y a lc o h o l a n h id ro , o 2 ) c o m o a lc o h o l

p u ro , g e n e r a lm e n te h id ra ta d o . E l c u a d r o 1 s in te tiz a la s p rin c ip a le s c a r a c te rís tic a s d e l a lc o h o l y d e
u n a g a s o lin a típ ic a . O b s é r v e s e q u e la s p r o p ie d a d e s d e e s to s c o m b u s tib le s n o se r e fie r e n a u n a
e s p e c ific a c ió n .

Gráfico 1
ESQUEMA SIMPLIFICADO DE LOS PROCESOS DE PRODUCCIÓN DE ALCOHOL
DE CAÑA DE AZÚCAR

__

Destilación
y
Deshidratación

. ». alcohol hidratado
r

alcohol anhidro

Cuadro 1
PROPIEDADES DE LA GASOLINA Y DEL ETANOL 7
Parámetro
Poder Calorífico (kJ/kg)
Densidad (kg/litro)
Octanaje RON (Research Octane Number)
Octanaje MON (Motor Octane Number)
Calor latente de vaporización (kJ/kg)
Relación estequiométrica aire/combustible
Presión de vapor (kPa)
Temperatura de ignición (°C)
Solubilidad en agua (% en volumen)

Gasolina
43 000
0.72 - 0.78
90 - 100
80 - 92
330 - 400
14.5
40 - 65
220
~0

Etanol
26 700
0.792
102 - 130
89 - 96
842 - 930
9.0
15 - 17
420
100

7 Los valores fueron tomados de: Alcohols and Ethers, a Technical Assessment of Their
Application as Fuel and Fuel Components, API Publication 4261, 1998 y Goldemberg, J., Macedo, I.,The
Brazilian Alcohol Program - An Overview, Energy for Sustainable Development, vol. 1, núm. 1, 1994.

14
P a r a e l u s o d e a lc o h o l p u r o e n m o to r e s a g a s o lin a se im p o n e s u a d a p ta c ió n , e s p e c ia lm e n te
p a r a e le v a c ió n d e la ta s a d e c o m p r e s ió n y u tiliz a c ió n a d e c u a d a d e l o c ta n a je m á s a lto , a s í c o m o
a ju s te s e n el s is te m a d e a lim e n ta c ió n e ig n ic ió n p a r a c o m p e n s a r la d if e r e n c ia e n la r e la c ió n a ire c o m b u s tib le

y

dem ás

p ro p ie d a d e s .

O tra s

m o d ific a c io n e s

re q u e rid a s

so n

el

tra ta m ie n to

a n tic o rr o s iv o d e la s s u p e r f ic ie s m e tá lic a s e n a lg u n a s p a r te s d e lo s m o to re s . A c tu a lm e n te , lu e g o d e
décadas

d e p e rfe c c io n a m ie n to

e n m o to re s e s p e c ia lm e n te

fa b ric a d o s p a ra

e ta n o l, la te c n o lo g ía

a u to m o tr iz e s tá s u f ic ie n te m e n te d e s a rr o lla d a p a r a p e r m itir q u e v e h íc u lo s a a lc o h o l p u r o h id r a ta d o
te n g a n

desem p eñ o ,

s im ila r e s

a

lo s

d irig ib ilid a d ,

m o to re s

a

c o n d ic io n e s

g a s o lin a .

de

A dem ás,

p a rtid a

con

la

en

frío

in te n s a

s is te m a s a v a n z a d o s d e c o n tro l d e m e z c la e ig n ic ió n , y a e s tá n
m o to r e s “ f le x - f u e l” , c a p a c e s d e u tiliz a r a lc o h o l p u r o
p ro p o rc ió n ,

c u m p lie n d o

con

to d o s

lo s

re q u is ito s

y

d u ra b ilid a d

u tiliz a c ió n

de

a b s o lu ta m e n te

la

e le c tró n ic a

d is p o n ib le s c o m e rc ia lm e n te lo s

o m e z c la s g a s o lin a /a lc o h o l

de

en

e fic ie n c ia ,

d irig ib ilid a d

y

en

c u a lq u ie r

a te n c ió n

a lo s

lím ite s d e e m is io n e s d e g a s e s . 8

S in e m b a r g o , la m a n e r a m á s s e n c illa , f r e c u e n te e in m e d ia ta p a r a e m p le a r el e ta n o l e s e n
m e z c la s

con

g a s o lin a

(g a s o h o l),

en

lo s

m o to re s

e x is te n te s

en

el

p a rq u e

a u to m o to r,

s in

m o d ific a c ió n . Ë s ta e s la s itu a c ió n d e m a y o r in te r é s p a r a lo s p a ís e s c e n tr o a m e r ic a n o s y q u e c a b e
e v a lu a r

en

té rm in o s

de

im p lic a c io n e s

so b re

el

d esem peño

de

lo s

m o to re s ,

la

d irig ib ilid a d

y

d u r a b ilid a d d e lo s v e h íc u lo s y e l im p a c to a m b ie n ta l. C u a n d o e l e ta n o l se m e z c la c o n g a s o lin a , se
p ro d u c e

un

nuevo

c o m b u s tib le ,

d ire c ta p o n d e ra c ió n

re s u lta n d o

d e la s p ro p ie d a d e s d e

a lg u n a s

c a ra c te rís tic a s

d is tin ta s

c a d a c o m p o n e n te , d e b id o

del

c a lc u la d o

a la n o -lin e a lid a d

por

d e la s

m e z c la s . V a le r e c o r d a r q u e m ie n tr a s el e ta n o l e s u n a s u s ta n c ia q u ím ic a s e n c illa , la g a s o lin a e s
s ie m p re

una

m e z c la

de

casi

200

d ife re n te s

e s p e c ie s

d e riv a d a s

de

p e tró le o .

L as

p rin c ip a le s

p ro p ie d a d e s d e la s m e z c la s g a s o lin a /e ta n o l y su c o m p o rta m ie n to e n a s p e c to s a m b ie n ta le s s e rá n
c o m e n ta d a s a c o n tin u a c ió n .

i )

O c ta n a je .

E s la m e d id a d e la re s is te n c ia

c a lc u la d a c o n lo s m é to d o s M o to r (M O N ) y R e s e a rc h

de un

c o m b u s tib le

(R O N ), lo

a la a u to ig n ic ió n ,

q u e p e rm ite in fe rir c ó m o

se

c o m p o r ta u n d e te r m in a d o m o to r a lim e n ta d o c o n e s te c o m b u s tib le . E s b ie n c o n o c id o el h e c h o d e
que

el e ta n o l e s u n

e x c e le n te

a d itiv o

a n tid e to n a n te y

m e jo ra

s e n s ib le m e n te

e l o c ta n a je

de

la

g a s o lin a b a s e . 9 C o m o s e p u e d e o b s e r v a r v a lo r e s e n e l c u a d r o 2 , e l e ta n o l a f e c ta m á s e l R O N d e
la g a s o lin a b a s e , c o m p a ra tiv a m e n te

al M O N , lo

q u e se d e b e te n e r e n

c u e n ta al e s p e c ific a r la

m e z c la , p u e s c o n v ie n e q u e la d ife re n c ia (R O N -M O N ) n o s e a m u y g ra n d e . E l c u a d ro 2 m u e s tra
ta m b ié n la in f lu e n c ia d e la c o m p o s ic ió n d e la g a s o lin a b a s e y p o r lo ta n to d e su o c ta n a je , s o b re el
in c r e m e n to d e l o c ta n a je M O N y R O N , e n f u n c ió n d e l c o n te n id o d e e ta n o l e n la m e z c la . C o m o
r e g la g e n e ra l, c u a n to m á s b a jo e s e l o c ta n a je d e la g a s o lin a b a s e , m á s im p o rta n te la g a n a n c ia
d e b id o a l e ta n o l.

8 Coelho, B. (Robert Bosch Ltda), Ethanol  Flex-fuel Systems, World Fuels Conference, Rio de
Janeiro, 2001.
9 Owen, K, Coley, I., Automotive Fuels Reference Book, Society of Automotive Engineers, 1995.

15
Cuadro 2
EFECTO DEL ETANOL EN EL OCTANAJE DE LA GASOLINA BASE 1
0

_
.
Incremento del octanaje con
---------------------------------------------- --------------------------Composición de la gasolina base
____________________________________
5% etanol
10% etanol
15% etanol
20% etanol
Aromáticos
Olefínicos
Saturados
MON RON MON RON MON RON MON RON
50
15
35
0.1
0.7
0.3
1.4
0.5
2.2
0.6
2.9
25
25
50
0.4
1.0
0.9
2.1
1.3
3.1
1.8
4.1
15
12
73
1.8
2.3
3.5
4.4
5.1
6.6
6.6
8.6
11
7
82
2.4
2.8
4.6
5.5
6.8
8.1
8.8
10.6

ii)
Volatilidad. La capacidad de vaporización es una propiedad importante para un
combustible, afectando directamente diversos parámetros de desempeño del vehículo, como
condiciones de arranque en frío o caliente, aceleración, economía del combustible y dilución del
aceite lubricante. Por esto el combustible debe tener su composición calibrada para una adecuada
curva de vaporización, con algunos puntos de esta curva definidos en su especificación. La
adición de etanol tiende a bajar la curva de destilación, particularmente en la mitad inicial,
afectando la llamada T50, temperatura correspondiente a 50% de la masa evaporada; sin
embargo, la temperatura inicial y final de destilación casi no cambian y generalmente no hay
ningún problema desde este punto de vista. Otra propiedad importante relacionada con la
volatilidad es la presión de vapor, la cual influye en las emisiones evaporativas y en la tendencia
de ocurrir el v a p o r ¡ok en las líneas de alimentación de combustible. Conviene observar que
debido al uso de sistemas de bombeo de combustible ubicados en el tanque, las líneas de
suministro al motor trabajan típicamente a presiones más altas y el vapor lock no ocurre. Como se
puede observar en el cuadro 1, la presión de vapor del etanol es inferior a la de la gasolina; sin
embargo, al añadir este biocombustible a la gasolina se observa una elevación en esta propiedad,
comparativamente a la gasolina sin alcohol. Este incremento presenta un máximo de 5% de
etanol, reduciéndose después lentamente en la medida en que crece el contenido de alcohol. Así,
típicamente, para 5% de etanol la presión de vapor sube 7 kPa y para 10% sube 6.5 kPa. 11 Este
efecto puede ser corregido en la gasolina base, para garantizar que en la mezcla la presión de
vapor sea la especificada. En los anexos de este informe se presentan las especificaciones de las
gasolinas brasileñas (regular y súper), antes y luego de mezclar etanol, donde se puede observar
cómo se ajustaron los valores de la curva de destilación y de la presión de vapor de la gasolina
base, para atender a los requisitos de calidad que exige la gasolina brasileña, con 25% de etanol,
comparable a la internacional.
iii)
Desem peño. Como las mezclas gasolina/etanol pueden ser ajustadas para atender
las especificaciones típicas de una gasolina pura, no hay necesariamente problemas de
desempeño y dirigibilidad, siempre que se cumplan los requisitos de calidad especificados para
los combustibles. Sin embargo, comparado con la gasolina pura, un gasohol con 10% de etanol
necesita 16.5% más calor para vaporizarse totalmente, lo que puede representar una dificultad en

1 Informaciones prestadas por Carvalho, P.A., Superintendência de Qualidade de Produtos,
0
Agência Nacional do Petróleo, Río de Janeiro, 2003.
1 Furey, R.L., Volatility Characteristics of Gasoline-Alcohol and Gasoline-Ether Fuel Blends,
1
SAE Paper 852116, 1985.

16
t e m p e r a t u r a s e x t r e m a m e n t e b a j a s . 12 P o r o t r a p a r t e , e l m a y o r c a l o r d e v a p o r i z a c i ó n d e l g a s o h o l e s
u n a d e la s ra z o n e s p r in c ip a le s p a r a q u e la e f ic ie n c ia d e u n m o to r e m p le a n d o g a s o h o l s e a e n tre 1 %
a 2%

m ás

e le v a d a

que

e l m is m o

m o to r tra b a ja n d o

g a s o h o l c o n 1 0 % d e e ta n o l c o n te n g a m e n o s 3 .3 %

con

g a s o lin a

p u ra .

A s im is m o ,

el q u e u n

d e e n e rg ía p o r u n id a d d e v o lu m e n , p ro d u c e u n

fin a l p o c o r e le v a n te s o b re e l c o n s u m o d e c o m b u s tib le .

iv )
de

la

S e p a r a c ió n d e f a s e s . E s te p r o b le m a c o n la s e p a ra c ió n d e u n a c a p a d e a g u a d e b a jo

g a s o lin a

puede

o c u rrir c u a n d o

se in tro d u c e

agua

o

é s ta

se

condensa

en

el ta n q u e

del

v e h íc u lo o e n o tro s ta n q u e s d e lo s s is te m a s d e a lm a c e n a m ie n to . L a g a s o lin a p u ra p rá c tic a m e n te
no

a b so rb e

agua,

g a s o lin a /e ta n o l

p e ro

el

p re s e n ta n

a lc o h o l
la

p re s e n ta

c a p a c id a d

de

una

to ta l

a fin id a d

a b so rb er a g u a

s in

con

el

agua;

s e p a ra c ió n

de

a s í,
fa se s,

m e z c la s
en

de

fu n c ió n

d ire c ta d e l c o n te n id o a lc o h ó lic o , c o m o se in d ic a e n el d ia g r a m a te r n a r io p r e s e n ta d o e n el g rá fic o
2.

L a a m p litu d d e la re g ió n m o n o fá s ic a , la z o n a g ris e n e s te g rá fic o , d e p e n d e d e la te m p e ra tu ra ,

ya

que

la s

te m p e ra tu ra s

b a ja s

tie n d e n

a

re d u c ir la

s o lu b ilid a d .

En

e s te

te m a ,

la

p ro lo n g a d a

e x p e rie n c ia in te rn a c io n a l e n e l u s o d e g a s o h o l c o n firm a q u e la s m e z c la s n o s o n m á s s u s c e p tib le s
a la s e p a ra c ió n d e fa s e s q u e la s g a s o lin a s p u ra s.

Gráfico 2
SOLUBILIDAD DE AGUA EN MEZCLAS GASOLINA/ETANOL
r j A MIL IU 1k
U

12 Transportation Systems Branch, Air Pollution Prevention Directorate, Use of Higher than 10
volume percent Ethanol/Gasoline Blends in Gasoline Powered Vehicles, Environment Canada, 1998.

17
v)

C o m p a tib ilid a d d e m a te ria le s .

m an g u e ras

y

filtro s ,

tie n d e n

a

A lg u n o s m a te ria le s p lá s tic o s a n tig u o s , u s a d o s e n

d e g ra d a rse

m ás

rá p id a m e n te

en

p re s e n c ia

del

a lc o h o l.

A c tu a lm e n te , c o n el u s o d e flu o r-e s la s to m e ro s , c o m u n e s e n m o to re s d e s d e lo s a ñ o s o c h e n ta , e s to s
p ro b le m a s e s tá n s u p e ra d o s . L a e x p e rie n c ia b ra s ile ra y a m e ric a n a c o n g a s o h o l n o in d ic a e x is te n c ia
d e ta s a s in u s u a le s d e p r o b le m a s c o n m a te ria le s p lá s tic o s y m e ta le s , s in e m b a r g o e s in te r e s a n te
que

lo s

m o to re s

a n tig u o s

e m p le a n d o

g aso h o l

con

h a s ta

10%

e ta n o l

sean

v e rific a d o s

r u tin a r ia m e n te e n c u a n to a f u g a s e in d ic a c io n e s d e e v e n tu a le s p r o b le m a s q u e s e ñ a le n la n e c e s id a d
d e a l g u n a r e p a r a c i ó n . 13 C o n f o r m e s e h a m e n c i o n a d o , e s e s e n c i a l l a a d e c u a d a e s p e c i f i c a c i ó n y s u
o b s e rv a c ió n p o r lo s p ro d u c to re s , in c lu s iv e p o r e s to s a s p e c to s d e c o m p a tib ilid a d d e m a te ria le s y
c o r ro s iv id a d , s ie n d o r e le v a n te c u a n to a e s te u ltim o p a r á m e tr o q u e el p H d e l a lc o h o l e s té c e r c a d e
la c o n d ic ió n n e u tra , e n tre 6 y 8. C o m o c u a lq u ie r o tro a d itiv o o x ig e n a d o , e l a lc o h o l p u e d e a fe c ta r
la e s ta b ilid a d
im p o n ie n d o

d e la g a s o lin a e in c re m e n ta r la fo rm a c ió n

e v e n tu a lm e n te la a d ic c ió n

d e p e ró x id o s y p re c u rs o re s d e g o m a ,

d e a n tio x id a n te s e n fu n c ió n

d e la g a s o lin a b a s e , c o m o

ta m b ié n s e ria n e c e s a rio p a ra M T B E o E T B E .

v i)
de

E m is io n e s e v a p o ra tiv a s y g a s e s d e e s c a p e . C o n fo rm e c o m e n ta d o e n lo s a s p e c to s

v o la tilid a d ,

la

a d ic ió n

de

e ta n o l

in c re m e n ta

la

p re s ió n

de

vapor y

puede

e le v a r

así

la s

e m is io n e s e v a p o r a tiv a s . P o r e s to , e s im p o r ta n te q u e la g a s o lin a b a s e e n u n a m e z c la c o n e ta n o l s e a
a d e c u a d a m e n te
p re s ió n

de

fo rm u la d a , p a ra

v a p o r,

c o m p a ra tiv a m e n te

lo
a

que

es

g a s o lin a s

h a ce r al g aso h o l
p o s ib le .
típ ic a s ,

L uego
el

s im ila r a u n a g a s o lin a
de

g aso h o l

su

c o m b u s tió n
p ro d u c e

en

p u ra

e n té rm in o s d e

m o to re s

e m is io n e s

a lte rn a tiv o s ,

m e n o re s

de

CO,

h id r o c a r b u r o s y o tr o s c o m p u e s to s tó x ic o s , p o r lo s e f e c to s d e d ilu c ió n y p r e s e n c ia d e o x íg e n o ,
m i e n t r a s s e e l e v a n l o s a l d e h í d o s y e l N O x, p e r o s i n r e b a s a r l o s l í m i t e s l e g a l e s d e e m i s i ó n d e g a s e s
c o n ta m in a n te s . E n lo s E U , la m o tiv a c ió n b á s ic a p a r a la a d is ió n d e e ta n o l a la g a s o lin a d e m u c h a s
r e g i o n e s , e s m e j o r a r l a c a l i d a d d e l a i r e , a s o c i a d a a l a o x i g e n a c i ó n p r o m o v i d a p o r e l a l c o h o l . 14 E s
im p o rta n te o b s e r v a r q u e , c u a n to m á s a n tig u o e s el m o to r ( c o n c a rb u ra d o r, s in c a ta liz a d o r), m á s
s ig n if ic a tiv o e s el p o te n c ia l d e v e n ta ja s a m b ie n ta le s d e l g a s o h o l f re n te a g a s o lin a . A d e m á s , e s
r e le v a n te c o m e n ta r q u e e l g a s o h o l d a ñ a m e n o s el c a ta liz a d o r , c o m p a r a tiv a m e n te a g a s o lin a .

P o r ú ltim o , c o n v ie n e s e ñ a la r la im p o r ta n c ia e n c u a n to a la u tiliz a c ió n d e g a s o h o l y

sus

im p lic a c io n e s s o b re e l d e s e m p e ñ o y d u ra b ilid a d d e lo s m o to re s y v e h íc u lo s , el W o rld W id e F u e l
C h a rt, W W F C , c o n ju n to d e e s p e c if ic a c io n e s p a r a c o m b u s tib le s p r e p a r a d a c o n ju n ta m e n te p o r la
A m e ric a n

A u to m o b ile M a n u fa c tu re rs

A s s o c ia tio n

(A A M A ), la A s s o c ia tio n

des

C o n s tru c te u rs

E u r o p e e n s d ’A u t o m o b il e s ( A C E A ) y l a J a p a n A u t o m o b il e M a n u f a c t u r e r s A s s o c ia t io n ( J A M A ) ,
c o n f i r m a d a p o r p r á c t i c a m e n t e t o d a i n d u s t r i a a u t o m o v i l í s t i c a m u n d i a l . 15 S e g ú n e s t a p r o p u e s t a ,
u n a r e c o m e n d a c ió n c o n s e n s u a d a e n tre lo s p rin c ip a le s fa b ric a n te s d e v e h íc u lo s d e to d o e l m u n d o
y q u e n o n e c e s a r ia m e n te c o r re s p o n d e a la s e s p e c ific a c io n e s a d o p ta d a s e n lo s p a ís e s , la g a s o lin a
p u e d e c o n te n e r h a s t a e l 1 0 % d e e ta n o l.

1 Orbital Engine Company, A Literature Review Based Assessment on the Impacts of a 10% and
3
20% Ethanol Gasoline Fuel Blend on Non-Automotive Engines, Report to Environment Australia, 2002.
14 Yacobucci, B.D., Womach, J., Fuel Ethanol: Background and Public Policy Issues,
Congressional Research Service /The Library of Congress, 2002.
1 WWFC es disponible en http://www.autoalliance.org/fuelcharter.htm.
5

18

3. Biodiesel
Las perspectivas inmediatas para el uso de biodiesel en Centroamérica son bastante más
reducidas, comparadas con el etanol. Así, los aspectos tecnológicos relacionados al biodiesel
serán tratados someramente.
Para los motores Diesel, los biocombustibles a considerar empleados en algunos países
son los aceites vegetales transesterificados. Un aceite vegetal puro presenta elevada viscosidad,
pero mediante la reacción de transesterificación, una mezcla de aceite vegetal y 10% de alcohol,
en medio alcalino, se convierte en una mezcla de ester de ácidos grasos y 10% de glicerina.
Luego de la separación de la glicerina y restos de agentes contaminantes, se obtiene el ester
técnicamente puro, llamado biodiesel. Hay alguna influencia del tipo de aceite vegetal y de las
características del proceso sobre las propiedades del biodiesel. Entre los anexos de este informe
se incluye la especificación brasileña del biodiesel, para ser considerada en las pruebas para
desarrollo de este biocombustible.
En principio, el biodiesel puro podría ser utilizado en los motores Diesel convencionales,
sin ninguna modificación, pero los fabricantes de motores y bombas inyectoras típicamente
recomiendan que sean empleadas mezclas con diesel convencional hasta 20% de biodiesel, el
B20. Es frecuente denominarse las mezclas como BX, siendo X el contenido porcentual de
biodiesel. Para el empleo de mezclas B5, con 5% de biodiesel, la gran mayoría de la industria
automovilística no aplica restricciones. Las ventajas particulares que el biodiesel posee frente al
derivado de petróleo, además de la renovabilidad, son la cetanaje elevada, la ausencia de azufre,
la buena lubricidad y el elevado punto de fulgor. Las emisiones resultantes de mezclas con
biodiesel indican particularmente una reducción en el CO y las partículas.
Las mezclas presentan una mejora en las características del diesel, en función directa de la
proporción de biodiesel; así, eventualmente este biocombustible podría representar para el
derivado de petróleo una forma de aditivo, como es el caso del etanol en la gasolina. Conviene
mencionar que, con la tendencia a la reducción del azufre en el diesel convencional, los valores
de lubricidad (medida del poder lubricante) han bajado y al añadir biodiesel en contenidos no
muy altos, esta propiedad se recupera en niveles adecuados.

4. Nuevos desarrollos
Los biocombustibles, como vectores energéticos modernos ambientalmente aceptables, han sido
considerados también en nuevos escenarios tecnológicos, dentro de los cuales se menciona la
producción de etanol de celulosa, el uso de etanol en motores Diesel y el empleo de etanol en
celdas de combustible.
La hidrólisis de la celulosa permite obtener soluciones fermentables de materiales de bajo
precio y así reducir significativamente los costos de producción del alcohol. Actualmente hay
interesantes perspectivas para el desarrollo comercial de esta tecnología, diversas plantas se
encuentran en fase piloto, empleando rutas ácidas (concentradas o diluidas), enzimáticas o
incluso con solventes orgánicos, que en caso de ser aplicadas permitirán incrementar casi
revolucionariamente la productividad de la agroindustria del alcohol. Se estima el 50% del

19

barbojo (puntas y hojas de la caña que hoy no se utilizan), se incrementaría en 34% la producción
de etanol por tonelada de caña, con costos competitivos. 16
La producción de mezclas de diesel y etanol, con contenidos de alcohol hasta 20% y
capaces de ser bien utilizadas en motores Diesel, es objeto de diversos estudios de investigación
en todo el mundo. D e hecho, el incremento de la participación de los motores Diesel en la flota
automotora de los países y la consecuente expansión de la demanda de este derivado de petróleo
ha motivado la búsqueda de alternativas sustentables, más allá del biodiesel, cuyos precios son
todavía poco atractivos, por lo general. Así, se ha propuesto el empleo de alcohol en mezclas con
diesel. Sin embargo, el alcohol etílico es muy adecuado para los motores de ignición por bujía y
poco efectivo en motores de ignición por compresión, lo que explica las dificultades que se han
presentado, como bajar el punto de fulgor y el número de cetano. Además, la solubilidad del
etanol en diesel es reducida, imponiéndose el uso de cosolventes que garanticen la estabilidad de
la mezcla. Las ventajas ambientales apuntadas en uso de las mezclas diesel/etanol son
principalmente relacionadas con la reducción de las emisiones de NOx y partículas. Todavía no es
posible afirmar que las cuestiones técnicas fueron resueltas, lo que abriría un muy interesante
espacio de posibilidades para el etanol.
En otro campo, seguramente más sofisticado, la elevada relación hidrógeno/carbono del
etanol ha colocado a este combustible como una alternativa interesante para celdas de
combustible (fuel cells), una promisoria tecnología para mediano plazo. Además de ser un
combustible líquido, con facilidad de transporte y almacenamiento, el etanol presenta otras
relevantes ventajas diferenciales frente a combustibles fósiles: la casi inexistencia de azufre,
(sustancia problemática para catalizadores) y la temperatura más baja de operación en sistemas de
reforma catalítica para producción de hidrógeno gaseoso. Existen iniciativas importantes en este
sentido, y se afirma que, comparado con los derivados de petróleo, el etanol puede ser la forma
más barata y sencilla para transporte y suministro de hidrogeno a celdas de combustible.

16 Macedo, I.C., información personal.

20

II. B IO C O M B U S T I B L E S E N B R A S IL

E s te

c a p ítu lo

p re s e n ta

la

e v o lu c ió n

del P ro g ra m a

B ra s ile ñ o

de

A lc o h o l,

en

sus

e v e n to s

m ás

re le v a n te s y p rin c ip a le s in d ic a d o re s . A lo la r g o d e s u s c a s i tr e in ta a ñ o s , e s te p ro g r a m a f u e o b je to
d e m u c h a s e v a lu a c io n e s y d e ta lla d o s a n á lis is , c o n u n a e v o lu c ió n d e l m a r c o in s titu c io n a l y d e la s
c o n d ic io n e s d e r e g u la c ió n d e l m e r c a d o d e l a lc o h o l, d e m a n e r a q u e e n la a c tu a lid a d h a y c a s i u n
co n sen so

n a c io n a l

b io c o m b u s tib le

fa v o ra b le

a

la

m a n u te n c ió n

e n la m a tr iz e n e rg é tic a . E n

y

c o n s o lid a c ió n

de

la

p a rtic ip a c ió n

en

e l 2 0 0 2 , e l e ta n o l a p o r tó

el s is te m a e n e rg é tic o

de

e s te

b r a s ile ñ o el e q u iv a le n te a m á s d e 2 0 0 .0 0 0 b a r rile s d ia rio s d e p e tró le o (4 0 %

d e la d e m a n d a d e

v e h íc u lo s

(e ta n o l

con

m o to re s

O tto ) y

c o r r e s p o n d i e r o n a l 1 2 .8 %

to d o s

lo s

p ro d u c to s

de

la

caña

de

azúcar

y

bagazo)

d e la o f e r ta to ta l d e e n e r g ía a l p a ís . E n u n a p r o y e c c ió n d e la r g o p la z o ,

se e s tim ó q u e e n el 2 0 2 2 la d e m a n d a d e a lc o h o l d e b e r á s e r d e 2 4 .0 0 0 .0 0 0 d e m e tr o s c ú b ic o s o
s e a , c a s i e l d o b l e d e l a d e m a n d a p r e s e n t e . 17

E l e m p le o d e l a lc o h o l e tílic o e n m e z c la s c o n g a s o lin a f u e in tr o d u c id o e n B r a s il c a s i al
m i s m o t i e m p o q u e l o s v e h í c u l o s a u t o m o t o r e s . 18 E n

1 9 0 3 , e n el P rim e iro

C o n g re s s o N a c io n a l

so b re A p lic a ç õ e s In d u s tria is d e Á lc o o l se p ro p u s o la p ro m o c ió n d e la p ro d u c c ió n y e m p le o d el
e ta n o l.

D u ra n te

la P rim e ra

G u e rra M u n d ia l,

el u so

de

g a so h o l fu e

c o m p u ls iv o .

En

1 9 2 3 , la

p r o d u c c ió n d e e ta n o l lle g ó a 1 5 0 .0 0 0 .0 0 0 d e litr o s ; e n 1 9 3 1 , la le g is la c ió n o b lig ó u n a m e z c la d e
5%

en

v o lu m e n

de

c o m e rc ia liz a c ió n . E n
b á s ic o

de

e ta n o l

en

la

g a s o lin a ,

1 9 4 1 , la p ro d u c c ió n

e s ta s m e d id a s

e ra re d u c ir la

así

com o

d e e ta n o l f u e d e

d e p e n d e n c ia

de

d ire c tric e s
6 5 0 .0 0 0 .0 0 0

c o m b u s tib le

p a ra

su

tra n s p o rte

y

d e litro s . E l o b je tiv o

im p o rta d o

y

a y u d a r a la

a g ro in d u s tria , e s p e c ia lm e n te c u a n d o h a b ía e x c e d e n te s d e z a fra d e a z ú c a r o su s p re c io s e s ta b a n
d e p rim id o s .

P e ro n o fu e s in o h a s ta la c ris is d e l p e tró le o d e 1 9 7 3 y s u s c o n s e c u e n c ia s , q u e e l g o b ie rn o
d e c id ió im p le m e n ta r u n p ro g ra m a n a c io n a l, c o n m e ta s , re c u rs o s y le g is la c ió n d e s o p o rte , a p a rtir
d e l D e c r e to L e y 7 6 .5 9 3 , d e n o v ie m b r e d e 1 9 7 5 . C o n v ie n e o b s e r v a r q u e , e n e s te p e r io d o , B r a s il
im p o rta b a el 8 0 %

d e s u c o n s u m o d e c o m b u s tib le s , c o n u n fu e rte im p a c to d e la f a c tu r a p e tr o le r a

e n la b a la n z a d e p a g o s.

E l g rá fic o 3 in d ic a la e v o lu c ió n d e la p ro d u c c ió n y e l p re c io al n iv e l d e p r o d u c to re s d e l
a lc o h o l

e tílic o

a n h id ro

en

B ra s il

a

lo

la rg o d e la s
19 20 21
o b s e rv a ro n d iv e r s a s fa s e s , s in te tiz a d a s a b a jo .
’ ’

ú ltim a s

dos

décadas,

p e rio d o

en

que

se

17 Secretaria de Energia, Ministério de Energia y Minas, Plano de Longo Prazo, Projeção da
Matriz -2022, Brasília, 2002.
1 En el sitio http://www.mct.gov.br/clima/comunic old/alcohol.htm se presenta un análisis
8
detallado, histórico, técnico, económico y ambiental del Programa Brasileño de Alcohol.
1 Ministério de Minas e Energia, Balanço Energético Nacional 2002, Brasília, 2003.
9
20 Una referencia sobre precios de alcohol anhidro e hidratado en Brasil es el sitio
http://cepea.esalq.usp.br, actualizado semanalmente.
2 Vieira de Carvalho, A., “The Brazilian Ethanol Experience as fuel for transportation”, Energy
1
Week 2003, The World Bank, 2003.

21
G ráfico 3
EVOLUCIÓN DE LA PRODUCCIÓN Y DEL PRECIO DEL ETANOL EN BRASIL

—o—
♦

producción de etanol
precio pagado a los produtores

20

0

0

1980

1985

1990

1995

2000

1. Implantación (1975- 1979)
C on

in v e rs io n e s

litro s /a ñ o

de

c o n v e rtid o s

de

a p ro x im a d a m e n te

c a p a c id a d
p a ra

de

1

p ro d u c c ió n ,

a lc o h o l h id r a ta d o

y

u so

b illó n

de

p la n e a n d o
de

d ó la re s ,
a te n d e r

gasohol

en

fu e ro n
la s

a g reg a d o s

p rim e ra s

lo s v e h íc u lo s

flo ta s

5 .3 0 0 .0 0 0
con

d el p a rq u e

de

m o to re s

a u to m o to r

n a c io n a l. E s te p e rio d o fu e d e a p re n d iz a je .

2. Expansión (1980-1985)
L a s i n v e r s io n e s l le g a r o n a 4 .5 b illo n e s d e d ó la r e s y la e x p a n s ió n d e c a p a c id a d in s ta la d a p a s o a
1 3 .6 0 0 .0 0 0 d e m e tr o s c ú b ic o s a n u a le s , p a r a a te n d e r u n a d e m a n d a c r e c ie n te , p u e s a p a r tir d e 1 9 7 9
se c o m e r c ia liz a r o n v e h íc u lo s n u e v o s p a r a a lc o h o l h id ra ta d o . L a p r o d u c c ió n d e a lc o h o l lle g ó

a

1 1 .8 0 0 .0 0 0 d e m e tr o s c ú b ic o s , e l g a s o h o l s e c o n s o lid ó y la s v e n ta s d e v e h íc u lo s p a r a a lc o h o l
p u ro r e p re s e n ta b a n e n 1 9 8 5 m á s d e l 8 0 % d e la s v e n ta s to ta le s . E l d e s a fío e n e s ta f a s e e x u b e r a n te
fu e a te n d e r a u n a d e m a n d a d e b io c o m b u s tib le q u e c a s i se c u a d r u p lic ó e n c in c o a ñ o s . H u b o a p o y o
g u b e rn a m e n ta l p a ra in v e rs io n e s y el e s ta b le c im ie n to d e u n m a rc o trib u ta rio fa v o ra b le al u s o d e l
b io c o m b u s tib le .

3. Consolidación (1985-actualidad)
C o m o c o n s e c u e n c ia d e c a m b io s im p o r ta n te s e n e l e s c e n a r io in te r n o ( r e tr a c c ió n d e in v e r s io n e s ,
m e rm a e n la a c tiv id a d

e c o n ó m ic a , in c re m e n to

d e la p r o d u c c ió n

n a c io n a l d e c ru d o ) y

e x te rn o

(re c u p e ra c ió n d e lo s p re c io s d e l a z ú c a r, b a ja e n lo s p re c io s d e l p e tró le o ), la e x p a n s ió n a n te rio r se
e s ta n c ó y s u r g e u n p e r io d o d e e s ta n c a m ie n to c o n in v e r s io n e s a lr e d e d o r d e 5 0 0 .0 0 0 .0 0 0 d e d ó la r e s
h a s ta m e d ia d o s d e lo s a ñ o s n o v e n ta e im p le m e n ta c ió n d e u n a c a p a c id a d to ta l d e p r o d u c c ió n d e

22
e ta n o l a lg o s u p e r io r a 1 5 .0 0 0 .0 0 0 d e m e tr o s c ú b ic o s p o r a ñ o . M ie n tr a s ta n to , h a s ta 1 9 9 0 , f u e r o n
v e n d i d o s 5 ,5 m i l l o n e s d e v e h í c u l o s a a lc o h o l h i d r a t a d o . C o m o l o s i n g e n i o s n o t e n í a n t a n t o i n t e r é s
e n p r o d u c ir c o m o lo s c o n s u m id o r e s e n lle n a r s u s ta n q u e s d e a lc o h o l, a l fin a l d e la d é c a d a d e lo s
o c h e n ta
lle g a n d o

hubo

un

s e rio

a la n e c e s id a d

d e sfase
de

e n tre

la s

im p o rta c ió n

d is p o n ib ilid a d e s
de

a lc o h o l

y

e u ro p eo

el
y

co n su m o
a fric a n o .

del

b io c o m b u s tib le ,

P a ra

c o n tra rre s ta r el

d e s a b a s to , el G o b ie r n o tu v o q u e r e d u c ir la v e n ta ja e c o n ó m ic a d e l a lc o h o l h id ra ta d o . C o n e s o , la
v e n ta d e v e h íc u lo s a a lc o h o l p u r o c a y ó a c a s i c e ro ; s in e m b a r g o , la m e z c la d e e ta n o l a g a s o lin a ,
a u n q u e a fe c ta d a , se m a n tu v o . L o s s ig u ie n te s g rá fic o s p r e s e n ta n el c o m p o rta m ie n to d e la s v e n ta s
d e v e h íc u lo s a a lc o h o l p u r o y p r o g re s iv a c o n s o lid a c ió n d e la p r e fe r e n c ia p o r el g a s o h o l e n B ra s il.

