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        <dcterms:issued>1995</dcterms:issued>
        <dc:language>es</dc:language>
        <dc:creator>Corden, W. Max</dc:creator>
        <dc:contributor>Corden, W. Max</dc:contributor>
        <dcterms:title>Una zona de libre comercio en el Hemisferio Occidental: posibles implicancias para América Latina</dcterms:title>
        <dcterms:isPartOf>En: La liberalización del comercio en el Hemisferio Occidental - Washington, DC : BID/CEPAL, 1995 - p. 13-40</dcterms:isPartOf>
        <dcterms:available rdf:datatype="http://www.w3.org/2001/XMLSchema#dateTime">2014-01-02T14:51:16Z</dcterms:available>
        <bibo:handle>hdl:11362/45587</bibo:handle>
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Investimentos transformadores 
para um estilo de 
desenvolvimento sustentável
Estudos de casos de grande impulso 
(Big Push) para a sustentabilidade 
no Brasil
Camila Gramkow 
Organizadora
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Instituto de Pesquisa 
Económica Aplicada
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Investimentos transformadores para um estilo 
de desenvolvimento sustentável
Estudos de casos de grande impulso (Big Push)
para a sustentabilidade no Brasil
Camila Gramkow 
Organizadora
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Instituto de Pesquisa 
Econômica Aplicada
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C?
cooperação
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FRIEDRICH
EBERT
STIFTUNGalemãDEUTSCHE ZUSAMMENARBEIT
Este documento foi organizado por Camila Gramkow, Oficial de Assuntos Econômicos do Escritório no Brasil da 
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), no âmbito das atividades do projeto CEPAL/Deutsche 
Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ): “Sustainable development paths for middle-income countries 
under the 2030 Agenda for Sustainable Development in Latin America and the Caribbean”. Este documento também 
contou com o apoio da Friedrich-Ebert-Stiftung (FES), da Rede Brasil do Pacto Global e do Instituto de Pesquisa 
Econômica Aplicada (IPEA) para realização e divulgação da Chamada Aberta de Estudos de Casos de Investimentos 
para o Desenvolvimento Sustentável no Brasil a partir da qual os capítulos foram produzidos e selecionados. 
Reconhecemos e agradecemos a colaboração dos membros do Comitê de Avaliação da referida chamada: 
Gustavo Fontenele e Silva (Ministério da Economia do Brasil), Julio César Roma (IPEA), Mauro Oddo Nogueira (IPEA), 
Luiz Fernando Krieger Merico (CEPAL, Divisão de Desenvolvimento Sustentável e Assentamentos Humanos) e 
Maria Luisa Marinho (CEPAL, Divisão de Desenvolvimento Social). Colaboraram com este documento, além dos autores 
e autoras que assinam seus capítulos, os assistentes de pesquisa e os estagiários da CEPAL em Brasília: Camila Leotti, 
Gabriel Belmino Freitas, Pedro Brandão da Silva Simões e Sofia Furtado. Contamos, também, com a contribuição do 
diretor da CEPAL em Brasília, Carlos Henrique Fialho Mussi, e de Maria Pulcheria Graziani do mesmo escritório.
As opiniões expressas neste documento, que não foi submetido à revisão editorial, são de exclusiva responsabilidade 
dos autores e autoras e podem não coincidir com as visões da CEPAL e das instituições a que os autores e autoras são 
filiados, nem com as das instituições que apoiaram este documento.
Publicação das Nações Unidas
LC/TS.2020/37
LC/BRS/TS.2020/1
Distribuição: L
Copyright © Nações Unidas, 2020 
Todos os direitos reservados
Impresso nas Nações Unidas, Santiago 
S.20-00209
Esta publicação deve ser citada como: Camila Gramkow (org.), “Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento 
sustentável: estudos de casos de grande impulso (Big Push) para a sustentabilidade no Brasil, Documentos de Projetos 
(LC/TS.2020/37; LC/BRS/TS.2020/1), Santiago, Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), 2020.
A autorização para reproduzir total ou parcialmente esta obra deve ser solicitada à Comissão Econômica para a América Latina e 
o Caribe (CEPAL), Divisão de Publicações e Serviços Web, publicaciones.cepal@un.org. Os Estados-membros das Nações Unidas 
e suas instituições governamentais podem reproduzir essa obra sem autorização prévia. Solicita-se apenas que mencionem a fonte 
e informem à CEPAL de tal reprodução.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 3
Índice
Prefácio.......
Carlo Pereira
11
Apresentação
Alicia Bárcena
13
Introdução .........................................................................................................................
Carlos Mussi, Camila Gramkow
Companhia Siderúrgica do Pecém: o Big Push industrial do Estado do Ceará........
Alex Maia do Nascimento, Claudio Renato Chaves Bastos, Cristiane Peres, 
Emanuela Sousa de França, Italo Barreira Ribeiro, Leonardo Roger Silva Veloso, 
Livia Bizarria Prata, Marcelo Monteiro Baltazar, Ramyro Batista Araujo,
Ricardo Santana Parente Soares, Rodrigo Santos Almeida, Vanilson da Silva Benica 
Resumo ..................................................................................................................
Introdução......................................................................................................
O projeto sustentável da Companhia Siderúrgica do Pecém..........................
CSP - A sinergia cultural Brasil-Coréia do Sul.................................................
O Big Push industrial CSP - antes da operação..............................................
Conquistas durante a fase de operação da CSP.............................................
Considerações finais sobre o Big Push CSP....................................................
Bibliografia.............................................................................................................
Aumentando a resiliência climática e combate à pobreza rural por meio de ações 
emergenciais de combate à seca: o caso dos sistemas agroflorestais 
no Procase - FIDA..................................................................................................
Leonardo Bichara Rocha, Thiago César Farias da Silva, Donivaldo Martins 
Resumo..................................................................................................................
A. Introdução......................................................................................................
O FIDA e ações de combate aos efeitos da seca na Paraíba............................
Sistemas agroflorestais no contexto dos Planos Emergenciais......................
15
I. 23
II.
A.
B.
C.
D.
E.
F.
23
24
26
27
28
32
43
45
47
B.
C.
47
48
48
50
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 4
III.
D.
E.
F.
IV.
54
54
55
57
59
A.
B.
C.
D.
E.
F.
A.
B.
C.
D.
E.
F.
V.
A.
B.
C.
D.
E.
59
59
60
65
68
69
71
73
75
Assessoria técnica contínua e especializada.................................................................
Resultados e ODS.........................................................................................................
Conclusões e relação com o Big Push para a Sustentabilidade......................................
Bibliografia............................................................................................................................
Big Push para a Sustentabilidade no Brasil: a contribuição dos Tûkûna 
do Médio Rio Juruá (AM).......................................................................................................
Cairo Guilherme Milhomem Bastos, Fernando Esteban do Valle, 
Tatiana Ribeiro Souza Brito 
Resumo.................................................................................................................................
Introdução.....................................................................................................................
Inventário etnográfico...................................................................................................
A construção de casas de farinha..................................................................................
Chamada pública para alimentação escolar..................................................................
Relação do caso estudado com o Big Push para a Sustentabilidade..............................
Conclusão......................................................................................................................
Bibliografia............................................................................................................................
Polímeros Verdes: tecnologia para promoção do desenvolvimento sustentável...................
Adriana Mello, Jorge Soto, José Augusto Viveiro 
Resumo................................................................................................................................
Introdução.....................................................................................................................
O PE verde da Braskem.................................................................................................
Capacidade de mobilização de investimentos..............................................................