Gráfico 4
22
VENTAS DE VEHICULOS A ALCOHOL HIDRATADO PURO EN BRASIL 22


/
O
)
03
+»
■
O

/
03
+»
■
C
0)


D
O


/)

o
3

0)


/
0)

Gráfico 5
EVOLUCIÓN DEL CONTENIDO DE ETANOL EN GASOHOL

23

22 ANFAVEA, Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores,
http://www.anfavea.com.br.
23 Ministério de Minas e Energia, Balanço Energético Nacional 2002, Brasília, 2003.

23

C uando

se h a b la d e u n

e v e n tu a l fra c a s o

d e l p ro g ra m a b ra s ile ñ o

d e a lc o h o l c a rb u ra n te ,

g e n e r a lm e n te se tie n e e n c u e n ta la b r u s c a re tr a c c ió n d e l in te ré s e n v e h íc u lo s a a lc o h o l p u ro e n la
d é c a d a p a sa d a, p e ro h a y q u e

c o n s id e ra r la im p le m e n ta c ió n

del gasohol com o u n

é x ito q u e h a

p e r m a n e c id o y e s tá e f e c tiv a m e n te c o n s o lid a d o , c o n n iv e le s m u y s u p e r io r e s a 1 0 % d e e ta n o l e n la
m e z c la .

En

1977

el

G o b ie rn o

d e te rm in ó

com o

o b lig a to ria

la

m e z c la

c o n te n id o fu e e le v a d o a 2 2 % , y a c tu a lm e n te p u e d e s e r d e e n tre 2 0 %

de

20% ;

en

1980

e s te

y 2 5 % , b a jo u n a d e c is ió n

g u b e r n a m e n ta l q u e to m e e n c u e n ta la d e m a n d a y r e s e r v a s d is p o n ib le s d e e ta n o l.

En
c a rb u ra n te

su fa s e m á s re c ie n te , d u ra n te
e n fre n tó

y

su p e ró

re to s

la

d é c a d a p a s a d a la p ro d u c c ió n

im p o rta n te s ,

re la c io n a d o s

con

su

b ra s ile ñ a
v ia b ilid a d

de

a lc o h o l

té c n ic a

y

e c o n ó m ic a , c r u c ia le s p a r a d e f in ir el f u tu r o d e e s ta “ a lte rn a tiv a ” e n e rg é tic a . U n a m e d id a d e lo s
re s u lta d o s d e e s te e s fu e rz o , q u e lle v ó a u n a s ig n ific a tiv a ta s a a n u a l (a c u m u la tiv a ) d e re d u c c ió n d e
c o s to s d e c a s i 4 % , e s la p r o d u c tiv id a d a g r o in d u s tr ia l, e v a lu a d a e n litr o s d e e ta n o l p o r h e c tá r e a ,
p re s e n ta d a e n el g rá fic o 6. E n e l p e río d o 1 9 7 5 -2 0 0 0 , lo s a v a n c e s te c n o ló g ic o s lle v a ro n a 3 3 %

de

a u m e n to e n la p r o d u c tiv id a d a g ríc o la ; 8 % d e a u m e n to e n e l c o n te n id o d e a z ú c a r e n la c a ñ a y 1 4 %
d e a u m e n to e n la e fic ie n c ia d e c o n v e rs ió n d e l a z ú c a r d e la c a ñ a e n p r o d u c to s fin a le s (a z ú c a r y
a l c o h o l ) . 24 C o m o r e s u l t a d o d e e s t o , l o s c o s t o s h a n b a j a d o d e m a n e r a i m p o r t a n t e , c o m o i n d i c a d o
e n el g rá fic o 3.

Gráfico 6
EVOLUCIÓN DE LA PRODUCTIVIDAD AGROINDUSTRIAL

re
.c
Õ

c

re
+
-*
0
•


E

E n la a c tu a lid a d , el p r o m e d io d e la p r o d u c tiv id a d a g r íc o la b r a s ile ñ a e s 7 8 to n /h a , p e r o e n
e l E s ta d o d e S ã o P a u lo e s 8 3 to n /h a ( c o n 1 4 .1 % d e s a c a r o s a ) y e n lo s m e jo r e s c a s o s se lle g a a 1 1 5
to n /h a ( c o n 1 5 .8 %

d e s a c a ro s a ). F u e d e te rm in a n te p a ra e s to s re s u lta d o s la a d e c u a d a s e le c c ió n d e

v a rie d a d e s (m á s d e 6 0 0 v a rie d a d e s d e b ie ro n s e r p ro b a d a s p a ra a lc a n z a r u n a g a n a n c ia s e n s ib le ),
así c o m o

el d e s a rro llo

d e te c n o lo g ía s p a ra

c o s e c h a , tra n s p o rte , m a n e jo

d e re s id u o s (v iñ a z a y

c a c h a z a ) . 25 E n e l á r e a i n d u s t r i a l , a l o l a r g o d e e s t a s d é c a d a s s e p a s ó d e 7 0 a 8 5 l i t r o s d e a l c o h o l

24 Macedo,I.C. (coordenador), Estado da arte e tendências da tecnologias para energía, Centro de
Gestão e Estudos Estratégicos, CT-Energ, Brasília, 2003.
25 Macedo, I.C., “Energia da Cana de Açúcar no Brasil”, Sustentabilidade na Geração e Uso de
Energia no Brasil: os próximos vinte anos, UNICAMP/ABC, Campinas, 2002.

24
e tílic o

por

to n e la d a

de

caña,

p rin c ip a lm e n te

d e b id o

al

p e rfe c c io n a m ie n to

en

s is te m a s

p a ra

e x tr a c c ió n d e l ju g o , e n p r e p a r a c ió n d e l m o s to y f e r m e n ta c ió n ( f e r m e n ta c ió n c o n tin u a y c o n tro l
b io ló g ic o ) y e n d e s tila c ió n . A s im is m o , p a r a e l in c r e m e n to d e la p r o d u c tiv id a d d e la a g r o in d u s tr ia
d e l a lc o h o l d e c a ñ a f u e d e te r m in a n te la e x te n s ió n d e la z a fra , q u e h o y e s tá a lr e d e d o r d e 2 0 0 d ía s
d e p ro d u c c ió n , g ra c ia s a la in c o rp o ra c ió n d e v a rie d a d e s c a ñ e ra s p re c o c e s y ta rd ía s , y la a d o p c ió n
d e m é to d o s m o d e r n o s d e g e s tió n d e c o s e c h a y tra n s p o rte .

U na

de

la s

bases

m ás

im p o rta n te s

p a ra

d e fin ir

la

fa c tib ilid a d

de

la

p ro d u c c ió n

de

b io c o m b u s tib le s e s su b a la n c e e n e rg é tic o , o se a , el c o te jo e n tre la e n e r g ía p r o d u c id a y la d e m a n d a
d e e n e r g ía e n la s a c tiv id a d e s p a ra p r o d u c ir e l b io c o m b u s tib le . E n e s c a la c o m e rc ia l, n o se c o n o c e
un

s is te m a a g ro in d u s tria l ta n

c o n d ic io n e s b ra s ile ñ a s ,

e f ic ie n te c o m o la c a ñ a , c o m o m a te r ia p r im a p a r a e ta n o l. E n

se d e te rm in ó

q u e p a ra c a d a u n id a d

de

la s

e n e rg ía u tiliz a d a p a ra p ro d u c ir

e ta n o l ( c o n s i d e r a n d o t o d a s l a s f o r m a s d e e n e r g ía , d i r e c t a s o n o ) , s e r e s c a t a n e n tr e 9 y 11 u n i d a d e s
e n e r g é tic a s c o m o f o r m a d e e ta n o l, v a lo r e s m u y

s u p e rio re s a lo s re s u lta d o s p a ra o tra s m a te ria s

p r im a s y o tro s c o n te x to s . L a g a n a n c ia y a p a r e n te p a r a d o ja ( c re a c ió n d e e n e r g ía ) se d e b e a la n o
c o n ta b iliz a c ió n d e la e n e r g ía s o la r.

R e d u c c io n e s d e c o s to a d ic io n a le s d e a p ro x im a d a m e n te m á s d e l 2 3 % p u e d e n s e r o b te n id a s
e n lo s p ró x im o s a ñ o s , in c o r p o r a n d o te c n o lo g ía s d is p o n ib le s , c o m o se m u e s tr a e n el c u a d r o 3 , q u e
p re s e n ta la s g a n a n c ia s p o te n c ia le s e n la s a c tiv id a d e s a g ríc o la s e in d u s tria le s p a ra la s c o n d ic io n e s
b ra s ile ñ a s .

Cuadro 3
POTENCIALES GANANCIAS POR REDUCCIÓN DE COSTOS EN LA AGROINDUSTRIA DEL ALCOHOL
DE CAÑA 26
Producción de caña (agricultura)
Selección de variedades y manejo
Aplicación de calcáreo
Uso de fertilizantes líquidos
Uso de viñazas
Remoción de malezas
Transporte
Planeamiento operacional
Producción de etanol (industria)
Molienda y extracción
Fermentación
Destilación
Energía (gestión)
Total

9.8%
1.6%
0.7%
1.0%
2.1%
0.5%
3.4%
1.3%
3.3%
0.3%
1.5%
23.1%

P o r lo e x p u e s to e n lo s p á r ra f o s a n te r io r e s , la p r o d u c c ió n d e a lc o h o l lo g r ó o b te n e r e n la
a g ro in d u s tria

b ra s ile ñ a

in c re m e n to s

de

p ro d u c tiv id a d

im p o rta n te s ,

basados

en

adecuadas

te c n o lo g ía s y e n la e le c c ió n d e u n s is te m a b io e n e rg é tic o in trín s e c a m e n te e fic ie n te y fle x ib le . E s
n e c e s a rio

hacer

h in c a p ié

en

e s to s

p u n to s ,

p o rq u e

26 Datos del Centro de Tecnología Copersucar, 1998.

el

p ro c e so

de

e v o lu c ió n

del

c o n te x to

25
in s titu c io n a l b ra s ile ñ o

lle v ó

a la lib e r a c ió n

d e lo s p re c io s y

a la tra n s ic ió n

de un

m o d e lo

de

in te r v e n c ió n g u b e r n a m e n ta l p a r a lo g r a r u n m o d e lo e n b a s e s c o m p e titiv a s , d o n d e la e f ic ie n c ia fu e
d e c is iv a y

el c o n o c im ie n to

d e lo s c o s to s d e te rm in a n te . A

c o n tin u a c ió n

se p re s e n ta u n a v is ió n

a c tu a liz a d a d e la p r o d u c c ió n d e e ta n o l c o m o c o m b u s tib le e n B r a s il.

E n la s ú ltim a s z a fra s , e n u n á re a p la n ta d a c e rc a n a a 5 m illo n e s d e h e c tá re a s (1 %

d e la

s u p e r f ic ie a g r íc o la d e l p a ís ) , la p r o d u c c ió n d e c a ñ a h a s id o e n tr e 3 0 0 .0 0 0 .0 0 0 y 3 2 0 .0 0 0 .0 0 0 d e
to n e la d a s , d e la s c u a le s el 5 5 %
a lc o h o le r a e n B ra s il, 8 0 %

se h a d e s tin a d o a la f a b ric a c ió n d e l b io c o m b u s tib le . L a a c tiv id a d

e n la re g ió n

s u re s te , in v o lu c r a a lr e d e d o r d e 6 0 .0 0 0 p r o v e e d o r e s d e

c a ñ a , 2 5 2 u n id a d e s in d u s tria le s (5 0 p ro d u c e n

s ó lo e ta n o l) y e m p le a a lre d e d o r d e u n m illó n d e

tr a b a ja d o r e s . H a y u n a c a p a c id a d in s ta la d a p a r a m o lie n d a d e 2 m illo n e s d e to n e la d a s d ia ria s . U n
in g e n io

típ ic o

en

B ra s il

p ro c esa

un

m illó n

de

to n e la d a s

de

caña

por

año

y

c u e s ta

a p r o x im a d a m e n te 2 5 .0 0 0 .0 0 0 d e d ó la r e s ; s in e m b a r g o , e n e l g r u p o d e 3 0 m e jo r e s in g e n io s d e S ã o
P a u lo , el v o lu m e n d e c a ñ a p ro c e s a d o p o r in g e n io s u p e ra a n u a lm e n te 2 m illo n e s d e to n e la d a s , e n
z a fra s c o n m á s d e 2 0 0 d ía s d e d u ra c ió n . E n e s ta s u n id a d e s , el 3 0 %

d e la c a ñ a fu e c o m p ra d a a

t e r c e r o s y p a g a d a e n p a r i d a d c o n l o s p r e c i o s d e l a z ú c a r y e l a l c o h o l . 27

E n tre

1 9 9 8 y 2 0 0 2 se d e s a rro lló el p ro c e s o d e tra n s ic ió n h a c ia la c o m p le ta lib e ra c ió n d e

p r e c io s , y la a b o lic ió n d e l s is te m a d e c u o ta s y s u b s id io s . L o s g r á f ic o s 7 y 8 m u e s tr a n c m o h a n
e v o lu c io n a d o lo s p r e c io s p a r a p r o d u c to r e s y c o n s u m id o re s . C o n v ie n e c o m e n ta r q u e el p r e c io d e
in d ife re n c ia
g a s o lin a ,
obedecen

p a ra

el

e ta n o l

d e p e n d ie n d o
a una

de

p a rid a d

h id ra ta d o

c o rre sp o n d e

la s c o n d ic io n e s
a p ro x im a d a

con

a p ro x im a d a m e n te

de uso. C o m o
lo s

p re c io s

al

lo s p re c io s

in te r n a c io n a le s ,

70%

del

p re c io

d e la g a s o lin a
lo s

p re c io s

de

la

(g a s o h o l)

del

a lc o h o l

b u s c a n u n a re la c ió n c o n e s to s p re c io s , p e ro s o n a fe c ta d o s ta m b ié n p o r la s d is p o n ib ilid a d e s y la
e s ta c io n a lid a d d e la s z a fra s .

Gráfico 7
PRECIO PARA CONSUMIDORES DEL ETANOL HIDRATADO EN RELACIÓN CON EL GASOHOL

80

50
dez/01

abr/02

ju l/02

out/02

ja n /0 3

m ai/03

27 Souza, I.C., “Uma Rápida Retrospectiva das Três Primeiras Safras do Milenio”, Revista
Saccharum, STAB, agosto de 2003.

26
P o r el la d o d e l p r o d u c to r y p a ra la r e g ió n s u re s te , lo s c o s to s d e p ro d u c c ió n (e x -im p u e s to s )
e s t á n e n t r e 0 . 1 8 y 0 . 2 0 d ó l a r e s p o r l i t r o 28, y e s i n t e r e s a n t e v e r c ó m o e n r e l a t i v a m e n t e p o c o t i e m p o
e s to s p r e c io s f u e ro n a ju s tá n d o s e , d e a c u e r d o c o n la s n u e v a s re g la s , a le já n d o s e d e la d ire c ta y c a s i
s e c u la r in te r v e n c ió n
m e n c io n a r

lo s

g u b e r n a m e n t a l . 29 C o m o u n a

c o n tra to s

fu tu ro s

de

a lc o h o l

se ñ a l d e la

a n h id ro

en

la

a p e rtu ra

B o ls a

de

d e e s te m e rc a d o , c a b e
M e rc a d o ria s

e

F u tu ro s

b r a s ile ñ a ( p a r a e n tr e g a f ís ic a o n e g o c ia c ió n ) , q u e h a s ta a g o s to d e l 2 0 0 3 h a b ía r e g is tr a d o 3 3 .8 8 8
tra n s a c c io n e s , re p re s e n ta n d o

2 7 0 .5 0 0 .0 0 0

de

d ó l a r e s . 30 M á s

q u e u n a tra n s a c c ió n

fís ic a , e s to s

c o n tra to s s irv e n d e p ro te c c ió n (h e d g e ) fre n te a la v o la tilid a d d e lo s p re c io s o d e o p o rtu n id a d d e
g a n a n c ia s , p r e c is a m e n te p o r e s ta m is m a v o la tilid a d .

Gráfico 8
PRECIOS AL PRODUCTOR (EX-IMPUESTOS) DE ETANOL EN BRASIL
etanol anhidro

—□— etanol hidratado

_ # _ B r e n t dated

0,40 -,
0,30
0,20
0,10
0 , 0 0 ------abr/02

jul/02

out/02

jan /03

m ai/03

U n a r e tr o s p e c tiv a d e la p a r tic ip a c ió n d e l a lc o h o l e n la p r o d u c c ió n d e la in d u s tr ia c a ñ e ra
en

B ra s il

s e ñ a la

r e c u p e ra c ió n

de

dos
la

te n d e n c ia s

im p o rta n c ia

re le v a n te s ,

re la tiv a

de

com o

la

se

a p re c ia

p ro d u c c ió n

en

el

a z u c a re ra ,

g rá fic o
com o

9.

U na

es

c o n s e c u e n c ia

la
del

c o n te x to d e p re c io s a z ú c a r/a lc o h o l (fa v o ra b le a l a z ú c a r), m ie n tra s q u e la o tra e s la c o n s o lid a c ió n
d e l a lc o h o l a n h id ro

e n el to ta l d e a lc o h o l p r o d u c id o , p o r c o n tr a c c ió n

del m erc ad o

d e a lc o h o l

h id ra ta d o . L a s e g u n d a te n d e n c ia p o d ría m o d ific a rs e p o r la re c u p e ra c ió n d e l p a rq u e a u to m o to r d e
v e h íc u lo s

capaces

de

u tiliz a r

a lc o h o l

h id ra ta d o

(a c tu a m e n te

con

lo s

m o to re s

fle x -fu e l

d is p o n ib le s ) , p e r o p a r e c e q u e la f le x ib ilid a d d e s u m in is tr a r o n o e l e ta n o l h id r a ta d o s e c o n s id e r a
un

e le m e n to

re p re s e n ta n te s

de
de

ro b u s te z
la

en

in d u s tria

la s

e s tra te g ia s

a u to m o v ilís tic a

de
en

la

a g ro in d u s tria .

B ra s il

(V W

y

C o n v ie n e

G M ) in fo rm a n

o b se rv a r
que

la

que

fu e rte

d e m a n d a d e v e h íc u lo s fle x -fu e l e n lo s ú ltim o s m e s e s in d ic a q u e , e n p o c o s a ñ o s , d iv e rs o s m o d e lo s
d e u s o p o p u la r s ó lo s e rá n f a b ric a d o s c o n m o to r e s c o n e s ta te c n o lo g ía . E n a g o s to d e l 2 0 0 3
v e n ta s

de

v e h íc u lo s

g a ra n tiz a u n a

fle x -fu e l

dem anda

a lc a n z a ro n

p o te n c ia l

de

6 .5 %

de

la s

a lc o h o l h id r a ta d o ,

v e n ta s

to ta le s .

s in

flo ta

una

E s te

la s

c o m p o rta m ie n to

c a u tiv a , lo

que

p e rm ite

m a n te n e r e l n iv e l d e u tiliz a c ió n d e la a g ro in d u s tria , q u e s o la m e n te el a lc o h o l a n h id r o n o s e ría

28 Szwarc,A, O álcool e o mercado de combustíveis: novas fronteiras, Seminário Petróleo e Gás:
avaliação e perspectivas, Rio de Janeiro, 2003.
29 Marjotta-Maistro,M.C., Ajustes nos mercados de álcool e gasolina no processo de
desregulamentação, Tese de Doutoramento, ESALQ/Universidade de São Paulo, 2002.
30 Bolsa de Mercadorias e Futuros, Resenha 156, São Paulo, 2003.

27
capaz,

por

lo

m enos

en

la s

c o n d ic io n e s

a c tu a le s .

31 E l

fu tu ro

del

m erc ad o

b ra s ile ñ o

de

c o m b u s tib le s p a r a m o to r e s O tto s e d is e ñ a a s í: m a y o r ita r ia m e n te g a s o h o l, c o n c o n te n id o d e e ta n o l
de

e n tre

20%

y

25% ,

y

e ta n o l

h id ra ta d o

p u ro ,

cuya

o fe rta

puede

v a ria r

en

fu n c ió n

de

la s

d is p o n ib ilid a d e s y c o n v e n ie n c ia s , p a ra c o m p e tir c o n el g a s o h o l e n a lg u n a s re g io n e s y p e rio d o s d e
tie m p o . E s ta s itu a c ió n tr a e n u e v o s in te r r o g a n te s , q u e c o n v e n d r ía d is c u tir o p o r tu n a m e n te ( ¿ c ó m o
se c o m p o r ta r á la c a d e n a lo g ís tic a ? , ¿ c ó m o r e a c c io n a ra n lo s p r o d u c to r e s d e g a s o lin a ? , ¿ c ó m o se
a d e c u a r á e l m e r c a d o si lo s p r e c io s c a m b ia r o n m á s a llá d e lo s p u n to s d e e q u ilib r io ? ) .

Gráfico 9
32

TENDENCIAS EN LA AGROINDUSTRIA CAÑERA DE BRASIL 32

—■— % alcohol anhidro en el total de alcohol producido
—o— litros de alcohol/kg de azúcar producido
60%

3
o
.c
O
2 °
*
re

D
■
O
1
o
o

40%

20%

0%

ire
^
3
N
¡o

i)
-c
»

0
94/95

95/96

96/97

97/98

98/99

99/00

00/01

01/02

zafra
Es

e v id e n te

que

el fin

de

la in te r v e n c ió n

g u b e rn a m e n ta l fu e u n

im p o rta n te

d e s a fio , y

a c tu ó , j u n to c o n el p r o g r a m a d e b io c o m b u s tib le , c o m o u n f a c to r p o s itiv o p a r a r e fo r z a r e l s e c to r
s u c ro a lc o h o le ro b ra s ile ñ o .

C on

s e g u rid a d , la a g ro in d u s tria

c a ñ e ra e n B ra s il lo g ró

lle g a r a lo s

p re s e n te s n iv e le s d e re n d im ie n to y p ro d u c tiv id a d , e n b u e n a m e d id a , g ra c ia s a la in tro d u c c ió n d e
la p ro d u c c ió n

de

a lc o h o l, c o m o r e s u lta d o

d el in c re m e n to y

d iv e rs ific a c ió n

d e la s a c tiv id a d e s

a g ro in d u s tria le s , q u e d e ja ro n h a c e m u c h o tie m p o d e s e r s o la m e n te p a ra la p r o d u c c ió n d e a z ú c a r,
p a ra

c o n v e rtirs e

en

c o m p le jo

e lé c tric a . E l p r o c e s o

de

b io in d u s tria l

c o n s o lid a c ió n

de

p ro d u c c ió n

p e rm a n e c e en

de

a lc o h o l,

azú c ar,

c u rso , lo s te m a s a h o ra e n

m ie l y

e n e rg ía

d is c u s ió n

so n

c ó m o lo g r a r e x p o r ta r a lc o h o l a p a ís e s d e s a rr o lla d o s , c o n b a r r e r a s a r a n c e la r ia s b a s ta n te e le v a d a s ;
c ó m o e x p a n d ir la r e d lo g ís tic a d e s d e la s f u e n te s d e p r o d u c c ió n h a c ia lo s c e n tr o s d e c o n s u m o y
e x p o rta c ió n ;

cóm o

re fo rm a r el m a rc o

trib u ta rio

p a ra

re d u c ir la

e v a s ió n

(trib u to s

e s ta ta le s ),

e

in c lu s o c ó m o g a r a n tiz a r la s r e s e r v a s e n tre z a fra s , lo q u e r e q u ie r e n u n a in te n s a c o o r d in a c ió n e n tre
l o s a g e n t e s e c o n ó m i c o s y e l G o b i e r n o p a r a s u a d e c u a d a c o n d u c c i ó n . 33

3 MB Associados y FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Cenários para o Setor de
1
Açúcar e Álcool, São Paulo, 2001.
32 Datos del sitio de UNICA - Unión de la Agroindustria Cañaveral de Sao Paulo,
http://www.unica.com.br.
33 Banco Pactual, Brazilian Fuel Alcohol Sector, Brazil Equity Update, Rio de Janeiro, 2003.

28
P a ra

c o n c lu ir

e s te

c a p ítu lo ,

unas

p a la b ra s

so b re

b io d ie s e l.

34, 35

En

B ra s il

hubo

e x p e r ie n c ia s y d e s a rr o llo s d u r a n te la s d é c a d a s d e lo s a ñ o s s e te n ta y o c h e n ta , lo s c u a le s h a n sid o
re c ie n te m e n te

r e to m a d o s .

En

el 2 0 0 0 ,

la

e m p re sa

ECO M A T

in s ta ló ,

en

el E s ta d o

de

M a to

G ro s s o , u n a p la n ta p a ra p ro d u c c ió n d e a d itiv o p a ra e s ta b iliz a r m e z c la s e ta n o l/d ie s e l, q u e in fo rm a
te n e r c a p a c id a d y c o n d ic io n e s p a r a p r o d u c c ió n d e b io d ie s e l d e a c e ite d e s o y a , m e tílic o o e tílic o .
L a p r o d u c c ió n b r a s ile ñ a d e s o y a f u e e n e l 2 0 0 3 , d e a p r o x im a d a m e n te 5 0 .0 0 0 .0 0 0 d e to n e la d a s ,
con

una

c a p a c id a d

de

p ro c e s a m ie n to

y

p ro d u c c ió n

de

a c e ite ,

a c tu a lm e n te

o c io s a .

T a m b ié n

p r e s e n ta in te r é s la p a lm a a c e ite ra , p o r su m á s e le v a d a p r o d u c tiv id a d y p o s ib ilid a d e s d e c u ltiv o e n
tie rra s h o y d e s o c u p a d a s .

S in e m b a r g o , p a r a la e f e c tiv a e x p a n s ió n d e l b io d ie s e l, a u n c u a n d o e l G o b ie r n o p r o p o n e
a c c io n e s

h a c ia

su

p ro m o c ió n ,

se rá

n e c e s a rio

re d u c ir

lo s

c o s to s

h a s ta

n iv e le s

de

re la tiv a

in d if e r e n c ia f r e n te al d ie s e l c o n v e n c io n a l. D e h e c h o , el s o p o rte g u b e r n a m e n ta l h a p e rm itid o al
e ta n o l llg a r e n 2 0 a ñ o s a u n b u e n n iv e l d e c o m p e titiv id a d c o n la g a s o lin a , s o b re to d o c u a n d o se
s ig u e p r a c tic a n d o u n a p o lític a tr ib u ta r ia q u e f a v o re c e al a lc o h o l, p e r o q u e p a r a el b io d ie s e l el
m a rg e n

d e m a n io b ra fis c a l e s m á s a n g o s to , p o r lo s p re c io s m á s b a jo s d e l d ie s e l d e riv a d o

p e tró le o , a sí c o m o

p o r la s d ific u lta d e s e n

e le v a r im p u e s to s

de

s o b re e s te c o m b u s tib le d e a m p lia

u tiliz a c ió n e n lo s s e c to re s d e tr a n s p o r te p ú b lic o y d e c a rg a , p o r el s o lo h e c h o d e q u e lo s p r e c io s
d e v e n ta d e l a c e ite v e g e ta l s u e le n s e r m á s a tr a c tiv o s q u e lo s d e l d e r iv a d o d e p e tr ó le o a s u s titu ir.

U n a e v a lu a c ió n re c ie n te d e la A s s o c ia ç ã o B r a s ile ir a d a I n d ú s tr ia d e Ó le o s V e g e ta is e s tim a
c o s to s f i n a l e s e n tr e 0 .3 3 a 0 .3 8 d ó la r e s p o r litr o d e b io d ie s e l ( e s te r e tílic o o m e tílic o ) a p a r ti r d e
a c e ite d e so y a , e n u n a p la n ta p a r a 4 0 0 .0 0 0 to n e la d a s p o r a ñ o , a in s ta la r e n S ã o P a u lo o P a ra n á ,
c o s to s q u e p o d ría n d o b la r p a ra p r o d u c c ió n e n C e n tro -O e s te , u n a im p o rta n te re g ió n p r o d u c to ra d e
so y a.

Se

c o n s id e ra

c o n s id e ra r

com o

que

un

re fe re n c ia

p ro g ra m a
el

c o s to

de

del

m e d io

d ie s e l

p la z o ,

s u s te n ta b le

c o n v e n c io n a l

de

e c o n ó m ic a m e n te ,

0 .2 4

d ó la re s

por

litr o

debe
(e x ­

im p u e s to s ).

P a ra
G ru p o

de

c o o rd in a r su s a c c io n e s
T ra b a jo ,

que

in v o lu c ra

e n la p ro m o c ió n
d iv e rs o s

d e l b io d ie s e l, e l G o b ie rn o

M in is te rio s

y

lid e ra d o

por

la

C asa

ha

crea d o u n

C iv il

de

la

P r e s id e n c ia , el c u a l d e b e r á d e f in ir u n p r o g r a m a d e a c tiv id a d e s , e s p e c ia lm e n te p a r a el d e s a rr o llo
d e e s ta te c n o lo g ía y su a p lic a c ió n e x p e r im e n ta l e n f lo ta s c a u tiv a s y g e n e r a c ió n d e e le c tr ic id a d e n
lo c a lid a d e s a is la d a s . S e e s p e r a n lo s p r im e r o s r e s u lta d o s d e e s te G r u p o p a r a lo s p r ó x im o s m e s e s .
U n o d e lo s a v a n c e s a lc a n z a d o s fu e la p r o p o s ic ió n y a p ro b a c ió n d e la e s p e c ific a c ió n p re lim in a r
p a ra p ru e b a s d e l b io d ie s e l e n B ra s il, a n e x o a e s te in fo rm e .

34 Macedo,I.C. (coordenador), Estado da arte e tendências da tecnologias para energia, Centro de
Gestão e Estudos Estratégicos, CT-Energ, Brasília, 2003.
35 Iturra,A.R., Análise Histórica do Biodiesel no Brasil, relatório para o Grupo de Trabalho
Interministerial sobre Biodiesel, Brasília, 2003.

29

III. P E R S P E C T IV A S D E L O S B IO C O M B U S T I B L E S E N L O S P A ÍS E S
C E N T R O A M E R IC A N O S

E s te

c a p ítu lo

re a liz a d a s

p re s e n ta

por

el

la

in fo rm a c ió n

c o n s u lto r

en

y

d a to s

s e p tie m b r e

m ás

de

im p o rta n te s

2003

a

lo s

o b te n id o s

p a ís e s

de

d u ra n te

A m é ric a

la s

v is ita s

C e n tra l.

A

c o n tin u a c ió n se b u s c a o b s e r v a r p a r a c a d a p a ís la s ig u ie n te e s tr u c tu r a d e tó p ic o s , c o m p le m e n ta d a
p o r in f o r m a c ió n q u e se c o n s id e r a re le v a n te :

P r o d u c c ió n a g r íc o la e in d u s tr ia l: D a to s g e n e r a le s , á r e a c u ltiv a d a , p r o d u c c ió n , n ú m e r o y
c a p a c i d a d d e l o s i n g e n i o s ; 36 y d a t o s d e p r o d u c t i v i d a d a g r í c o l a e i n d u s t r i a l a s o c i a d o s a l a c a ñ a d e
a z ú c a r y , c u a n d o s e a o p o rtu n o , a o tra s m a te ria s p r im a s y p ro d u c to s .

C o n d ic io n e s d e l m e r c a d o d e c o m b u s tib le s : D e m a n d a y s u e v o lu c ió n , p e r fil d e la flo ta ,
p re c io s , c o s to s e n d iv is a s y tr ib u ta c ió n d e lo s c o m b u s tib le s a u to m o to re s .

E x p e rie n c ia s , p e rs p e c tiv a s y o b s e rv a c io n e s : In fo rm e s y c o m e n ta rio s s o b re e v e n tu a le s
p ro g ra m a s e n b io c o m b u s tib le s , c o n d u c id o s o e n d is c u s ió n o p la n ific a c ió n , y c ó m o lo s a g e n te s
e c o n ó m ic o s e n fre n ta n lo s b io e n e rg é tic o s .

D e s p u é s d e p r e s e n ta r la in f o r m a c ió n d e c a d a p a ís , se s in te tiz a n al f in a l d e e s te c a p ítu lo ,
la s in f o r m a c io n e s c o le c ta d a s , b a jo u n a v is ió n re g io n a l, b u s c a n d o c a r a c te riz a r lo s tr a z o s c o m u n e s
y

la s

d ife re n c ia s

c o n c lu s io n e s

m ás

m ás

m arc ad a s,

g e n e ra le s .

En

p a ra

el

e s ta b le c e r

fin a l

de

e s te

la s

b ases

c a p ítu lo

se

p a ra

la s

c o m e n ta n

re c o m e n d a c io n e s
ta m b ié n

lo s

y

a s p e c to s

re fe r e n te s a la c a lid a d d e lo s c o m b u s tib le s , p a r a to d o s lo s p a ís e s c o n s id e ra d o s .

1.

a)

Costa Rica

Producción agrícola e industrial
D iv e rs o s p r o d u c to s a g ríc o la s h a n s id o s u g e rid o s p a ra p r o d u c ir b io c o m b u s tib le s e n C o s ta

R ic a , c o m o la c a ñ a d e a z ú c a r, el s o r g o y la p a lm a ; s in e m b a r g o , e n lo s lím ite s d e e s te e s tu d io , se
tra ta

m ás

4 0 .0 0 0

d e ta lla d a m e n te

la

caña

de

azú c ar,

que

ocupa

a c tu a lm e n te

un

á rea

de

a lre d e d o r d e

h e c tá r e a s , ( c e r c a d e 1 % d e l á r e a d e l p a ís ). L a s z o n a s d e G u a n a c a s te y P u n ta r e n a s s o n la s

m á s im p o r ta n te s p a r a e s te c u ltiv o .

El

c u ad ro

4

y

lo s

g rá fic o s

10

y

11

m u e s tra n

una

re la tiv a

e s ta b ilid a d

p a ra

el

á rea

c o s e c h a d a , a sí c o m o lo s in d ic a d o re s d e p ro d u c tiv id a d p a ra la in d u s tria a z u c a re ra c o s ta rric e n s e .
D e la p r o d u c c ió n to ta l d e 3 7 6 .1 6 6 to n e la d a s e n e l 2 0 0 2 , se c o n s u m ió in te r n a m e n te 6 0 %

y

se

e x p o r tó lo r e s ta n te ( 1 5 .9 0 0 to n e la d a s e n té r m in o s p r e f e r e n c ia le s , c u o ta a m e r ic a n a ) . E l in g r e s o
to ta l p o r la s e x p o r ta c io n e s d e a z ú c a r e n e s e a ñ o fu e d e 2 6 .8 0 0 .0 0 0 d e d ó la re s .

36 Aunque la disponibilidad de caña también afecta el volumen de caña procesada, cuando no está
disponible la capacidad, se adopta como su indicador la molienda (caña procesada) durante la zafra.

30
Cuadro 4
INDICADORES DE LA INDUSTRIA DE CAÑA EN COSTA RICA :

Zafra

Área
cosechada

Caña molida

Producción
de azúcar

miles ha

miles ton

miles ton

Productividad*
TC/ha

kgA/TC

96-97

42.9

3 153.3

333.1

73.5

105.6

97-98

44.2

3 681.9

380.5

83.3

103.2

98-99

46.0

3 670.0

375.5

79.8

102.2

99-00

46.0

3 362.9

367.0

73.1

108.8

00-01

47.2

3 398.3

380.0

72.0

111.8

01-02

48.0

3 472.1

376.2

72.3

108.3

*

TC/ha: toneladas de caña por hectárea,
kgA/TC: kg de azúcar por tonelada de caña
Gráfico 10

EVOLUCIÓN DE LOS INDICADORES DE LA INDUSTRIA DE CAÑA EN COSTA RICA
Icaña molida

producción de azúcar X 10

■área cosechada

4,000

60

0)

45

■o

/
0)

30
96-97

97-98

98-99

99-00

00-01

01-02

zafra

37

LAICA - Liga Agrícola Industrial de la Caña de azúcar, Informe Estadístico 2001/2002, San

José, 2003.

31
Gráfico 11

EVOLUCIÓN DE LAS PRODUCTIVIDADES AGRÍCOLAS E INDUSTRIAL DE LA AGROINDUSTRIA
AZUCARERA DE COSTA RICA
agricola (TC/ha)

industrial (kgA/TC)

120

80

40
96-97

97-98

98-99

99-00

00-01

01-02

zafra

L a s e s ta d ís tic a s d e l s e c to r d e c a ñ a d e a z ú c a r d e C o s ta R ic a in c lu y e n d a to s in te r e s a n te s
s o b r e a lc o h o l. A p e s a r d e la c a p a c id a d e x is te n te p a r a p r o d u c c ió n d e e ta n o l e n d o s in g e n io s ( C a ts a
y T o b o g a ), h a s id o u n a a c tiv id a d m á s r e n ta b le la d e s h id r a ta c ió n d e a lc o h o l h id r a ta d o im p o rta d o ,
p a ra

p o s te rio r e x p o rta c ió n

de

e ta n o l

a n h id ro

c a rb u ra n te

al m e rc a d o

a m e ric a n o ,

d e b id o

a lo s

p re c io s p ra c tic a d o s e n e l m e rc a d o in te rn a c io n a l y la s c o n d ic io n e s p re fe re n c ia le s e n el m a rc o d e l
C a rib e a n B a s in

I n i t i a t i v e , C B I , 38 ( a l c o h o l h i d r a t a d o i m p o r t a d o

a 0 ,1 7

litr o y

a lc o h o l a n h id r o

e x p o r ta d o a 0 ,3 4 litr o ) . A s í, p a r a la z a f r a 2 0 0 1 - 2 0 0 2 , s e im p o r ta r o n 1 .2 8 3 .0 0 0 litr o s d e a lc o h o l d e
E u ro p a y

fu e e x p o rta d o u n v o lu m e n

g a n a n c ia n e ta d e 2 .9 6 0 .0 0 0

c a si id é n tic o

a lo s E s ta d o s U n id o s , c o rre s p o n d ie n d o u n a

d e d ó la re s . P a ra la z a fra

1 9 9 9 -2 0 0 0 , e s to s v o lú m e n e s fu e ro n

casi

c u a tro v e c e s m a y o re s . S e m e n c io n a a u n q u e la s c o m p ra s d e a lc o h o l h id r a ta d o a in g e n io s d e C o s ta
R ic a

se in te rru m p ie ro n

d esd e

el 2 0 0 1 ,

p a ra

c u m p lir c o n

la s

re g u la c io n e s

e s ta b le c id a s p o r la

U n ió n E c o n ó m ic a E u r o p e a . E n la z a f r a 2 0 0 1 - 2 0 0 2 , d e la s 1 3 8 4 0 0 to n e la d a s p r o d u c id a s d e m ie l
fin a l, el 3 9 % se d e s tin ó a la e la b o r a c ió n d e a lc o h o l c a rb u ra n te .

C o n re la c ió n a la c a p a c id a d d e p ro c e s a m ie n to d e c a ñ a p o r u n id a d p ro d u c to ra , c o n fo rm e se
in d ic a e n e l c u a d r o 5, lo s in g e n io s d e C o s ta R ic a v a r ía n b a s ta n te , e n tre 6 0 0 0 a 6 8 0 to n /d ía . L o s
c in c o m a y o r e s in g e n io s c o r re s p o n d e n a 6 4 % d e la c a p a c id a d to ta l d e m o lie n d a y p r o c e s a r o n e n la
z a fr a 2 0 0 1 /2 0 0 2 , el 7 1 % d e l to ta l d e c a ñ a c o s e c h a d a . S e p u e d e o b s e r v a r q u e ta l c o n c e n tr a c ió n d e
c a p a c id a d n o se tra d u c e e n d ife re n c ia s m a rc a d a s d e la p ro d u c tiv id a d . P a r a lo s

14 in g e n io s q u e

p ro c e s a ro n c a ñ a e n el 2 0 0 1 /2 0 0 2 (e l in g e n io F lo re n c ia y S a n R a m ó n n o p ro c e s a ro n c a ñ a e n e s ta
z a fra ), el g rá fic o

12 re la c io n a

a lg u n o s in d ic a d o re s d e p ro d u c tiv id a d

in fo rm a d a d e p ro c e s a m ie n to , q u e d a n d o

in d u s tria l y

la c a p a c id a d

e v id e n te q u e , p o r lo m e n o s e n e s te c a s o , la e s c a la n o

a fe c ta s ig n ific a tiv a m e n te el n iv e l d e e x tra c c ió n y la c a n tid a d d e a z ú c a r p ro d u c id a p o r to n e la d a d e
c a ñ a . P o r o tr a p a rte , e l n ú m e r o d e d ía s e f e c tiv o s d e z a fra , e l c o c ie n te e n tr e la c a n tid a d d e c a ñ a

38 Las características básicas del CBI, Caribean Basin Initiative, para el alcohol carburante, son
comentadas en el próximo capitulo.

32
p ro c e s a d a y la c a p a c id a d d e l in g e n io , p re s e n ta n a lg u n a re la c ió n c o n la c a p a c id a d , p ro b a b le m e n te
n o d e te r m in a d a p o r p r o b le m a s e n la u n id a d in d u s tr ia l y sí p o r la lim ita d a d is p o n ib ilid a d d e c a ñ a .

Cuadro 5
CAPACIDAD DE MOLIENDA DE LOS INGENIOS DE COSTA RICA
Ingenio
Tobota
Catsa
El Viejo
El Palmar
El General
Quebrada Azul
Victoria
Atirro
Juan Viñas
Curtis
Costa Rica
Argentina
Providencia
Santa Fe
Porvenir
San Ramón
Total

Caña, Ton/día
6 500
6 000
6 000
4 500
4 000
3 000
2 700
2 200
1 700
1 400
1 200
1 000
800
720
700
680
43 100

Gráfico 12
RELACIÓN ENTRE INDICADORES DE PRODUCTIVIDAD Y CAPACIDAD
PARA LOS INGENIOS DE COSTA RICA, ZAFRA 2001/2002 39
♦ caña procesada/capacidad (dias)

a

extracción

150
100

*** x X
 A A *

X
A

50

* ♦ ♦

2.000

♦
*

♦

1.000

X

X
A *

A

♦

♦

♦

3.000

4.000

0
0

5.000

6.000

7.000

capacidad (ton/dia)
Por

p e rm itir

una

z a fra

m ás

la rg a

y

el

e v e n tu a l

a lm a c e n a m ie n to

de

lo s

g ra n o s

p a ra

p o s te r io r u tiliz a c ió n , e l s o r g o ta m b ié n h a s id o c o n s id e r a d o p a r a p r o d u c c ió n d e e ta n o l e n C o s ta

39 Preparado a partir de informaciones de LAICA - Liga Agrícola Industrial de la Caña de azúcar,
Informe Estadístico 2001/2002, San José, 2003.

33

Rica, particularmente en Guanacaste. Como ventajas adicionales se apuntan el alto valor de los
subproductos y la posibilidad de mecanización.
Otro cultivo de potencial interés para biocombustibles es la palma, para la cual se afirma
ya existen más de 46.000 hectáreas plantadas en las regiones Central y Pacífico Sur, además de
las perspectivas de significativa expansión en la región Atlántica. Según información de los
productores, la productividad típica de estos cultivos es de 25 ton/ha, pero que con un manejo
adecuado podrían llegar a 35 ton/ha. Actualmente, en plantas para procesamiento de los frutos de
palma existe una capacidad de alrededor de 48.000 toneladas anuales, pero podría incrementarse
en 24.000 toneladas más anuales, al agregarse dos plantas nuevas, que estarían por concluirse,
una de ellas en la región Atlántica. 40

b)

Condiciones del mercado de combustibles

El cuadro 6 proporciona los datos básicos sobre la demanda de combustibles en Costa
Rica, donde se percibe que los consumos de diesel y de gasolina son aproximadamente iguales.
Los combustibles automotores responden por más del 78% del consumo de derivados en el país,
una participación elevada, que confirma la importancia del sector de transporte en la demanda
energética.
Cuadro 6
CONSUMO DE COMBUSTIBLES EN COSTA RICA
(millones de litros)
Combustible
Gasolinas automotores
Diesel
Otros derivados
Total

2000
753.2
743.3
551.7
2 048.2

2001
792.0
795.3
484.3
2 071.6

2002
845.1
837.3
460.9
2 143.3

La compañía estatal RECOPE tiene el monopolio de las actividades de importación,
refinería y distribución de derivados. La refinería RECOPE, con capacidad nominal de 25.000
barriles diarios de procesamiento, ha operado a cargas limitadas alrededor de 60% de su
capacidad. Incluyendo el petróleo bruto y los derivados importados, en el 2002 la factura
petrolera de Costa Rica sumo 424.000.000 de dólares, cerca del 10% del total de divisas
obtenidas con importaciones. Apenas con la importación de gasolina regular y súper se consumió
148.400.000 de dólares, lo que representa 35% de la factura petrolera.
Los precios de los combustibles están controlados a nivel del productor, y son definidos
utilizando una relación paramétrica basada en los precios internacionales, con reajuste periódico.
Los precios medios en el 2002, respectivamente para la gasolina regular, la gasolina súper y el
diesel, fueron de 0,557; 0,581 y 0,404 litro. La tributación está basada en un impuesto único,
específico, definido anualmente, cuyo valor para los combustibles anteriores es de 0.307; 0.329 y
0.205 litro, respectivamente. El impuesto sobre los combustibles representa el 56% del precio al

40 La información sobre la palma y el biodiesel se obtuvo en la reunión que MINAE proporcionó
al consultor sobre el tema, con participantes de diversos sectores.

34
c o n s u m id o r d e g a s o lin a ( p r o m e d io p o n d e r a d o e n tre s ú p e r y re g u la r ) y e l 5 1 %

p a r a el d ie s e l. L a

r e c a u d a c ió n d e tr ib u to s s o b re lo s c o m b u s tib le s , b á s ic a m e n te s o b re lo s a u to m o to re s , c o r re s p o n d ió
e n e l 2 0 0 2 a 1 5 .2 % d e la r e c a u d a c ió n to ta l d e l E s ta d o .

D e a c u e r d o c o n u n a b a s e d e d a t o s r e c i e n t e m e n t e r e v i s a d a , 41 e l p a r q u e v e h i c u l a r d e C o s t a
R ic a c o n ta b a e n e l 2 0 0 2 c o n u n to ta l d e 7 9 8 .7 1 0 v e h íc u lo s , d e lo s c u a le s 6 2 5 .7 6 3 e r a n a g a s o lin a ,
c o r r e s p o n d ie n d o a l 7 8 ,7 % . L a p r o p o r c ió n d e v e h íc u lo s a g a s o lin a tie n d e a m a n te n e r s e y lla m a la
a te n c ió n la
m is m o

e le v a d a ta s a

e s tu d io

d e c re c im ie n to

d e te rm in a u n a e d a d

d e e s ta flo ta , s u p e r io r a l 8 %

p ro m e d io

de

1 4 ,9

e n lo s ú ltim o s a ñ o s. E l

a ñ o s p a r a el p a rq u e a u to m o to r, c o n u n

d e s v i ó t í p i c o d e 8 ,5 a ñ o s , e i n d i c a q u e l a i m p o r t a c i ó n d e v e h í c u l o s u s a d o s v i e n e e n v e j e c i e n d o l a
f lo ta d e l p a ís . O tr o le v a n ta m ie n to , ta m b ié n e n e l 2 0 0 2 , m o s tr a b a q u e e l p o r c e n ta je a c u m u la d o d e
v e h í c u l o s c o n m e n o s d e 1 0 a ñ o s e r a d e 9 2 . 8 % . 42

c)

Experiencias, perspectivas y observaciones
H a c e m á s d e v e in te a ñ o s se d e s a rro lló e n C o s ta R ic a u n a re le v a n te e x p e rie n c ia d e u s o d e

e ta n o l c a rb u ra n te , c o n p o c o é x ito y d iv e r s o s p r o b le m a s q u e d e ja r o n c ic a tr ic e s im p o r ta n te s y u n
d if u s o d e s e n c a n to , m a n te n ie n d o h a s ta h o y d u d a s s o b re la s v e n ta ja s d e e s ta a lte rn a tiv a e n e rg é tic a ,
c u a d r o q u e d e b e s e r s u p e r a d o p a r a s u e v e n tu a l re to m a d a .

E n u n a d e t a l l a d a r e v i s i ó n d e e s t a t e n t a t i v a , C h a v e s S o l e r a 43 r e v e l a q u e d e s d e

1918

se

e x p e r im e n ta b a e m p le a r a lc o h o l e n m o to r e s e n C o s ta R ic a , p e r o fu e h a s ta m e d ia d o s d e lo s a ñ o s
s e te n ta e in ic io d e lo s o c h e n ta q u e la fu e rte d e p e n d e n c ia e n e rg é tic a e n u n c o n te x to d e p re c io s
e le v a d o s d e l p e tr ó le o , c o n ju g a d a c o n u n a b a ja c o tiz a c ió n d e l a z ú c a r , lle v ó a c o n s id e r a r e l a lc o h o l
c a r b u ra n te d e la c a ñ a c o m o u n a o p c ió n re a l. P a r a im p le m e n ta r u n a a c c ió n e n e s te

s e n tid o , el

G o b ie rn o d e l p e rio d o 1 9 7 4 -1 9 7 8 e m p e z ó c o n la p la n ific a c ió n d e u n “ P ro g ra m a d e C o m b u s tib le s
R e n o v a b le s ” , b u s c a n d o r e d u c ir la d e p e n d e n c ia d e c o m b u s tib le s im p o rta d o s y , a fin a le s d e 1 9 7 7 ,
d e te rm in ó a C O D E S A ( e m p re s a e s ta ta l p a ra el d e s a rro llo d e la e c o n o m ía m ix ta ) la in s ta la c ió n d e
una

d e s tile ría ,

m o n o p o lio

y

de

que

R EC O PE

re fin e ría

e

(R e fin e ría

im p o rta c ió n

de

C o s ta rric e n s e
p e tró le o

y

de

P e tró le o ,

d e riv a d o s )

p r o d u c c ió n p a r a m e z c la r c o n g a s o lin a , e n u n c o n te n id o d e 2 0 %
e s ta b a

in s ta la d a

una

d e s tile ría

en

el

in g e n io

de

CA TSA ,

e m p re sa

d e b e ría

c o m p ra r

d e a lc o h o l. A

C e n tra l

e s ta ta l

A z u ca re ra

con
to d a

fin a le s d e
de

el
su

1978

T e m p is q u e ,

s u b s id ia ria d e C O D E S A . E n tre 1 9 7 9 y 1 9 8 3 , c u a n d o C A T S A a n u n c ió su d e c is ió n d e n o p ro d u c ir
m á s a lc o h o l a c o r to p la z o , f u e r o n p r o d u c id o s 2 4 .6 0 0 .0 0 0 d e litr o s d e e ta n o l h id r a ta d o , m e n o s d e
1 0 % d e s u c a p a c i d a d y s i e m p r e e m p l e a n d o ú n i c a m e n t e m e l a z a s . 44

L o s p r in c ip a le s m o tiv o s a p u n ta d o s p a r a q u e ta l p r o g r a m a d e a lc o h o l c a r b u r a n te n o h a y a
a v a n z a d o p u e d e n s e r a g ru p a d o s e s e n c ia lm e n te e n p r o b le m a s e n la p r o d u c c ió n y e n la u tiliz a c ió n

4 CEPAL/República Federal de Alemania/RECOPE, Actualización de Información: Parque
1
Automotor de Costa Rica 2001-2002 (draft), mayo de 2003.
42 MINAE, Parque Automotor Nacional, Consumo de CFC en los aires acondicionados, San José,
2003.
43 Chaves Solera, M., Producción de alcohol carburante (etanol) en Costa Rica: consideraciones
sobre su potencial real de uso, XV Congreso de ATACORI, Asociación de Técnicos Azucareros de Costa
Rica, San José, septiembre de 2003.
44 Garrido Quesada, A. , Elementos sobre la experiencia de alcohol carburante en Costa Rica,
Ministerio de Industria, Energía y Minas, Dirección Sectorial de energía, San José, 1983.

35
d e l b io c o m b u s tib le . P o r el la d o d e la p r o d u c c ió n , a d e m á s d e q u e el a lc o h o l p r e s e n ta u n a r e d u c id a
c o m p e titiv id a d

fre n te

al a z ú c a r y

la g a s o lin a e n la s c o n d ic io n e s d e l p rin c ip io

d e lo s o c h e n ta ,

r e s tr ic c io n e s d e s u m in is tr o d e c a ñ a f u e r o n d e te r m in a n te s p a r a la b a ja d is p o n ib ilid a d d e a lc o h o l.
D e hecho, C A T S A , com o
o p e rar a m ás de 6 0 %
d e ja d o

de

e x p o rta r

c o m p le jo

a z u c a re ro , n u n c a h a b ía

c o n ta d o

con

caña

s u fic ie n te p a ra

d e su c a p a c id a d , p o r lo q u e p a ra p ro d u c ir b io c o m b u s tib le d e b e ría h a b e r
azúcar

o

de

vender

m ie l,

con

p é rd id a s

e c o n ó m ic a s .

En

la s

fa ses

de

d is trib u c ió n y c o n s u m o , la s d ific u lta d e s ta m b ié n tu v ie ro n u n c a rá c te r e c o n ó m ic o y té c n ic o , p u e s
n o h u b o in c e n tiv o s p a r a el n u e v o c o m b u s tib le . P o r el c o n tra rio , el m e c a n is m o d e f ija c ió n d e lo s
p re c io s

al

p ro d u c to r

d e s fa v o re c ía

a

CA TSA ,

y

p a ra

g a s o lin a /g a s o h o l e v o lu c io n ó d e la s ig u ie n te m a n e ra : e n
lle g ó

a

92% .

Los

p ro b le m a s

de

o rd e n

té c n ic o

el

c o n s u m id o r

la

re la c ió n

de

p re c io s

1 9 8 1 , 9 7 ,4 % ; e n 1 9 8 2 , 9 3 % , y e n 1 9 8 3

e s ta ría n

a s o c ia d o s

a

una

in fra e s tru c tu ra

de

d is tr ib u c ió n d e fic ie n te y a p a re n te s e f e c to s s o b re lo s v e h íc u lo s , e v e n tu a lm e n te p o r e s p e c if ic a c ió n
in a d e c u a d a d e l b io c o m b u s tib le (s e c o n o c e q u e fre c u e n te m e n te o c u rría la s e p a ra c ió n d e a g u a d e la
m e z c la )

o

p o s ib le m e n te

por

un

c o n o c im ie n to

m e jo r

de

la

te c n o lo g ía

del

a lc o h o l

y

su s

im p lic a c io n e s , a l p u n to d e d e c id irs e p o r e m p e z a r c o n u n a m e z c la e le v a d a c o m o d e 2 0 % . A ta l
c o n ju n to d e f a c to r e s a d v e r s o s se s u m a la c a m p a ñ a c o n tr a r ia d e o tro s g r u p o s d e in te ré s , y e s fá c il
p e rc ib ir q u e e s te p ro g ra m a n o p o d ría h a b e r id o a d e la n te . E fe c tiv a m e n te , s ó lo d u ra n te el p e rio d o
c o m p r e n d id o e n tr e a b ril d e 1 9 8 1 y n o v ie m b r e d e 1 9 8 2 , s e v e n d ie r o n m e z c la s d e e ta n o l/g a s o lin a
e n 33 e s ta c io n e s d e s e rv ic io d e l Á re a M e tro p o lita n a d e C o s ta R ic a y m u c h a s p e rs o n a s re c u e rd a n
e s te c o m b u s tib le c o m o fu e n te d e p ro b le m a s .

A u n q u e el a lc o h o l c a rb u ra n te n o se h a y a in s e r ta d o e n la m a tr iz e n e r g é tic a d e C o s ta R ic a ,
e s te p a ís v ie n e e x p o r ta n d o e s te b io c o m b u s tib le p a r a lo s E s ta d o s U n id o s p r á c tic a m e n te d e s d e q u e
d e jó d e c o n s u m ir lo in te r n a m e n te . C o m o e s tím u lo s im p o r ta n te s p a r a e s te n u e v o m e r c a d o p a r a la
in d u s tria d e c a ñ a d e a z ú c a r, v a le m e n c io n a r la d e c is ió n

a m e r ic a n a d e e m p le a r el e ta n o l c o m o

a d itiv o o x ig e n a n te d e la g a s o lin a , a sí c o m o la s c o n d ic io n e s p r e fe r e n c ia le s q u e la I n ic ia tiv a d e la
C u e n c a d e l C a r ib e b r in d a a lo s e x p o rta d o re s . D e s d e 1 9 8 5 , C o s ta R ic a e x p o r ta a lc o h o l a n h id r o a
tra v é s d e l te rm in a l d e P u n ta M o ra le s , e n la c o s ta o c c id e n ta l (P u n ta re n a s ), e n d o n d e se in s ta ló u n a
c o lu m n a

d e sh id ra ta d o ra

a s o c ia d a

a

o tra

re c tific a d o ra .

Com o

se

m e n c io n a

al

p re s e n ta r

la s

e s ta d ís tic a s d e l s e c to r d e c a ñ a d e a z ú c a r, e s ta u n id a d o p e ra a g re g a n d o v a lo r al a lc o h o l im p o rta d o ,
p a ra e x p o rta c ió n . U n a c to r im p o rta n te e n e s te c o n te x to e s la L ig a A g r íc o la I n d u s tr ia l d e la C a ñ a
de

a z ú c a r, L A IC A , e n te

que

a g re m ia lo s in g e n io s

d e l p a ís . E n tr e

o tra s

a tr ib u c io n e s o p e ra la

u n id a d d e P u n ta M o r a le s y c o o r d in a la c o m e r c ia liz a c ió n e x te r n a d e a z ú c a r y a lc o h o l.

A c tu a lm e n te , la in f r a e s tr u c tu r a d is p o n ib le p a r a p r o d u c c ió n d e e ta n o l c a r b u r a n te e n C o s ta
R ic a c o m p r e n d e tr e s u n id a d e s p ro d u c to ra s : e n G u a n a c a s te , d e la s p la n ta s d e s tila d o r a s (C A T S A ,
2 0 0 .0 0 0

litro s /d ía

y

T aboga,

d e s h id ra ta d o ra /re c tific a d o ra

1 5 0 .0 0 0

litro s /d ía )

d e L A IC A . P a ra u n a z a fra d e

y,
120

en

P u n ta re n a s ,

d ía s , la p r o d u c c ió n

la
de

p la n ta
a lc o h o l

p o d r ía s e r d e a p r o x im a d a m e n te 4 2 .0 0 0 .0 0 0 d e litro s . L a c a p a c id a d d e la p la n ta d e s h id r a ta d o r a e s
d e 1 1 0 .0 0 0 .0 0 0 d e litr o s p o r z a f r a . C o m o a f ir m a C h a v e s S o le ra , “ e l e ta n o l n o r e p r e s e n ta n in g u n a
n o v e d a d p a r a l a a g r o i n d u s t r i a a z u c a r e r a c o s t a r r i c e n s e ” . 45

R e c ie n te m e n te , la s p r o p u e s ta s d e u n n u e v o p r o g r a m a p a r a p r o m o v e r el e ta n o l e n C o s ta
R ic a e n c o n tra r o n a p o y o e n el E je c u tiv o q u e , e n m a y o d e e s te a ñ o , e d itó el D e c r e to N o 3 1 0 8 7 M A G -M IN A E , c re a n d o la C o m is ió n

T é c n ic a d e T r a b a jo p a r a “ fo rm u la r, id e n tif ic a r y

d is e ñ a r

e s tr a te g ia s p a r a e l d e s a r r o llo d e l e ta n o l a n h id r o , d e s tila d o n a c io n a lm e n te y u tiliz a n d o m a te ria s
p rim a s lo c a le s , c o m o s u s titu to d e l M T B E d e la g a s o lin a ” . L o s p rin c ip a le s o b je tiv o s p re s e n ta d o s

45 Chaves Solera, M., ibid, 2003.

36
p o r e s te d e c r e to f u e ro n el d e s a rr o llo a g r o in d u s tria l ( r e a c tiv a c ió n e c o n ó m ic a , g e n e ra c ió n d e v a lo r
a g re g a d o ), m e jo r a a m b ie n ta l (s u s titu c ió n d e l M T B E y e v e n tu a lm e n te r e d u c c ió n d e l c o n te n id o d e
a zu fre

del

d ie s e l

a

tra v é s

del

uso

de

b io d ie s e l).

D esde

el

p u n to

de

v is ta

e n e rg é tic o ,

la

d iv e rs if ic a c ió n d e f u e n te s y la r e d u c c ió n d e la d e p e n d e n c ia e x te rn a d e c o m b u s tib le s . S e e s p e ra
q u e e s ta C o m is ió n , in v o lu c r a n d o lo s d is tin to s e n te s v in c u la d o s al te m a (M in is te rio d e A g ric u ltu r a
y G a n a d e ría , M in is te rio d e A m b ie n te y E n e rg ía , R E C O P E , L A IC A ), m e jo re la in fo rm a c ió n s o b re
b io c o m b u s tib le s y p r o p o n g a u n p la n d e a c c ió n p a r a e l u s o d e e ta n o l e n C o s ta R ic a , in c lu y e n d o el
m a rc o

le g a l

a s p e c to s

n e c e s a rio ,

el

te c n o lo g ía

de

a u to m o to ra ,

d im e n s io n a m ie n to
lo s

del

te m a s

p ro g ram a ,

lo s re q u e rim ie n to s

e c o n ó m ic o s ,

así

com o

una

de

c a lid a d ,

e v a lu a c ió n

de

lo s
la s

v e n ta ja s p a r a e l p a ís y la a g ro in d u s tria .

E s te d e c re to , a d e m á s d e c r e a r la C o m is ió n y d e te r m in a r s u s o b je tiv o s , ta m b ié n e s ta b le c e
q u e , a p a r tir d e e n e r o d e 2 0 0 5 , la g a s o lin a c o s ta r r ic e n s e d e b e r á c o n te n e r e ta n o l a n h id r o , b a jo lo s
lin e a m ie n to s q u e la C o m is ió n d e fin ir á y q u e R E C O P E d e b e rá c u m p lir, a d e c u a n d o p o r ta n to s u s
c o n tra to s .

E s ta

c o m is ió n

ha

d e s a rro lla d o

un

p la n

de

tra b a jo

y

e s tá

lo g ra n d o

av an z ar,

en

lo

p o s ib le , e n lo s f u n d a m e n to s té c n ic o s q u e p e r m ita n d a r la n e c e s a r ia c r e d ib ilid a d al e ta n o l, y a s e a
e n la d is tr ib u c ió n d e l b io c o m b u s tib le o e n lo s m o to r e s . U n te m a d ifíc il se r e f ie r e a la f a c tib ilid a d
e c o n ó m ic a y a lo s p r e c io s , p e r o p a r e c e c a m in a r , e n la m e d id a q u e se p o n e c a d a v e z m á s c la r a la
b r e c h a e n tre lo s p r e c io s a c tu a le s d e lo s c o m b u s tib le s c o n v e n c io n a le s y lo s p r e c io s q u e p o d r ía n
te n e r lo s b io c o m b u s tib le s , e v id e n c ia n d o la n e c e s id a d d e u n m e c a n is m o d e s o p o rte , q u e to m e e n
c u e n ta fa c to re s

a m b ie n ta le s ,

de

d e s a rro llo

a g r o in d u s tria l y

de

p o lític a

e n e rg é tic a . U n a

d e la s

p o s ib le s d e f in ic io n e s s e r á la e lim in a c ió n d e l e m p le o d e M T B E c o m o o x ig e n a n te d e la g a s o lin a .

En

el

m a rc o

de

lo s

tra b a jo s

de

la

C o m is ió n

se

re a liz a n

e s tu d io s

p a ra

la

e v a lu a c ió n

e c o n ó m i c a d e l a s m e z c l a s b i o d i e s e l y d i e s e l c o n v e n c i o n a l . 46 D e a c u e r d o c o n e s t e t r a b a j o , p a r a
u n a p la n ta c a p a z d e p r o d u c ir 2 0 .0 0 0 to n e la d a s d e b io d ie s e l p o r a ñ o , al n iv e l d e 5 %
p re v is to

p a ra

2005,

se

e s tim a n

in v e rs io n e s

de

8 .0 0 0 .0 0 0

de

d ó la re s ,

lo

que

del m erc ad o

d e m a n d a ría

la

p r o d u c c ió n d e u n a á r e a d e e n tre 2 5 0 0 a 4 0 0 0 h e c tá r e a s , re s p e c tiv a m e n te , p a r a p r o d u c tiv id a d e s
d e 5 a 8 to n e la d a s d e a c e ite p o r h e c tá re a . C o n s id e r a n d o lo s c o s to s o p e ra c io n a le s , se p r o y e c tó u n
m a rg e n d e in d u s tr ia liz a c ió n d e 8 8 to n d e b io d ie s e l, q u e al a g r e g a rs e el c o s to d e la m a te ria p r im a
a lr e d e d o r d e 3 0 0 to n d e a c e ite b r u to (“ p r e c io m ín im o d e s u s te n ta c ió n ” ), lo q u e p e r m ite e s tim a r u n
c o s to d e 3 8 8 to n d e b io d ie s e l, a s e r c o m p a ra d o c o n el p r e c io p r o m e d io d e 1 8 8 to n d e d ie s e l. V a le
o b s e r v a r q u e e n tr e 1 9 9 5 y 2 0 0 1 , el p r e c io p r o m e d io p a r a el a c e ite d e p a lm a fu e d e 4 9 0 to n . E s to s
v a lo re s p re lim in a re s d a n u n a b u e n a id e a d e la s d ife re n c ia s q u e se d e b e n c o m p e n s a r o ju s tif ic a r
p a r a p r o m o v e r e s te b io c o m b u s tib le , e n u n c o n te x to d e p a r id a d d e p re c io s a l c o n s u m id o r.

E n u n p a ís c o n la tr a d ic ió n d e m o c r á tic a d e C o s ta R ic a , la p r o p o s ic ió n d e p r o d u c ir y u s a r,
b io c o m b u s tib le s e s tá re c ib ie n d o , a tr a v é s d e la C o m is ió n , u n a a te n c ió n p lu ra l, e n r iq u e c e d o r a p a r a
to d o s lo s e n te s in v o lu c r a d o s . S e g u ra m e n te la c o n s tr u c c ió n d e c o n s e n s o s e n te m a s c o n ta n a m p lia
gam a

de

re la c io n e s

e im p a c to s

c o n c lu s io n e s m á s m a d u ra s y
e x p e rie n c ia

c o m p lic a d a

y

no

es u n a

ta re a

s e n c illa ,

p e ro

s in

duda

p o d rá n

a lc a n z a rs e

a

d e fin ic io n e s d e re a l in te ré s p a ra to d a la s o c ie d a d . L u e g o d e u n a

frac a sa d a,

com o

fu e

la

te n ta tiv a

de

lo s

años

o c h e n ta ,

e s to

es

p o s ib le m e n te el c a m in o m á s s e n s a to .

46 Acuña Céspedes, O., Competitividad del biodiesel obtenido de aceite de palma: el caso
costarricense, (draft), RECOPE, San José, 2003.

37
2.

a)

E l S a lv a d o r

P r o d u c c ió n a g r íc o la e in d u str ia l
C o n a lr e d e d o r d e 6 0 .0 0 0 h e c tá r e a s p la n ta d a s d e c a ñ a d e a z ú c a r, E l S a lv a d o r c ie r ta m e n te

n o e s el m a y o r p r o d u c to r c e n tro a m e ric a n o , p e ro c o n s id e ra n d o la e x te n s ió n d e su te rrito rio , e s el
p a ís d o n d e e s te c u ltiv o o c u p a e l m á s a lto p o r c e n ta je d e l á r e a d e l p a ís , c e r c a d e l 3 % . E l c u a d r o 7 y
lo s g rá fic o s

13 y

14 p re s e n ta n

la e v o lu c ió n

d e l á re a p la n ta d a , a sí c o m o

d e la p ro d u c c ió n

de

a z ú c a r y el c o m p o rta m ie n to d e la p ro d u c tiv id a d a g ríc o la e in d u s tria l e n la s ú ltim a s s e is z a fra s ,
c o m o u n a m e d ia p a r a lo s 9 in g e n io s e n a c tiv id a d . D e a c u e r d o c o n ta le s in d ic a d o re s , la in d u s tr ia
a z u c a re ra s a lv a d o re ñ a se p re s e n ta c o m o u n a d e la s m á s e fic ie n te s d e C e n tro a m é ric a , a u n q u e se
o b se rv a

una

c la ra

c o n s id e ra r ta m b ié n

te n d e n c ia
una

a

la

r e d u c c ió n

c a ra c te rís tic a

s in g u la r

de

la

de

la

s u p e rfic ie

co sech ad a

a g ro in d u s tria

de

a zu c are ra

caña.
en

El

H ay

que

S a lv a d o r,

re la c io n a d a c o n la a lta d e p e n d e n c ia d e c a ñ a s u m in is tra d a p o r te rc e ro s , s u p e rio r a l 9 5 % , re a liz a d a
p o r m á s d e 7 .0 0 0 p la n ta d o r e s d e c a ñ a .

Cuadro 7
INDICADORES DE LA INDUSTRIA DE CAÑA EN EL SALVADOR 4
7
Zafra

Área
cosechada

Caña molida

Producción
de azúcar

miles ha

miles ton

miles ton

Productividad*
TC/ha

kgA/TC

96-97

61.2

3 939.0

393.5

64.3

99.9

97-98

83.6

5 043.8

466.6

60.3

92.5

98-99

83.6

4 815.5

449.8

57.6

93.4

99-00

69.2

4 750.7

499.6

68.7

10.5.2

00-01

63.1

4 619.5

488.3

73.2

105.7

01-02

63.1

4 473.8

468.3

70.9

104.7

02-03

59.4

4 466.4

480.6

75.2

107.6

*

TC/ha: toneladas de caña por hectárea,
kgA/TC: kg de azúcar por tonelada de caña

47 Noltenius, Julio, Agroindustria Azucarera de El Salvador, 2002-2003, El Salvador, 2003.

38
Gráfico 13
EVOLUCIÓN DE LOS INDICADORES DE LA INDUSTRIA DE CAÑA EN EL SALVADOR

96-97

97-98

98-99

99-00

00-01

01-02

02-03

zafra

Gráfico 14
EVOLUCIÓN DE LAS PRODUCTIVIDADES AGRÍCOLA E INDUSTRIAL
DE LA AGROINDUSTRIA DE CAÑA DE EL SALVADOR

agrícola (TC/ha)

— .
—

industrial (kgA/TC)

120 n

40 j--------------------- 1-------------------- 1-------------------- 1
--------------------- 1
--------------------- 1-------------------- 1
96-97

97-98

98-99

99-00

00-01

01-02

zafra

Con relación al tamaño de los ingenios, presentados en el cuadro 8, cabe observar que el
más grande responde por 27% de la capacidad total de procesamiento de caña y los cuatro
mayores corresponden a más del 60% de la molienda total. Aun así, se puede decir que la
distribución de capacidad es una de las más equilibradas de Centroamérica, en donde la unidad
más grande corresponde a 4.6 veces la más pequeña.

39
Cuadro 8
CAPACIDAD DE MOLIENDA DE LOS INGENIOS DE EL SALVADOR 48

Ingenio
Central Izalco
El Ángel
Chaparrastique
La Cabaña
Jibia
Chanmico
San Francisco
La Magdalena
Colima
Total

b)

Capacidad, Ton/día
9 200
7 500
6 000
5 750
5 000
4 000
3 500
3 500
2 000
46 450

Condiciones del mercado de combustibles
E n el c u a d r o 9 se p r e s e n ta n lo s d a to s b á s ic o s d e l c o n s u m o d e c o m b u s tib le s d e r iv a d o s d e

p e tró le o

p a ra

lo s

ú ltim o s

tre s

años

en

El

S a lv a d o r.

C om o

la

re fin e ría

lo c a l,

con

c a p a c id a d

n o m in a l p a r a p r o c e s a r 2 0 .0 0 0 b a r r ile s d ia rio s , n o lo g r a a te n d e r a to d o el m e rc a d o , el 5 6 %

d e la

d e m a n d a se im p o rtó e n el 2 0 0 2 .

Cuadro 9
CONSUMO DE COMBUSTIBLES EN EL SALVADOR
(millones de litros)
2000
478.4
762.4
469.8
1 710.7

Combustible
Gasolinas automotoras
Diesel
Otros derivados
Total

2001
485.6
701.3
535.9
1 722.8

2002
525.5
717.8
632.4
1 875.7

L o s p re c io s d e lo s c o m b u s tib le s e s tá n lib e ra d o s y s o n m o n ito re a d o s p o r la D ire c c ió n d e
H id ro c a rb u ro s d e l M in is te rio d e E c o n o m ía , o b s e rv á n d o s e u n a p a rid a d a p ro x im a d a a lo s p re c io s
in te rn a c io n a le s .