PE verde e o desenvolvimento sustentável...................................................................
PE verde e o Big Push para a Sustentabilidade..............................................................
Conclusões ....................................................................................................................
Bibliografia............................................................................................................................
Assentamentos Sustentáveis na Amazônia: o desafio da produção familiar 
em uma economia de baixo carbono....................................................................................
Erika de Paula P. Pinto, Maria Lucimar de L. Souza, Alcilene M. Cardoso, 
Edivan S. de Carvalho, Denise R. do Nascimento, Paulo R. de Sousa Moutinho, 
Camila B. Marques, Valderli J. Piontekowski
Resumo .................................................................................................................................
Introdução.....................................................................................................................
As origens do projeto Assentamentos Sustentáveis da Amazônia................................
Estratégias integradas para a promoção de assentamentos sustentáveis na Amazônia
Incentivos econômicos para conservação e produção rural sustentável........................
Sistemas agroflorestais como estratégia de regularização ambiental 
e segurança alimentar...................................................................................................
Discussão sobre a iniciativa à luz do Big Push para a Sustentabilidade..........................
Bibliografia............................................................................................................................
Tecnologia de tratamento de esgoto: uma alternativa de saneamento básico 
rural e produção de água para reúso agrícola no Semiárido Brasileiro..................................
Mateus Cunha Mayer, Rodrigo de Andrade Barbosa, George Rodrigues Lambais, 
Salomão de Sousa Medeiros, Adrianus Cornelius Van Haandel, Silvânia Lucas dos Santos 
Resumo .................................................................................................................................
A. Introdução.....................................................................................................................
O desenvolvimento de tecnologias de saneamento básico rural de custo 
acessível no Semiário Brasileiro....................................................................................
VI.
F.
75
76
77
80
81
84
87
88
89
89
90
91
92
95
B.
.. 97
..98
101
103
103
104
105
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 5
VII.
VIII.
IX.
C.
D.
A.
B.
C.
D.
E.
A cultura da erva-mate no sul do Brasil e os desafios do cultivo em Machadinho ,
Benefícios ambientais...................................
SAF Cambona 4 e a neutralização de carbono
Relação do estudo de caso com o Big Push e a Agenda 2030....................
Conclusão.................................................................................................
Bibliografia........................................................................................................
Sistema Agroflorestal Cambona 4: um exemplo de impulso à sustentabilidade 
na Região Sul do Brasil......................................................................................
Airton José Morganti Júnior, José Lourival Magri, Selia Regina Felizari
Resumo ............................................................................................................
Introdução................................................................................................
1.
Sistema Agroflorestal Cambona 4..............................
SAF Cambona 4 e o desenvolvimento socioambiental
1.
2.
SAF Cambona 4 e o Big Push para a Sustentabilidade....................
Conclusão.......................................................................................
Bibliografia.............................................................................................
Unidade de Cogeração Lages: um exemplo do potencial transformador 
da economia circular ..............................................................................
José Lourival Magri, Mario Wilson Cusatis
Resumo ..................................................................................................
Introdução......................................................................................
Descrição do projeto......................................................................
Destinação das cinzas de biomassa...............................................
Projeto comunitário.......................................................................
Tecnologia para melhor aproveitamento........................................
Impactos da iniciativa à luz do Big Push para a Sustentabilidade....
Conclusão.......................................................................................
Bibliografia.............................................................................................
O modelo de ação do Polo de Inovação Campos dos Goytacazes..........
Rogério Atem de Carvalho
Resumo..................................................................................................
Introdução......................................................................................
O modelo de ação do PICG............................................................
1.
2.
3.
4.
5.
6.
A.
B.
C.
D.
E.
F.
G.
A.
B.
Linha 1: projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) 
Linha 2: projetos com comunidades e governos...........................
Linha 3: projetos de pesquisa aplicada e extensão tecnológica....
Linha 4: concepção e operação do campus...................................
Ações integrativas........................................................................
O PICG como parte de um ecossistema........................................
O ciclo virtuoso dos investimentos em inovação..................................
Impactos econômicos, sociais e ambientais..........................................
1.
2.
3.
C.
D.
E.
Dimensão econômica ................................................................................
Dimensão ambiental..................................................................................
Dimensão social.........................................................................................
A atuação do PICG à luz do Big Push para a Sustentabilidade e da Agenda 2030
para o Desenvolvimento Sustentável................................................................
Conclusões .........................................................................................................
Bibliografia.................................................................................................................
F.
.111
112
112
115
115 
116 
116 
.117 
119 
120 
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127
127
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.131
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134
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.137 
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140 
141 
141 
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144 
146 
147 
148 
149 
149 
150 
151
151
153
153
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 6
X. Tecnologias sociais como impulso para o acesso à água e o desenvolvimento 
sustentável no meio rural brasileiro: a experiência do Programa Cisternas....
Vitor Leal Santana, Lilian dos Santos Rahal 
Resumo ..........................................................................................................
Introdução..............................................................................................
Programa Cisternas: contexto, resultados e impactos............................
Relação do caso estudo com o Big Push para a Sustentabilidade...........
Considerações finais...............................................................................
Bibliografia.....................................................................................................
Programa de Restauração Ambiental da Suzano: lições aprendidas para 
investimentos em recuperação de pastagens degradadas no Brasil...............
Sarita Severien, Tathiane Sarcinelli, Yugo Matsuda
Resumo ..........................................................................................................
Introdução..............................................................................................
Estruturação de investimentos no âmbito da estratégia de conservação 
e do Programa de Restauração Ambiental da Suzano............................
1.
2.
3.
4.
155
XI.
XII.
XIII.
A.
B.
C.
D.
155 
156 
.157
165 
166 
167
171
A.
B.
C.
171
172
Métodos customizados......................................................................................
Gestão eficiente e parcerias...............................................................................
Capacidade de replicabilidade ..........................................................................
Processos inovadores em financiamento, gestão e tecnologia.........................
Os impactos do Programa de Restauração Ambiental no contexto do Big Push 
para a Sustentabilidade e da Agenda 2030................................................................
Conclusão..................................................................................................................
Bibliografia.........................................................................................................................
Política de conteúdo local e incentivos financeiros no mercado de energia eólica no Brasil 
Britta Rennkamp, Fernanda Fortes Westin, Carolina Grottera
Resumo .............................................................................................................................
Introdução.................................................................................................................
Fatores, atores e impactos das políticas de incentivo e conteúdo local 
no mercado de energia eólica no Brasil......................................................................
1.
2.
Capacidade tecnológica nacional e criação de emprego nas indústrias 
de energia eólica no Brasil...................................................................
Perspectivas futuras para o setor de energia eólica no Brasil...............
1.
2.
3.
D.
A.
B.
C.
D.
E.
Requisitos de Conteúdo Local obrigatórios na tarifa feed-in.....
RCLs opcionais ligados ao financiamento de energia renovável
Expansão dos mercados eólicos na América Latina....................................
A energia eólica e a estratégia de desenvolvimento a longo prazo brasileira 
Análise à luz da abordagem do Big Push para a Sustentabilidade................
Conclusão.............................................................................................................
Bibliografia...................................................................................................................
Anexo XII.1....................................................................................................................
Da subsistência ao desenvolvimento: o processo de construção da Associação 
de Catadores de Materiais Recicláveis de Lavras - MG.....................................................
Eliane Oliveira Moreira, Jucilaine Neves Sousa Wivaldo 
Resumo.............................................................................................................................
A. Introdução.................................................................................................................
O material reciclável e o contexto brasileiro da década de 1990: breve histórico......
Uma construção social dialogada: o processo histórico inicial da ACAMAR e a FPDA
B.
C.
.173 
174 
. 177 
179 
179
180
183
184
185
185
186
187
187
188
189
194
194
195
196
197
198
200
201
201
202
203
204
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 7
D. Desenvolvimento em perspectiva: desenvolvimento sustentável, a ACAMAR 
e o Big Push para a Sustentabilidade........................................................................
Considerações finais...................................................................................................
Bibliografia .........................................................................................................................
XIV. Projeto Tipitamba: transformando paisagens e compartilhando conhecimento 
na Amazônia ............................................................................................................
Osvaldo Ryohei Kato, Anna Christina M. Roffé Borges, Célia Maria B. Calandrini de Azevedo, 
Debora Veiga Aragão, Grimoaldo Bandeira de Matos, Lucilda Maria Sousa de Matos, 
Maurício Kadooka Shimizu, Steel Silva Vasconcelos, Tatiana Deane de Abreu Sá 
Resumo...............................................................................................................................
Introdução..................................................................................................................
O Projeto Tipitamba...................................................................................................
O potencial transformador dos investimentos no Sistema Tipitamba...................
Os impactos econômicos, sociais e ambientais do Projeto Tipitamba...................
Relação do caso estudado com o Big Push para a Sustentabilidade.......................
Conclusão ...................................................................................................................
Bibliografia .........................................................................................................................
Desenvolvimento sustentável e geração de impacto positivo: caso Natura e Amazônia 
Resumo...............................................................................................................................
Introdução..................................................................................................................
Modelo de negócio sustentável.................................................................................
1.
Estruturação de investimentos no âmbito do Programa Natura Amazônia
1.
2.
3.
E.
A.
B.
C.
D.
E.
F.
XV.
A.
B.
Estudo de caso Ucuuba
C.
D.
E.
Ciência, tecnologia e inovação.....................................................
Fortalecimento institucional........................................................
Cadeias produtivas.......................................................................
Relação entre o estudo de caso e o Big Push para a Sustentabilidade
Conclusão .............................................................................................
Bibliografia ....................................................................................................
Anexo XV.1....................................................................................................
Tabelas
Tabela I.1
Tabela II.1
Tabela II.2
Tabela IV.1
Tabela VI.1
Tabela VIII.1
Tabela X.1
Tabela X.2
Tabela X.3
Tabela XII.1
Tabela XII.2
Tabela XV.1
Compromissos Ambientais CSP.............................................................................
Grupos de famílias atendidos pelo Plano Emergencial e assessoria 
técnica do Procase...................................................................................................
Procase e ODS nos Planos Emergenciais..............................................................
Indicadores de Desenvolvimento Sustentável elencados pela CEPAL 
e a aderência do PE Verde da Braskem..................................................................
Funções das unidades de tratamento e resultados esperados..............................
Histórico das emissões de RCE relativas ao Projeto MDL 0268 ...........................
Linhas de ação do Programa Cisternas..................................................................
Comparativo entre médias de indicadores populacionais e socioeconômicos....
Impactos do Programa Cisternas nas dimensões econômica, social e ambiental 
Projeção de geração de energia eólica em 2025....................................................
Lista de entrevistados/representantes das empresas do setor
de energia eólica .....................................................................................................
Principais diretrizes e compromissos do PAM.......................................................
207
210
211
213
213
214
214
218
219
223
225
226
227
227
227
228
229
231
232
233
234
235
237
238
239
30
54
55
..85 
106
131 
158 
162 
164 
195
200
232
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 8
Gráficos
Gráfico I.1
Gráfico I.2
Gráfico I.3
Gráfico I.4
Gráfico I.5
Gráfico I.6
Gráfico I.7
Gráfico I.8
Gráfico I.9
Gráfico III.1
Gráfico III.2
Gráfico IV.1
Gráfico V.1
Gráfico V.2
Gráfico VI.1
Gráfico VI.2
Gráfico VI.3
Gráfico VI.4
Gráfico XII.1
Gráfico XII.2
Gráfico XII.3
Produção de placas da CSP...............................................................................
Geração de empregos diretos e indiretos.........................................................
Participação em aços de alto valor agregado no portfólio da CSP..................
Empresas em SGA e Caucaia de 2010 a 2017....................................................
Exportações de produtos metalúrgicos em SGA.............................................
Exportação do Ceará .........................................................................................
Número de microempreendores individuais (MEI) instalados em SGA 
e Caucaia em 2010 e 2018.................................................................................
Salário médio mensal em SGA e Fortaleza......................................................
Empregos em SGA por gênero de 2010 a 2017.................................................
Impacto no orçamento anual com a compra de sacas de farinha nos 
grupos familiares das aldeias Beija-flor, Flecheira e Morada Nova.................
Impacto no orçamento mensal com a venda de uma saca de farinha 
nos grupos familiares das aldeias Beija-Flor, Flecheira e Morada Nova.........
Evolução da porcentagem de Fornecedores de Etanol da Braskem que 
se adequaram aos requisitos de Conformidade (obrigatórios) e
Excelência (pontos de melhoria contínua).......................................................
Representatividade do valor comercializado em relação à renda bruta 
antes (safra 2013-2014) e no final (safra 2015-2016) do período 
de vigência do projeto.......................................................................................
Renda Bruta no Período de Execução do PAS (2012 a 2017)...........................
Concentrações afluente e efluente de DBO5...................................................
Concentrações afluente e efluente de nitrogênio amoniacal..........................
Concentrações afluente e efluente de fósforo total........................................
Concentrações afluente e efluente de E. coli....................................................
Capacidade instalada, financiamento do BNDES e investimento total 
setor de energia eólica no Brasil, 2005-2014....................................................
Patentes registradas relacionadas à energia eólica no Brasil de acordo 
com o conteúdo tecnológico, 1991-2016.........................................................
Evolução dos preços dos leilões de energia eólica no Brasil (Proinfa), 2009-2018
33
34
35
38
39
39
40
41
43
66
67
82
.. 93 
.. 97 
109 
109 
110
110
191
193
193
Quadros
Quadro IX.i
Quadro XI.1
Breve histórico do PICG..............
Técnicas aplicadas à restauração
139
173
Mapas
Mapa V.1
Mapa X.1
Mapa XII.1
Mapa XV.1
Área de implementação da iniciativa Assentamentos Sustentáveis na Amazônia
Distribuição territorial das tecnologias apoiadas no âmbito do
Programa Cisternas ............................................................................................
Distribuição regional das principais montadoras de turbinas eólicas 
e principais fabricantes de turbinas eólicas no Brasil........................................
Famílias fornecedoras da sociobiodiversidade..................................................
93
160
190
239
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 9
Figuras
Figura I.1
Figura I.2
Figura I.3
Figura I.4
Figura I.5
Figura I.6
Figura I.7
Figura I.8
Figura I.9
Figura I.10
Figura I.11
Figura I.12
Figura II.1
Figura II.2
Figura II.3
Figura II.4
Figura III.1
Figura III.2
Figura III.3
Figura III.4
Figura III.5
Figura III.6
Figura III.7
Figura IV.1
Figura IV.2
Figura IV.3
Figura V.1
Figura V.2
Figura VI.1
Figura VI.2
Figura VI.3
Posição geográfica estratégica do CIPP em relação a Europa, Estados Unidos 
e África................................................................................................................
Correia transportadora enclausurada responsável pelo transporte das principais 
matérias-primas do Porto para CSP e placas da CSP no Porto do Pecém...........