A

v a lo re s

del

2002,

lo s

p re c io s

p a ra

el

c o n s u m id o r fu e ro n

p a ra

la

g a s o lin a

r e g u la r , la g a s o lin a e s p e c ia l y e l d ie s e l: 0 ,4 6 0 ; 0 ,4 9 9 y 0 ,3 7 5 d ó la r e s p o r litr o , r e s p e c tiv a m e n te .
L a tr ib u ta c ió n s o b re lo s c o m b u s tib le s e s tá b a s a d a e s e n c ia lm e n te e n d o s im p u e s to s e s p e c ífic o s , el
F O V IA L

( F o n d o V ia l) , d e 0 .0 4 1

d ó la r e s p o r litro , q u e in c id e s o b r e la g a s o lin a y e l d ie s e l, y el

F E F E ( F o n d o d e E s ta b iliz a c ió n y F o m e n to E c o n ó m ic o ) , d e 0 .0 3 3 d ó la r e s p o r litr o , q u e s e a p lic a
s ó lo

so b re

la

g a s o lin a

c o rre sp o n d e n a 2 0 %
lo s

trib u to s

so b re

y

o tro s

trib u to s

so b re

el

p ro d u c to

im p o rta d o ,

e s tim á n d o s e

que

d e l p r e c io f in a l d e la g a s o lin a . S e p u d o e s tim a r a u n q u e la r e c a u d a c ió n d e

lo s

c o m b u s tib le s

(b á s ic a m e n te

so b re

lo s

a u to m o to re s )

m ás

48 Asociación Azucarera de El Salvador, www.asociacionazucarera.com, 2003.

lo s

im p u e s to s

40
g e n e r a d o s p o r c o m p a ñ ía s p e tr o le ra s , c o rre s p o n d ie r o n a 1 1 % d e la re c a u d a c ió n to ta l d e l E s ta d o e n
el 2002.

En

e s e m is m o

a ñ o , la f lo tilla d e v e h íc u lo s a u to m o to r e s e n E l S a lv a d o r e r a d e 5 4 8 .4 7 6

u n id a d e s , d e lo s c u a le s 3 9 7 .3 0 8 c o r r e p o n d e n a g a s o lin a ( 7 2 %

d e l to ta l) y 1 3 9 8 6 8 a d ie s e l. E n el

2 0 0 2 e s ta b a n r e g is tr a d o s a ú n 3 8 v e h íc u lo s a a lc o h o l, 6 .2 3 2 a m e z c la s ( s in e s p e c if ic a r ) y 3 5

a

o tro s , e n tr e e lé c tr ic o s y a g a s e s d e p e tró le o . A l c o m p a r a r e s to s d a to s c o n lo s ú ltim o s a ñ o s , se
o b s e rv a q u e la flo ta n o h a v a ria d o d e m o d o e x p re s iv o .

c)

Experiencias, perspectivas y observaciones
L a s itu a c ió n d e l s e c to r d e la c a ñ a d e a z ú c a r s a lv a d o r e ñ a f r e n te a la p r o d u c c ió n d e a lc o h o l

c a rb u ra n te
e x is te n

es

in te re s a n te .

En

ta n to

p ro y e c to s re la tiv a m e n te

que

a lg u n o s

in g e n io s

p asan

a d e la n ta d o s p a ra in s ta la r d o s

por

d ific u lta d e s

d e s tile ría s

fin a n c ie ra s ,

a n ex a s p a ra

1 2 0 .0 0 0

litr o s d ia r io s d e a lc o h o l a n h id ro , j u n to a lo s m a y o r e s in g e n io s . V a le m e n c io n a r ta m b ié n el c a s o d e
la

C e n tra l Iz a lc o , d o n d e

se p ro c u ra

d iv e rs ific a r n o

tra v é s d e la c o g e n e ra c ió n , y a q u e p o s e e n 18 M W
c o n d ic io n e s

e le v a d a s p a ra

el v a p o r v iv o

(6 0

s ó lo

c o n b io c o m b u s tib le s ,

s in o ta m b ié n

a

in s ta la d o s y e n p la n ific a c ió n o tro s 18 M W , b a jo

b a r, 4 5 0

C ). P e r o

e s ta s

d e s tile ría s

no

se rán

la s

p rim e ra s , p o rq u e e n e s te p a ís lo s b io c o m b u s tib le s y a fu e ro n u s a d o s h a c e m á s d e 10 a ñ o s.

H a b ie n d o

im p o rta d o

de

V e n e z u e la

c u a tro

d e s tile ría s

(2

de

1 2 0 .0 0 0

litro s /d ía

y

2

de

6 0 .0 0 0 litr o s /d ía ) , al f in a l d e lo s a ñ o s 8 0 , E l S a lv a d o r e s o tr o p a ís c e n tr o a m e r ic a n o c o n c a s o s a
r e la ta r s o b re la te n ta tiv a d e p r o m o v e r u n b io c o m b u s tib le n a c io n a l e n su p r o p ia m a tr iz e n e rg é tic a .
L a s d e s tile ría s d e m a y o r c a p a c id a d lle g a ro n

a se r in s ta la d a s y

o p e r a r o n p o r a lg ú n tie m p o ; la s

o tra s m á s p e q u e ñ a s ja m á s fu e ro n m o n ta d a s , h a s ta d o n d e se p u e d e c o n o c e r. L a s p rin c ip a le s c a u s a s
p a ra la re tra c c ió n e n el u s o d e b io c o m b u s tib le s s e ría la f a lta d e p la n ific a c ió n e in fo rm a c ió n al
u s u a r io , q u e n o s e in te r e s ó p o r u n c o m b u s tib le d if e r e n te ( g a s o h o l) , a u n a u n p r e c io m á s b a jo .
C u a n d o se in te rru m p ió el u s o d e la m e z c la , e n

1 9 9 1 , p rá c tic a m e n te a p e n a s lo s ta x is ta s s e g u ía n

a d o p tá n d o la . E n tr e la s d o s d e s tile r ía s q u e a ú n e x is te n , u n a ( I n g e n io E l C a r m e n ) e s ta r ía a p e n a s
c o n la c o lu m n a d e d e s tila c ió n ; h a n s id o r e tir a d o s lo s e q u ip o s p a r a f e rm e n ta c ió n y p o r ta n to n o
e s tá e n c o n d ic io n e s d e p r o d u c ir a lc o h o l d e m e la z a s o d e c a ñ a , s in o a p e n a s h a c e r el a ju s te d e l
c o n te n id o a lc o h ó lic o . N o o b s ta n te , e n u n in g e n io (L a C a b a ñ a ) a ú n e x is te u n a d e s tile r ía a n e x a q u e
p e rm a n ec e

p rá c tic a m e n te

in ta c ta

en

sus

c o m p o n e n te s

e s e n c ia le s

y

p o d ría

ser

c o lo c a d a

en

o p e r a c ió n a c o r to p la z o . E s ta p la n ta fu e v is ita d a e n el p e r ío d o d e e n tre z a f r a d u ra n te la re a liz a c ió n
d e l p re s e n te tra b a jo y a c o n tin u a c ió n se p re s e n ta n a lg u n o s c o m e n ta rio s al re s p e c to .

E l I n g e n i o L a C a b a ñ a , S .A . d e C .V ., l o c a l i z a d o e n e l m u n i c i p i o d e A g u i l a r e s , a 3 9 K m

al

n o rte d e S a n S a lv a d o r, p ro d u c e e s e n c ia lm e n te a z ú c a r, e n p ro p o rc io n e s a p ro x im a d a m e n te ig u a le s
p a r a e l m e r c a d o in te r n o y e x te rn o . E n la z a f r a 2 0 0 1 - 2 0 0 2 , q u e d u r ó 1 2 5 d ía s , f u e r o n p r o c e s a d a s
5 6 3 .0 0 0 to n e la d a s d e c a ñ a , e n g r a n p a r te p r o p o r c io n a d a p o r te r c e r o s , f u e r o n p r o d u c id a s 5 8 .4 0 0
to n e la d a s d e a z ú c a r b la n c a y c ru d a . T ra b a ja n e n e s te in g e n io 7 8 p e rs o n a s d u ra n te la z a fra , q u e se
re d u c e n

a

23

p e rso n as

en

lo s

m eses

fu e ra

de

la

z afra .

Se

o b se rv a

en

e s te

in g e n io

una

p r e o c u p a c ió n p o r la c u e s tió n d e c a lid a d y la s g a n a n c ia s d e re n d im ie n to ; h a n s id o c e r tif ic a d o s e n
e l a ñ o p a s a d o p o r l a n o r m a I S O 9 0 0 1 / 2 0 0 0 . 49 C o m o o t r o s i n d i c a d o r e s d e l p a d r ó n t e c n o l ó g i c o d e
e s ta p la n ta , se p u e d e r e fe r ir a la p r e p a r a c ió n d e la c a ñ a e n la m o lie n d a , q u e in c lu y e d o s p ic a d o r e s
y u n d e s f ib r a d o r ( c o n P o l m á x im o d e 2 .5 %

e n el b a g a z o e n s a lid a d e la m o lie n d a ) y la s c a ld e ra s ,

49 Ingenio La Cabaña S.A. de C.V., Memoria de Labores 2002, San Salvador, 2003.

41
q u e p r o d u c e n u n a m e d ia d e 2 .2 k g v a p o r /k g b a g a z o ( c o n a lg ú n e x c e d e n te d e b a g a z o a l f in a l d e la
z a fra ), e q u ip a m ie n to s y v a lo r e s q u e , a u n n o s ie n d o ó p tim o s , p u e d e n s e r c o n s id e r a d o s a d e c u a d o s .

E n 1 9 8 7 , el in g e n io L a C a b a ñ a in s ta ló s u d e s tile ría p a r a a lc o h o l a n h id ro c a rb u ra n te , p a r a
u tiliz a r m e la z a s c o m o m a te ria p rim a , h a b ie n d o p ro d u c id o c o n lim ita c io n e s h a s ta 1 9 9 1 . A u n q u e
p ro p o rc io n a d a p o r u n a e m p re s a v e n e z o la n a (C B T , C o m e rc ia liz a c ió n d e B ie n e s y T e c n o lo g ía ) la
te c n o lo g ía

de

e s ta

d e s tile ría

es

b ra s ile ñ a

(D e d in i/C o d is til),

y

lo s

dos

p ro b le m a s

e n fre n ta d o s

d u r a n te la o p e r a c ió n fu e ro n e s e n c ia lm e n te la f o r m a c ió n d e d e p ó s ito s e n el r e b o ile r d e la c o lu m n a
d e d e s tila c ió n , q u e c o n lle v a a p a r a d a s f r e c u e n te s p a r a lim p ie z a , y la d if ic u lta d e n la d is p o s ic ió n
f in a l d e la v iñ a z a p ro d u c id a . C o n r e la c ió n al p r im e r p r o b le m a , c o n s e c u e n c ia p r o b a b le m e n te d e l
u s o d e m ie l c la r if ic a d o p o r c a la je , s e c r e e q u e la a d o p c ió n d e u n c la r if ic a d o r c e n tr íf u g o d e l m o s to
p o d r ía h a b e r a te n u a d o la f o r m a c ió n d e lo s d e p ó s ito s . O tr a p o s ib ilid a d a e v a lu a r s e r ía c a m b ia r el
m é to d o d e c la rific a c ió n . E n c u a n to a la v iñ a z a , in ic ia lm e n te se p r e te n d ía c o n c e n tr a r la y v e n d e r la
m e z c la d a c o n m ie l p a r a a lim e n ta c ió n a n im a l; c o n to d o , h o y
irrig a c ió n .

El

re p a ra c io n e s

e s ta d o

g e n era l

n e c e s a ria s ,

de

com o

la

p la n ta

es

bueno

re p o n er b o m b as

y

se p ie n s a e n u n p ro y e c to d e fe rti-

se

c e n trifu g a s ,

e s tim a
v á lv u la s

p re lim in a rm e n te
de

c o n tro l

e

que

la s

in c o rp o ra r

te c n o lo g ía s m á s m o d e r n a s d e c o n tr o l, c o s ta r ía n a lr e d e d o r d e 1 m illó n d e d ó la re s . E n s ín te s is , se
tra ta d e u n a u n id a d p a ra

1 2 0 .0 0 0 litr o s d e a lc o h o l/d ía q u e p o d r ía e n tr a r e n p r o d u c c ió n a c o r to

p la z o , c o n c o s to s r e la tiv a m e n te b a jo s .

U n a c u e s tió n q u e s u rg e al c o n s id e r a r la p ro d u c c ió n d e a lc o h o l e n el in g e n io L a C a b a ñ a ,
e s c ó m o in c r e m e n ta r la o f e rta d e c a ñ a , f a c to r lim ita n te , a c tiv id a d c a s i to ta lm e n te re a liz a d a p o r
te rc e ro s . E n la s ú ltim a s z a fra s e s te in g e n io n o c o n s ig u ió e x p a n d ir la d is p o n ib ilid a d d e c a ñ a , q u e
h a c e 5 a ñ o s e ra casi 3 0 %

m a y o r q u e la a c tu a l. O b s é rv e s e q u e e s te p ro b le m a e s c o m ú n a to d a la

a g ro in d u s tria d e c a ñ a d e a z ú c a r s a lv a d o re ñ a , c o m o lo m u e s tra n lo s in d ic a d o re s d e p ro d u c c ió n ,
donde

se p e rc ib e

q u e lo s in c re m e n to s d e p ro d u c c ió n

de azúcar han

o c u rrid o p o r g a n a n c ia d e

p ro d u c tiv id a d y r e d u c c ió n e n la p r o d u c c ió n d e m e la z a s . C o n la a c tu a l d is p o n ib ilid a d d e m e la z a s ,
y s in c o n ta r c o n c a ñ a a d ic io n a l, se c o n s id e r a q u e s e r ía p o s ib le a d ic io n a r s in d if ic u lta d e s h a s ta 5 %
de

e ta n o l

a n h id ro

en

la

g a s o lin a ,

m ie n tra s

que

p a ra

c o n te n id o s

de

10%

o

s u p e rio re s

s e ría

n e c e s a r i o a g r e g a r m á s c a ñ a . 50

E s in te re s a n te n o ta r q u e la a g ro in d u s tria a z u c a re ra s a lv a d o re ñ a c u e n ta d e s d e a g o s to d e l
2001

con

una

re g la m e n ta c ió n

C o m e rc ia liz a c ió n
e s e n c ia lm e n te
5 4 ,5 %

e s p e c ífic a ,

la

d e la A g ro in d u s tria A z u c a re ra

re g u la la fo rm a

d e re m u n e ra c ió n

L ey
de

de
El

la

P ro d u c c ió n ,

In d u s tria liz a c ió n

S a lv a d o r (D e c re to

d e lo s p ro v e e d o re s d e

N o . 4 9 0 ).

c añ a (d e b en

E s ta

y
le y

re c ib ir el

s o b re el v a lo r p r a c tic a d o e n la v e n ta d e l a z ú c a r) y la c o lo c a c ió n e n tre lo s p r o d u c to r e s d e

la s c o ta s d e a z ú c a r a s e r v e n d id a s e n c o n d ic io n e s p re fe re n c ia le s al m e rc a d o e s ta d o u n id e n s e . N o
e x is te n in g u n a m e n c ió n e n e s ta le y , a la p r o d u c c ió n d e a lc o h o l d e c a ñ a d e a z ú c a r , n i se d e te c ta r o n
re s tric c io n e s
D e s a rro llo

en

del

e s te

s e n tid o .

D e

A z u c a r e r o , 51 e s t a

to d o s
le y

m o d o s,

v a lid ó

al

c re a r

la

el o rd e n a m ie n to

C o m is ió n

S a lv a d o re ñ a

in s titu c io n a l

en

p a ra

e s te te m a ,

el
que

n a tu r a lm e n te d e b e s e r o b s e r v a d o p a r a la p r o m o c ió n d e l a lc o h o l c a rb u ra n te .

L a s a u to rid a d e s d e l s e c to r a z u c a re ro d e E l S a lv a d o r c o n ta c ta d a s d u ra n te e s te tra b a jo so n
b a s ta n te e x p líc ita s , a l e x te r io r iz a r su p r e o c u p a c ió n p o r el fu tu r o

d e s u n e g o c io y r e c o n o c e r la

n e c e s id a d

del

de

la

d iv e rs ific a c ió n

de

la

a g ro in d u s tria ,

a

tra v é s

a lc o h o l

c a rb u ra n te

y

la

50 Noltenius, Julio, información personal.
5 Palencia, Edgard C., La agroindustria Azucarera en El Salvador: una retrospectiva del último
1
quinquenio, Consejo Salvadoreño de la Agroindustria Azucarera, San Salvador, 2003.

42
c o g e n e ra c ió n .
e x p o rta c ió n ,

S e a firm a q u e e s te n u e v o in te n to d e la p ro d u c c ió n
in c lu s iv e

p a ra

a p ro v ec h ar

lo s

m e c a n is m o s

de

d e a lc o h o l p u e d e in c lu ir su

p re fe re n c ia s ,

de

a c u e rd o

con

la

I n ic ia tiv a d e la C u e n c a d e l C a r ib e , p e r o s ie m p r e c o m o c o m p le m e n to a l m e r c a d o d e l p r o p io p a ís ,
in c lu s o p o r q u e el m e r c a d o e x te r n o e s ta r á s o m e tid o a la v o la tilid a d d e l m e r c a d o in te r n a c io n a l d e
lo s

c o m b u s tib le s .

P a ra

d e s a rro lla r

el

m erc ad o

in te rn o ,

se

in s is te

en

que

fa lta

una

le y

que

d e te rm in e el u s o d e b io c o m b u s tib le s , c o m o e s tá p ro p u e s to e n G u a te m a la .

A p a rtir d e m a rz o d e 2 0 0 4 , E l S a lv a d o r te n d ría u n n u e v o g o b ie rn o . P u e d e s e r re a lm e n te
o p o rtu n o

en

e s te

b io c o m b u s tib le s

m o m e n to
p o d rá n

p re p a ra r

c u m p lir

en

el te rre n o ,
un

avanzar en

e s c e n a rio

la

d eseado

c o m p re s ió n
y

c u á le s

del

son

papel
sus

que

lo s

dem andas,

im p lic a c io n e s y b e n e fic io s p a ra la s o c ie d a d s a lv a d o re ñ a .

3. Guatemala

a)

Producción agrícola e industrial
C o n c e r c a d e 1 8 0 .0 0 0 h e c tá r e a s p la n ta d a s , G u a te m a la e s e l m a y o r p r o d u c to r d e a z ú c a r d e

l a r e g ió n . E n la z a f r a 2 0 0 1 /2 0 0 2 s e r e c o le c ta r o n 1 6 .9 0 0 .0 0 0 d e to n e la d a s d e c a ñ a d e a z ú c a r , q u e
s irv ie ro n p a ra p ro d u c ir

1 ,9 m i l l o n e s d e t o n e l a d a s d e a z ú c a r , d e l a s c u a l e s s e e x p o r t ó m á s d e l

7 0 % , q u e e n el 2 0 0 2 g e n e r a r o n d iv is a s al p a ís e n u n m o n to d e 2 2 4 .0 0 0 .0 0 0 d e d ó la re s . É s te e s
a c tu a lm e n te e l p rin c ip a l ru b ro d e e x p o rta c ió n d e G u a te m a la .

E l c u a d ro 10 y lo s g rá fic o s 15 y 16 p r e s e n ta n la e v o lu c ió n d e l á re a p la n ta d a , a sí c o m o d e
la p ro d u c c ió n

de azúcar y

el c o m p o rta m ie n to

d e la p ro d u c tiv id a d

a g ríc o la e in d u s tria l e n

ú ltim a s s e is z a f r a s , c o n u n a m e d ia p a r a lo s 1 7 in g e n io s e n a c tiv id a d .

Cuadro 10
INDICADORES DE LA INDUSTRIA DE CAÑA EN GUATEMALA 5
2
Zafra

Área cosechada
(miles ha)

Caña
molida

Producción de
azúcar

(miles ton) (Miles ton)

Productividad*
(TC/ha)

(kgA/TC)

1996-97

14 793

1517

87.0

102.6

1997-98

180

17 666

1 792

98.1

101.4

1998-99

180

15 645

1 583

86.9

101.2

1999-00

180

14 339

1 655

79.7

115.4

2000-01

180

15 174

1 712

84.3

112.8

2001-02
*

170

185

16 900

1 912

91.4

113.1

TC/ha: Toneladas de caña por hectárea, kgA/TC: kg de azúcar por tonelada de caña.

52 Asociación de Azucareros de Guatemala, Informe Anual: zafra 2001/2002, 2003.

la s

43
Gráfico 15
EVOLUCIÓN DE LOS INDICADORES DE LA INDUSTRIA DE CAÑA EN GUATEMALA

96-97

97-98

98-99

99-00

00-01

01-02

zafra

Gráfico 16
EVOLUCIÓN DE LAS PRODUCTIVIDADES AGRÍCOLAS E INDUSTRIALES DE LA AGROINDUSTRIA DE
CAÑA EN GUATEMALA

96-97

97-98

98-99

99-00

00-01

01-02

zafra

Con relación a la capacidad de procesamiento por unidad productora, señalado por la caña
procesada en la zafra 2000/2001, conforme se indica en el cuadro 11, el Ingenio Pantaleón, el
mayor de ellos, responde por 16% de la capacidad total y los 6 ingenios más grandes alcanzan el
72% de esta capacidad. Los 5 menores ingenios significan una capacidad de molido de 7% del
total. De modo análogo al análisis realizado para Costa Rica, como se muestra en el gráfico 17, la
capacidad de los ingenios parece afectar relativamente poco los indicadores de productividad
para cada unidad.

44
Cuadro 11
CAÑA PROCESADA POR INGENIO EN GUATEMALA, ZAFRA 2000/2001 53

Ingenio
Pantaleón
Magdalena
El Pilar
Santa Ana
La Unión
Madre Tierra
Concepción
Tierra Buena
Palo Gordo
El Baúl
Tululá
Guadalupe
San Diego
Trinidad
Los Tarros
Santa Teresa
La Sonrisa
Total

Caña procesada, 1.000 ton
2 433.5
1 673.6
1 632.0
1 522.5
1 447.6
1 081.7
990.0
739.1
733.7
623.0
534.7
504.7
431.0
269.0
251.9
58.5
33.3
14 959.6

Gráfico 17
RELACIÓN ENTRE INDICADORES DE PRODUCTIVIDAD Y CAPACIDAD
PARA LOS INGENIOS DE GUATEMALA, ZAFRA 2001/2002 54
♦ dias de zafra
□ productividad agricola (ton/ha)
a productividad industral (kg/ton caña)
♦
♦

200
♦

150
.

100

£
□

^

A^fc

Q

A AA

A

r,

A A

%

Q

dA
□ □ □ □ D 00
*a

p

♦
Dn

50
5.000

10.000

15.000

20.000

caña procesada (ton/dia)

La

ú n ic a

d e s tile ría

en

o p e ra c ió n

p r o d u c c ió n d e a p ro x im a d a m e n te

e s tá

in s ta la d a

en

el

in g e n io

P a lo

G o rd o ,

1 0 0 .0 0 0 litr o s /d ía . L a n u e v a d e s tile r ía q u e in s ta ló

con

una

el in g e n io

53 Centro Guatemalteco de Investigación y Capacitación de la Caña de Azúcar, Boletín
Estadístico, 2002.
54 Preparado a partir de información de la Asociación de Azucareros de Guatemala, Informe
Anual: zafra 2001/2002, Guatemala, 2003.

45
M a g d a le n a , d e 1 2 0 .0 0 0 litr o s /d ía , o p e r a c o m o d e s tile r ía in d e p e n d ie n te y g e n e r a su p r o p io v a p o r ,
p e r o f á c ilm e n te p o d r ía u s a r e l v a p o r d e l in g e n io , y a q u e e s tá u b ic a d a a l la d o d e é s te . B io E ta n o l
e s tá

in ic ia n d o

la

c o n s tru c c ió n

de

una

d e s tile ría

p a ra

1 5 0 .0 0 0

litr o s /d ía ,

anexa

al

in g e n io

P a n ta le ó n .

b)

Condiciones del mercado de combustibles
L o s h id ro c a rb u ro s a tie n d e n c e rc a d e l 4 8 %

c u a le s c a s i la m ita d

d e la d e m a n d a e n e rg é tic a g u a te m a lte c a , d e lo s

d e l t o t a l e s c o n s u m i d a p o r e l s e c t o r d e t r a n s p o r t e . 55 E n e l c u a d r o

13

se

p r e s e n ta la d is tr ib u c ió n d e l c o n s u m o e n tre lo s p r in c ip a le s g r u p o s d e p ro d u c to s , d e s ta c á n d o s e el
m a y o r c re c im ie n to d e la d e m a n d a d e d ie s e l, fre n te a la d e m a n d a d e g a s o lin a y
la c o n s e c u e n te r e d u c c ió n d e im p o rta n c ia d e e s te ú ltim o c o m b u s tib le , q u e p a s ó d e 2 8 % a 2 6 % d e l
m e rc a d o e n lo s ú ltim o s tre s a ñ o s.

Cuadro 12
CONSUMO DE COMBUSTIBLES EN GUATEMALA
(millones de litros)
2000
1 016.7
1 196.2
1 379.2
3 592.1

Combustible
Gasolinas automotoras
Diesel
Otros derivados
Total
*Primer semestre
En

el 2 0 0 2 , el n ú m e ro

2001
1 107.3
1 286.1
1 570.7
3 964.0

2002
1 138.4
1 390.1
1 604.5
4 1332.0

2003*
536.8
695.3
802.3
2 034.5

d e l to ta l d e v e h íc u lo s e n G u a te m a la e ra d e

1 123

211, 75%

a

g a s o lin a ( 8 3 7 .1 6 5 v e h íc u lo s ) y lo s d e m á s a d ie s e l. L a f lo ta v e h ic u la r e n G u a te m a la h a c r e c id o a
ta s a s a n u a le s e le v a d a s , s u p e r io re s a l 6 % , p e ro e s ta e x p a n s ió n v ie n e a te n u á n d o s e y se e s p e ra q u e
a lc a n c e d e 3 % h a s ta el 2 0 1 5 . U n m o d e lo e c o n o m é tr ic o d e p r o y e c c ió n , c o n e x c e le n te a d h e re n c ia
( r = 0 .9 9 9 8 ), s u g ie re q u e la f lo ta g u a te m a lte c a e n el 2 0 1 5

p o d r ía lle g a r a 1 .5 0 0 .0 0 0 v e h íc u l o s a

g a s o l i n a , y c a s i 5 0 0 . 0 0 0 v e h í c u l o s d i e s e l . 56 E n c a s o d e c u m p l i r s e e s t a p r e v i s i ó n y t a m b i é n d e
m a n te n e rs e e n lo s n iv e le s u n ita rio s d e c o n s u m o , la d e m a n d a d e c o m b u s tib le s p rá c tic a m e n te se
d u p lic a ría .

D esde

1998,

con

la L e y

de

L ib e ra liz a c ió n

del M e rc a d o

P e tro le ro ,

lo s

p re c io s

de

lo s

c o m b u s tib le s e s tá n lib e ra d o s e n G u a te m a la , a p lic á n d o s e al n iv e l d e la s d is trib u id o ra s u n p re c io
d e p a r id a d c o n lo s p r e c io s in te r n a c io n a le s , s u m a d o s a lo s c o s to s in te rn o s , d e e n tre 7 y 8 c e n ta v o s
de

d ó la r

por

g a ló n .

Al

n iv e l

del

c o n s u m id o r,

lo s

p re c io s

de

lo s

c o m b u s tib le s

a u to m o to re s

g a s o lin a s ú p e r , g a s o lin a r e g u la r y d ie s e l s o n , r e s p e c tiv a m e n te , 0 ,5 0 5 , 0 ,4 8 3 y 0 ,3 3 3 d ó la r e s p o r
litro , e n v a lo r e s p r o m e d io p a r a el 2 0 0 2 . E n la f o r m a c ió n
c o rre sp o n d e

a im p u e s to s ,

c u y a re c o le c c ió n

se

e s tim a

que

d e l p re c io f in a l d e la g a s o lin a , 3 7 %
c o n trib u y e

con

c e rc a

de

8%

de

la

r e c a u d a c ió n to ta l.

55 Los datos presentados en este tópico, referentes a los hidrocarburos, fueron obtenidos junto con
el Ministerio de Energía y Minas, en particular en: Estadísticas de Hidrocarburos, año 2002, MEM,
Guatemala.
56 Información del Departamento de Comercialización, sector de Hidrocarburos, Ministerio de
Energía y Minas, Guatemala, 2003.

46
E n G u a te m a la h a y a lg u n a p ro d u c c ió n p e tr o le ra , d e l o rd e n d e 2 5 .0 0 0 b a r rile s /d ía d e c ru d o
e n el 2 0 0 2 . E s te p e tr ó le o e s e n s u m a y o r ía e x p o rta d o , p o r s e r p e s a d o y n o a d e c u a rs e al m e r c a d o
lo c a l, q u e e n e l 2 0 0 2 a b s o r b ió 4 0 0 .0 0 0 b a r r ile s d e l c r u d o n a c io n a l, c o r r e s p o n d ie n d o a l 1 .6 %

del

c o n s u m o to ta l d e c o m b u s tib le s d e l p a ís . V a le o b s e r v a r q u e , p o r la e x p o r ta c ió n d e p e tr ó le o , e n la
m e d ia d e lo s tre s ú ltim o s a ñ o s , G u a te m a la re c ib ió m á s d e

1 3 3 .0 0 0 .0 0 0 d e d ó la r e s p o r a ñ o . P o r

o tr o la d o , s e g ú n v a lo r e s d e l 2 0 0 2 , la f a c tu r a d e la im p o r ta c ió n p e tr o le r a r e p r e s e n tó 6 8 7 .6 0 0 .0 0 0
d e d ó la re s , c u y o 3 0 % c o r re s p o n d e a la g a s o lin a e id é n tic o p o rc e n ta je al d ie s e l.

c)

Experiencias, perspectivas y observaciones
L a e s ta b ilid a d d e la p r o d u c c ió n d e a z ú c a r y la s ig n ific a tiv a p r o p o r c ió n e x p o rta d a , e n u n

c o n te x to d e b a jo s p re c io s c o m o e l o b s e rv a d o e n lo s ú ltim o s a ñ o s , p u e d e n

se r c o n s id e ra d a s u n

s ín to m a d e v ita lid a d y c o m p e titiv id a d d e l s e c to r d e c a ñ a d e a z ú c a r e n G u a te m a la , q u e a d e m á s d e
s e r el m a y o r p r o d u c to r d e la re g ió n , ta m b ié n p r e s e n ta lo s m e jo r e s in d ic a d o re s d e p ro d u c tiv id a d .
D e c ie r to m o d o , e s to e x p lic a p o r q u é la u tiliz a c ió n d e l a lc o h o l p r o d u c id o a p a r tir d e la c a ñ a d e
a z ú c a r y a fu e p ro b a d a e n G u a te m a la , e s p e c ia lm e n te d u ra n te lo s a ñ o s o c h e n ta , a u n q u e c o n p o c o s
r e s u lta d o s .

H a s ta

donde

se

puede

sa b e r,

apenas

el In g e n io

P a lo

G o rd o

c o n tin u a

con

a lg u n a

p r o d u c c ió n a lc o h o le r a , p a r a u s o s in d u s tr ia le s y d e e x p o rta c ió n . E n tr e ta n to , e s te e s c e n a r io tie n d e
a c a m b ia r, e n la m e d id a e n q u e lo s p ro y e c to s d e d e s tile ría s a n e x a s e n lo s d o s m a y o re s in g e n io s se
e n c u e n tra n e n c u rso .

U n a c to r im p o rta n te e n e l e s c e n a rio a z u c a re ro g u a te m a lte c o e s A S A Z G U A - A s o c ia c ió n
d e A z u c a r e r o s d e G u a t e m a l a . C o m o s e p u e d e o b s e r v a r d e s u i n f o r m e a n u a l , 57 e s t a a s o c i a c i ó n h a
v e n id o a c tu a n d o e n d iv e rs a s á re a s, c o m o in s p e c c ió n d e in g e n io s , p ro g ra m a s d e v a lo riz a c ió n d el
azúcar

y

de

la

in d u s tria

FU N D A ZU CA R,
d e s a rro llo

que

m u n ic ip a l,

e m p re s a ria l” . E s ta

se

a z u c a re ra ,

e n c a rg a

de

c o m u n ita rio

a s o c ia c ió n

s is te m a s

a m b ie n ta le s

“ p ro g ra m a s

y

a m b ie n ta l,

ta m b ié n

m a n tie n e

s o c ia le s
en
el

de

un

y

o tro s .

C abe

m a rc o

C E N G IC A Ñ A ,

de

d e s ta c a r

a

s a lu d ,

e d u c a c ió n ,

v iv ie n d a

y

re s p o n s a b ilid a d

C e n tro

s o c ia l

G u a te m a lte c o

de

In v e s tig a c ió n y C a p a c ita c ió n d e la C a ñ a d e A z ú c a r, q u e a c tú a e n la “ g e n e ra c ió n , a d a p ta c ió n y
tra n s fe re n c ia

de

a zu c are ra ” . E n

te c n o lo g ía
sus

d ía s

de

p a ra

el

d e s a rro llo

a c tiv id a d e s ,

e s te

re n ta b le

c e n tro

y

s u s te n ta

s u s te n ta b le
la

de

la

in c o rp o ra c ió n

a g ro in d u s tria
de

te c n o lo g ía s

a g r í c o l a s q u e p e r m i t i r á n q u e l a p r o d u c t i v i d a d d e a z ú c a r p a s e d e 8 ,2 p a r a 1 0 ,4 t o n e l a d a s d e a z ú c a r
p o r h e c tá r e a , e n u n a m e d ia n a c io n a l. D e b e n s e r m e n c io n a d o s c o m o lo g ro s r e le v a n te s : u n a m p lio
p r o g r a m a d e c a p a c ita c ió n d e p e rs o n a l d e lo s in g e n io s ; el d e s a rr o llo d e p r o g r a m a s d e f e rtiliz a c ió n ,
m a n e jo in te g r a d o y c o n tro l b io ló g ic o d e p la g a s ; el e s ta b le c im ie n to d e u n a re d m e te o ro ló g ic a , y la
im p le m e n ta c ió n

de

una

e s tru c tu ra

p a ra

m e jo ra m ie n to

de

v a rie d a d e s

de

caña,

in c lu y e n d o

e s ta c io n e s e x p e r im e n ta le s y d e c u a re n te n a , p r o g r a m a s d e h ib r id a c ió n y m é to d o s b io te c n o ló g ic o s
m o d e rn o s . N o o b s ta n te , c a b e o b s e r v a r q u e la s a c tiv id a d e s d e in v e s tig a c ió n y d e s a rr o llo tie n e n
e n f o c a d o s p r in c ip a lm e n te a s p e c to s a g ríc o la s , c o n p o c a in f o r m a c ió n s o b re a c tiv id a d e s r e la tiv a s a
la

p ro d u c c ió n

y

uso

del

a lc o h o l.

Com o

una

señ al

del

re le v a n c ia y d e la c a lid a d d e l C E N G IC A Ñ A , la IS S C T

re c o n o c im ie n to

in te rn a c io n a l

de

la

- In te rn a tio n a l S o c ie ty o f S u g a r C a n e

T e c h n o lo g is ts re a liz a rá e n G u a te m a la su X X V C o n g re s o , e n fe b re ro d e 2 0 0 5 .

M á s re c ie n te m e n te , b a jo e l lid e r a z g o d e in s titu c io n e s c o r p o ra tiv a s d e l s e c to r a z u c a re ro ,
c o m o A S Z A G U A , h a s id o a rtic u la d a la p r o p u e s ta d e im p le m e n ta r e n G u a te m a la u n p ro g ra m a d e
a lc o h o l c a rb u ra n te , b a s a d o e n e v a lu a c io n e s a n te rio re s , b u s c a n d o e s tr u c tu r a r u n p la n c o n s is te n te y

57 Asociación de Azucareros de Guatemala, Informe Anual: Zafra 2001/2002, 2003.

47
b i e n s o p o r t a d o , i n c l u s i v e e n s u s a s p e c t o s le g a le s . V a l e o b s e r v a r q u e a u n e n 1 9 8 5 , a t r a v é s d e l
D e c r e t o L e y 1 7 /8 5 , s e p e r m i t í a e l u s o d e a l c o h o l c a r b u r a n t e , i n c l u s i v e c o n u n a e s p e c i f i c a c i ó n
o fic ia l v ig e n te d e c a lid a d p a r a la m e z c la d e g a s o lin a , c o n 2 5 % d e a lc o h o l, e n c a r á c te r o b lig a to rio ,
q u e n o c o n d u jo a lo s r e s u lta d o s d e s e a d o s . S e g ú n p r á c tic a m e n te to d o s lo s e n tre v is ta d o s , fu e ro n
d e te r m in a n te s p a r a e s te f ra c a s o

la in s u f ic ie n te p la n ific a c ió n , la f a lta d e in f o rm a c ió n

a lo s

c o n s u m id o re s , el r e d u c id o in te r é s d e la s d is trib u id o ra s d e c o m b u s tib le , la s d if ic u lta d e s a s o c ia d a s
a lo s p r e c io s y , s o b re to d o , el c a r á c te r fa c u lta tiv o d e la a d o p c ió n d e la m e z c la d e c o m b u s tib le . P o r
e s te ú l t i m o m o ti v o , p a r a u n a n u e v a f a s e d e u n p r o g r a m a g u a t e m a l t e c o d e a l c o h o l c a r b u r a n t e , s e
p re te n d e q u e

s e a a p r o b a d a u n a le y

e s p e c ífic a q u e , e s ta b le z c a la o b lig a to rie d a d d el u s o

de

b i o c o m b u s t i b l e s , t e m a d e l p r ó x i m o tó p i c o .
En

el

á m b ito

de

la

S e c r e ta ria

de

E n e rg ía

del

M in is te rio

de

E n e rg ía

y

M in a s

se

d e s e n v u e lv e n ta m b ié n e s tu d io s s o b re b io e n e r g ía , p a r a la r e d u c c ió n d e la p o b re z a , r e a c tiv a c ió n y
d iv e rs ific a c ió n

a g r íc o la ,

así

com o

p ara

c u b rir

el

m e rc a d o

e n e rg é tic o .