ZPE Ceará...........................................................................................................
Vista superior CSP.............................................................................................
A CSP encontra-se entre os projetos com melhores indicadores 
de implantação do mundo................................................................................
Sementes coletadas e mudas de plantas nativas.............................................
Plantio de mudas e livro publicado pela CSP....................................................
Impermeabilização e aspersão de água do pátio de matérias primas.............
Cronologia da primeira estaca à primeira placa ...............................................
Do Ceará para o mundo.....................................................................................
Laboratórios CSP...............................................................................................
Termoeléctrica CSP...........................................................................................
Campo de palma irrigada em sistema emergencial/SAF recém 
implantado na Vila Lafayete, município de Monteiro......................................
Vista parcial do SAF do Assentamento Beira Rio, no município de Camalaú .. 
Implantação do SAF na comunidade do Riacho de Sangue, município 
de Barra de Santa Rosa......................................................................................
Sistema Agroflorestal na Comunidade Bom Sucesso, município de Sossego . 
Mandioca da variedade denominada pelos Tûkûna como Samaúma, 
aldeia Morada Nova...........................................................................................
Mandioca da variedade identificada como Cruvilha pelos Tûkûna, 
aldeia Flecheira..................................................................................................
Mandioca roxa doada por indígenas da aldeia Jarinal e colhida da roça 
de isolados da TI Vale do Javari, aldeia Beija-Flor.............................................
Roçado com algumas variedades da mandioca em consórcio com outras 
espécies e floresta, aldeia Beija-Flor.................................................................
Wadawi Gracinha Kanamari, durante a preparação do cipó Timbó para 
a fabricação de teçumes, aldeia Beija-Flor.......................................................
Djana Eraci Kanamari, durante a confecção de teçume feito de cipó timbó, 
aldeia Flecheira..................................................................................................
Novelo de fio de tucum produzido por Tsawi Dilce Kanamari........................
Esquema ilustrativo da análise de ciclo de vida do PE Verde da Braskem......
Estimativa do uso de terra agricultável para produção de matérias-primas 
renováveis para produção de produtos não energéticos e bioplásticos 
2018 e 2023 ........................................................................................................
Itens avaliados nos requisitos de Meio Ambiente e de Trabalhadores 
e Comunidade do pilar de Conformidade dentro do programa de
Compra Responsável de Etanol da Braskem ....................................................
Dimensões consideradas na definição dos 20 indicadores de sustentabilidade 
da iniciativa........................................................................................................
Critérios para repasse de PSA...........................................................................
Layout do sistema de coleta, tratamento e reúso agrícola familiar.................
Reator UASB projetado para o estudo.............................................................
Lagoas de polimento projetadas para o estudo...............................................
24
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84
..94 
. 96 
106
107 
107
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 10
Figura IX.1
Figura IX.2
Figura IX.3
Figura IX.4
Figura X.1
Figura XII.1
Figura XIV.1
Figura XIV.2
Figura XIV.3
Figura XIV.4
Figura XIV.5
Vista aérea do PICG ...............................................................................................
Alunos em atividade sobre mudas de árvores nativas.........................................
Módulo de controle de geração e consumo de energia fotovoltaica do I2S.......
Ciclo de investimentos...........................................................................................
Principais tipos de tecnologias implantadas........................................................
Produtos da cadeia de suprimento de acordo com o grau de conteúdo tecnológico 
Trituração da biomassa, cobertura morta, plantio direto e sistema de 
produção sem uso do fogo e opções de continuidade (sentido horário)............
Ações de capacitação e intercâmbio de agricultores...........................................
Minibibliotecas da Embrapa ..................................................................................
Sistema tradicional de derruba-e-queima e preparo de área sem queima 
do Sistema Tipitamba............................................................................................
Implantação de sistemas agroflorestais multiestratos em áreas preparadas 
e cultivo de plantas perenes em áreas preparadas com corte-e-trituração........
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CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 11
Prefácio
Grande impulso para 2030
Carlo Pereira.*
Diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global.
Em 2015, a ONU propôs aos seus países membros uma nova agenda pelo desenvolvimento sustentável. 
Composta por 17 Objetivos Globais, a Agenda 2030 representa mais do que os desafios do presente, ela 
prevê oportunidades para o futuro. Só podemos atingir a prosperidade econômica se não deixarmos 
ninguém para trás, como pregam os ODS. E quando falamos em avançar sem aceitar retrocessos, 
fazemos referência às dimensões social, econômica e ambiental do desenvolvimento, também 
abordadas pela ideia de Big Push para a Sustentabilidade, à qual esta publicação se refere.
Começando pela dimensão social, entendemos que erradicar a pobreza (ODS 1) e reduzir as 
desigualdades (ODS 10) são objetivos capazes de trazer ganhos econômicos para as empresas através 
da inclusão de quem atualmente se encontra à margem. Como exemplo, a igualdade de gênero (ODS 5) 
tem potencial de injetar US$ 5,8 trilhões na economia global, mas demoraria 257 anos para ser 
efetivada, se continuarmos no ritmo em que estamos. Quem agir primeiro, aproveitará da melhor forma 
as oportunidades da inclusão.
A dimensão econômica atravessa todos os ODS, mas é tema central de alguns, como o ODS 8 
—Trabalho decente e crescimento econômico (uma declaração de que um não existe sem o outro) e o 
ODS 9, que visa a promoção de uma industrialização inclusiva e sustentável, além do fomento à 
inovação. Já o ODS 12— Consumo e produção responsáveis, abre caminho para a integração sustentável 
entre economia e meio ambiente, de onde tiramos os recursos para a nossa sobrevivência no planeta.
Alguns pontos de vista ainda defendem ser necessário desconsiderar a dimensão ambiental do 
desenvolvimento, ignorando as oportunidades dela decorrentes. O ODS 15, por exemplo, visa a 
*
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 12
preservação da vida na terra, com o combate à desertificação e degradação do solo como metas. 
A preservação da terra permite a viabilidade econômica de empresas produtoras de alimento, que serão 
responsáveis pela subsistência de uma população mundial que chegará a 9.7 bilhões de pessoas em 2050 
(ODS 2 - Fome zero e agricultura sustentável). A sustentabilidade fornece terreno fértil para o 
crescimento econômico.
próximos 10 anos. No processo de pesquisa para construir nossas
atingido até 2030. Precisamos fazer mais, e não
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável representam questões atuais com impactos que 
podem ser positivos ou negativos nos próximos anos, a depender da forma como gerimos as soluções. 
A crise climática, por exemplo, não permite hesitações, requer ações ágeis pela prosperidade dos 
negócios, ecossistemas e pela humanidade (ODS 13). Por isso que, em 2020, a reunião do Fórum 
Econômico Mundial colocou as mudanças climáticas como o maior risco da década, à frente de crises 
financeiras. De acordo com o relatório Riscos Globais 2020, lançado pela instituição, o custo da inércia 
será de US$ 1 trilhão para as 200 maiores empresas do mundo.
A Rede Brasil do Pacto Global é a maior plataforma de promoção dos ODS junto ao setor 
empresarial no país. Em 2019, contamos com o apoio da consultoria Falconi para traçar nosso 
planejamento estratégico para os
metas, descobrimos que, no ritmo em que o Brasil se encontra, apenas o ODS 7 —Energia limpa e 
acessível, tem indicadores suficientes para ser 
conseguimos evoluir sozinhos.
Por isso, aplaudimos e apoiamos a iniciativa da Comissão Econômica para a América Latina e o 
Caribe (CEPAL), de reconhecer as iniciativas que estão agindo por um Big Push de Sustentabilidade, que 
corresponde ao tipo de desenvolvimento econômico e socioambiental do qual somos porta-vozes. 
A CEPAL compreende a necessidade de alavancar investimentos nacionais e estrangeiros através da 
coordenação de políticas públicas e privadas para gerar um ciclo de crescimento econômico virtuoso, 
capaz de gerar emprego e renda, reduzir desigualdades e promover a sustentabilidade. Em suma, 
articular diversos atores (ODS 17) em prol do cumprimento da Agenda 2030.
O Secretário-geral da ONU, António Guterres, chamou a nossa década de “A Década da Ação. 
Muitos avanços já foram feitos, mas 
sustentável. No entanto, para chegarmos em 2030 com o cumprimento das metas dos ODS, precisamos 
fazer mais, precisamos de um big push. As soluções que necessitamos podem vir do exemplo. Aproveite 
a leitura para inspirar-se na experiência de iniciativas que já estão vivendo o hoje como se fosse 2030.
também alguns retrocessos, em busca de um futuro mais
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 13
Apresentação
Alicia Bárcena.*
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) das Nações Unidas recentemente 
completou 70 anos de existência, marcada por trabalhos seminais, abordagens inovadoras e 
direcionamentos de políticas orientados para o desenvolvimento com sustentabilidade e igualdade. 
Ao longo desse período, o pensamento cepalino renovou-se e atualizou-se à medida que as economias 
da região se transformaram. Ao mesmo tempo, a CEPAL reafirmou a sua abordagem teórica conforme 
as características estruturais do desenvolvimento da região, que foram reproduzidas nessas últimas 
décadas e em muitos casos aprofundadas.
A CEPAL identifica e analisa, desde o seu nascimento, as profundas brechas estruturais que 
persistem nas economias latino-americanas, tais como assimetrias competitivas e tecnológicas, os 
desafios para convergência com níveis de renda superiores, as ineficiências da desigualdade e as 
implicações da sobre-exploração dos recursos naturais. No campo propositivo, a CEPAL tem apontado 
direções para uma mudança estrutural progressiva, orientada pela visão de que um desenvolvimento 
econômico sustentável depende criticamente de um meio ambiente saudável e de uma sociedade 
construída sobre a base da igualdade. Nos últimos anos, temos nos empenhado para articular uma 
proposta renovada que reflita essa visão, articulada em torno de um grande impulso (big push) para a 
sustentabilidade, para promover a construção de um estilo de desenvolvimento sustentável.
O Big Push para a Sustentabilidade é uma abordagem que a CEPAL vem desenvolvendo para 
apoiar os países da região na construção de estilos de desenvolvimento mais sustentáveis, baseada na 
coordenação de políticas para promover investimentos sustentáveis, que produzam um ciclo virtuoso 
de crescimento econômico, geração de emprego e renda e redução de desigualdades e lacunas 
estruturais, ao mesmo tempo que mantêm e regeneram a base de recursos naturais da qual o 
desenvolvimento depende. Viemos trabalhando nessa abordagem em um momento oportuno, no qual 
* Secretária-Executiva da CEPAL.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 14
a preocupação com a sustentabilidade ambiental, a igualdade e a retomada da atividade econômica se 
instalou na agenda internacional. Assim, em 2015, 193 países aprovaram a Agenda 2030 e seus 
17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que norteiam uma transformação estrutural dos estilos 
de desenvolvimento em suas dimensões social, econômica e ambiental. Em conformidade com a 
Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o Big Push para a Sustentabilidade não deixará 
ninguém para trás e deve servir para a erradicação da fome e da pobreza em todas as suas formas.
Nesse contexto, tenho o prazer de apresentar esta publicação, intitulada Investimentos 
transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável: Estudos de casos de grande impulso 
(Big Push)para a sustentabilidade no Brasil, que traz estudos de casos concretos que não apenas ilustram 
a viabilidade, mas também nos apresentam as lições aprendidas, as oportunidades e os desafios para 
um Big Push para a Sustentabilidade no Brasil. A publicação é fruto do esforço voluntário dos autores 
dos capítulos, de divers0s setores e áreas de formação, em registrar e dar visibilidade a experiências que 
podem se tornar exemplos a serem replicados, unindo teoria e prática.
O leitor interessado em exemplos de ações reais que têm sido bem-sucedidas em promover 
investimentos com impactos positivos nas três dimensões do desenvolvimento sustentável (social, 
econômica e ambiental) encontrará na seleção de capítulos reunidos na presente publicação um 
material de grande utilidade. Esta publicação apresenta um panorama das amplas possibilidades para 
a realização de investimentos sustentáveis em diversas escalas (em nível de empresas, de comunidades, 
de municípios, de regiões e nacional), em várias práticas e tecnologias sustentáveis (desde sistemas 
agroflorestais e de produtos da química verde até sistemas de saneamento básico rural e 
desenvolvimento da indústria eólica) e por meio de uma rica pluralidade de medidas, políticas, arranjos 
de governança e fontes de financiamento. Os estudos de casos retratados nesta publicação são luzes 
que podem nos orientar rumo a um futuro sustentável e igualitário.
O Brasil é o maior país e economia da América do Sul e tem sido objeto de análise da CEPAL 
quanto a suas experiências e políticas sustentáveis que possam contribuir para o desenvolvimento 
regional. Esta publicação vem demonstrar essa atenção da CEPAL para o Brasil, consolidando uma 
relação de cooperação e de estudos conjuntos de várias décadas.
Sem mais preâmbulos, convido cordialmente o leitor a mergulhar nestas páginas com o fim de 
ampliar sua compreensão sobre as complexidades, os desafios e, fundamentalmente, as possibilidades 
para um Big Push para a Sustentabilidade no Brasil nos contextos atuais da sociedade, da economia e 
do meio ambiente, que claramente exigem um novo estilo de desenvolvimento com igualdade e 
sustentabilidade ambiental.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 15
Introdução
.*Carlos Mussi 
Camila Gramkow.* *
Diretor do Escritório da CEPAL no Brasil.
Oficial de Assuntos Econômicos, Escritório da CEPAL no Brasil.
limites planetários, a emergência climática
Os dias atuais são marcados por uma conjuntura de busca pela recuperação do vigor econômico no 
Brasil e no mundo. Essa recuperação toma contornos complexos, uma vez que, aos aspectos 
conjunturais, se somam os desafios estruturais dos quais depende a própria sustentabilidade da 
atividade econômica no longo prazo, incluindo os  e a 
ineficiência da desigualdade. O mundo no qual nos encontramos requer um novo estilo de 
desenvolvimento, em cujo centro estejam a igualdade e a sustentabilidade. É essa a visão desenvolvida 
pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) das Nações Unidas que define a 
abordagem para apoiar os países da região na construção de estilos de desenvolvimento mais 
sustentáveis, chamada Big Push para a Sustentabilidade. A Agenda 2030 e seus 17 Objetivos de 
Desenvolvimento Sustentável (ONU, 2015) orienta e promove essa visão da CEPAL. Essa abordagem 
representa uma coordenação de políticas (públicas e privadas, nacionais e subnacionais, setoriais, 
fiscais, regulatórias, financeiras, de planejamento, etc.) que alavanquem investimentos nacionais e 
estrangeiros para produzir um ciclo virtuoso de crescimento econômico, geração de emprego e renda, 
redução de desigualdades e brechas estruturais e promoção da sustentabilidade ambiental. Assim, os 
volumosos investimentos necessários para a transição para um modelo econômico resiliente, de baixo 
carbono e sustentável são colocados como uma oportunidade de gerar um grande impulso (big push) 
para um novo ciclo de crescimento econômico e de promoção da igualdade, contribuindo para a 
construção de um desenvolvimento mais sustentável, no seu tripé econômico, social e ambiental.