En

e s te

s e n tid o ,

la

p r o d u c c i ó n d e b i o d i e s e l e n p e q u e ñ a e s c a l a v i e n e d e s p e r t a n d o in t e r é s , y e n t r e l a s e s p e c i e s d e
m a y o r p o te n c ia l

se h a d e s ta c a d o la h ig u e ra (r ic in u s c o m u n is ), p a r a la c u a l se a p u n ta u n a

p r o d u c t i v i d a d d e 1 .3 2 0 l i t r o s d e b i o d i e s e l p o r h e c tá r e a . L a s i n f o r m a c i o n e s o b t e n i d a s e n t r e t a n t o
s o n l i m i t a d a s 58 e i n d i c a n q u e e s t a s a c t i v i d a d e s e s t á n a ú n e n f a s e e m b r i o n a r ia .

d)

Propuesta de Ley de la Oxigenación de los Combustibles
L a p r o p u e s t a d e le y d e u n p r o g r a m a p a r a u t i l i z a r a l c o h o l c a r b u r a n t e e n G u a t e m a l a h a s id o

d is c u tid a

d u ra n te

a lg u n o s

m eses

p a rtic u la rm e n te el M in is te r io

e n tre

a g e n te s

del

s e c to r

a z u c a re ro

y

e n te s

d e E n e r g ía y M in a s . I n ic ia lm e n te el fo c o

de

g o b ie rn o ,

e ra a p e n a s a lc o h o l

c a r b u r a n t e d e c a ñ a d e a z ú c a r , p o s t e r i o r m e n t e p a s ó a s e r l l a m a d a L e y d e l a O x i g e n a c i ó n d e lo s
C o m b u s t i b l e s , c u y a m i n u t a e s t a b a e n a n á l i s i s e n e l G a b i n e t e E c o n ó m i c o d e l G o b i e r n o a n t e r io r .
E s t a p r o p u e s t a s e e n c u e n t r a e n t r e l o s a n e x o s d e l p r e s e n t e in f o r m e . E n l a e x p o s i c i ó n d e m o t i v o s se
d e s ta c a n lo s
g e n e ra c ió n

s ig u ie n te s b e n e f ic io s

de

e m p le o

(p ara u n a

de un
m e z c la

p ro g ra m a d e b io c o m b u s tib le s
de

10%

de

a lc o h o l

se

p a r a G u a te m a la :

e sp era

que

sean

a)

cre ad o s

a p r o x i m a d a m e n t e c a s i 1 0 .0 0 0 e m p l e o s d i r e c t o s ) ; b ) d i s m i n u c i ó n d e l a c o n t a m i n a c i ó n a m b i e n t a l ,
in c lu s iv e p o r la e lim in a c ió n d el M T B E ; c) a h o rro d e d iv is a s d e s tin a d a s a la im p o rta c ió n d e
c o m b u s tib le s tr a d ic io n a le s (c o n u n a m e z c la al 1 0 % d e a lc o h o l c a rb u ra n te , se e s tim a r e d u c ir la
dem anda

de

d iv is a s

p o r im p o rta c ió n

de

g a s o lin a s

en

5 6 . 0 0 0 .0 0 0

de

d ó la re s

a n u a le s ) ;

d)

u t i l i z a c i ó n d e e n e r g í a r e n o v a b l e p r o d u c i d a e n e l p a í s ; e ) c o n t r i b u c i ó n a l a e s t a b i l i d a d d e lo s
p r e c io s d e lo s c o m b u s tib le s , y f) lo g r a r el a p r o v e c h a m ie n to a d e c u a d o d e lo s b o n o s y c ré d ito s
o to r g a d o s p o r o r g a n is m o s f in a n c ie r o s in te r n a c io n a le s , p o r r e d u c c ió n

d e c o n ta m in a n te s a la

a t m ó s f e r a . L a e s t i m a c i ó n p o r a h o r r o d e d i v i s a s a p a r e n t e m e n t e e s t a r í a s o b r e d i m e n s i o n a d a , p u e s al
t o m a r l o s n ú m e r o s d e l a f a c t u r a p e t r o l e r a i n d i c a d o s a n t e r i o r m e n t e , ta l a h o r r o , p a r a e l 1 0 % d e
r e d u c c i ó n d e i m p o r t a c i ó n d e g a s o l i n a , s e r í a d e a l g o a s í c o m o 2 0 . 0 0 0 .0 0 0 d e d ó l a r e s , a l o s v a l o r e s
del 2002.
La

e x p o s ic ió n

de

m o tiv o s

de

la

L ey

de

O x ig e n a c ió n

de

lo s

C o m b u s tib le s

es

p a r t i c u l a r m e n t e i n t e r e s a n t e , a l t r a t a r d e lo s b e n e f i c i o s r e s u l t a n t e s d e la s i n v e r s i o n e s y d e lo s
i n c r e m e n t o s d e l á r e a d e c u l tiv o . E n l o s p r i m e r o s d o s a ñ o s , e l p r o g r a m a c o n t e m p l a u n a i n v e r s i ó n
a p r o x i m a d a d e 6 0 . 0 0 0 .0 0 0 d e d ó l a r e s p a r a l a i n s t a l a c i ó n d e s e is p l a n t a s d e s t i l a d o r a s , c o n u n a

58 Programa de Bioenergía (presentación en Power Point), Ministerio de Energía y Minas,
Guatemala, 2003.

48
c a p a c id a d d e p ro d u c c ió n d e

1 2 0 .0 0 0 litr o s d ia r io s c a d a u n a y m á s d e 9 m illo n e s d e d ó la r e s e n

s ie m b ra d e c a ñ a v e ra le s n u e v o s . E n lo s s ig u ie n te s tre s a ñ o s d e l p ro g ra m a se e s tim a u n a in v e rs ió n
d e 4 0 .0 0 0 .0 0 0 d e d ó la r e s p a r a la in s ta la c ió n d e c u a tr o d e s tile r ía s a d ic io n a le s , y la in v e r s ió n d e 6
m illo n e s d e d ó la r e s e n la a d q u is ic ió n d e n u e v a s tie r r a s p a r a el c u ltiv o d e c a ñ a . C o n r e la c ió n a la s
n u e v a s á r e a s d e c u ltiv o , se e s tim a n e n 1 9 .0 0 0 h e c tá r e a s a d ic io n a le s a la s y a c u ltiv a d a s ; p a r a la
s e g u n d a f a s e d e l p r o g r a m a , se p r e v é a d ic io n a r 1 3 .0 0 0 h e c tá r e a s . S e a f ir m a a ú n q u e é s ta s s e r ía n
á r e a s d e c u ltiv o a d ic io n a le s a la s y a c u ltiv a d a s , lo c u a l p e r m itir á o p tim iz a r la f r o n te r a a g r íc o la d e l
p a ís . O b s é r v e s e q u e el in c r e m e n to e s tim a d o p a r a la p r im e r a f a s e im p lic a c e r c a d e

10%

el á rea

a c tu a lm e n te c u ltiv a d a c o n c a ñ a d e a z ú c a r e n G u a te m a la ; s in e m b a rg o , la p o s ib ilid a d d e p r o d u c ir
a lc o h o l a p a r tir d e m e la z a s re s u lta n te s d e l p ro c e s o

d e p ro d u c c ió n d e a z ú c a r p e rm itiría re d u c ir

b a s ta n te la n e c e s id a d d e e x p a n d ir lo s a c tu a le s c a ñ a v e ra le s .

C on

re fe re n c ia

a u to m o to re s
p ro d u c id o

de

de

o x ig e n a c ió n

al c o n te n id o

c o m b u s tió n

fu e n te s
de

d e la le y ,

in te rn a

re n o v a b le s ,

c o m b u s tib le s

de
en

se

e s ta b le c e

G u a te m a la
la

d e fin id o

c a n tid a d
por

el

q u e lo s

“ te n d rá n
y

que

c a lid a d

M in is te rio ” ,

c o m b u s tib le s p a ra u s o

c o n te n e r

que

a lc o h o l

e s ta b le z c a

p r o h ib ié n d o s e

el
la

en

c a rb u ra n te

p ro g ra m a

de

im p o rta c ió n

y

c o m e rc ia liz a c ió n in te rn a d e c o m b u s tib le s q u e c o n te n g a n M T B E . C o n s id e ra n d o la s te c n o lo g ía s
d is p o n ib le s y p r o b a d a s p o r c o m b u s tib le s p a r a a u to m o to re s se d e b e e n te n d e r g a s o lin a . E s ta le y
d e te rm in a

aún

c o rre c ta m e n te

que

el

uso

de

p r o d u c to s

a g ríc o la s

com o

m a te ria

p rim a

p a ra

p ro d u c c ió n d e c o m b u s tib le s n o d e b e a fe c ta r el a b a s te c im ie n to n o rm a l d e l m e rc a d o n a c io n a l d e
e s to s p ro d u c to s . S e g ú n el p r o y e c to d e le y , la s d e s tile r ía s d e b e r á n s e r p r e v ia m e n te a u to r iz a d a s a
p r o d u c ir c a rb u ra n te y el M in is te rio d e fin irá a n u a lm e n te c u o ta s a c a d a p r o d u c to r y e l p o rc e n ta je a
s e r m e z c la d o e n el c o m b u s tib le p a ra c o n s u m o n a c io n a l d u ra n te el a ñ o c a le n d a rio s ig u ie n te , q u e
n o p o d r á s e r in f e r io r al 5 % . S o la m e n te se p e r m itir á la e x p o rta c ió n d e e x c e d e n te s d e a lc o h o l e n el
caso

que

el m e rc a d o

in te rn o

e s té

a b a s te c id o .

El

p ro d u c to r e s ta rá

o b lig a d o

a vender

a lc o h o l

c a r b u r a n te c o n e x c lu s iv id a d a lo s d is tr ib u id o r e s d e c o m b u s tib le s , q u e a s u v e z e s ta r á n o b lig a d o s a
e fe c tu a r la
M in is te rio
dem anda

m e z c la
d e b e rá

en

lo s

p o rc e n ta je s

d e fin id o s

a c o m p a ñ a r el m e rc a d o

d e g a s o lin a y

la p ro d u c c ió n

de

de

por

el M in is te rio

c o m b u s tib le s ,

a lc o h o l, p a r a

de

E n e rg ía

e s ta b le c ie n d o

un

d e fin ir el p o rc e n ta je

y

M in a s .

b a la n c e
de

E s te

e n tre

la

a lc o h o l e n la

g a s o lin a .

U n p u n to im p o rta n te d e e s ta p r o p u e s ta d e le y se re fie re al e s ta b le c im ie n to d e u n p re c io
p a r a el a lc o h o l c a r b u r a n te (C a p ítu lo III, A r tíc u lo
que

to m a

en

c u e n ta

la

m e d ia

en

lo s

ú ltim o s

1 8 ), b a s a d o e n u n a f ó r m u la d e p a r id a d m ó v il

20

años

del

p re c io

del

azúcar

en

el

m erc ad o

in te rn a c io n a l (c o n fo rm e la J u n ta d e C o m e rc io d e N u e v a Y o rk ), lo s re n d im ie n to s típ ic o s e n a z ú c a r
y a lc o h o l y u n c o s to d e tr a n s f o r m a c ió n , a s u m id o e n 1 2 c e n ta v o s d e d ó la r p o r litr o d e a lc o h o l. E n
la p r o p u e s ta d e le y se c o n s id e r a u n a p r o d u c tiv id a d d e 7 5 litr o s d e a lc o h o l p o r to n e la d a m é tr ic a d e
c a ñ a , v a lo r típ ic o

en

la s

d e s tile ría s b ra s ile ñ a s c e rc a

de 20

años

a trá s , q u e

a c tu a lm e n te

e s tá n

p r o d u c ie n d o , e n la m e d ia , 8 5 litr o s p o r to n e la d a d e c a ñ a m o lid a . E l g r á fic o 18 p r e s e n ta e l e f e c to
d e e s ta p ro d u c tiv id a d
o tro s

a s p e c to s

s o b re el v a lo r d e l p re c io c a lc u la d o p o r la fó rm u la p a ra m é tric a . A lg u n o s

p o d ría n

ser

c u e s tio n a d o s

o

m e jo r

e s p e c ific a d o s ,

com o

el

lla m a d o

c o s to

de

t r a n s f o r m a c i ó n 59 y a d o p c i ó n d e l a z ú c a r c o m o r e f e r e n c i a , 60 y a q u e e v e n t u a l m e n t e e l p r o d u c t o
q u e e s ta rá s ie n d o s e p a ra d o e s la m e la z a . P e ro se p o d ría c o n s id e ra r ra z o n a b le u n a re la c ió n d e e s te

59 Según la propuesta de ley, “incluye todos los costos de producción y el margen de
contribución”. Si es así, ¿no se debería excluir en el precio del alcohol todos los costos de la producción
del azúcar?
60 A rigor, la cantidad de azúcares fermentables (ART) en la caña de azúcar es siempre superior a
su concentración de sacarosa (Pol).

49
tip o , d e a c u e r d o c o n u n a fó r m u la d e p a rid a d o d e in d if e r e n c ia d e p re c io s , s o b re to d o e n la fa s e d e
im p le m e n ta c ió n d e u n p ro g ra m a d e b io c o m b u s tib le s , p a ra a s e g u ra r q u e al e v e n tu a lm e n te e x p o rta r
a z ú c a r y p r o d u c ir a lc o h o l, lo s p r o d u c to r e s n o s u fra n p é r d id a s e c o n ó m ic a s .

Gráfico 18
EFECTO DE LA PRODUCTIVIDAD INDUSTRIAL SOBRE EL PRECIO DE PARIDAD
PARA EL ALCOHOL

US$ cents/lb de azúcar

L o q u e ta l v e z p re o c u p e m á s e n té rm in o s d e ra c io n a lid a d f u tu ra d e e s ta a g ro in d u s tria y
m e r e z c a m a y o r e s ju s tif ic a tiv o s e s la r ig id e z e n la f ija c ió n d e lo s p re c io s , a fin d e n o e s tim u la r la s
g a n a n c ia s d e r e n d im ie n to c ie r ta m e n te p o s ib le s y su c a r g a p a r a la s o c ie d a d . L a p ro p u e s ta d e le y
n o m e n c io n a
in c re m e n to

el p e río d o

de

d e re v is ió n

p ro d u c tiv id a d e s ,

e s ta b le c e u n p e río d o d e re v is ió n

y
de

d e la

s ó lo

fó rm u la

p a ra

lo s

de

p re c io s , n i

d e n o m in a d o s

10 a ñ o s . P o r o tr o la d o , u n

se e x p lic a n

C o s to s

de

T ra n s fo rm a c ió n

de

m e c a n is m o s

se

a s p e c to b a s ta n te p o s itiv o

e s el

e s ta b le c im ie n to d e lib e rta d d e p re c io s p a ra e l p re c io d e v e n ta d e la m e z c la d e lo s d is trib u id o re s al
e x p e n d e d o r y al c o n s u m id o r fin a l, s in n in g ú n m e c a n is m o a p a r e n te d e s u b s id io .

N o o b s ta n te c u a lq u ie r c o m e n ta rio a n te rio r, e s m u y im p o rta n te r e c o n o c e r q u e e s ta m in u ta
d e le y r e s u ltó d e la in te r lo c u c ió n e n tr e r e p re s e n ta n te s d e l g o b ie r n o y d e l s e c to r c a ñ e ro ; a s im is m o ,
r e fle ja u n a v is ió n e m p re n d e d o ra y p u e d e s e r c o n s id e ra d a u n a p ro p u e s ta m a d u ra , a re c ib ir p o c o s
a ju s te s .

El

c ie rta m e n te
g o b ie rn o

en

re p la n te a m ie n to
c o n s titu y e
el c o n te x to

una

so b re

nuevas

p la ta fo rm a

e n e rg é tic o

y

b ases

in te re s a n te
en

de

un

p a ra

el á m b ito

p ro g ram a

com poner

de

la s

d e la p ro m o c ió n

a lc o h o l

a c c io n e s

c a rb u ra n te ,

de

d el d e s a rro llo

un

nuevo

a g ríc o la

e

in d u s tria l.

4. Honduras
E n tr e lo s c u ltiv o s d e in te r é s e n e rg é tic o , se d e s ta c a n e n H o n d u r a s la c a ñ a y la p a lm a a fric a n a . A
c o n tin u a c ió n

se

p re s e n ta n

lo s

d a to s

re la tiv o s

s u m in is tr a d a p o r lo s in g e n io s . P o r la r e le v a n c ia

a

la

del

caña,
segundo

de

a cu e rd o

c u ltiv o , q u e

con

la

in fo rm a c ió n

ocupa un

á rea m ás

g r a n d e d e c u ltiv o q u e la c a ñ a d e a z ú c a r, p a r a e s te p a ís se c o n s id e ró ta m b ié n o p o r tu n o c o m e n ta r
la s d is p o n ib ilid a d e s
A g ríc o la N a c io n a l.

a c tu a le s

de

e s ta p la n ta

a c e ite ra ,

con

in d ic a d o re s to m a d o s d e la E n c u e s ta

50
C o n a p ro x im a d a m e n te 4 3 .7 0 0

h e c tá re a s d e H o n d u ra s p la n ta d a s c o n

c a ñ a d e a z ú c a r, la

c o s e c h a e n e l 2 0 0 2 p r o d u j o 3 ,5 m il l o n e s d e t o n e l a d a s d e c a ñ a , q u e e n l o s 8 i n g e n i o s d e l p a ís
re s u lta ro n

en

3 3 2 .4 0 0 to n e la d a s

e v o lu c ió n

d e l á re a c u ltiv a d a y

d e a z ú c a r. E l c u a d ro

d e la p ro d u c c ió n

13 y

lo s g rá fic o s

19 y

20

p re s e n ta n

la

d e a z ú c a r, a sí c o m o el c o m p o rta m ie n to d e la

p r o d u c tiv id a d a g r íc o la e in d u s tr ia l e n la s ú ltim a s c in c o z a fra s c o n d a to s d is p o n ib le s , e n v a lo r e s
p ro m e d io s p a r a lo s in g e n io s e n a c tiv id a d . L a p r o d u c c ió n d e c a ñ a e n H o n d u r a s e s tá u b ic a d a e n la s
z o n a s S u r ( 3 5 % ) y N o r te ( 4 0 % ) d e l p a ís , a u n q u e ta m b ié n la z o n a C e n tr o O rie n ta l p r e s e n ta a lg u n a
p a rtic ip a c ió n (2 4 % ).

Cuadro 13
INDICADORES DE LA INDUSTRIA DE CAÑA EN HONDURAS 6
1
Zafra

Área
cosechada

Caña molida
(miles ton)

(Miles ha)

Producción
de azúcar

Productividad*
(TC/ha)

(kgA/TC)

(miles ton)

97-98

2 898.7

247.2

77. 2

85. 3

98-99

34.7

2 443.6

190.0

70.3

77.8

99-00

40.6

3 395.6

318.9

83.6

93.9

00-01

42.8

3 452.6

353.2

80.7

102.3

01-02
*

37.5

43.7

3 480.3

332.4

79.6

95.5

TC/ha: toneladas de caña por hectárea, kgA/TC: kg de azúcar por tonelada de caña.
Gráfico 19

97-98

98-99

99-00

00-01

01-02

zafra

61 APAH - Asociación de Productores de Azúcar de Honduras, sitio WEB: http://www.apah.hn,
2003.

51
Gráfico 20

EVOLUCIÓN DE LAS PRODUCTIVIDADES AGRÍCOLA E INDUSTRIAL DE LA AGROINDUSTRIA DE LA
CAÑA DE AZÚCAR DE HONDURAS

agricola (TC/ha)

—o—

industrial (kgA/TC)

120 n

80

40 -í--------------------------1-------------------------1
------------------------- 1-------------------------1---------------97-98

98-99

99-00

00-01

01-02

zafra

Cuadro 14
CAPACIDAD DE MOLIENDA DE LOS INGENIOS DE HONDURAS 6
2
Ingenio
Santa Matilde
La Grecia
AZUNOSA
ACHSA
AYSA
Chumbagua
CATV
Villanueva
Total

Capacidad, ton/día
5 521.8
4 601.5
3 497.1
2 760.9
2 760.9
2 392.8
2 300.8
1 840.6
25 676.4

Con relación a la capacidad de procesamiento por unidad productora, se puede observar
que los ingenios en Honduras son aproximadamente del mismo tamaño, cuya unidad más grande
corresponde a cerca de tres veces la capacidad de la más pequeña. Si se observan por el volumen
de caña procesada, los ingenios hondureños son aún más semejantes entre sí.
La palma africana es cultivada esencialmente en dos de las siete regiones del país, como
se señala en el cuadro 15, con valores de la Encuesta Agrícola Nacional realizada en el periodo
2000-2001. Considerando el volumen de producción de coquillos de palma mencionada en el
cuadro, y un contenido promedio de 20% de aceite en el coquillo, se puede concluir que la
62 APAH - Asociación de Productores de Azúcar de Honduras, sitio WEB: http://www.apah.hn,
2003.

52

producción aceitera de Honduras puede ser de aproximadamente 200.000 ton anuales, que si
fueran destinadas a fines energéticos corresponderían alrededor de un volumen idéntico de
biodiesel, que efectivamente representa aún una fracción muy pequeña de la demanda actual de
diesel en el país. Actualmente el fruto de la palma aceitera es procesado para la obtención de
aceite para fines alimenticios o para la industria del jabón, inclusive para exportación.
Cuadro 15
INDICADORES DE PRODUCCIÓN Y PRODUCTIVIDAD DE PALMA ACEITERA EN HONDURAS 6
3
Región
Norte
Litoral Atlántico
Total / promedio

b)

Superficie cultivada
(miles ha)
28.8
42.3
71.1

Producción
(miles ton)
390.7
660.0
1 050.7

Productividad
(Ton/ha)
13.5
15.6
14.6

Condiciones del mercado de combustibles

En términos relativos, Honduras representa el mercado de combustibles de menor
dimensión entre los países visitados, importa la totalidad de los derivados de petróleo
consumidos. El cuadro 16 desglosa el consumo de combustibles en los últimos años.
Cuadro 16
CONSUMO DE COMBUSTIBLES EN HONDURAS
(millones de litros)
Combustible
Gasolinas automotoras
Diesel
Otros derivados
Total
*Primer semestre

2000
110.4
173.1
149.9
433.5

2001
116.5
221.5
175.2
513.3

2002
116.8
241.7
181.3
539.8

2003*
57.1
132.7
95.3
285.2

El total de la factura petrolera en el 2002 fue de 395.000.000 de dólares, de los cuales
25% fue para la gasolina y casi el 45% para el diesel. Los precios de los combustibles están
regulados, y buscan observar una paridad con los precios internacionales. Durante el 2002, los
precios de la gasolina regular, la gasolina súper y el diesel fueron, respectivamente, 0,592, 0,621
y 0,417 dólares por litro. Los impuestos sobre los combustibles (Impuesto único, denominado
Aporte para la atención a programas sociales y Conservación del PatrimonioVial) corresponden a
0,278 dólares por litro de gasolina y 0,133 dólares por litro de diesel, o sea, respectivamente, 46%
y 32% de los precios finales de estos combustibles. De la recaudación del Estado por impuestos,
se estima que los combustibles contribuyan con 18% en la actualidad, pero en años pasados esta
contribución llegó a 25%.

63 Estimación elaborada por INFOAGRO/UPEG/SAG con información de la Encuesta Agrícola
Nacional 2000-2001/1998-1999/1996-1997.

53

El parque automotor de Honduras, de acuerdo con estimaciones de 1995, era de cerca de
250.000 vehículos, en su mayoría con más de 20 años de uso. 64 Si se asume que en este país, a
semejanza de los demás de la región, la participación de los vehículos a diesel en la flota de
alrededor de 30%, la flota hondureña de vehículos a gasolina estaría cercana a
175.000
unidades.

c)

Perspectivas y observaciones

Siempre teniendo en cuenta que la extensión de la visita del consultor y que los contactos
efectuados en Honduras fueron efectivamente limitados, no se detectó en este país un interés
destacado en producir biocombustibles, en particular el alcohol carburante. La información sobre
los ingenios hondureños fue recabada del sitio WEB de la asociación de azucareros, no fue
posible entrevistarse con representantes de este sector. Aparentemente, en general se considera el
mercado hondureño relativamente pequeño y además, como la producción existente de alcohol es
realizada mayormente por licoreras que adquieren la miel de los ingenios.
También se debe observar que, en coherencia con la productividad industrial constatada,
los ingenios hondureños presentan condiciones de desempeño y conservación inferiores a los
ingenios de países anteriormente discutidos en este informe. Parecen ser frecuentes en muchos
ingenios las situaciones de falta de bagazo de caña y de uso regular de combustible suplementario
(bunker, llantas usadas, etc.), con una gestión inadecuada de las condiciones de producción y
demanda de vapor, o sea reducida atención al ahorro de energía y a las ganancias de eficiencia.

5.

a)

Nicaragua

Producción agrícola e industrial

Con cuatro ingenios en operación y cerca de 41.000 hectáreas sembradas de caña de
azucar, Nicaragua presenta un cuadro todavía poco desarrollado frente a las posibilidades de esta
agoindustria en el país. El cuadro 17 y los gráficos 21 y 22 presentan la evolución del área
sembrada y de la producción de azúcar, así como el comportamiento de la produtividad agrícola e
industrial en las últimas seis zafras, como una media para los ingenios en actividad.

64 Aspectos del Desarrollo Sostenible referentes a los Recursos Naturales en Honduras,
http://www.un.org/esa/agenda21/countr/honduras.

54
Cuadro 17
INDICADORES DE LA INDUSTRIA DE CAÑA DE NICARAGUA 65

Zafra

Área
cosechada

Caña molida

Producción
de azucar

miles ha

miles ton

Produtividad*

miles ton

TC/ha

kgA/TC

97-98

52.8

3 720.2

360.4

70.4

96.9

98-99

52.3

3 409.7

335.1

65.1

98.3

99-00

54.9

3 773.8

406.8

68.7

107.8

00-01

52.0

3 485.2

388.4

67.1

111.5

01-02

40.2

3 137.7

334.0

78.0

106.5

02-03

41.2

3 112.2

333.4

75.5

107.1

*

TC/ha: toneladas de caña por hectarea,
kgA/TC: kg de azúcar por tonelada de caña
Gráfico 21

EVOLUCIÓN DE LOS INDICADORES DE LA INDUSTRIA DE CAÑA EN NICARAGUA

i

i caña molida

i

i producción de azúcar X 10

área cosechada

6.000

60

45
re
-E
0)
30 ■o

/
0)

§ 4.000
0)
■o

/
0)
2.000

15

0

I

0
97-98

98-99

99-00

00-01

01-02

02-03

zafra

Con relación a la capacidad de procesamiento por ingenio y el volumen de caña procesada
en la zafra 2000/2001, conforme se indica en el cuadro 18 para los cuatro ingenios de Nicaragua,
hay una efectiva concentración en la unidad productora más grande, el Ingenio San Antonio, que
responde por más del 55% de la capacidad total de molienda del país, en tanto que el ingenio más
pequeño produjo sólo el 3,4% del azúcar de Nicaragua.

65 CNPA - Comité Nacional
http://www.cnpanic.com, 2003.

de

Productores

de

Azúcar de Nicaragua,

sitio

WEB:

55
Gráfico 22
EVOLUCIÓN DE LA PRODUCTIVIDAD AGRÍCOLA E INDUSTRIAL DE LA AGROINDUSTRIA
DE LA CAÑA DE NICARAGUA

97-98

98-99

99-00

00-01

01-02

02-03

zafra

En términos relativos, la producción de bebidas alcohólicas es una de las actividades más
importantes en el contexto de la industria azucarera nicaragüense. Para la fabricación de licores
se utilizan mieles o melazas de los ingenios, con una capacidad instalada para producir hasta
50.000.000 de litros anuales y una producción efectiva de 30.000.000 de litros en el 2002, de los
cuales el 40% se destinó a bebidas y el restante a otros fines. Posiblemente el alcohol referido en
estos datos contenga entre 45% y 50% de alcohol puro (anhidro) en volumen. Un motivo
apuntado para la débil producción frente a la capacidad disponible fue la baja disponibilidad de
melazas.
Cuadro 18
CAPACIDAD DE MOLIENDA DE LOS INGENIOS DE NICARAGUA 6
6
Ingenio

San Antonio
Monte Rosa
CASUR
Montelimar
Total

b)

Capacidad
(ton/dia)
14 515
6 350
3 175
2 268
26 309

Producción zafra
02-03
(miles ton)
1 751
1 020
215
116
3 102

Condiciones del mercado de combustibles

En el 2002, Nicaragua importó 244.500.000 de dólares en combustibles derivados de
petroleo y crudo para su refinería, lo que corresponde al 40% de sus exportaciones. De este total,

66 Consulta personal a Sacasa A., Noel, de Nicaragua Sugar Estates Limited, 2003.

56

la parte de las gasolinas fue de 9,3%, pero si se excluye el crudo, la gasolina representa el 24% de
las divisas gastadas con derivados. La refinería del país tiene una capacidad de 23.000 barriles
diarios y atiende a cerca del 65% del mercado interno, siendo el fuel-oil el derivado más
importante, por la demanda en la generación de electricidad.
Cuadro 19
CONSUMO DE COMBUSTIBLES EN NICARAGUA
(millones de litros) 67
Combustible
Gasolinas automotoras
Diesel
Otros derivados
Total

2000
195.9
307.7
815.7
1 319.2

2001
223.1
455.4
725.5
1 404.0

2002
234.7
440.3
764.3
1 439.3

Los precios de los combustibles, a excepción del gas licuado de petróleo, están con sus
precios liberados, praticándose una paridad relativa con los precios en la costa atlántica. En
valores promedio para el 2002, los precios de la gasolina regular, la gasolina súper y el diesel
fueron, respectivamente, 0,515, 0,544 y 0,423 dólares por litro. El impuesto único y específico
sobre los combustibles corresponde a 0,184 dólares por litro de gasolina regular y súper, 0,143
dólares por litro de diesel, o sea, respectivamente, 35% y 34%, de los precios finales de la
gasolina promedio y del diesel, a valores del 2002. Durante este mismo año, los combustibles
contribuyeron con aproximadamente el 16,3% del total recaudado por el Gobierno Central, por
concepto de impuestos.
La información sobre el parque automotor de Nicaragua es relativamente escasa. Una
referencia estima para el 2002 un total de 230.439 vehículos, si bien el 54% tenía más de 15 años.
68 Como no se obtuvo la participación de los vehículos a gasolina en este total, se asumió que
70% correspondían a este combustible, tal como se observa en otros países de la región. Esta
flota ha variado poco, pero sin embargo existe la importación de vehículos, una parte apreciable
ha sido retirada de circulación.

c)

Perspectivas y comentarios sobre el alcohol

Hasta donde es posible observar, la situación de la agroindustria de caña en Nicaragua es
bastante heterogénea. En los mayores ingenios se trabaja para hacer eficientes los procesos y
mantener los niveles de competitividad compatibles con la industria azucarera internacional,
mientras que en los pequeños hay clara limitación para la implementación de innovaciones.
En este sentido, es interesante observar que las iniciativas para la producción de alcohol
carburante pasan, hasta el momento, por agentes que procesan productos de caña pero sin estar
directamente integrados con las fases industriales de producción de azúcar. En la entrevista
realizada con ejecutivos de la más importante licorera, fue evidente que aún no se considera

67 Instituto Nicaragüense de Energía / Ente Regulador, Estadísticas del Suministro de los
Hidrocarburos 2002.
68 Policía Nacional de Transito, Boletín Policial 2002, año V, número 47, Managua.

57
v i a b l e l a p r o d u c c i ó n d e a l c o h o l c a r b u r a n t e , p e r o s e a n a l i z a n l a s p e r s p e c t i v a s y s e c r e e q u e s e r ía
b ie n v e n id a u n a

a d e c u a d a le g is la c ió n

que

p ro m o v ie ra

lo s

b io c o m b u s tib le s .

A c tu a lm e n te

se

e v a l ú a n p r o y e c t o s d e p r o d u c c i ó n d e a l c o h o l, c o n l a i d e a d e a ñ a d i r 1 0 % d e a l c o h o l a l a g a s o l i n a , y
a p a r e n t e m e n t e e s t á d e c i d i d a l a i m p l e m e n t a c i ó n d e u n a d e s h i d r a t a d o r a d e a l c o h o l, c o n i n v e r s i o n e s
e s t i m a d a s e n 1 5 .0 0 0 .0 0 0 d e d ó la r e s .
U n a d if ic u lta d q u e lo s p o te n c ia le s p r o d u c to r e s d e a lc o h o l m e n c io n a ro n e s tá r e la c io n a d a
c o n la s c u o t a s d e c o m e r c i a l i z a c i ó n d e a z ú c a r , p u e s si l a p r o d u c c i ó n d e b i o c o m b u s t i b l e s r e d u c e la
p r o d u c c ió n d e a z ú c a r, p o d r á in d u c ir u n a d is m in u c ió n e n la s c u o ta s , e v id e n te m e n te n o so n d e
in t e r é s p a r a l o s i n g e n i o s . A s í, s e c o n s i d e r a q u e p a r a l l e v a r a c a b o u n p r o g r a m a d e e t a n o l
c a r b u r a n t e e n N i c a r a g u a e s n e c e s a r i o i n c r e m e n t a r la s á r e a s y v o l ú m e n e s d e p r o d u c c i ó n d e c a ñ a ,
a d e m á s d e q u e “ e l c o m p o n e n t e j u r í d i c o e s u n o d e l o s p r i m e r o s p a s o s ” . 69

d)

La experiencia con biodiesel de tempate
E n el c o n te x to d e lo s c o m b u s tib le s re n o v a b le s d e s ta c a la in ic ia tiv a q u e tu v o N ic a r a g u a

d u ra n te la d é c a d a p a s a d a , e n la in tr o d u c c ió n d e l b io d ie s e l d e te m p a te ( E s te r M e tílic o d e l A c e ite
d e T e m p a t e - E M A T ) , u n a v a l i o s a e x p e r i e n c i a d i g n a d e t o m a r s e e n c u e n t a e n l a p r o m o c i ó n d e lo s
b io c o m b u s tib le s

en

A m é ric a

C e n tr a l.

El

In s titu to

N ic a ra g ü e n s e

de

E n e rg ía

(IN E )

e s tu v o

i n v o l u c r a d o e n e s t e p r o y e c t o y f a c i l i t ó e l a c c e s o a l o s d o c u m e n t o s d i s p o n i b l e s a l r e s p e c to .
A s i m i s m o s e e n t r e v i s t ó p e r s o n a s d i r e c t a m e n t e i n t e r e s a d a s e n e l t e m a , l o q u e p e r m i t i ó e l a b o r a r el
r e s u m e n s ig u i e n te .
A p a r tir d e 1 9 8 9 la U n iv e r s id a d N a c io n a l d e In g e n ie ría d e N ic a r a g u a y P e tro n ic , e m p re s a
p e t r o l e r a e s ta t a l e n l a é p o c a , c o n e l a p o y o f i n a n c i e r o d e l G o b i e r n o a u s t r í a c o y l a a s e s o r í a d e l a
e m p re s a S u c h e r  H o lz e r G m b H , r e a liz a r o n in v e s tig a c io n e s p a r a la p r o d u c c ió n d e s u b s titu to s d el
d ie s e l a p a r t i r d e a c e i t e s v e g e t a l e s . L o s r e s u l t a d o s f u e r o n c o n s i d e r a d o s p r o m i s o r i o s y s e d e c i d i ó
e m p re n d e r u n p r o y e c to p ilo to p a r a la p r o d u c c ió n d e e s te m e tílic o d e a c e ite d e te m p a te , in c lu íd a la
p l a n t a c i ó n d e 1 .0 0 0 h e c t á r e a s d e t e m p a t e y u n a u n i d a d p r o c e s a d o r a d e l o s f r u t o s p a r a b io d i e s e l .
C o n e s t e o b j e t i v o , y c o n s i d e r a n d o l a d o n a c i ó n d e r e c u r s o s d e l o r d e n d e 1 ,8 m i l l o n e s d e d ó l a r e s
p o r p a r te d e l G o b ie r n o d e A u s tria , se firm ó e n 1 993 u n c o n v e n io e n tre el IN E y la e m p re s a
S u c h e r  H o lz e r, p a r a la im p le m e n ta c ió n d e l p r o y e c to E M A T , c u y a la e je c u c ió n q u e d ó b a jo la
r e s p o n s a b ilid a d d e P e tro n ic , c o n e x c e p c ió n d e la p a r te a g r íc o la y c a lif ic a c ió n d e l b io d ie s e l, a
c a rg o d e la U N I. E l p ro y e c to , p r e te n d ía “ c r e a r la s b a s e s p a r a el p r o c e s a m ie n to in d u s tria l d el
te m p a te ,

o b te n ie n d o

d ie s e l

v e g e ta l,

r e d u c ie n d o

la

d e p e n d e n c ia

de

e n e rg ía

im p o rta d a ,

e c o n o m i z a n d o d i v i s a s , p r o t e g i e n d o e l m e d i o a m b i e n t e y g e n e r a n d o o p o r t u n i d a d e s d e t r a b a j o ” . 70
E l te m p a te o p iñ ó n ( J a tr o p h a c u r c a s ) e s u n a o le a g in o s a p e re n n e , d e p o r te a rb u s tiv o , d e 3
a 8 m e t r o s d e a l tu r a , q u e c r e c e d e s d e e l n iv e l d e l m a r h a s t a u n a a l t u r a d e 1 0 0 0 m e t r o s s .n .m .,
r e s i s t e n t e a s e q u ía s , c o n u n a p r o d u c c i ó n ó p t i m a p a r a p l u v i o s i d a d d e e n t r e 9 0 0 m m a

1 .2 0 0 m m ,

y p o c o e x ig e n te e n c u a n to al tip o d e te rre n o . P e r te n e c e a la f a m ilia E u p h o rb ia c e a e ( la m is m a d e l
c a f é ) y s u f r u t o e s u n a c á p s u l a o v o id e , c a s ta ñ a , c o n u n a a t r e s s e m ill a s . S e c o n s i d e r a o r i g i n a r i o
d e l c o n t i n e n t e a m e r i c a n o , p e r o s e c u l t i v a e n a l g u n o s p a í s e s d e Á f r i c a y A s ia , a d o n d e f u e

69 Alcohol para movilizar vehículos, entrevista con E. Peñalba y A. Martínez, de Compañía
licorera de Nicaragua S.A., La Prensa, Managua, 19 de mayo de 2003.
70 Ocampo, F., Biodiesel, Revista del Colegio de Ingenieros de Nicaragua, Managua, junio-agosto
de 1993.

58

introducido por los portugueses. En Nicaragua el tempate crece de forma silvestre y se utiliza
como cerca viva, multiplicándose por medio de estacas o por semillas. Plantadas en hilera simple,
se cultivan aproximadamente 1.100 plantas por hectárea y luego de cinco a seis años produce
entre 40 y 50 toneladas de fruto húmedo, bajo condiciones normales de productividad. La semilla
seca representa el 15% del fruto húmedo y contiene 30% de aceite crudo, en su mayor parte a
base de ácidos linoleico y oleico.
En el proyecto EMAT, el proceso adoptado para producir biodiesel implicaba procesar las
semillas (descascarado, secado y almacenamiento), la obtención del aceite (preparación,
prensado, separación y purificación) y la transesterificación (dos etapas de disolución con
metanol y catalizador alcalino, cada etapa seguida de la separación de la glicerina y una
purificación al final). Por cada 100 kg de frutos húmedos, se producen 23.1 kg de semilla húmeda
o 15 kg de semillas secas, a su vez resultando 9 kg de almendras secas, que permiten extraer 2,31
litro de aceite crudo. Por cada litro de aceite procesado se consigue 0,98 litro de este metílico de
aceite de tempate, 2,08 kg de torta y 0,10 kg de glicerina. 71 D e acuerdo con las metas del
proyecto piloto, mil hectáreas de tempate producirían 7.100.000 barriles anuales de diesel, es
decir, alrededor de 1.130 litros de biodiesel por hectárea. Esta producción representaría menos de
1% del mercado de diesel y se vendería a 0,22 dólares por litro, que correspondía al precio
mayorista del derivado de petróleo y aseguraría un retorno mínimo al proyecto. Cabe observar
que se trataba de un proyecto piloto, para investigar mejor y eventualmente fomentar una
alternativa de suministro energético, que podría llegar a “sustituir el 10% de las importaciones de
diesel”.
Este proyecto fue detallado técnicamente, y se efectuó un análisis de viabilidad y
sensibilidad económica, cuyos resultados confirmaron la presencia de todas las condiciones
favorables para el desarrollo del proyecto en Nicaragua. En 1997 estaba en operación la planta
procesadora de semillas, con capacidad de procesar 8.000 toneladas anuales para producción de
aceite y su correspondiente transesterificación, construida en Telica, Departamento de León, a
unos 120 km al norte de Managua. Se realizó una planificación previa del componente agrícola,
con establecimiento de viveros, plantaciones y definición de un programa sistemático para la
cosecha, con apoyo de la Unión de Cooperativas Agropecuarias, coordinando diversas
cooperativas y pequeños productores privados, distribuidos en 400 km2. Se implantaron 1.013
hectáreas de tempate; la primera cosecha estuvo dentro de lo esperado, el año siguiente bajo un
20% de la meta y al tercero casi no hubo producción. A fines de los años noventa, luego de gastar
alrededor de 3 millones de dólares, el proyecto se interrumpió. La planta procesadora fue
recientemente transferida a ENABAS, Empresa Nacional de Alimento Básico, y las demandas
adquiridas por los productores por los préstamos recibidos en el marco del proyecto, fueron
canceladas por Petronic, en una decisión que consideró su difícil situación económica.
Los comentarios únanimes sobre este proyecto afirmaban que la parte industrial anduvo
bien, pero el componente agrícola falló. Aunque es posible mencionar factores exógenos, como
catástrofes climáticas (huracán Mitch) o la eventual falta de mejoramiento agronómico, lo que en
realidad parece haber inducido la contracción de la producción fue la gestión inadecuada y el bajo
nivel de compromiso de los productores rurales con el proyecto. Una visión paternalista y
tolerante en la relación con los productores, llevó a que “la gente se acostumbrara a recibir apoyo,
71 Empresa Nicaragüense de Petróleo, Gobierno de Austria y Universidad Nacional de Ingeniería,
Proyecto Tempate - Producción de Ester Metílico del Tempate como sustituto del combustible diesel,
Nicaragua, 1997.

59

no producir y dar excusas...”. La excesiva intermediación (el productor entregaba a la
cooperativa, que a su vez debería transferir a la Unión de Cooperativas, quien enviaría a la planta
procesadora), la situación de pobreza de los productores, la logística complicada (bajos
volúmenes, largas distancias), la limitada capacitación de los productores al trabajar con un
producto innovador, la ausencia de tratos culturales, también son factores que ayudan a entender
la falta de continuidad en la producción de tempate. Conviene observar que la persistencia en
apoyar el proyecto se justificaba por su importante impacto social, inclusive porque permitía dar
trabajo a gente desmovilizada al final de la guerra civil de los ochenta. Queda claro que el
modelo de producción agrícola buscó atender a una demanda social grave e inmediata, sin
priorizar la eficiencia, ni establecer mecanismos de estímulo en la ganancia de productividad. Lo
que pretendía ser un proyecto piloto para evaluar una alternativa energética en cierto sentido se
convirtió en una acción de pacificación, para generación del bienestar social a corto plazo, más
que un producto agrícola capaz de promover el desarrollo. Por eso, el otro consenso sobre el
proyecto apunta a la necesidad de incrementar la escala y nivel de tecnificación de la producción
agrícola, en caso de que se pretenda volver a producir tempate.
Si bien surgieron dificultades inesperadas y el proyecto EMAT produjo poco biodiesel,
también es importante admitir que hubo avances. Los principales logros pueden ser reconocidos
en la capacitación de la gente, en la genuina generación de conocimiento tecnológico y quizás lo
más relevante, en la realización de una costosa prueba de un modelo de suministro de materia
prima basado en pequeños productores. Un proyecto piloto es un ensayo, ya con algún porte, pero
un ensayo en sí. Los resultados dejan evidente la gran necesidad de brindar al componente
agrícola toda la atención. Al hacer un acopio de información sobre el proyecto EMAT, sobresale
el esfuerzo que hubo por profundizar el conocimiento agrícola, en cuanto a distintos temas:
entomología, formación de cultivos, combinación de cultivos, manejo y poda de plantas,
tecnología de cosecha, ingeniería genética, gestión, preprocesamiento, entre otros. Las
Universidades Nacional de Ingeniería (Managua) y Nacional Autónoma de Nicaragua (León)
desarrollaron importante cooperación con instituciones austríacas, con relevantes trabajos
académicos y de investigación. 72 Sin duda, la principal lección del proyecto al no enfocar el
objetivo energético y la garantía del suministro de materia prima, sino a priorizar impactos
sociales positivos de corto plazo, éste quedó inconcluso.
En una retrospectiva sucinta como esta, parece sencillo reconocer los problemas y señalar
las razones por las que el proyecto EMAT quedó de esa forma. Sin embargo no es así y sería
injusto hacerlo. Posiblemente se creó una expectativa exagerada y cabe reconocer que este
proyecto ha llegado a algunas conclusiones interesantes, hechos efectivos, por lo que no se podría
considerar un fracaso. Existe hoy en Nicaragua una planta procesadora de semillas, y se conoce
mucho más sobre el tempate. Sus objetivos permanecen actuales, se buscaba involucrar agentes
locales capacitados, existían recursos financieros y se pretendía adoptar una solución innovadora.
Es posible afirmar que los productores de tempate no fueron orientados a valorizar correctamente
un apoyo que había llegado fácil, pero tal vez el aspecto más crucial y determinante del
estancamiento ocurrido sea efectivamente el alto contenido de innovación: cultivos desconocidos
y procesos industriales nuevos imponen una gestión madura y experimentada. Se espera que las
lecciones de este proyecto sirvan para robustecer nuevos intentos.

72 Véase por ejemplo, Gübitz G.M., Trabi, M. y Mittelbach, M., Biofuels and Industrial Products
from Jatropha Curcas, Proceedings of Symposium Jatropha 97 (267 pg), realizado en Managua, 1997.

60
6. P a n a m á

a)

P r o d u c c ió n a g r íc o la e in d u str ia l

Durante el acopio de información para este estudio no se logró detectar ninguna
asociación de productores azucareros o de caña en Panamá que produzca informes estadísticos,
como en los países anteriores. Tampoco se pudo acceder a un banco oficial de datos e
informaciones sistemáticas al respecto de este sector, como fue disponible en los demás países.
Así, los comentarios a seguir se basan en los informes conseguidos por la Dirección de
Hidrocarburos del Ministerio de Comercio e Industria, complementados por una breve búsqueda
en bases de datos de la WEB. D e todas maneras, conviene observar desde el inicio que la
producción de caña en Panamá es la menos relevante en toda América Central, sea en términos de
área ocupada (6%) o del azúcar producida (4%).
Los datos disponibles para el sector de caña de azúcar panameña presentados en el cuadro
20 fueron tomados de distintas fuentes, ante la imposibilidad de usar solamente una. En las
estadísticas oficiales del país preparadas por el Departamento de Censo, se pudo obtener sólo una
serie histórica de la superficie sembrada en caña, por provincias, donde se informa también que
las principales regiones para este cultivo son Veraguas, Coclé, Herrera y Chiriquí. Los datos de
producción de caña tomados de SIECA 73 no coincidieron con los datos informados por la
Contraloría General de la República, 74 responsable en los censos económicos y agropecuarios.
Además, al cotejar datos de estas fuentes con los datos de superficie sembrada, los valores de
productividad resultaban incoherentes, posiblemente por representar conceptos distintos. Así, se
tomó de base el área sembrada del Departamento de Censo; para la producción de caña se
consideraron los datos de la base FAOSTAT, 75 disponible para tres zafras, 1998/1999 y
2000/2001. Para la producción de azúcar se tomaron los datos de la Contraloría General para las
dos zafras disponibles, 1999/2000 y 2000/2001. Los demás valores fueron adoptados idénticos a
los años sucesivos o anteriores. Es importante reconocer que este ejercicio de estimaciones para
llenar el cuadro fue necesario para tener una idea aproximada de la escala de la agroindustria y de
las productividades (véanse los gráficos 23 y 24).
Cuadro 20
INDICADORES DE LA INDUSTRIA DE CAÑA DE PANAMÁ
Zafra

Caña molida

Producción
de azúcar

miles ha

*

Área
cosechada

Miles ton

miles ton

Productividad*
TC/ha

kgA/TC

98-99
36.4
1 788.5
133.7
49.2
75
99-00
34.5
1 789.0
133.7
51.9
75
00-01
25.4
1 440.6
133.7
56.8
93
01-02
25.4
1 440.6
113.4
56.8
79
TC/ha: toneladas de caña por hectárea, kgA/TC: kg de azúcar por tonelada de caña.

73 SIECA, Secretaria de Integración Económica Centro Americana, datos sobre Panamá en:
http://www.sieca.org.gt/publico/CA_en_cifras/serie30/Agricultura/agr06.htm.
74 Véase el sitio: http://www.contraloria.gob.pa/index.htm.
75 FAOSTAT Database, in http:iwww.fao.org.

61

Para la evaluación de la capacidad de los ingenios azucareros panameños, se tomó como
referencia un estudio de los sistemas de cogeneración en estas plantas, donde se presenta la
producción de bagazo por unidad 76 y bajo la hipótesis de una zafra de 100 días para todos los
ingenios; así, fue posible obtener el cuadro 21, evidentemente con valores aproximados, pero que
proporciona una visión de cómo se distribuye la molienda entre los ingenios de Panamá.
Cuadro 21
CAPACIDAD ESTIMADA DE MOLIENDA DE LOS INGENIOS DE PANAMÁ
Ingenio

Capacidad
(ton/dia)
5 152
4 763
3 021
1 470
14 406

La Victoria
Ofelina
Santa Rosa
Alange
Total
Gráfico 23

EVOLUCIÓN DE LOS INDICADORES PARA LA INDUSTRIA DE CAÑA EN PANAMÁ
i

icaña molida

i

¡ producción de azúcar X 10

área cosechada

4.000

v
(0
V

45

V

T3

2.000

(0

V
15

0

0
98-99

99-00

00-01

01-02

zafra

76 FAO, Oficina regional de la FAO para América Latina y el Caribe, Cogeneración en la
industria azucarera del Panamá, Memoria de la Reunión regional sobre generación de electricidad a partir
de biomasa, Montevideo, 1995.

62
Gráfico 24
EVOLUCIÓN DE LA PRODUTIVIDAD AGRÍCOLA E INDUSTRIAL
DE LA AGROINDUSTRIA DE CAÑA DE PANAMÁ

agricola (TC/ha)

— — industrial (kgA/TC)
o

120 -,

80 -

40
98-99

99-00

00-01

01-02

zafra

b)

Condiciones del mercado de combustibles

A partir del cierre de la refineria en Colón, a principios del 2003, el mercado de
combustibles en Panamá se abastece totalmente de importaciones de demandas, las cuales en el
2002 correspondieron a 492.000.000 de dólares. La participación de los diferentes tipos de
derivados en la demanda se presenta en el cuadro 22.
Cuadro 22
CONSUMO DE COMBUSTIBLES EN PANAMÁ
(millones de litros) 77
2000

2001

Gasolinas automotoras

528.8

527.7

535.7

Diesel

652.2

833.0

848.1

Otros derivados

573.7

720.7

515.2

1 754.7

2 081.5

1 898.9

Combustible

Total

2002

Los precios del mercado panameño de combustibles estaban regulados, aplicando, como
en casi toda la región, una paridad relativa con precios de la costa atlántica. Para el 2002, en
valores promedio, los precios de la gasolina regular, la gasolina súper y el diesel fueron de 0,446,
0,478 y 0,336 dólares por litro respectivamente, los más bajos de Centroamérica. Los impuestos
especiales específicos son de 0,158 dólares por litro de gasolina regular y súper, 0.066 dólares
por litro de diesel, o sea, respectivamente 35% y 20% de los precios finales de la gasolina

77 CEPAL, Istmo Centroamericano: Estadísticas de Hidrocarburos 2002, M éxico, D.F., 2003.

63

promedio y del diesel. También para el 2002 los impuestos de los combustibles contribuyeron
con aproximadamente el 11% del total recaudado por el Tesoro vía tributos. Está en estudio la
introducción de un nuevo impuesto sobre los combustibles, de 0.026 dólares por litro, para un
fondo de mantenimiento vial.
El parque automotor total de Panamá fué estimado con base en la información de que en
este país hay 102 vehículos para cada mil habitantes. 78 Si se admite que el 70% consume
gasolina, llégase a una flota de 204.000 vehículos a gasolina.

c)

Experiencias, perspectivas y observaciones

En Panamá no se pudo detectar ninguna experiencia previa importante relacionada con la
utilización de biocombustibles ni tampoco se percibe mucho interes en su promoción. Por el
contrario, al menos en el ámbito de la Dirección General de Hidrocarburos, se afirma con
claridad que “es muy difícil introducir un combustible que cueste más caro, dificilmente los
consumidores lo aceptarán ni el Gobierno aceptará perder sus ingresos o que los precios suban”.
Esta línea de argumentación fue con seguridad utilizada para no llevar adelante la propuesta de
introducir alcohol etílico para fines carburantes, planteada en el Proyecto de Ley 55, presentado
ante la Asamblea Legislativa de Panamá en octubre del 2002. En este proyecto se prohibía el uso
de MTBE y se determinaba que todas las “gasolinas que se utilicen en automotores de
combustión interna en la República de Panamá tendrán que contener bioetanol producido en
Panamá a partir de fuentes renovables como aditivo”. Se proponía incluso que “el porcentaje de
etanol no será menor del 10%”. En el Artículo 9, el proyecto determinaba que “el porcentaje de
bioetanol producido localmente y que será incorporado como aditivo a la gasolina, no será
considerado como combustible para efectos de pago del impuesto especial de combustibles”. En
el contexto panameño, se consideró que garantizar un nuevo mercado a los cañaverales, sobre
todo sin recaudar impuestos, no sería factible y el proyecto no fué aprobado. Conviene observar
que no hay ninguna restricción al uso de etanol como aditivo, pero no hay son incentivos.
Es interesante observar que, aun con reducido interes en el uso interno de biocombustibles
y sin planes para su utilización, se considera que por el buen precio puede ser conveniente
exportar. En este sentido, se desarrollan estudios para utilizar la gran terminal de combustibles de
Colón, antigua refinería de Texaco, con dos muelles y 4 millones de barriles de capacidad de
almacenamiento, como polo de procesamiento y deshidratación de alcohol importado, para su
posterior exportación a los Estados Unidos.

7. Una visión para la región centroamericana
La agroindustria cañera es un componente importante de la economía centroamericana
manera general este sector empieza a considerar con seriedad las posibilidades de
biocombustibles. Sin embargo, como se puede observar en estas notas, hay una
diversidad entre los países de la región, desde las condiciones de suministro de caña
tendencias de los indicadores de productividad agrícola e industrial.

y de una
producir
marcada
hasta las

78 Aspectos del Desarrollo Sostenible referentes a los Recursos Naturales en Panamá, en
http://www.un.org/esa/agenda21/countr/panama.

64

El abastecimiento de caña es bastante diferente en cada país. Los casos de El Salvador y
Guatemala, respectivamente, representan las situaciones extremas de dependencia e
independencia de suministro de terceros. El cuadro 23 coteja los diferentes contextos, en las
condiciones de la zafra 2001-2002. 79 Obsérvese que los valores están en toneladas métricas y
cuando fueron pagados por calidad (contenido de sacarosa), representan la situación media.
También se debe notar que los costos incurridos y las formas de pago explican parte de las
diferencias observadas.
Cuadro 23
CONDICIONES DE SUMINISTRO DE CAÑA A LOS INGENIOS
País

Precio de la caña
(dólares/ton)
15.5
16.2
9.1
12.7
10.6

Costa Rica
El Salvador
Guatemala
Honduras
Nicaragua

Caña suministrada por
terceros
50%
97%
20%
40%
47%

En términos de área plantada con caña de azúcar, como se indica en el gráfico 25,
Guatemala, con 185.000 hectáreas, responde por casi la mitad del total. Si se considera la
producción de azúcar, la porción guatemalteca es superior a 50%.

Gráfico 25
DISTRIBUCIÓN DE LA ÁREA PLANTADA EN CAÑA Y LA PRODUCCIÓN DE AZÚCAR
PARA LOS PAÍSES DE CENTROAMÉRICA (ZAFRA 01/02)
4 0 3 m iles ha
6%

3 .5 4 7 m illo n e s to n .

12%

10%

4%

11%
¡¡¡Costa Rica
Ü El Salvador
¡]
□ Guatemala
¡Ü Honduras
]
g Nicaragua
□ Panama

El cuadro 24 resume los números básicos para la industria cañera centroamericana y el
gráfico 26 presenta la productividad de azúcar por área cosechada, sintetizando los indicadores
agrícola e industrial. Se puede observar que destacan claramente dos países, ya sea por un mejor
desempeño (Guatemala) o por uno inferior (Panamá). Los demás países están al mismo nivel de
productividad, según estos indicadores.
79 Noltenius, julio, información personal.

65
Cuadro 24
INDICADORES DE LA AGROINDUSTRIA AZUCARERA DE CENTROAMÉRICA, ZAFRA 01/02

Parámetro

Área cosechada

Caña molida

Producción de
Productividad*
azúcar
Unidad
(miles ha)
(miles ton)
(miles ton)
TC/ha
kg A/TC
48.0
3 472.0
376.1
72.3
108.3
Costa Rica
El Salvador
59.4
4 466.4
480.6
75.2
107.6
185.0
16 900.0
1 911.5
91.4
113.1
Guatemala
43.7
3 480.3
332.4
79.6
95.5
Honduras
41.2
3 112.2
333.4
75.5
107.1
Nicaragua
25.4
1 440.6
113.4
56.8
78.7
Panamá
402.7
32 871.5
3 547.4
75.1
101.7
Total
* TC/ha: toneladas de caña por hectárea, kgA/TC: kg de azúcar por tonelada de caña
Gráfico 26
RENDIMIENTO DE AZÚCAR POR HECTÁREA PARA LOS PAÍSES CENTROAMERICANOS
ton A / ha
12000

9000
6000
3000
0

Con relación a las unidades productoras hay una esperada concentración en Guatemala,
con el 44% de la capacidad de procesamiento de caña, pero en casi todos los países hay ingenios
grandes, como sugiere el cuadro 25. Los ingenios presentados totalizan la mitad de la capacidad
de Centroamérica. Por otra parte, los ingenios de menor capacidad son mayoría: las veinte
unidades productoras más pequeñas responden por solo el 10% de la capacidad total de
procesamiento de caña.
A fin de coordinar los esfuerzos para introducir etanol en las matrices energéticas de los
países centroamericanos, con una postura cooperativa, ingenios y asociaciones de ingenios de
cinco países (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras y Nicaragua) lanzaron
recientemente la Asociación de Combustibles Renovables de Centroamérica, ACRC. Este grupo
ha promovido encuentros y estudios para evaluar impactos fiscales y beneficios sociales del
etanol carburante, logrando establecer una activa interlocución y provocando el posicionamiento
de entidades gubernamentales. El avance de las propuestas de utilización de biocombustibles en

66

la región, la difusión de nuevos conceptos, esenciales para cambiar eventuales perjuicios y
esclarecer cuestionamientos, depende en buena medida de las acciones de este grupo.
Cuadro 25
MAYORES INGENIOS DE CENTROAMÉRICA
País
Guatemala
Guatemala
Nicaragua
Guatemala
Guatemala
Guatemala
El Salvador
Guatemala
El Salvador
Guatemala
Costa Rica
Nicaragua
Guatemala

Ingenio
Pantaleón
Magdalena
San Antonio
Santa Ana
El Pilar
La Unión
Central Izalco
Concepción
El Ángel
Madre Tierra
Toboga
Monte Rosa
Tierra Buena

ton/día
17 507
16 571
14 515
13 717
13 600
10 803
9 200
7 674
7 500
7 024
6 500
6 350
6 009

Con relación a las especificaciones de los combustibles centroamericanos, es importante
observar que en todos los países las gasolinas regular y súper siguen parámetros bastante
similares, e intentan armonizar tales especificaciones, como ya se ha logrado para otros
combustibles, a excepción de la gasolina y el diesel. El uso del plomo como aditivo fue eliminado
a mediados de los años noventa, y substituido típicamente por el MTBE como mej orador del
octanaje, sin requerimientos de contenido mínimo de oxígeno. Por lo que se pudo entender, el
MTBE ya fue prohibido en Panamá. El cuadro 26 presenta algunos parámetros de las gasolinas
de Costa Rica, El Salvador y Guatemala. La especificación salvadoreña incluye aún los valores
de octanaje MON, el índice antidetonante ((RON+MON)/2) y la sensitividad (RON-MON). El
gasohol de Brasil requiere idénticos valores de presión de vapor (69 kPa), y para el octanaje del
gasohol regular, presenta como mínimos IAD de 87 y MON de 82, lo que lleva a un RON de 92,
y para el gasohol súper (premium), especificado con IAD de 91.
Estos valores permiten inferir que el gasohol brasileño, con 25% de etanol, cumpliría sin
problemas las especificaciones de los países centroamericanos. Naturalmente que contenidos de
etanol más bajos serían igualmente aceptables, una vez ajustada la composición de la gasolina
base para la mezcla. Se anexan a este informe las especificaciones de los combustibles en Brasil.
Cuadro 26
VALORES DE OCTANAJE Y DE PRESIÓN DE VAPOR PARA GASOLINAS
DE ALGUNOS PAÍSES CENTROAMERICANOS
País
Costa Rica
El Salvador
Guatemala

octanaje (RON, mín)
Regular
Súper
88
94
87
95
87
95

Presión de vapor
(kPa)
69
69
69

67

8.

P e r s p e c tiv a s p a r a g a so h o l en A m é r ic a C e n tr a l

El cuadro 27 sintetiza las informaciones presentadas sobre los países, en aspectos relacionados
con su actual situación tecnológica y de productividad, frente a la implementación un programa
de producción y uso de gasohol. Como se puede observar, entre estos países destacan Costa Rica,
El Salvador y Guatemala, que representan por 75% de la producción azucarera de la región, como
los que reúnen mejores indicadores.
Cuadro 27
SITUACIÓN DE LOS PAÍSES CENTROAMERICANOS CON RELACIÓN AL GASOHOL
Indicador
Productividad
agrícola
Productividad
industrial
Importancia de la
prod. azucarera
Experiencia con
biocombustibles
Exportador de
etanol carburante

Costa Rica

El Salvador

Guatemala

Honduras

Nicaragua

Panamá

Buena

buena

alta

Buena

buena

baja

Buena

buena

alta

Buena

buena

baja

Media

media

alta

media

media

media a baja

Si

Si

si

no

no

no

Si

Si

si

no

no

n.d.

Sin embargo, parece interesante evaluar las posibilidades de empleo de etanol como
carburante en todos los países estudiados. Así, en este informe se discuten en forma preliminar
las perspectivas de producción de este biocombustible para uso en mezclas, en cuatro escenarios.
Los escenarios considerados en este breve estudio sobre las perspectivas para el etanol
están presentados en el cuadro 28 y buscan cubrir las situaciones de contorno en cuanto a
productividades y alternativas de producción de etanol. El escenario 1, c o n se rv a d o r c lá s ic o ,
considera la manutención del “status quo” en la agroindustria, con los niveles de agotamiento de
miel actualmente adoptados, que permiten producir una cantidad limitada de etanol (alrededor de
6 litros por tonelada de caña procesada). Uno de los resultados es el posible porcentaje de etanol
que podría ser adoptado; para los demás escenarios este porcentaje se fijó y se obtuvo el impacto
de la adopción de gasohol sobre la demanda de caña. El escenario 2, c o n se rv a d o r m e jo r a d o ,
asume una productividad de etanol del doble del escenario anterior, lo que corresponde a no
agotar la miel en los tachos de los ingenios, al reducir el trabajo de cocimiento del azúcar,
disminuir el número de masas, mejorar la calidad del azúcar pero reduciendo naturalmente su
producción, ya que parte de la sacarosa se destinará a producir etanol. El escenario 3, in n o va d o r
c lá s ic o , considera el uso directo de la caña para producción de etanol, con valores de
productividad usuales en la agroindustria alcoholera de Brasil en el inicio del Programa de
Alcohol en este país. El escenario 4, in n o va d o r o p tim iz a d o , es similar al anterior, pero asume
productividades más altas, resultantes de tecnologías ya disponibles y conocidas en la región. N o
se consideró la exportación de etanol en la presente evaluación, a fin de buscar explorar
solamente la producción y su uso en los países; aunque seguramente este tema sea muy relevante,
y merezca indudablemente atención en estudios posteriores.

68
Cuadro 28
ESCENARIOS CONSIDERADOS EN LOS ESTUDIOS DE PERSPECTIVAS PARA EL ETANOL

Parámetro
Productividad agrícola
Productividad industrial
Productividad alcohol
Etanol en el gasohol
Variable libre (resultado)

ton caña/ha
litro/ton caña
litro/ha
%

1
75
6
450
libre
% etanol

2
75
12
900
10
área

3
75
70
5 250
10
área

4
90
85
7 650
25
área

Los datos de los países empleados para tal evaluación aparecen en el cuadro 29,
incluyendo también valores que posteriormente serán comentados en el próximo capítulo, en
donde se tratan de los aspectos económicos, tributarios e institucionales. Para la gasolina
importada, en las evaluaciones del impacto de reducción de importaciones debido al uso de
etanol, se adoptó un precio CIF de 0,22 dólares por litro.
Cuadro 29
DATOS DE BASE PARA LOS ESTUDIOS DE PERSPECTIVAS PARA EL ETANOL
Datos básicos
Países
Costa Rica
El Salvador
Guatemala
Honduras
Nicaragua
Panamá
Total

Área plantada

Producción de
caña

Demanda de
gasolina (2002)

(mil ha)

(mil ton)

(miles de m3 )

48.0
63.1
185.0
43.7
41.2
25.4
406.4

3 472.0
4 466.4
16 900.0
3 480.3
3 112.2
1 440.6
32 871.5

845
526
1 138
117
235
536
3 397

Importación de
gasolina (2002)
(millones de
dólares)
148.4
74.2
203.2
99.3
22.7
73.4
621.2

Los resultados para el escenario 1, conservador clásico, se presentan en el cuadro 30. Este
escenario permite evaluar el limitado impacto que tendría la producción de etanol empleando
solamente la miel agotada, y brinda una idea de la dimensión de la agroindustria cañera frente a
la demanda del parque automotor del país. Así, aunque Honduras no tenga la mayor producción
de caña en Centroamérica, es el país para el cual la utilización de la miel agotada, con baja
productividad de etanol, permitiría desplazar casi el 17% de la demanda de gasolina. Otro caso
interesante es el de Nicaragua, donde con sólo 8% de substitución de la gasolina, se reduciría en
18% el gasto de divisas con importaciones de gasolina. N o hay evidentemente en este escenario
necesidad de incrementar la superficie plantada y la caña utilizada es la actualmente disponible.
En promedio, bajo este concepto, se podría sustituir el 5.4% de consumo de gasolina en la región.

69
Cuadro 30
RESULTADOS PARA EL ESCENARIO 1, CONSERVADOR CLÁSICO

Países
Costa Rica
El Salvador
Guatemala
Honduras
Nicaragua
Panamá
Total

Producción de
alcohol
(mil m3
/año)
21 600
28 395
83 250
19 665
18 540
11 430
182 880

Fracción de la
demanda de gasolina
2.6%
5.4%
7.3%
16.8%
7.9%
2.1%
5.4%

Ahorro potencial de Ahorro potencial
divisas
como fracción de las
importaciones de
(mil dólares/año)
gasolina
4 752
3%
6 247
8%
18 315
9%
4 326
4%
4 079
18%
2 515
3%
40 234
6%

El cuadro 31 muestra los resultados para el escenario 2, conservador mejorado, en que se
considera que la producción de azúcar sería ajustada para incrementar la producción de etanol y
atender a una demanda que permita al país adoptar gasohol con 10% del biocombustible. La
última columna de este cuadro corresponde a la fracción de la caña actualmente procesada que
debe ser trabajada para atender la demanda estimada de etanol. Evidentemente que los resultados
en este escenario son más impactantes que el anterior y se estima que, para toda la región, el
volumen de caña actualmente procesada en los ingenios permitiría atender la demanda de etanol
para una mezcla de 10% en la gasolina. N o obstante, para países como Costa Rica y Panamá,
sería necesario aportar una cantidad importante de caña adicional para alcanzar esta meta.
Cuadro 31
RESULTADOS PARA EL ESCENARIO 2, CONSERVADOR MEJORADO

Países
Costa Rica
El Salvador
Guatemala
Honduras
Nicaragua
Panamá
Total

Producción de
alcohol
(mil m3
/año)
84 510
52 600
113 842
11 686
23 470
53 567
339 675

Ahorro potencial de Ahorro potencial
divisas
como fracción de las Fracción de la caña
utilizada
importaciones de
(mil dólares/año)
gasolina
18 592
13%
203%
11 572
98%
16%
25 045
56%
12%
2 571
28%
3%
5 163
63%
23%
11 785
310%
16%
74 729
12%
86%

Para el escenario 3, innovador clásico, con base en los niveles comunes de productividad,
la caña sería procesada directamente para producción de etanol, planificando atender una
demanda asociada a la mezcla de 10% de etanol en la gasolina consumida. Los resultados de
producción de alcohol y ahorro potencial de divisas son idénticos a los presentados para el
escenario anterior, ya que ambos suponen gasohol con 10% de etanol. Así, el cuadro 32 presenta
sólo los resultados en términos de área plantada en caña, que se estima debe aumentar en 16% en

70

términos medios para toda la región, para atender tal necesidad de alcohol. Obsérvese que en este
caso no se consideraron cambios en la industria azucarera tradicional.
Cuadro 32
RESULTADOS PARA EL ESCENARIO 3, INNOVADOR CLÁSICO
Países
Costa Rica
El Salvador
Guatemala
Honduras
Nicaragua
Panamá
Total

Necesidad de área
(mil ha)
16.1
10.0
21.7
2.2
4.5
10.2
64.7

Necesidad de caña
(Mil ton)
1 207
751
1 626
167
335
765
4 853

Incremento del área
plantada en caña
34%
16%
12%
5%
11%
40%
16%

El último escenario estudiado, innovador optimizado, explora las situaciones de más
elevada productividad, frente a la demanda más fuerte, para un nivel de 25% de etanol en el
gasohol. De acuerdo con estos resultados, con un incremento de 27% de la superficie sembrada
con caña en América Central y la adopción de las tecnologías más eficientes, sería posible
producir etanol suficiente para una mezcla similar a la que hoy se emplea en Brasil, con una
economía anual de aproximadamente 187.000.000 de dólares. Como en el caso anterior, debido a
su alto consumo de gasolina, en comparación con las dimensiones de su agroindustria cañera, los
impactos más altos se observan en Panamá y Costa Rica.
Cuadro 33
RESULTADOS PARA EL ESCENARIO 4, INNOVADOR OPTIMIZADO

Países
Costa Rica
El Salvador
Guatemala
Honduras
Nicaragua
Panamá
Total

Producción de
alcohol
(mil m3
/año)
211 275
131 500
284 605
29 215
58 675
133 918
849 188

Ahorro potencial de Ahorro potencial
divisas
como fracción de las
importaciones de
(mil dólares/año)
gasolina
46 481
31%
28 930
39%
62 613
31%
6 427
6%
12 909
57%
29 462
40%
186 821
30%

Incremento de la
área plantada en
caña
58%
27%
20%
9%
19%
69%
27%

Oportunamente podrán realizarse estudios de sensibilidad frente a variaciones del precio
internacional de la gasolina, así como para las demás variables adoptadas. N o fueron
considerados los usos alternativos de la miel ni el impacto que tendrían eventuales cambios en el
proceso de producción de azúcar. Evidentemente, enfoques más detallados pueden ser
introducidos en este estudio, pero el objetivo es esencialmente señalar posibilidades y reconocer
preliminarmente límites. En este sentido, es posible reconocer que la producción de etanol

71

impacta a los países con diferente intensidad, dependiendo de las dimensiones de su producción
agroindustrial, frente a la magnitud de la demanda de gasolina. Los números presentados deben
ser tomados como punto de partida para cuestionamientos más amplios y para la construcción de
un modelo analítico más completo, que necesariamente involucre variables económicas (como
inversión, recaudación, efecto en la exportación de azúcar y etanol, etc.), financieras (precios,
costos, tasas de interés, rentabilidades, etc.), condicionantes específicos (como áreas disponibles
y productividad agrícola), sociales (generación de empleo) y ambientales (producción de viñazas,
reducción de emisiones contaminantes, reducción de emisión de CO2, etc.).
Los resultados anteriores deben ser analizados frente a las condiciones particulares de
cada país, especialmente en cuanto a importancia absoluta y relativa de su factura petrolera.
Como se indica en el cuadro 34, la importación de hidrocarburos (petróleo y derivados)
representa una porción significativa del producto económico de los países, particularmente de sus
exportaciones, en donde se aprecia que para Nicaragua la situación es más preocupante. Este país
consume alrededor de una cuarta parte de sus divisas en hidrocarburos. Así, para los distintos
escenarios estudiados, es evidente que reducir importaciones de combustibles a través de su
producción local podría tener efectivamente un efecto importante.
Cuadro 34
DATOS GENERALES DE LOS PAÍSES Y DE LA FACTURA PETROLERA 8
0

País

Costa Rica
El Salvador
Guatemala
Honduras
Nicaragua
Panama
Total

Factura
PIB
PIB/habitante petrolera
Población 2000
2000
en 2002
(dólares/
(Miles)
(milliones
(millones de
habitante)
dólares)
dólares )
4 023
6 276
11 385
6 485
5 074
2 856
36 099

15 885
13 205
19 122
5 898
2 396
10 019
66 525

3 948
2 104
1 680
909
472
3 508
1 843

456.7
423.5
671.9
395.7
243.0
492.2
2 682.9

Importación
hidrocarburos
como %del PIB

2.9
3.2
3.5
6.7
10.1
4.9
4.0

importación
hidrocarburos
como %
exportación total
5.9
12.0
18.0
16.1
26.7
6.5
10.9

Finalmente, desde el punto de vista de las dimensiones del parque automotor y su
evolución, es interesante observar que en Centroamérica los niveles de motorización no son
elevados, pero hay una marcada diferencia entre los consumos anuales por vehículo, conforme se
indica en el cuadro 35 y el gráfico 26. Este aspecto podría explorarse mejor pero depende de
confirmar los datos, presentados anteriormente, especialmente de la flota y su edad, cuando estén
disponibles. Sin embargo, no se considera fundamental su influencia sobre las conclusiones hasta
ahora presentadas, sino complementario para definir las perspectivas de expansión de la
demanda, a su vez efectivamente subordinada al nivel de desarrollo general de la economía de
cada país.
80 CEPAL, Anuario estadístico de América Latina y el Caribe 2002, Santiago, 2003, e
Istmo Centroamericano: Estadísticas de Hidrocarburos 2002, (LC/MEX/L) M éxico, D.F., 2003.