Os delineamentos conceituais básicos do Big Push para a Sustentabilidade foram desenvolvidos 
pela CEPAL (CEPAL, 2016 e 2018). O elemento chave dessa abordagem são os investimentos, que são 
*
**
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 16
o principal elo entre o curto e o longo prazo. Os investimentos de hoje explicam a estrutura produtiva 
de amanhã, que por sua vez determina a competitividade, a produtividade e o tipo de inserção no 
comércio internacional. Além disso, ela também determina a capacidade de geração de empregos de 
qualidade com inclusão produtiva e se a atividade econômica será contaminante ou ecológica. 
Atualmente, é mais verdadeiro do que nunca afirmar que as economias que investem pouco tendem a 
se posicionar na periferia do sistema econômico global. Os investimentos são fundamentais para que 
as mudanças profundas e estruturais que já estão em curso, desde a revolução tecnológica 
(transformação digital da economia, bioeconomia, nanotecnologia, etc.) até a transição demográfica, 
tornem-se oportunidade para o desenvolvimento sustentável —e não novos desafios para a 
sobrevivência de nossas economias e sistemas sociopolíticos. Em suma, a qualidade de nosso futuro 
depende crucialmente do tipo de investimento que é realizado hoje.
Na abordagem do Big Push para a Sustentabilidade, os investimentos devem ser orientados por 
uma tripla eficiência, para que sejam compatíveis com a construção de estilos de desenvolvimento 
sustentáveis. A primeira, é a eficiência schumpeteriana, segundo a qual uma matriz produtiva mais 
integrada, complexa e intensiva em conhecimento gera externalidades positivas de aprendizagem e 
inovação que se irradiam para toda a cadeia de valor. Estruturas produtivas que permitem acelerar o 
fluxo de informações e de conhecimentos tendem a ser economias mais eficientes, mais inovadoras e 
mais preparadas para se inserir competitivamente em mercados que remuneram melhor os bens e 
serviços produzidos. Essa é uma eficiência muito associada ao lado da oferta, ou seja, das capacidades 
produtivas e tecnológicas instaladas. A segunda eficiência é a keynesiana, que destaca que há ganhos 
de eficiência da especialização produtiva em bens cuja demanda cresce relativamente mais, gerando 
efeitos multiplicadores e impactos positivos na economia e nos empregos. Economias que conseguem 
acessar mercados em expansão podem aumentar sua produção em uma velocidade maior do que 
aumentam seus custos (economias de escala) e, quando opera negócios diversos simultaneamente, 
pode aumentar a eficiência conjunta da produção, com consequente redução de custos e aumento da 
qualidade (economia de escopo). Essa segunda eficiência destaca elementos do lado da demanda que 
se reforçam, criando um círculo virtuoso de competitividade, inovação e produtividade. A eficiência 
keynesiana está muito relacionada com a eficiência schumpeteriana, uma vez que os mercados que 
mais crescem tendem a ser aqueles com maior dinamismo tecnológico e de inovação. Somadas, as 
eficiências schumpeteriana e keynesiana criam as condições para uma inserção competitiva favorável. 
Contudo, é necessária a terceira eficiência para garantir a sustentabilidade de longo prazo, que é a 
eficiência da sustentabilidade, a qual se relaciona com a clássica eficiência no tripé econômico, social e 
ambiental. Essa eficiência destaca que os investimentos devem ser economicamente viáveis, o que 
requer pensar sobre fontes de financiamento e origem dos recursos. No âmbito social, além de justiça 
social e promoção da igualdade, na abordagem do Big Push para a Sustentabilidade, também é 
necessário um sistema seguro e justo de arbitragem de conflitos, que não deixe ninguém para trás. O 
eixo ambiental da eficiência da sustentabilidade reforça que os investimentos sustentáveis devem 
diminuir a pegada ambiental e os impactos ambientais, ao mesmo tempo em que recupera a capacidade 
produtiva do capital natural. Juntas, as eficiência schumpeteriana, keynesiana e da sustentabilidade 
tornam-se pilares para a construção de estilos de desenvolvimento sustentáveis.
Na abordagem do Big Push para a Sustentabilidade, a coordenação de políticas em torno da tripla 
eficiência é chave para destravar investimentos nacionais e estrangeiros, não apenas em práticas, 
tecnologias, cadeias de valor e infraestrutura sustentáveis, mas também em capacidades tecnológicas 
e educação para equipar a força de trabalho com as habilidades necessárias para o futuro. 
A coordenação é simultaneamente o desafio crítico e a principal oportunidade do Big Push para a 
Sustentabilidade. Se uma ampla gama de políticas (públicas e corporativas, nacionais e subnacionais, 
setoriais, tributárias, regulatórias, fiscais, financeiras, de planejamento, etc.) estiver alinhada e coesa 
com os pilares de um novo estilo de desenvolvimento, um ambiente favorável para mobilizar os 
investimentos necessários será estabelecido, ancorado em incertezas reduzidas, sinais de preços 
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 17
corrigidos e um mix de políticas adequado. O consequente aumento dos investimentos sustentáveis 
leva, então, a um ciclo virtuoso de crescimento econômico, criação de empregos, desenvolvimento de 
cadeias produtivas, redução da pegada ambiental e impactos ambientais, ao mesmo tempo em que 
recupera a capacidade produtiva do capital natural.
A CEPAL iniciou uma discussão sobre as oportunidades e os desafios para um Big Push para a 
Sustentabilidade no Brasil (CEPAL/FES, 2019). Dentre as oportunidades, destaca-se o grande potencial 
para os investimentos de baixo carbono no país, na ordem de US$ 1,3 trilhões até 2030 em setores tais 
como infraestrutura urbana (mobilidade, edificações, resíduos etc.), energias renováveis e indústria 
(IFC, 2016). Foram ressaltados também, os ganhos competitivos das firmas no Brasil que já investem 
em tecnologias sustentáveis (em termos de redução de custos, aumento de qualidade, aumento de 
market share, acesso a novos mercados etc.), a maior facilidade de acesso a financiamento para 
empresas que possuem uma governança ambiental e social e a existência de uma ampla base de 
capacidades produtivas e tecnológicas voltadas à sustentabilidade. Outro ponto identificado foi o 
oportuno momento atual, no qual se está discutindo caminhos para a recuperação da economia 
brasileira. Esse contexto pode ser uma oportunidade para o país direcionar esforços para acelerar os 
investimentos sustentáveis. A questão da coordenação é fundamental nessa discussão, já que foi 
identificado um potencial muito grande de destravar investimentos sustentáveis no país por meio de 
um esforço robusto e detalhado de coordenação de políticas, que remova sinais contraditórios e 
barreiras. Contudo, há também desafios para o Brasil, que incluem custos relativos ao carbon lock-in 
(relacionados à transição de paradigma tecnológico, especialmente nos setores mais poluentes), 
reduzido espaço fiscal para formulação de novas políticas —particularmente no contexto da Emenda 
Constitucional 95/2016— e o contexto federativo do país, que impõe necessidade de ampla 
coordenação entre os entes federativos.