72
Cuadro 35
PARQUE VEHICULAR TOTAL, PER CAPITA Y CONSUMO AÑUAL DE GASOLINA

País
Costa Rica
El Salvador
Guatemala
Honduras
Nicaragua
Panama
Total

Vehículos a
gasolina
625 763
548 476
837 165
175 000
161 307
203 918
2 551 630

Consumo de
gasolina
(miles de m3)
845
526
1 138
117
235
536
3 397

Personas
por vehículo
6.4
11.4
13.6
37.1
31.5
14.0
14.1

Consumo anual por
vehículo
(litros)
1 350.5
959.0
1 359.9
667.8
1 455.0
2 626.9
1 331.2

Gráfico 26
RELACIÓN ENTRE NÚMERO DE VEHÍCULOS Y CONSUMO ANUAL CON LA RENTA PER CAPITA
o vehiculos por 10.000
p e rs o n a s

3000

A c o n su m o an u al por
vehiculo, litros

2000

o

¿A
1000
Oo

A

Ô

0
0

1000

2000

3000

US$/capita

4000

5000

73

IV . C U E S T IO N E S E C O N Ó M IC A S , T R IB U T A R IA S Y R E G U L A T O R I A S

Si bien estos temas no han sido objeto de un análisis detallado en el contexto centroamericano,
son absolutamente relevantes para la adecuada introducción de los biocombustibles en un
mercado y serán abordados a continuación, a fin de plantear los principales temas de interés. Así,
serán tratados brevemente precios y costos, tributos, marcos regulatorios y otros aspectos
institucionales, fundamentalmente para el caso del etanol en la mezcla con gasolina.

1. Precios y costos
En la evaluación de las condiciones de competitividad de los biocombustibles, es preciso tomar
en cuenta la apertura de los mercados energéticos y el proceso de desregulación gubernamental
en la formación de los precios de los combustibles, lo que dificulta o prácticamente elimina la
posibilidad de adopción de subsidios directos. De hecho, si para viabilizar la introducción de un
biocombustible es necesario aproximar el precio final para el consumidor al precio practicado por
los combustibles convencionales, difícilmente podrán ser empleados subsidios cruzados simples,
ya que la cadena de comercialización, en la formación de los precios, podría apropiarse de estos
subsidios. Resta por tanto la diferenciación tributaria como herramienta del Estado para promover
la implementación de una política pública a favor de los biocombustibles, como se menciona en
la introducción metodológica. En este sentido, cabe verificar los siguientes aspectos: ¿a qué
precio debería ser vendido el gasohol?, ¿a qué precio debería ser pagado al productor? y ¿cuál es
el nivel de soporte fiscal eventualmente requerido por unidad de producto? Con esta información
y los datos de mercado, se tiene la dimensión del esfuerzo requerido en la promoción de los
biocombustibles.
Con relación a los precios finales, se considera que la adición de etanol no debería en
principio promover una elevación de los precios para los consumidores, sobre todo cuando la
mezcla no sea obligatoria. En el caso de que se considere necesario promover una revisión de los
precios finales, es sencillo estimar el precio de la mezcla, con base en los precios y proporciones
de cada componente. Para el caso del gasohol con respecto a la gasolina, se puede asumir que los
consumos específicos en un mismo motor son idénticos, por lo que no hay efectos de
sobreconsumo a tomar en cuenta para el consumidor. Más allá de eventuales beneficios
ambientales y externalidades de difícil cómputo, es relevante observar que el etanol actúa como
aditivo en la gasolina, permitiendo formular combustibles correctamente especificados, a partir
de gasolinas base con calidad inferior y, naturalmente, precio inferior. Se estima que las gasolinas
base, que pueden ser adoptadas para formular gasohol según las especificaciones brasileñas,
costarían en el mercado americano alrededor de 10% menos que una gasolina ya especificada, 81
lo que podría ayudar a viabilizar el etanol. Sin embargo, en este informe, conservadoramente no
se consideró ningún descuento en la gasolina a ser mezclada con etanol.
Para el productor, como se planteó anteriormente para el Proyecto de Ley de Guatemala,
en programas de gasohol en desarrollo y hasta su deseada madurez, es interesante considerar una
8 Informaciones prestadas por Costa, G.C., Superintendencia de Estudos Estratégicos, Agência
1
Nacional do Petróleo, Rio de Janeiro, 2003.

74

política de precios paritaria o de indiferencia frente a otros productos de la caña. Ahí se abre un
abanico de posibilidades que deben ser evaluadas principalmente cuando se contemplan sistemas
de remuneración garantizada en base a precios de referencia indexados. Es posible tomar como
referencia, precios de productos de caña (distintos tipos y contratos de azúcar, miel, HTM-High
Test M olasses) o combustibles (gasolina, MTBE o etanol), en valores spot o promedio, de medio
y largo plazo, seleccionados entre valores nacionales, regionales o internacionales. Una banda de
valores frecuentemente mencionada para los precios de etanol anhidro en Centroamérica, y que
podría de manera general estimular su producción, sería de 0.35 a 0.45 dólares por litro, que en
contenidos de azúcar equivalente, correspondería a aproximadamente 6.5 cents por libra de
azúcar. Para el ejercicio que se desarrolla a continuación, se consideró que 0.40 dólares por litro
sería una remuneración atractiva para productores. Cabe mencionar que últimamente han surgido
indicadores de precios “internacionales” para etanol y biodiesel, pero aún no se puede decir que
exista una referencia independiente para la fijación de precios de biocombustibles. En este
sentido, las distorsiones en las relaciones comerciales, monopolios, cuotas, barreras y subsidios
son factores que efectivamente impiden que los precios representen o señalen costos,
disponibilidades y demandas, como es deseado.
Un estudioso de la industria azucarera centroamericana, 82 al analizar el tema de los
precios del alcohol para su introducción en el mercado de combustibles de Costa Rica, dijo que
“este resulta ser uno de los puntos más álgidos de cualquier iniciativa de esta naturaleza que se
pretenda desarrollar, la cual no es sin embargo exclusiva del país, puesto que en otras naciones
donde se han adoptado programas con biocombustibles similares también han surgido diferencias
entre las partes. La dificultad se presenta fundamentalmente porque en la definición del precio a
pagar por el etanol intermedian varios actores (públicos y privados, institucionales e
individuales), y además porque están involucrados asuntos de índole económica, social, técnica y
de infraestructura, que son determinantes”.
La diferencia entre los precios a nivel de productor de la gasolina y del etanol puede
imponer, como ya se ha comentado, una reducción del nivel tributario sobre el etanol presente en
el gasohol, comparativamente con la gasolina. Naturalmente pueden argumentarse justificaciones
para tal renuncia de impuestos como ahorro de divisas, generación de empleo, dinamización de la
actividad agroindustrial o mejoras en la calidad del aire, pero es siempre determinante
dimensionar este impacto. Un análisis sencillo y preliminar del impacto potencial de la adopción
de gasohol con 10% de etanol, bajo los conceptos anteriores, es presentada en los cuadros 36 y
37, considerando los precios de gasolina verificados para el 2002, y estimaciones del porcentual
de tributos en la gasolina y participación de estos tributos en la recaudación del Estado, para este
mismo año, conforme estimaciones hechas por el consultor junto con las Direcciones Generales
de Hidrocarburos o entes semejantes de los países estudiados. Ante la dificultad para confirmar
los valores referentes a los impuestos, en el plazo de la misión, los resultados deben ser tomados
como indicativos. Este tema seguramente es uno de los más importantes para explorar la
factibilidad de la introducción del uso de alcohol carburante, por lo que deberá recibir mayor
atención en estudios posteriores.

82 Chaves Solera, M., citación en el X V Congreso de ATACORI, Asociación de Técnicos
Azucareros de Costa Rica, San José, septiembre de 2003.

75
Cuadro 36
DATOS DE BASE PARA ESTIMAR DEL IMPACTO DE LA ADOPCIÓN DEL GASOHOL

País
Costa Rica
El Salvador
Guatemala
Honduras
Nicaragua
Panamá
Total o media

Consumo de
gasolina
(miles de m3
)
845
526
1 138
117
235
536
3 397

Precio de la
gasolina
(dólares/litro)
0.557
0.460
0.483
0.592
0.515
0.446
0.509

Impuestos en
la gasolina

Impuestos en
combustibles sobre
recaudación total

51%
20%
37%
46%
35%
36%
37%

17%
11%
8%
18%
16%
12%
14%

Cuadro 37
RESULTADOS DEL ESTUDIO DEL IMPACTO POTENCIAL
DE LA ADOPCIÓN DEL GASOHOL
País
Renuncia fiscal
millones de dólares

Precio
gasohol*
(dólares/litro)

Variación frente al precio Precio de indiferencia
de la gasolina p/
para etanol al productor*
consumidor
(dólares/litro)
(%)

24.0
0.550
-1.4%
0.465
Costa Rica
El Salvador
4.7
0.462
0.4%
0.383
20.4
0.483
-0.1%
0.403
Guatemala
3.2
0.581
-1.9%
0.493
Honduras
4.2
0.512
-0.7%
0.429
Nicaragua
8.5
0.450
0.8%
0.372
Panamá
64.6
0.506
-0.6%
0.424
total o media
* Precio gasohol = 90% precio final gasolina (con impuestos existentes) + 10% alcohol (precio 0.40 dólares/litro +
20% margen comercial).
Conforme a los resultados presentados en el cuadro 37, se observa que añadir 10% de
etanol a la gasolina y sin cobrar sobre el biocombustible los tributos usualmente cargados al
derivado de petróleo, se impone una renuncia fiscal que debe ser analizado, entre otros aspectos,
frente a la importancia de este monto en la recaudación, por ejemplo con auxilio de la última
columna del cuadro 36. En este contexto, aunque la situación de Costa Rica y Guatemala
parezcan similares en términos absolutos, con pérdidas de recaudación de alrededor de
20.000.000 de dólares anuales, al considerar los impactos relativos, el cuadro costarricense llama
más la atención, exactamente por ser un país donde los tributos sobre combustibles son más
importantes en la recaudación fiscal.
En el cuadro 37 se presentan también los precios estimados para el gasohol, bajo las
siguientes hipótesis: 1) la gasolina (90% del combustible) no sufre ningún cambio en su precio
final; 2) al nivel de productores el costo del alcohol anhidro es de 0.40 litro; 3) no se cobran
impuestos sobre el biocombustible, y 4) el margen comercial del alcohol es de 20% sobre el
precio al productor. Como se puede ver, bajo estos supuestos, el precio del gasohol quedaría muy

76

cerca del precio de la gasolina. En términos medios para la región, el gasohol podría estar un
poco abajo del precio corriente de la gasolina, siendo que solamente para El Salvador y Panamá
se observarían precios más elevados. En otro enfoque de este mismo tema, presentado en la
última columna del cuadro 37, se estiman los precios para etanol anhidro a los productores, de
manera que el gasohol tenga un precio idéntico que la gasolina para los consumidores, con las
demás condiciones semejantes al caso anterior. Como se puede notar, en diversos países el etanol
podría ser vendido por precios arriba de 0.40 litro, sin afectar directamente los consumidores,
siempre que se exente de impuestos este biocombustible. Por supuesto que estos resultados son
indicativos y preliminares, pero ayudan a entender los mecanismos que podrán ser adoptados
para viabilizar el gasohol: incremento de precios al consumidor, renuncia de tributos y reducción
de márgenes para los productores.

2. Temas reguladores e institucionales
El breve planteamiento anterior sobre costos, tributos y precios para los biocombustibles, con
énfasis en el etanol, deja evidente que una cuestión crucial para viabilizar un nuevo combustible
es equilibrar adecuadamente los costos adicionales entre consumidores, Estado y productores. Por
el lado de los consumidores, es posible valorizar los beneficios ambientales y de uso de un
producto nacional, pero siempre será un tema delicado, sobre todo si se consideran las
experiencias sin éxito ya desarrolladas en Centroamérica. Lograr el apoyo público y convencer
sobre las ventajas se convierte en una tarea casi imposible si, además de cambiar de combustible,
se pide al consumidor que pague significativamente más.
Por el lado del Gobierno, determinar el costo efectivo del esfuerzo hacia la introducción
del gasohol, vía renuncia fiscal, impone que se compare el monto que se dejaría de recaudar (por
primera hipótesis, igual al actual nivel de tributación sobre la gasolina, en la fracción desplazada
por el etanol, como estimado en la columna “renuncia fiscal” del cuadro 37), con el beneficio
aportado por la producción local de combustible. Seguramente un dólar gastado en un
combustible local no es lo mismo que un dólar gastado para importarlo. De hecho, al promover la
sustitución de un producto importado por un producto de la agroindustria de la caña, se promueve
una actividad interna, que de alguna manera se traduce en gastos locales e importados, sueldos e
impuestos. Una manera de contabilizar este efecto podría ser utilizar los coeficientes de las
matrices insumo-producto o, de modo más expedito, analizar la estructura de inversiones y
gastos, así como en la composición de la recaudación fiscal. Este tema es ciertamente complejo y
posee evidentes contornos políticos y de opción entre metas de corto, mediano y largo plazo, pero
es importante que, al discutir eventuales tributos diferenciados para un biocombustible, se ponga
lo más claro posible la dinámica de agregación de valor en su producción. La difícil situación
fiscal de los países y el elevado endeudamiento de los Estados seguramente serán otros factores a
tener en cuenta al buscar mecanismos tributarios de soporte para el gasohol.
Con base en un estudio realizado en el marco de las actividades de la Asociación de
Combustibles Renovables de Centroamérica, 83 se trató de evaluar el impacto fiscal de la
adopción de gasohol para Guatemala. Según este estudio, para un gasohol con 10% de etanol
guatemalteco y considerando las nuevas actividades generadas, los impuestos no percibidos por
importación de gasolinas serían inferiores a los ingresos al Tesoro bajo los conceptos de
8 Asociación de Combustibles Renovables de Centroamérica, Impacto Comunitario de la
3
Construcción de Plantas de Alcohol Carburante, documento de trabajo, Guatemala, 2003.

77

Impuesto de Importación (maquinaria importada), Impuesto de Valor Agregado (por importación
de maquinaria, sobre las obras de construcción y sobre consumo de empleos generados),
Impuesto a las Empresas Mercantiles y Agropecuarias (aplicado sobre los activos de las
destilerías) y el Impuesto sobre la Renta de empresas operadoras de las destilerías. Se estimó un
impacto fiscal positivo, acumulado al quinto año de operación, de aproximadamente 90.000.000
de dólares. Conviene observar que este trabajo no menciona ningún mecanismo de soporte
tributario para el gasohol, estimándose para el etanol el mismo IVA de la gasolina.
Las ventajas ambientales relacionadas con el uso de biocombustibles son frecuentemente
mencionadas como factores que justifican precios más elevados al nivel de consumidores o para
la tributación diferenciada, separando los combustibles verdes de los grises. De hecho, el uso del
etanol en mezclas con gasolina, conforme se comenta en el capítulo I, induce a una reducción en
la emisión de contaminantes de impacto local, tanto más importante cuanto más antigua la
tecnología automotriz considerada. En los motores más modernos, con cualquier combustible,
incorporando sistemas sofisticados de inyección, ignición y control de la relación
aire/combustible, como catalizadores de alto desempeño, la utilización de gasohol lleva a una
mejora marginal. Cuantificar externalidades en este contexto no es una tarea sencilla. Sin
embargo, desde el punto de vista de emisiones de impacto global, asociadas al efecto
invernadero, el uso de etanol de caña de azúcar desplazando derivados de petróleo, efectivamente
disminuye las emisiones netas de gas carbónico (CO2) la atmósfera. Sobre este beneficio
indudable, hay todavía cuestiones básicas por contestar: ¿cómo valorar y viabilizar que se pague
este beneficio ambiental? ¿quiénes pagarán y a quiénes? Naturalmente que estos temas están
enmarcados en el Protocolo de Kyoto, así como la consecuente propuesta de Mecanismo de
Desarrollo Limpio, quizás cerca de definirse. Solamente como un ejercicio: imagínese el etanol
sustituyendo gasolina (0.750 kg/m3 y 80% de carbono en peso); asúmase que para cada 10 kg de
carbono fósil desplazado por el etanol se consume 1 kg en las actividades para su producción y
que se pagará una contribución de 20 dólares para cada tonelada de carbono evitado. Con estos
valores, se calculó un pago de 10.84 dólares por m3 de alcohol anhidro, es decir, un valor
próximo a un centavo de dólar por litro. Considerando los volúmenes de producción de una
destilería, esta contribución puede llegar a ser interesante, pero sin duda no cambiará
decisivamente las ecuaciones de factibilidad económica.
Es importante observar que el mercado de azúcar en Centroamérica, como en la mayoría
de los países, está organizado de forma poco competitiva, en un contexto donde los precios
reflejan de modo limitado los factores económicos. Es frecuente la existencia de monopolios para
la producción de licores (alcohol para bebidas), el establecimiento de cuotas entre los ingenios,
para exportación y para el mercado interno, y casi siempre los precios son definidos bajo
mecanismos de protección, sin una relación directa con costos de producción. En el 2002 el bulto
de 50 kg exportado para Estados Unidos, en el marco de la cuota americana, salía en más de 22
dólares, mientras que el mercado mundial cotizaba a cerca de 8 dólares. Así, no sorprende la
afirmación de que no se conocen los costos para producir alcohol en ingenios centroamericanos.
84 Esta situación crea para el gobierno y sus entes de regulación un serio desafío para fomentar el
uso de biocombustibles, ya que es necesario garantizar condiciones para una expansión racional y
sostenible, con una progresiva no-intervención en los precios, así como hacia la efectiva
eliminación de eventuales subsidios. Mecanismos de protección de este tipo distorsionan las
matrices de costos e impiden o dificultan la introducción de perfeccionamientos. Además, la
84 Chaves Solera, M., citación en el X V Congreso de ATACORI, Asociación de Técnicos
Azucareros de Costa Rica, San José, septiembre de 2003.

78

agroindustria de la caña, como pocas otras ramas industriales, presenta una amplia gama de
productos y alternativas intrasectoriales para llegar a un mismo producto, lo que limita en gran
medida la posibilidad de definir, para efecto de subsidio, una ruta singular.
En las condiciones vigentes, el mercado interno de etanol en los países, aunque escaso,
representa un espacio privilegiado para que sus ingenios inicien la expansión de la producción de
etanol. Sin embargo, cabe evaluar también las evidentes alternativas de integración regional de
los mercados, actualmente casi imposible a causa de los niveles arancelarios existentes. En la
medida que pase a participar de la matriz energética de los países, sería deseable que pueda ser
comercializado más libremente, inclusive inclusive para inducir una mayor estabilidad de
abastecimiento e incremento del intercambio regional en Centroamérica. Sorprende que sea
posible importar gasolina de todo el planeta, pero que se considere que el alcohol carburante no
podría, en principio, atravesar las fronteras entre los países centroamericanos. En otra dirección
complementaria, las atrayentes perspectivas de exportar hacia el mercado estadounidense deben
ser consideradas, y el etanol para uso interno se debe evidentemente sumar al exportado, no
sustituirlo. En caso de que la producción de etanol para el mercado local y de exportación
encuentre límites por la baja disponibilidad de caña o de otros factores de producción, sería
oportuno evaluar las posibilidades de intercambio con países capaces de suministrar etanol o sus
precursores.
Un último y relevante tema institucional se refiere a acciones de gobierno para promover
la producción y uso de biocombustibles, asuntos que involucran diferentes órganos de gobierno y
diversos sectores. Para una adecuada cobertura y soporte a un programa de biocombustibles, es
muy importante una coordinación entre estos sectores, que incluyen agricultura, industria,
comercio, medio ambiente, energía, hacienda, entre otros, así como tener una clara definición de
metas, atribuciones e indicadores de avance, que puede significar la diferencia entre el fracaso y
el éxito.

3. Acuerdos de comercio internacional
Los acuerdos y tratados comerciales regionales, vigentes y futuros en la América Central, pueden
desempeñar un papel muy importante en la promoción de las exportaciones de alcohol y
eventualmente en el mercado local de biocombustibles. En el presente trabajo, algunos de estos
acuerdos serán apenas mencionados, pero ciertamente deben merecer una evaluación más
detenida de sus implicaciones y posibilidades:
i)
Triangulo del Norte Centroamericano G-3. Al abarcar Guatemala, Honduras y El
Salvador, crea una zona de libre comercio y fomenta la integración centroamericana, que podría
facilitar la transacción de melazas y alcohol entre los países participantes.
ii)
Mercado Común Centroamericano. Basado en el Tratado General de Integración
Económica Centroamericana, firmado por El Salvador, Guatemala, Honduras y Nicaragua, podría
representar para los biocombustibles el papel sugerido en el acuerdo arriba mencionado.
iii)
Sistema Generalizado de Preferencias. Al otorgar exenciones fiscales a
importaciones a países industrializados para productos de países menos desarrollados, sin
reciprocidad de los primeros, puede permitir que los biocombustibles de Centroamérica sean
exportados sin restricciones de los importadores.

79

iv)
Iniciativa de la Cuenca del Caribe (CBI - Caribean Basin Initiative). Firmado en
1983 y válido hasta el 2008, establece el acceso de biocombustibles centroamericanos al mercado
norteamericano, bajo condiciones preferenciales, con tres cuotas distintas: a) hasta el 7% del
mercado americano, sin restricciones de origen, es decir, se acepta biocombustible “maquilado”;
b) 35.000.000 de galones adicionales a la cuota anterior, cuando contengan por lo menos 35% de
producto local, y c) sin límite de volumen, pero se requiere que sea un biocombustible con más
de 50% de contenido local.
v) Tratado de Libre Comercio (CAFTA, con los Estados Unidos). Actualmente en discusión;
85 se pretende que para los biocombustibles reproduzca en general y sin restricciones de plazo, las
condiciones vigentes en el Caribean Basin Initiative, anteriormente referidas.

8 Este acuerdo ya fue alcanzado por los gobiernos, falta la ratificación de los poderes legislativos.
5

80

V . C O N C L U S IO N E S

Los biocombustibles líquidos para utilización automotriz han recibido gran atención en
años recientes, principalmente con respecto a su sustentabilidad ambiental, en términos locales y
globales. En muchos países se adopta o se pretende adoptar a corto plazo el etanol producido de
caña, de maíz u otros vegetales y se introduce crecientemente el biodiesel, a base de aceites de
diversos orígenes. Otras motivaciones importantes para promover los biocombustibles en
distintos contextos son la flexibilización y dinamización de la agroindustria asociada y la
reducción de la dependencia energética, con todas sus consecuencias.
La tecnología para la utilización del etanol de caña de azúcar se encuentra suficientemente
desarrollada y disponible. Para mezclas de gasolina con hasta 10% de etanol, no se requiere
ningún ajuste en los motores y se producen ventajas ambientales interesantes. En Brasil, en donde
actualmente cerca de 3 millones de vehículos usan alcohol hidratado puro y 15.000.000 de
vehículos emplean mezclas con 25% de etanol, el biocombustible etílico participa de forma
significativa de la matriz energética desde hace décadas, desplazando actualmente alrededor de
40% de la demanda de gasolina, lo que corresponde a aproximadamente 200.000 barriles diarios
de petróleo equivalente. Con la introducción de modernas tecnologías automotoras, ha sido
posible el desarrollo de motores “flex-fuel”, capaces de utilizar mezclas de gasolina con etanol en
cualquier proporción, con buen desempeño y bajo nivel de emisiones.
La notable evolución de las tecnologías agrícola e industrial, asociadas a la producción de
etanol de caña de azúcar en Brasil, permitió a lo largo de dos décadas incrementar la
productividad, de 3.500 litros/ha, a más de 6.000 litros/ha, así como bajar los costos a cerca de
0,20 dólares por litro, sin subsidios y a valores competitivos con la gasolina del petróleo. Con
esto, el programa brasileño para uso de etanol para fines carburantes se encuentra consolidado y
operando en bases sostenibles.
En los países centroamericanos, fuertemente dependientes de importaciones para su
abastecimiento de combustibles, la maduración de las tecnologías para producción y uso de
etanol, el éxito del programa brasileño de gasohol y las perspectivas de expandir la exportación
ya existente de etanol carburante, han motivado a los empresarios azucareros a promover
acciones hacia la utilización local de este biocombustible, en combinación con entes
gubernamentales del campo energético y ambiental. D e hecho, hace más de 10 años algunos
países centroamericanos hicieron experimentos con gasohol, sin éxito, pero ahora con nuevas
bases, renuevan el interés y se discuten planes para retomar este tema. En este contexto, la
CEPAL propuso este estudio: hacer un relevamiento inicial de las perspectivas para desarrollo de
los biocombustibles en Centroamérica y apuntar posibilidades, carencias y condicionantes. Cabe
observar que entre los dos tipos básicos de biocombustibles, (etanol y biodiesel), destaca
fuertemente el primero por su economía y grado de desarrollo, mientras que el segundo presenta
posibilidades pero reducida factibilidad a corto plazo.
Se realizaron visitas a seis países centroamericanos y, con soporte de las Direcciones
Generales de Hidrocarburos de cada país, se entrevistó a personas involucradas con el tema y se
recabó información sobre sus sectores energético, cañero e institucional. Por lo que se pudo

81

acopiar y analizar, los países de la región pueden ser clasificados en dos grupos, en cuanto a las
perspectivas para producir y utilizar etanol:

1. Países con posibilidades inmediatas
En Costa Rica, El Salvador y Guatemala, el presente nivel de desarrollo, organización
empresarial y articulación política de la agroindustria cañera, así como la existencia de una
capacitación y una capacidad instalada, inclusive para producción de etanol carburante, señala de
un modo claro que hay madurez para llevar adelante un programa de biocombustibles. Por
supuesto que hay todavía cuestiones importantes por resolver, en el ámbito tributario, legislativo
y de gestión, pero no queda duda que en estos países ya están dadas las condiciones necesarias
para, a corto plazo, empezar la producción y utilización de su biocombustible. Lo que falta ahora
son las condiciones suficientes, que parecen estar en intensa discusión y construcción,
particularmente en Guatemala y Costa Rica.

2. Países con posibilidades a mediano plazo
Honduras, Nicaragua y Panamá, aunque dispongan de condiciones preliminares importantes
(existencia de industria azucarera, disponibilidad de suelos y climas adecuados, dependencia de
combustible importado), no ofrecen otras facilidades necesarias para producir etanol carburante,
ni se detecta una voluntad de implementar el uso de los biocombustibles, al menos tan
claramentecomo en los casos anteriores. Por otra parte, quedó claro que aun cuando en estos
países, con una visión hacia el futuro, se plantea adoptar biocombustibles, y se perciben ya sus
eventuales ventajas y sus implicaciones, existe mayor curiosidad e interés por conocer los
biocombustibles que por tener planes efectivos, o articulaciones y evaluaciones concretas. De
todos modos, seria correcto decir que Nicaragua presenta mejores perspectivas que Honduras,
que a su vez parece en mejores condiciones que Panamá para la promoción de biocombustibles.
Entre los aspectos importantes a tener en cuenta para estructurar programas robustos que
apunten a introducir racionalmente biocombustibles en los países centroamericanos, cabe resaltar
la comunicación social y el adecuado equilibrio de los precios y costos. Es evidente y
comprensible que el mayor interés proviene de los productores de azúcar, que entienden como
una forma promisoria de reorientar estratégicamente su agroindustria, pero es necesario que la
gente esté informada de sus efectivos beneficios e implicaciones. La memoria todavía muy viva
de las anteriores experiencias con gasohol, justamente en los mismos tres países donde ahora se
pretende rescatar este biocombustible, impone una cuidadosa campaña de esclarecimiento a los
usuarios, que deberán entender mínimamente porqué pasarían a usar un nuevo combustible y
sentirse más seguros en cuanto a eventuales problemas. Es casi seguro que los problemas técnicos
observados o imaginados en los primeros intentos de uso de gasohol en Centroamérica tuvieron
como causa básica la especificación inadecuada del alcohol anhidro entonces adoptado. Como
muestra la revisión tecnológica planteada en este informe, el gasohol puede, sin problemas,
cumplir con todas las exigencias de una gasolina moderna. Quizás una pregunta, un llamado a la
reflexión, podría ser: “¿Por qué no usamos los combustibles que exportamos?”
Como fue adelantado en el capitulo anterior, la economicidad aún marginal del gasohol en
Centroamérica requiere una equilibrada protección a los productores y el manejo más consensual
posible, basado en una reglamentación con derechos y obligaciones. Por supuesto que este tema

82

es importantísimo, pero tratarlo está totalmente lejos de los alcances de este informe. Como una
sencilla contribución al debate, las observaciones siguientes dan una dimensión de la
problemática a tratar:
a)

Frente a una eventual obligación de mezclar etanol a la gasolina, con un contenido
mínimo definido por ley, ¿cómo enfrentar variaciones de disponibilidad estacionales o por
depresiones recurrentes de mercados alternos (producción de azúcar y/o exportación de
alcohol)?

b)

¿Cómo definir un mecanismo de soporte racional, con duración definida, que asegure la
competitividad necesaria para el alcohol frente a los usos alternos de la miel y a los
combustibles convencionales, sin desestimular la búsqueda de eficiencia o distorsionar la
matriz de precios relativos? ¿Sería suficiente una adecuada tributación diferenciada por
producto? ¿Las definiciones legales de tributación dependen de la ley o podrán ser
negociadas a nivel del Ejecutivo?

c)

La agroindustria azucarera centroamericana, como en la mayoría de los países, ha operado
tradicionalmente bajo directa e intensa intervención del gobierno; ¿serían los tradicionales
mecanismos del azúcar transferibles para el etanol? ¿Sería interesante hacerlo así?

d)

¿Cómo promover el perfeccionamiento de la producción de alcohol y la incorporación de
sistemas y procedimientos más eficientes y económicos en contextos de precios
garantizados?

Como ejemplo de una manera de incorporar tecnología con ventajas económicas directas,
se puede mencionar la extensión de la zafra, una de las formas como se logró bajar
considerablemente los costos de producción de alcohol en Brasil. D e hecho, los costos fijos del
ingenio se distribuyen por el volumen de producto, y a la vez dependen de la capacidad instalada
y de la duración del periodo de operación. La zafra azucarera típica en Centroamérica es de 120
días o menos, mientras que en Brasil llega a 200 días. Ampliar la zafra impone fundamentalmente
que se cuente con una adecuada gestión de los cañaverales y del periodo de utilización industrial
de la caña, siendo igualmente importante la disponibilidad de variedades cañeras precoces,
normales y tardías.
Al plantear la promoción de un programa para introducir biocombustibles, suelen
mencionarse sus diversas ventajas, que pueden ser sociales, ambientales, de carácter energético y
de economía dinámica. Efectivamente, un programa bien conducido podrá aportar estos
beneficios, pero es interesante no generar excesivas expectativas ni pretender que un programa de
este tipo sea casi una panacea social. Independientemente de otros importantes aspectos, la
adopción de biocombustibles afecta principalmente el mercado energético y la agroindustria, los
demás efectos son de cierta forma colaterales. Por esto es esencial que la solución tecnológica sea
robusta, que los indicadores de factibilidad sean atractivos y que la gestión apunte a la eficiencia
económica, la calidad técnica y el respeto a los consumidores, en precios y productos.
Los ejercicios de precios y tributación hechos en este informe para distintos escenarios
deben ser tomados como estimaciones preliminares para señalar los factores que intervienen y los
condicionantes a tener en cuenta. Con certeza, en pocas regiones del mundo están dadas de forma
tan claras como en América Central las condiciones para la inserción de los biocombustibles en la
matriz energética. Particularmente en Costa Rica, El Salvador y Guatemala, parece haber una

83

conciencia clara de esto y se camina hacia el empleo del gasohol, buscando correctamente la
construcción de consensos y la proposición de legislación adecuada. En dos de estos países, la
proximidad de cambios constitucionales de gobierno refuerzan la oportunidad para la proposición
de políticas energéticas y ambientales renovadas, que incluyan biocombustibles, y de ser factible,
apunten a la introducción gradual, sectorizada y obligatoria del etanol anhidro en toda la gasolina
consumida.

85

A n exo I

B A S E S L E G A L E S Y N O R M A T IV A S

1. Extrato de la Portaria ANP 126/2002 - Especificación del alcohol combustible (Brasil)
Tabela das Especificações do AEAC (anidro) e do AEHC (hidratado)

ESPECIFICAÇÕES
CARACTERÍSTICA
Aspecto
Cor
Acidez total (como ácido acético), máx.
Condutividade elétrica, máx
Massa específica a 20°C
Teor alcoólico
Potencial hidrogeniônico (pH)
Resíduo por evaporação, máx. (5)
Teor de hidrocarbonetos, máx.(5) (NR)

UNIDADE
mg/L
pS/m
kg/m3
°INPM
mg/100mL
%vol.

Íon Cloreto, máx. (5)

mg/kg

Teor de etanol, mín. (7)

%vol.

Íon Sulfato, máx.(8) (NR)

mg/kg

Ferro, máx. (8)
Sódio, máx. (8) (NR)
Cobre, máx. (8) (9) (NR)

mg/kg
mg/kg
mg/kg

AEAC

AEHC

(2)
(3)
30
500
791,5 máx.
99,3 mín.
-

(2)
(3)
30
500
807,6 a 811,0 (4)
92,6 a 93,8 (4)
6,0 a 8,0
5
3,0

3,0
-

1

99,3
-

92,6

-

5
2
-

0,07

4

METODO
ABNT
ASTM
/NBR
(1)
Visual
Visual
9866
D 1613
10547
D 1125
5992
D 4052
5992
10891
8644
13993
10894 /
D 512(6)
10895
D 5501
10894/
12120
11331
10422
10893

(1) Poderão ser utilizados como métodos alternativos para a avaliação das caraterísticas nos casos de importação do
álcool, com exceção do método ASTM D4052, que poderá ser sempre utilizado como método alternativo para a
determinação da massa específica.
(2) Límpido e isento de impurezas.
(3) Incolor a amarelada se isento de corante, cuja utilização é permitida no teor máximo de 20 mg/L com exceção da
cor azul, restrita à gasolina de aviação. (NR)
(4) Aplicam-se na Importação e Distribuição os seguintes limites para a massa específica e teor alcoólico do AEHC:
805,0 a 811,0 e 92,6 a 94,7 respectivamente.
(5) Limite admitido na Importação e Distribuição, não sendo exigida a análise para a emissão do Certificado de
Qualidade pelos Produtores. (NR)
(6) Procedimento C e modificação constante na ASTM D4806.
(7) Requerido quando o álcool não for produzido por via fermentativa a partir da cana-de-açúcar.
(8) O produtor deverá transcrever no Certificado de Qualidade o resultado obtido na última determinação quinzenal,
conforme previsto no Art.4°-A da presente Portaria. (NR)
(9) Deverá ser sempre determinado no AEAC que tiver sido transportado ou produzido em local que possua
equipamentos ou linhas de cobre, ou ligas que contenham este metal. (NR)

86
2. E x tr a to d e la P o r ta r ia A N P 3 0 9 /2 0 0 1 - E sp e c ific a c ió n p a r a g a so lin a s (B r a sil)

CARACTERÍSTICA

Unidade

ESPECIFICAÇÃO
Gasolina Comum
Gasolina Premium
Tipo A
Tipo C Tipo A
Tipo C
(2)
(2)
(1)
(1)
(4)
(4)
(4)
(4)
1 máx (5).
1 máx. (5)
(6)
(6)

Cor
Aspecto
Alcool Etílico Anidro
Combustível - AEAC

%vol

Massa específica a 20°C

kg/m3

Anotar

anotar

anotar

Anotar

°C
°C
°C
°C
%vol

65,0
120,0
190,0
220,0
2,0

65,0
80,0
190,0
220,0
2,0

65,0
120,0
190,0
220,0
2,0

(8) (9)

82,0 (9)

-

-

(8)

87,0

(8)

ABNT
ASTM
visual (3)

65,0
80,0
190,0
220,0
2,0

-

METODO

Destilação
10% evaporado, máx.
50% evaporado, máx.
90% evaporado, máx. (7)
PFE, máx.
Resíduo, máx.
N° de Octano Motor - MON,
mín.
Índice Antidetonante - IAD,
mín.(10)

13992
7148
14065
9619

D 1298
D 4052
D 86

-

457

D 2700

91,0

457

Goma Atual Lavada, máx.
Período de Indução a 100°C,
mín.
Corrosividade ao Cobre a 50°C,
3h, máx.

mg/100
mL
min

5

5

5

5

14525

(12)(13)

360

(12)(13)

360

14478

D 525

-

1

1

1

1

14359

D 130

6563
14533

Pressão de Vapor
a 37,8 °C (11)

D 2699
D 2700
D 4953
D 5190
D 5191
D 5482
D 381

D 1266
D 2622
D 3120
D 4294
D 5453
D 3606
D 5443
D 6277
D 3237
D 1319

kPa

45,0 a 62,0 69,0 máx. 45,0 a 62,0 69,0 máx.

Enxofre, máx. (14)

%massa

0,12

0,10

0,12

0,10

Benzeno, máx. (14)

%vol

1,2

1,0

1,9

1,5

g/L

0,005
-

0,005
-

0,005
-

0,005
-

57
38

45
30

57
38

4149
14156

45
30

Chumbo, máx. (5)
Aditivos (15)
Hidrocarbonetos: (14) (16)
Aromáticos, máx. (17)
Olefínicos, máx. (17)

%vol

424

(1) De incolor a amarelada, isenta de corante.
(2) De incolor a amarelada se isenta de corante cuja utilização é permitida no teormáximo de 50 ppmcom exceção
da cor azul, restrita à gasolina de aviação
(3) A visualização será realizada em proveta de vidro, conforme a utilizada no Método NBR 7148 ou ASTM D 1298.
(4) Límpido e isento de impurezas.
(5) Proibida a adição. Deve ser medido quando houver dúvida quanto à ocorrência de contaminação.
(6) O AEAC a ser misturado às gasolinas automotivas para produção da gasolina C deverá estar em conformidade
com o teor e a especificação estabelecidos pela legislação em vigor.
(7) No intuito de coibir eventual presença de contaminantes o valor da temperatura para 90% de produtoevaporado
não poderá ser inferior à 155 °C para gasolina A e 145°C para gasolina C.

87

(8) A Refinaria, a Central de Matérias-Primas Petroquímicas, o Importador e o Formulador deverão reportar o valor
das octanagem MON e do IAD da mistura de gasolina A, de sua produção ou importada, com AEAC no teor mínimo
estabelecido pela legislação em vigor.
(9) Fica permitida a comercialização de gasolina automotiva com MON igual ou superior a 80 até 30/06/2002.
(10) Índice antidetonante é a média aritmética dos valores das octanagens determinadas pelos métodos MON e RON.
(11) Para os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas
Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins, bem como para o Distrito Federal, admite-se, nos
meses de abril a novembro, um acréscimo de 7,0 kPa ao valor máximo especificado para a Pressão de Vapor.
(12) A Refinaria, a Central de Matérias-Primas Petroquímicas, o Importador e o Formulador deverão reportar o valor
do Período de Indução da mistura de gasolina A, de sua produção ou importada, com AEAC no teor máximo
estabelecido pela legislação em vigor.
(13) O ensaio do Período de Indução só deve interrompido após 720 minutos, quando aplicável, em pelo menos 20%
das bateladas comercializadas. Neste caso, e se interrompido antes do final, deverá ser reportado o valor de 720
minutos.
(14) Os teores máximos de Enxofre, Benzeno, Hidrocarbonetos Aromáticos e Hidrocarbonetos Olefínicos permitidos
para a gasolina A referem-se àquela que transformar-se-á em gasolina C através da adição de 22%±1% de álcool. No
caso de alteração legal do teor de álcool na gasolina os teores máximos permitidos para os componentes acima
referidos serão automaticamente corrigidos proporcionalmente ao novo teor de álcool regulamentado.
(15) Utilização permitida conforme legislação em vigor, sendo proibidos os aditivos a base de metais pesados.
(16) Fica permitida alternativamente a determinação dos hidrocarbonetos aromáticos e olefínicos por cromatografia
gasosa. Em caso de desacordo entre resultados prevalecerão os valores determinados pelos ensaios MB424 e D1319.
(17) Até 30/06/2002 os teores de Hidrocarbonetos Aromáticos e Olefínicos podem ser apenas informados.

88
3. E x tr a to d e la P o r ta r ia A N P 2 5 5 /2 0 0 3 - E sp e c ific a c ió n p r e lim in a r p a r a b io d ie se l (B ra sil)

Tabela I: Especificação Preliminar do Biodiesel B100
MÉTODOS
CARACTERÍSTICAS

UNIDADES

LIMITES
ABNT NBR

ASTM D

14598
10441
9842

93
2709
445
874
5453

Ponto de fulgor, mín.
Água e sedimentos, máx.
Viscosidade a 40°C,
Cinzas sulfatadas, máx.

°C
%volume
mm2
/s
% massa

100,0
0,050
Anotar (1)
0,020

Enxofre total, máx.

%massa

0,001

-

1

14359

130

-

45

-

613

°C

(2)

14747

6371

%massa

0,05

-

4530,
189

mg KOH/g
%massa

0,80
0,02

14448---

6646584

%massa

0,38

--

6584-

-

LII (3)

-

-

°C

360 (4)

-

1160

7148,
14065

1298,
4052

-

-

Corrosividade ao cobre, 3h a 50 °C,
máx.
Número de Cetano, mín.
Ponto de entupimento de filtro a frio,
máx.
Resíduo de carbono, máx.
Índice de acidez, máx.
Glicerina livre, máx.
Glicerina total, máx.
Aspecto
Destilação;
95% vol. recuperado, máx.
Massa específica a 20°C

kg/m3

Metanol ou Etanol, máx.

%massa

Anotar
(5)
0,5

Índice de iodo, máx.

%massa

Anotar

-

-

Monoglicerídeos, máx.

%massa

1,00

--

6584-

Diglicerídeos, máx.

%massa

0,25

--

6584 -

Triglicerídeos, máx.
Sódio + Potássio, máx
Fósforo, máx.

% massa
mg/kg
mg/kg

0,25
10
10

---

6584-4951

h
6
Estabilidade à oxidação a 110°C, mín
Nota:
(1) A mistura biodiesel- óleo diesel utilizada deverá obedecer aos limites estabelecidos para Viscosidade a 40°C
constantes da Portaria ANP que especifica óleo diesel automotivo, em vigor.
(2) A mistura biodiesel-óleo diesel utilizada deverá obedecer aos limites estabelecidos para Ponto de entupimento
de filtro a frio constantes da Portaria ANP que especifica óleo diesel automotivo, em vigor
(3) LII - Límpido e isento de impurezas
(4) Temperatura equivalente na pressão atmosférica.
(5) A mistura biodiesel- óleo diesel utilizada deverá obedecer aos limites estabelecidos para Massa específica a
20°C constantes da portaria ANP que especifica óleo diesel automotivo, em vigor.

89

4. Minuta del Proyecto de Ley Oxigenación de los Combustibles para Uso Automotor
(Guatemala)
PROYECTO DE
LEY DE OXIGENACION DE LOS COMBUSTIBLES PARA USO AUTOMOTOR
EXPOSICION DE MOTIVOS
El Estado de Guatemala por mandato constitucional tiene como obligación, la promoción del
desarrollo de la Nación, estimulando la iniciativa en actividades agrícolas, industriales y de otra
naturaleza; así como la adopción de las medidas que sean necesarias para la conservación,
desarrollo y aprovechamiento de los recursos naturales en forma eficiente.
Es por lo anterior que con la Ley de Oxigenación de los Combustibles para uso Automotor, cuyo
proyecto de ley se somete a consideración, se busca el establecimiento de las bases y la
determinación del marco regulatorio con el objeto de la instaurar un programa nacional de
oxigenación de combustibles para uso automotor a través de la producción de alcohol carburante,
el cual será mezclado como aditivo oxigenante en los combustibles actualmente utilizados en el
parque automotor del país.
Por su efecto multiplicador en las inversiones, esta propuesta de ley es parte fundamental del Plan
de Acción Económica presentado por el Gobierno de la República, y responde a los preceptos
constitucionales que facultan al Estado a realizar programas y proponer leyes que promuevan la
estabilidad de la economía nacional.
En los últimos años el país ha sido afectado por el aumento de los niveles de contaminación
ambiental, debido al crecimiento del parque vehicular y a la utilización de combustibles fósiles,
los cuales generan gases nocivos para la salud.
Por otra parte, la economía del país se ha visto afectada por la constante inestabilidad de los
precios de los combustibles para uso automotor en el mercado internacional, y la total
dependencia en cuanto a la importación de energéticos.
Aunado a lo anterior, el sector agrícola del país ha sido afectado en los últimos años por la baja
en los precios internacionales de los principales productos agrícolas de exportación, lo cual incide
negativamente en la economía de este sector, con los consecuentes daños a la generación de
divisas, fuentes de empleo, inversión y estabilidad económica nacional.
La Ley establece el desarrollo de un programa de oxigenación de los combustibles, el cual
proporcionara al país los siguientes beneficios:

•

Fuentes de trabajo :
Se estima que el programa generará nuevos empleos directos e indirectos tanto en el
cultivo de caña de azúcar, como en el proceso agroindustrial de producción de alcohol
carburante y de las demás actividades relacionadas y conexas, como lo son la
comercialización, el transporte, la construcción y otros; en este sentido, se prevé que para
los primeros dos años del programa de oxigenación, con una mezcla del 10% de alcohol

90

carburante, se generen aproximadamente 9,920 empleos directos y 39,684 empleos
indirectos; para los siguientes tres años, con una mezcla del 15% de alcohol carburante, se
estima una adición de 6,612 empleos directos y 26,456 empleos indirectos.

•

Disminución de la contaminación ambiental:
Con la instauración del programa se reducirá la contaminación ambiental provocada por
la quema de combustibles fósiles en el parque automotor, ya que la emisión de
contaminantes a la atmósfera es considerablemente menor con el uso de alcohol
carburante. La emisión de CO es reducida hasta en un 50%, el CO2 se disminuye en el
orden del 5%, y los hidrocarburos no quemados en el 12%.
Se eliminan los efectos contaminantes y cancerigenos del MTBE contenido en las
gasolinas, al utilizarse el alcohol carburante como sustituto de este oxigenante.

•

Ahorro de divisas destinadas a la importación de combustibles tradicionales:
Con una mezcla al 10% de alcohol carburante, se estima reducir en los dos primeros años
del programa la demanda de divisas por importación de gasolinas en U S$56 millones,
Q437 millones; en los siguientes tres años, al incrementar la mezcla a un 15%, la
reducción en la demanda de divisas sería de U S$94 millones, Q733 millones. Los valores
anteriores han sido calculados de conformidad con los precios actuales.
Es de hacer notar que el ahorro en divisas anteriores, servirá para incrementar los niveles
de inversión y de consumo a nivel nacional, lo que proporcionará un mayor impacto
económico positivo en el país.

•

Inversiones:
En los primeros dos años, el programa contempla una inversión aproximada de US$60
millones para la instalación de seis plantas destiladoras con una capacidad de producción
de 120,000 litros diarios cada una, US$9.0 millones en siembra de cañaverales nuevos.
En los siguientes tres años del programa se estima una inversión de U S$40 millones para
la instalación de 4 destilerías adicionales y la inversión de US$6 millones, en la
adquisición de nuevas tierras para el cultivo de caña.

•

Incremento de las áreas de cultivo:
El área de cultivo necesaria para satisfacer la demanda inicial de alcohol carburante, se
estima en 19,000 hectáreas, adicionales a las ya cultivadas; para la segunda fase del
programa, se prevé adicionar 13,000 hectáreas.
Las 32,000 hectáreas indicadas, son áreas de cultivo adicionales, a las ya cultivadas en el
país, en los primeros cinco años del programa, lo cual permitirá optimizar la frontera
agrícola del país.

91

•

Utilización de Energía renovable producida en el país:
El alcohol carburante constituye un sustitutivo de un recurso no renovable importado, por
uno renovable de producción nacional, lo cual contribuirá a una disminución de la
dependencia energética externa.

•

Contribución a la estabilidad de los precios de los combustibles:
Debido a que el alcohol carburante será producido en el país con materias primas
nacionales y que el precio máximo del mismo es fijado por periodos anuales, su mezcla
con los combustibles para uso automotor contribuirá a la estabilidad de los precios en el
mercado interno de los combustibles, en la proporción de la mezcla utilizada.
Lograr el aprovechamiento adecuado de los bonos y créditos otorgados por organismos
financieros internacionales, por la reducción de contaminantes a la atmósfera.

D E C R E T O N U M E R O _______
E L C O N G R E S O D E L A R E P U B L IC A

CO N SID ER A N D O :

Que en los últimos años el país ha sufrido deterioro en el medio ambiente como consecuencia de la utilización de combustibles
fósiles y sus aditivos en el parque vehicular, lo cual hace necesario promover una política nacional tendente a la producción de
combustibles renovables que reduzcan la emisión de gases tóxicos, siendo el alcohol carburante una fuente renovable de energía
que mejora el medio ambiente y que en su producción generará empleos a los guatemaltecos.
CO N SID ER A N D O :

Que es obligación fundamental del Estado impulsar activamente programas de desarrollo rural que tiendan a incrementar y
diversificar la producción nacional, logrando con esto el adecuado funcionamiento de la economía nacional.
CO N SID ER A N D O :

Que se hace necesario el adoptar, por parte del Estado, las medidas orientadas para la conservación, desarrollo y aprovechamiento
de los recursos naturales y renovables en forma eficiente.
CO N SID ER A N D O :

Que es mandato constitucional promover el desarrollo económico de la Nación, estimulando las inversiones en actividades
agrícolas, pecuarias, industriales, turísticas y de otra naturaleza, como fuentes generadoras de empleo.
P O R TAN TO:

En el ejercicio de las atribuciones que le confiere el artículo 171, literal a) de la Constitución Política de la República de
Guatemala,
D ECRETA :

La siguiente:

92
LEY DE OXIGENACION DE LOS COMBUSTIBLES PARA USO AUTOMOTOR
T IT U L O I
D E F IN IC IO N E S , A B R E V IA T U R A S Y D IS P O S IC IO N E S G E N E R A L E S
C A P IT U L O I
D E F IN IC IO N E S Y A BR E V IA T U R A S
A R T IC U L O 1. D E F IN IC IO N E S :

Para los fines de esta Ley, se emplearán las definiciones siguientes:

A L C O H O L C A R B U R A N TE: Es el alcohol etílico deshidratado, con un contenido mínimo de noventa y nueve punto tres
grados (99.3°) Gay Lussac, el cual puede ser utilizado en mezcla con combustibles para uso en automotores de combustión
interna.
C O M B U S T IB L E S P A R A U SO A U T O M O T O R :

Para efectos de esta Ley, se entiende como tales a las gasolinas para uso

automotor y al aceite diesel.
C O N SU M O P R O P IO : Identifica la instalación autorizada para el depósito o almacenamiento de combustibles para uso
automotor, destinados al uso exclusivo en unidades y equipo del titular de la licencia.

Es la planta industrial donde se produce alcohol carburante por medio de
procesos de fermentación, destilación y deshidratación.

D E S T IL E R ÍA D E A L C O H O L C A R B U R A N TE:

D IST R IB U ID O R : Es la persona individual o jurídica autorizada para dedicarse a la distribución a granel de combustibles para
uso automotor, alcohol carburante y/o su mezcla, a las estaciones de servicio y consumos propios.
E S T A C IO N D E S E R V IC IO : Es el establecimiento con instalaciones y equipos para almacenar y expender combustibles
derivados del petróleo y sus mezclas con alcohol carburante al consumidor final, para uso en motores de combustión interna.
G R A D O G AY LUSSA C:

Es la unidad de medida que se utiliza para expresar el contenido de alcohol en una solución.

L IC E N C IA D E P R O D U C C IÓ N D E A L C O H O L CA R B U R A N TE: Es la autorización que emite el Ministerio para producir
alcohol carburante para abastecer el programa de oxigenación de combustibles para automotores, conforme la capacidad de
producción solicitada por el productor, expresada en litros por día.
M A T E R IA P R IM A : Se considerará como materia prima para la producción del alcohol carburante, la que contenga y/o se haya
producido de fuentes renovables como azúcares fermentables, almidón o celulosa, y no contenga componentes provenientes de
combustibles fósiles y/o químicos de origen no renovable.
M E Z C L A : Es el resultado de combinar alcohol carburante con combustibles para uso automotor en cualquier proporción
técnicamente aceptable y legalmente autorizada.
O X IG E N A C IÓ N : Es el proceso de mejoramiento de las características de combustión de los combustibles para uso automotor,
mediante la adición de alcohol carburante.
PROD UCTOR:

Es la persona individual o jurídica autorizada para producir alcohol carburante.

P R E C IO D E L C O N T R A T O 11 : Es el precio de referencia internacional del azúcar, publicado por la Junta de Comercio de
Nueva York (New York Board of Trade), basado en el precio de cierre diario de la posición de negociación más próxima de su
Contrato 11 de futuros, y expresado en centavos de dólar de los Estados Unidos de América por libra.
PR O G R A M A D E O X IG E N A C IO N D E C O M B U ST IB LE S:

Es el plan de instauración de la mezcla de alcohol carburante a los

combustibles para uso automotor.
A R T IC U L O 2. A B R E V IA T U R A S:

DIRECCION:
ESTADO:
GOBIERNO:
M
INISTERIO:
PROGRAMA:
REGLAMENTO:
REPUBLICA:

Para los efectos de la presente Ley se emplearán las abreviaturas siguientes:

Dirección General de Hidrocarburos
Estado de Guatemala
Gobierno de la República de Guatemala
Ministerio de Energía y Minas
Programa de oxigenación de combustibles
Reglamento General de la Ley de Oxigenación de los Combustibles para uso Automotor
República de Guatemala

93
CAPITULO II
DISPOSICIONES GENERALES

Esta Ley tiene por objeto norm las actividades relacionadas con la producción, almacenamiento,
ar
distribución, transporte y comercialización del alcohol carburante y sus mezclas.

A R T IC U L O 3. O B JE T O :

Para tal efecto, los combustibles para uso automotor que se utilicen en automotores de combustión interna en la República de
Guatemala tendrán que contener alcohol carburante producido de fuentes renovables, en la cantidad y calidad que establezca el
programa de oxigenación de combustibles definido por el Ministerio, sin perjuicio de las demás obligaciones que sobre el
particular deban observarse. Se exceptúa de la disposición anterior la gasolina de aviación.
A R T IC U L O 4. A M B IT O D E A P L IC A C IÓ N : Esta Ley es aplicable en toda la República, a las personas individuales o
jurídicas que se dediquen a las actividades expresadas en el artículo anterior.

Las personas individuales o jurídicas que realicen las actividades indicadas en el articulo tres (3), de
esta Ley, debe contar con seguros por daños causados a personas, bienes materiales y medio ambiente, por los montos y
características de los riesgos potenciales a que están expuestas dichas actividades. Las pólizas de seguros deben presentarse en
fotocopia legalizada ante la Dirección para su registro, conforme a su período de vigencia.

A R T IC U L O 5. SEG U R O S:

El Reglamento de la presente Ley establecerá, la forma y modo de presentación de las pólizas de seguro, así como los montos de
los mismos
La producción agrícola nacional destinada como
materia prima para obtener alcohol carburante, no deberá perjudicar el abastecimiento de productos agrícolas al mercado nacional.
Unicamente en caso de desabastecimiento, plenamente comprobado, de materia prima, el Ministerio podrá autorizar su
importación temporal, durante el período que dure dicho desabastecimiento.

A R T IC U L O 6. U SO Y A P R O V E C H A M IE N T O D E M A T E R IA P R IM A :

El Ministerio establecerá anualmente el volumen de
alcohol carburante que se destinará para la oxigenación de los combustibles a que se refiere la presente Ley, de conformidad con
las licencias de producción de alcohol carburante que hayan sido autorizadas. Satisfecho el consumo interno, los productores
podrán exportar los excedentes de producción.

A R T IC U L O 7. A B A S T E C IM IE N T O D E L M E R C A D O IN T E R N O :

El Ministerio fijará por Acuerdo Ministerial, en el mes de julio de cada año, los
porcentajes de alcohol carburante a mezclarse con los combustibles para consumo nacional aplicables durante el año calendario
siguiente. Unicamente en el caso que se produzca un desabastecimiento de alcohol carburante en el mercado nacional, el
Ministerio disminuirá, durante el período que dure el evento, el porcentaje fijado de alcohol carburante en la mezcla. En todo
caso, el porcentaje de alcohol carburante a mezclarse por galón de gasolina no será menor del cinco por ciento (5%
),
A R T IC U L O 8. P O R C E N T A JE D E M E Z C L A :

El productor está obligado a vender el alcohol carburante en el mercado nacional, con
exclusividad a los distribuidores legalmente autorizados. El distribuidor está obligado a efectuar la mezcla en los porcentajes
establecidos por el Ministerio.

A R T IC U L O 9. D IS T R IB U C IÓ N :

10. E S T A C IO N E S D E S E R V IC IO : Las estaciones de servicio autorizadas legalmente para expender
combustibles de acuerdo con la Ley de Comercialización de Hidrocarburos, venderán los mismos con las mezclas del alcohol
carburante autorizadas por el Ministerio, debiendo observar las normas comerciales, de seguridad y todas las regulaciones que le
sean aplicables.

A R T IC U L O

Unicamente podrán dedicarse a la producción de alcohol carburante las personas
individuales o jurídicas, nacionales o extranjeras, que estén autorizadas por la Dirección. Queda prohibido al distribuidor vender
alcohol carburante o su mezcla directamente al consumidor final, a excepción de las ventas que el distribuidor efectúe a los
consumos propios legalmente autorizados. A partir del plazo estipulado en el Artículo 26 de la presente Ley, se prohíbe la
importación y comercialización interna de combustibles que contengan MTBE, o cualquier otro oxigenante obtenido directamente
de fuentes no renovables o que contenga componentes de las mismas. Todos los oxigenantes a mezclarse con los combustibles
para uso automotor deberán ser producidos con materias primas nacionales, a excepción de lo dispuesto en el último párrafo del
Artículo 6.
A R T IC U L O 11. L IM IT A C IO N E S :

A R T IC U L O 12. FU N C IO N E S Y A T R IB U C IO N E S :

Para los efectos de esta Ley, el Ministerio, a través de la Dirección, tiene

como funciones y atribuciones:
a.

Cumplir y hacer que se cumpla la presente Ley, su Reglamento y demás disposiciones afines;

b. Elaborar el Programa de Oxigenación de Combustibles con el propósito de establecer un balance entre la demanda de
combustibles, la producción de alcohol carburante y el porcentaje de mezcla. Este balance será manejado con proyecciones

94

quinquenales de las diferentes variables. Así mismo, el Programa será actualizado anualmente y discutido con los sectores
involucrados, previo al establecimiento del porcentaje de mezcla para el período siguiente
c.

Actuar como coordinador institucional de la política relacionada con la producción y comercialización del alcohol carburante
y/o su mezcla con combustibles para uso automotor, en el ámbito nacional;

d. Estimular y fomentar el consumo del alcohol carburante y su mezcla en el país;
e. Ejercer los controles técnicos de pureza y calidad del alcohol carburante y su mezcla, de acuerdo con lo establecido en el
artículo 17 de la presente Ley.
T IT U L O II
D E L A A UTOR IZ A C IO N PA R A IN ST A L A R D E S T IL E R IA S , P R O D U C IR , A L M A C E N A R Y T R A N S P O R T A R
A L C O H O L C A R B U R A N TE, Y C O N D IC IO N E S E S P E C ÍF IC A S .
C A P ÍT U L O I
R E Q U IS IT O S D E L A S O L IC IT U D
A R T ÍC U L O 13. T R A M IT E : Los interesados en obtener autorización para instalar destilería y licencia para producir y
transportar alcohol carburante, presentarán su solicitud ante la Dirección, debiendo cumplir con los requisitos que para el efecto
establezca la presente Ley y su Reglamento

Cumplidos los requisitos para la autorización de instalación, y previo al otorgamiento de la misma, el interesado deberá constituir
una fianza a favor del Ministerio por un monto de trescientos mil dólares de los Estados Unidos de América (US$ 300,000) para
garantizar la construcción y puesta en funcionamiento de la Destilería de Alcohol Carburante.
Completada la instalación de la destilería, y habiendo cumplido los requisitos de ley, el Ministerio deberá otorgar la licencia de
producción de alcohol carburante. El plazo de dicha licencia será de veinticinco (25) años prorrogables por periodos iguales.
La Dirección podrá cancelar la licencia en caso de incumplimiento reiterado de las obligaciones establecidas en la presente Ley y
su Reglamento.
La persona interesada en transportar alcohol carburante, previamente a iniciar operaciones, debe obtener licencia de transporte de
alcohol carburante, cumpliendo con lo establecido en la presente Ley y su Reglamento
La instalación de destilerías y la producción de alcohol carburante debidamente autorizadas, deberán obligatoriamente establecer
un lugar de almacenamiento del mismo, por ser una actividad inherente a las mismas, sin que ello implique tener que solicitar
autorización para almacenamiento.
A R T IC U L O 14. IN F O R M E D E IN IC IO D E O P E R A C IO N E S :

Las personas autorizadas para operar destilerías deben
informar a la Dirección con tres (3) meses calendario de anticipación, la fecha en que iniciará sus operaciones de producción.
C A P IT U L O II
C O N D IC IO N E S E S P E C ÍF IC A S

El productor de alcohol carburante deberá proporcionar a la Dirección la información y
datos requeridos de sus operaciones relacionadas con la producción y manejo del alcohol carburante, en el momento y forma que
se establezca en el Reglamento de esta Ley.

A R T IC U L O 15. IN F O R M A C IO N :

A R T IC U L O 16. R E SPO N SA B IL ID AD E N L A C A L ID AD Y M A N E JO . La responsabilidad de

la calidad y el manejo del

alcohol carburante y su mezcla, se establecerá de la forma siguiente:
a. Para el productor: Durante la producción y almacenamiento del alcohol carburante, hasta el momento de su entrega al
transportista;
b. Para el transportista: Desde el momento en que recibe el alcohol carburante del productor, hasta su entrega al distribuidor, y
desde que recibe del distribuidor la mezcla, hasta la entrega de ésta a la estación de servicio o consumo propio;
c. Para el distribuidor: Desde que recibe del transportista el alcohol carburante, hasta el momento en que entrega la mezcla al
transportista; y

95

d. Para la estación de servicio: Desde el momento en que recibe la mezcla del transportista, hasta el momento en que vende
dicha mezcla al consumidor final en el lugar de despacho.
A R T IC U L O 17. E S P E C IF IC A C IO N E S D E L A L C O H O L C A R B U R A N T E :

El alcohol carburante, producido por las
destilerías autorizadas conforme a esta Ley, deberá cumplir con las especificaciones y los requerimientos de calidad establecidos
por el Ministerio, mediante Acuerdo Ministerial, que publicará dentro de los dos (2) meses siguientes a la vigencia de la presente
Ley.
Cuando por razones técnicas sea necesario efectuar modificaciones a las especificaciones del alcohol carburante, estas se
realizaran de acuerdo a lo establecido por el Ministerio.
C A P IT U L O II I
P R E C IO S
A R T IC U L O 18. P R E C IO M A X IM O D E L A L C O H O L C A R B U R A N TE E X D E S T IL E R ÍA : En el mes de julio de cada año,

el Ministerio fijará el precio máximo del alcohol carburante que regirá para el siguiente año calendario, tomando en cuenta el
precio de la materia prima y el costo de transformación.
La fórmula de precio referida es la siguiente:
P

=

Me + CT

Donde:
P=

Precio máximo ex destilería, del alcohol carburante, expresado en US$ por litro.
El impuesto al valor agregado, IVA, deberá adicionarse al precio al momento que se efectúe la venta.

Me =

M
ateria prima equivalente. Su valor se calcula multiplicando el Costo promedio de la M
ateria Prima (M) por el Factor
de Eficiencia (e).

M=

Costo promedio de la M
ateria Prima (M se calcula como un promedio simple de los últimos 20 años (previos al año
):
en que se fija el precio máximo mencionado en el primer párrafo de este artículo), de los precios de cierre diario (de
Enero a Diciembre de cada año) de la posición de negociación más próxima del contrato 11 de futuros, expresado en
centavos de dólar de los Estados Unidos de América por libra inglesa.

e=

Factor de Eficiencia (e): Se obtiene multiplicando mil (1000) kilogramos por tonelada métrica por trece (13) por ciento
de rendimiento, multiplicado por el factor de conversión de dos punto veinte mil cuatrocientos sesenta y dos (2.20462)
libras inglesas por kilogramo de materia prima. Este resultado se divide entre una eficiencia de setenta y cuatro punto
nueve mil quinientas sesenta y cuatro diezmilésimas (74.9564) litros de alcohol carburante por tonelada métrica. Este
factor de materia prima es igual a 3.82356

CT =

Costos de Transformación: Incluye todos los costos de producción y el margen de contribución. De acuerdo a
parámetros internacionales de la industria del alcohol carburante, dicho costo se establece en doce centésimas de dólar
de los Estados Unidos de América (US $0.12) por litro. Este costo será revisado cada diez años por el Ministerio y el
sector productor de alcohol carburante.

El precio de venta de la mezcla de los distribuidores al expendedor
y consumos propios, así como el precio de venta del expendedor al consumidor final, se establecerá libre e individualmente,
debiendo reflejar las condiciones del mercado internacional y nacional.

A R T IC U L O 19. P R E C IO D E V E N T A D E L A M E Z C L A :

T IT U L O II I
C A P IT U L O U N IC O
D E LA S IN F R A C C IO N E S , SA N C IO N E S Y P R O C E D IM IE N T O S

Las sanciones que imponga el Ministerio a través de la Dirección, a
las personas que efectúen actividades de producción, almacenamiento, distribución, transporte y comercialización de alcohol
carburante y/o su mezcla, por las infracciones a esta Ley, no las exime de responsabilidad civil y penal, en que hubieren incurrido.

A R T IC U L O 20. R E SPO N SA B IL ID A D C IV IL Y P E N A L :

96

Para la aplicación de sanciones a las infracciones a la presente Ley, se establece la
unidad de multa, cuyo valor es de un mil (Q. 1,000.00) quetzales.

A R T IC U L O 21. U N ID AD D E M U L TA :

A R T IC U L O 22. IN F R A C C IO N E S O B JE T O D E SA N CIO N :

Serán objeto de sanción las infracciones siguientes:

a) Producción y/o almacenamiento de alcohol carburante sin contar con la autorización respectiva: multa de tres mil (3,000)
unidades.
b) Venta de alcohol carburante a precio mayor del máximo de referencia fijado por el M
inisterio: multa de dos mil (2,000)
unidades.
c) Adulteración de la calidad del alcohol carburante y/o la mezcla en las fases de producción y comercialización: multa de dos
mil (2,000) unidades.
d) Alteración de las proporciones de la mezcla establecidas por el M
inisterio: multa de un mil (1,000) unidades.
e) Negativa a vender alcohol carburante y acaparamiento del mismo: multa de dos mil (2,000) unidades;
f) Incumplir las medidas de seguridad industrial: multa de doscientas cincuenta (250) unidades.
g) Suspender definitivamente las operaciones de producción y venta sin haber dado aviso al Ministerio con un año de
anticipación: multa de tres mil (3,000) unidades.
h) Distribuir, transportar o comercializar en cualquier forma el Alcohol Carburante sin contar con la autorización respectiva:
multa de tres mil (3,000) unidades.
i)

Vender alcohol carburante y/o sus mezclas a personas individuales o jurídicas que no tengan licencia para comercializar:
multa de un mil (1,000) unidades.

j)

Incumplir con lo preceptuado en el artículo 15 de la presente Ley: multa de un mil (1,000) unidades.

La Dirección es el órgano encargado de conocer a instancia de parte o de oficio, las denuncias sobre infracciones a la presente
Ley, imponiendo las sanciones a que se refiere la misma.
Adicionalmente a las sanciones contenidas en el presente artículo, la Dirección podrá cancelar las licencias de producción, de
acuerdo con la gravedad y reincidencia de la infracción.
A R T ÍC U L O 23. P R O C E D IM IE N T O : Cuando la Dirección actúe de oficio o con base en denuncias que por escrito se le
presenten en el sentido que se ha cometido una infracción de las previstas en la presente Ley, procederá con la documentación
aportada y otros elementos de juicio adicionales que recabe, a dar audiencia por el término de diez días al interesado, para que éste
presente los elementos de descargo que estime pertinentes y dentro de los diez días siguientes la Dirección resolverá lo
procedente.
A R T IC U L O 24. R E C U R S O S : En contra de lo resuelto por la Dirección, podrán interponerse los recursos establecidos en la
Ley de lo Contencioso Administrativo.

T IT U L O IV
C A P IT U L O U N IC O
D IS P O S IC IO N E S C O M P L E M E N T A R IA S Y T R A N SIT O R IA S

El Organismo Ejecutivo por conducto del Ministerio, emitirá el Reglamento para la
adecuada aplicación de la presente Ley, dentro de un plazo no mayor de noventa (90) días siguientes a la vigencia de la misma.

A R T IC U L O 25. R E G L A M E N T O :

A R T ÍC U L O 26. IM P L A N T A C IO N : Se establece el plazo máximo de dos (2) años, a partir de la vigencia de la presente Ley,
para implantar el Programa de Oxigenación de Combustibles.

Cualquier conflicto que surgiere por la aplicación de la presente Ley, su
Reglamento y demás disposiciones afines que se emitan, se resolverá de conformidad con la Ley del Organismo Judicial,
A R T IC U L O 27. A P L IC A C IÓ N SU P L E T O R IA :

97

Los casos no previstos surgidos por la aplicación de esta Ley y su Reglamento,
serán resueltos por el Ministerio de conformidad con el espíritu de la misma.

A R T IC U L O 28. CA SO S N O P R E V IS T O S :

Las empresas existentes que hayan sido autorizadas para producir y vender
alcohol carburante conforme el Decreto Ley 17-85, podrán continuar produciendo y vendiendo, conforme las normas contenidas
en la presente Ley, respetando sus derechos adquiridos al am
paro de dicho Decreto - Ley.
A R T IC U L O 29. E M P R E S A S E X ISTE N TE S.

A R T IC U L O 30. C E R T IF IC A D O S D E R E D U C C IÓ N D E E M IS IO N E S . El Ministerio emitirá certificados de reducción de
emisiones tóxicas, los cuales pertenecerán a los productores de alcohol carburante quienes podrán comercializarlos libremente.
Estos certificados serán emitidos de conformidad con la cuantificación de las emisiones reducidas o desplazadas por la producción
de alcohol carburante, debidamente establecido y aprobado por el Ministerio de Ambiente y Recursos Naturales, quien emitirá un
reglamento específico para regular estos certificados.
A R T IC U L O 31, T R A N S IT O R IO : A partir de la vigencia de la presente ley,

sin perjuicio de lo que se establece en los artículos
6 y 7, y durante un plazo de 10 años después de la implantación del programa de oxigenación de los combustibles, establecido en
el articulo 26, todos los oxigenantes a mezclarse con los combustibles para uso automotor, deberán de ser producidos con materias
primas nacionales.
A R T IC U L O 32. D E R O G A T O R IA .

Queda derogada la Ley del Alcohol Carburante, Decreto Ley número 17-85, así como
cualquiera otra disposición legal o reglamentaria que se oponga al contenido de la presente Ley.

A R T IC U L O 33. V IG E N C IA :

La presente Ley entrará en vigencia a partir de su publicación en el Diario Oficial.

98

Anexo II

FACTORES DE CONVERSIÓN
Medida
Area
Masa

Volumen

Unidades
1 manzana = 10.000 varas cuadradas = 6.989 m2 = 0,6989 hectárea
1 libra = 0,4536 kg
1 quintal = 100 libras = 45,4 kg
1 tonelada corta = 20 quintales = 907,2 kg
1 galón = 3,785 litro


</dcvalue>
</dublin_core>