Buscando aterrissar os delineamentos conceituais da abordagem do Big Push para a 
Sustentabilidade no mundo real, a CEPAL realizou uma Chamada Aberta de Estudos de Casos de 
Investimentos para o Desenvolvimento Sustentável no Brasil, que contou com a parceria institucional 
do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas, 
bem como com o apoio da Agência de Cooperação Alemã (Gesellschaft für Internationale 
Zusammenarbeit - GIZ) e da Fundação Friedrich Ebert Stiftung (FES). A chamada, lançada em 8 de abril 
de 2019 na ocasião do lançamento do Relatório sobre Oportunidades e Desafios para o Big Push para a 
Sustentabilidade no Brasil (CEPAL/FES, 2019) no Insper em São Paulo, convidou pesquisadores, 
profissionais do setor privado, empresários, representantes da sociedade civil, formuladores de políticas 
públicas e servidores públicos a enviar estudos de casos sobre investimentos com impacto para o 
desenvolvimento sustentável no Brasil, em linha com o Big Push para a Sustentabilidade. Encerrada em 
16 de agosto de 2019, foram recebidos um total de 131 estudos de casos. Houve uma grande diversidade 
de setores, pluralidade de atores, heterogeneidade de regiões e variedade de iniciativas entre os 
estudos enviados. Quanto aos setores, a maior parte dos casos é relacionada à Infraestrutura (30% do 
total de estudos), seguida por Agropecuária e Uso do Solo (28%), Indústria (13%), Reciclagem e 
Resíduos (11%) e outros. Sobre os tipos de iniciativas analisadas nos casos, nota-se que as principais 
foram relacionadas a políticas públicas (26% do total de estudos) e políticas corporativas (19%), 
seguidas por políticas de cooperação internacional (5%), medidas implementadas pelo Sistema S (2%) 
e combinações. Em termos de cobertura geográfica, a maior parte dos casos concentrou-se no nível 
nacional (28%), sendo que também houve estudos focados em áreas das regiões Sudeste (20%), 
Nordeste (17%), Sul (13%), Norte (12%), Centro-Oeste (8%) e combinações dessas.
A partir dos 131 estudos de casos recebidos, um Comitê de Avaliação, formado por especialistas 
em desenvolvimento sustentável do IPEA, do Governo Federal Brasileiro e da CEPAL, analisou os casos 
enviados. Desses, 66 estudos foram considerados elegíveis como casos de Big Push para a 
Sustentabilidade, sendo que o principal critério de elegibilidade foi que os estudos de caso 
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 18
conseguissem reportar pelo menos um indicador de cada dimensão do desenvolvimento sustentável 
(econômico, social e ambiental), conforme estabelecido nas Regras da Chamada (CEPAL, 2019). Todos 
os 66 casos elegíveis estão disponíveis no “Repositório de casos sobre o Big Push para a Sustentabilidade 
no Brasil, hospedado pela CEPAL (CEPAL, 2020). O repositório tem como objetivo dar visibilidade e 
oportunidade de showcase às experiências e iniciativas que geraram resultados concretos em direção à 
sustentabilidade do desenvolvimento. A partir delas, ficarão mais claros as oportunidades e os desafios 
para um Big Push para a Sustentabilidade no país.
O Comitê de Avaliação também selecionou os estudos de casos mais transformadores rumo ao 
Big Push para a Sustentabilidade no Brasil e são esses estudos selecionados que compõem os 
15 capítulos da presente publicação. Os critérios para a seleção dos casos mais transformadores foram 
a quantidade dos indicadores reportados nas três dimensões (social, econômica e ambiental) e a análise 
dos vínculos do caso estudado com o Big Push para a Sustentabilidade e a Agenda 2030 para o 
Desenvolvimento Sustentável, além de buscar representar a heterogeneidade e pluralidade de desafios 
e soluções para o Big Push para a Sustentabilidade no Brasil.
No primeiro capítulo, Alex Maia do Nascimento e coautores, todos funcionários da Companhia 
Siderúrgica do Pecém (CSP) relatam o caso do maior projeto de investimento privado realizado na 
história do Estado do Ceará, com valor superior a US$ 5 bilhões, que foi o estabelecimento da CSP. 
O caso da CSP ilustra como investimentos em uma siderúrgica moderna e integrada vem contribuindo 
para a construção de um estilo de desenvolvimento sustentável localmente, por meio de adoção de 
tecnologias sustentáveis de ponta, recuperação florestal, capacitação de pessoas, geração de 
empregos, agregação de valor às exportações do país, etc. O segundo capítulo, de autoria de Leonardo 
Bichara Rocha (Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura - FIDA), Thiago César Farias 
da Silva (Procase, Paraíba) e Donivaldo Martins (FIDA), apresenta o caso do Projeto de Desenvolvimento 
Sustentável do Cariri, Seridó e Curimataú (Procase), apoiado pelo FIDA e pelo Estado da Paraíba. 
O estudo do Procase evidencia como investimentos no combate à desertificação do sistema Caatinga, 
por exemplo, em poços, barragens, dessalinizadores e sistemas agroflorestais (SAFs), podem contribuir 
para redução da pobreza, segurança hídrica e alimentar, redução de custos, geração de renda, 
diversificação produtiva etc.
No Capítulo III, assinado por Cairo Guilherme Milhomem Bastos, Fernando Esteban do Valle e 
Tatiana Ribeiro Souza Brito, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), relatam o caso de iniciativas 
realizadas na Terra Indígena Kanamari do Rio Juruá, Sudoeste Amazônico. O estudo exemplifica que 
investimentos de baixo montante, por exemplo, da ordem de R$ 9 mil para construção de casas de 
farinha, podem estimular a reprodução do sistema agrícola indígena e reafirmar os saberes desses 
povos como uma capacidade tecnológica que agrega valor à farinha produzida nas aldeias e a diferencia 
das demais. O caso ressalta a importância dos saberes e tradições indígenas, da valorização do papel da 
mulher e da atuação de forma colaborativa para se pensar em soluções de desenvolvimento sustentável 
adaptadas ao contexto amazônico. O Capítulo IV, de autoria de Adriana Mello, Jorge Soto e José 
Augusto Viveiro, todos da Braskem, ilustra o potencial da química verde do futuro, a partir do estudo de 
caso do desenvolvimento do Polietileno Verde (PE Verde) pela Braskem. Esse caso exemplifica como a 
indústria química pode se tornar uma indústria sustentável, inclusiva e competitiva a partir do potencial 
transformativo da produção de polímeros de fontes renováveis, que são abundantes no país. O estudo 
evidencia a importância de uma trajetória consistente de investimentos em tecnologia e inovação, do 
processo de aprendizado e do compromisso de longo prazo da empresa com a sustentabilidade.
No Capítulo V, Erika de Paula P. Pinto e coautores, todos do Instituto de Pesquisa Ambiental da 
Amazônia (IPAM), apresentam o estudo de caso do projeto Assentamentos Sustentáveis da Amazônia, 
apoiado pelo Fundo Amazônia, que traz um exemplo de como podem ser realizados investimentos para 
a promoção de territórios rurais sustentáveis na região. O caso ilustra a importância de uma estratégia 
coordenada de ações (de assistência técnica e extensão rural a incentivos econômicos) a partir de uma 
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 19
abordagem integrada de conservação e produção em territórios rurais ocupados pela agricultura 
familiar para a construção de estilos de desenvolvimento sustentáveis, sem promover a derrubada de 
novas áreas de floresta. O Capítulo VI, assinado por Mateus Cunha Mayer (Instituto Nacional do 
Semiárido - INSA), Rodrigo de Andrade Barbosa (INSA), George Rodrigues Lambais (INSA), Salomão 
de Sousa Medeiros (INSA), Adrianus Cornelius Van Haandel (Universidade Federal de Campina Grande) 
e Silvânia Lucas dos Santos (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), traz o estudo de caso do 
desenvolvimento de uma tecnologia de saneamento básico rural familiar, originalmente desenhada 
para o Seminário brasileiro. O caso trata de um sistema de coleta, tratamento e reúso agrícola familiar 
de fácil instalação e custo acessível que poderia alavancar a universalização do saneamento rural no 
Brasil, com benefícios diretos sobre a produção agrícola e indiretos sobre geração de renda, redução de 
pobreza e segurança alimentar.
O Capítulo VII, de autoria de Airton José Morganti Júnior (Consórcio Machadinho), José Lourival 
Magri (ENGIE Brasil Energia) e Selia Regina Felizari (Associação de Produtores de Erva-Mate de 
Machadinho - Apromate), apresenta o desenvolvimento e os resultados de um novo sistema produtivo 
da erva-mate no Estado do Rio Grande do Sul, que culminou na Cambona 4, uma variedade obtida a 
partir de melhoramento genético. Combinado com sistemas agroflorestais (SAFs), esse novo sistema 
produtivo restaurou e protegeu dezenas de nascentes, implantou sumidouros de carbono com 
reflorestamento e gerou aumento de renda para as famílias envolvidas no SAF, enquanto promoveu a 
industrialização na cadeia de valor e a maior rentabilidade da erva-mate. No Capítulo VIII, José Lourival 
Magri e Mario Wilson Cusatis, ambos da ENGIE Brasil Energia, estudam o caso da Unidade de Cogeração 
Lages (UCLA) em Santa Catarina a partir da ótica da economia circular. Esse caso ilustra como resíduos 
do setor madeireiro podem ser aproveitados para fins energéticos na UCLA e como as cinzas da 
biomassa da madeira geradas na UCLA podem ser aproveitadas para aumentar a produtividade e 
reduzir custos na agricultura, gerando redução de emissões de gases do efeito estufa que podem ser 
compensadas sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Trata-se de um exemplo de como a 
economia circular pode gerar oportunidades para o desenvolvimento social, econômico e ambiental.
No Capítulo IX, Rogério Atem de Carvalho (Polo de Inovação Campos dos Goytacazes) estuda o 
caso do modelo de ação do Polo de Inovação Campos dos Goytacazes (PICG), do Instituto Federal 
Fluminense, no Estado do Rio de Janeiro. O caso ilustra um modelo capaz de coordenar e articular 
diversos atores (comunidade, pesquisadores de diferentes áreas de especialidade, setor produtivo, 
governos em vários níveis etc.) e tipos de financiamento (público e privado) para realização de 
investimentos em uma variedade de ações (projetos de PDI, parcerias, educação e capacitação, ações 
para gestão e operação do campus, dentre outras), que têm contribuído para um estilo de 
desenvolvimento sustentável. O Capítulo X, assinado por Vitor Leal Santana e Lilian dos Santos Rahal, 
ambos do Ministério da Cidadania, apresenta o caso do Programa Cisternas, que foca na construção de 
cisternas para captação e abastecimento de água para consumo humano e animal sob uma ótica de 
convivência com o Semiárido e respeito aos saberes e à cultura locais. O estudo exemplifica como 
investimentos, que somam mais de R$ 3,6 bilhões e beneficiaram mais de um milhão de famílias, em 
tecnologias sociais podem garantir o acesso à água no meio rural em regiões sujeitas à escassez hídrica, 
contribuindo para o enfrentamento da pobreza, a melhoria da saúde e da segurança alimentar e a 
estruturação de cadeias produtivas ambiental e socioeconomicamente sustentáveis.
O Capítulo XI, assinado por Sarita Severien, Tathiane Sarcinelli e Yugo Matsuda, todos da 
Suzano, descreve como uma empresa que é líder mundial na produção de celulose de eucalipto vem 
estruturando uma estratégia de conservação da biodiversidade e de restauração ambiental, com foco 
em seu Programa de Restauração Ambiental. O estudo discorre sobre o desenvolvimento e o 
aprimoramento das ações da empresa em restauração ambiental e sobre como investir nessas ações 
faz sentido economicamente, já que seu core business depende criticamente de um capital natural 
saudável para alcançar seus altos índices de produtividade e mantê-los no longo prazo. O Capítulo XII, 
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 20
de autoria de Britta Rennkamp (African Climate and Development Initiative, University of Cape Town), 
Fernanda Fortes Westin (Programa de Planejamento Energético, Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós- 
Graduação e Pesquisa de Engenharia, Universidade Federal do Rio de Janeiro - PPE/COPPE/UFRJ) e 
Carolina Grottera (PPE/COPPE/UFRJ), apresenta o caso do vigoroso desenvolvimento da indústria de 
energia eólica no Brasil, com foco especial em Requisitos de Conteúdo Local (RCL). O estudo ilustra 
como a coordenação de diferentes políticas (tarifas feed-in, leilões, financiamento condicionado aos 
RCL através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, dentre outras) 
contribuiu para mobilizar investimentos para a construção de capacidades tecnológicas nacionais e para 
a expansão da energia eólica no país.
No Capítulo XIII, Eliane Oliveira Moreira e Jucilaine Neves Sousa Wivaldo discorrem sobre como 
demandas sociais locais e construídas por diferentes atores, como organizações sociais, setor público e 
universidades, podem gerar um grande impulso ao desenvolvimento local, a partir do estudo de caso da 
Associação de Catadores e Materiais Recicláveis (ACAMAR), no município de Lavras, Estado de Minas 
Gerais. O caso exemplifica a contribuição da dinâmica diferenciada da economia solidária, somada a 
investimentos de pequeno porte, para um melhor gerenciamento de resíduos sólicos e para a economia 
circular com geração de renda e empregos, melhoria das condições de trabalho, redução das brechas 
de gênero, dentre outros. O Capítulo XIV, assinado por Osvaldo Ryohei Kato e coautores, todos da 
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), trata do estudo de caso do Sistema Tipitamba, 
que é uma tecnologia de corte-e-trituração desenvolvida pela Embrapa Amazônia Oriental que pode 
substituir o sistema de derruba-e-queima tradicionalmente praticado na agricultura familiar na 
Amazônia. O estudo de caso do Sistema Tipitamba, baseado no manejo sustentável da capoeira como 
uma alternativa para recuperar áreas alteradas e antropizadas, evitar queimadas, expansão da fronteira 
agrícola e aumentar a fonte de renda do agricultor, ilustra como investimentos em pesquisa e 
desenvolvimento podem contribuir para soluções sustentáveis para a agricultura familiar na região.
Por último, e não menos importante, o Capítulo XV, desenvolvido pela Natura, discute a evolução 
da relação da empresa de cosméticos Natura S.A. com o desenvolvimento sustentável da região 
amazônica, tendo como base a sociobiodiversidade para composição dos produtos da companhia e 
estruturação de programas que contribuem para o manejo sustentável da floresta em pé. Esse estudo 
de caso ilustra como uma empresa pode fazer da sustentabilidade seu modelo de negócios, agregando 
valor ao vasto capital natural do país de forma competitiva domesticamente e nos mercados globais.
Os investimentos retratados nos diferentes capítulos da presente publicação são exemplos de 
transformações na economia em direção a um novo estilo de desenvolvimento sustentável. Essa 
publicação tem o objetivo de promover o debate de estilos de desenvolvimento, a partir das demandas 
e capacidades de todos, nos adequando às possibilidades do planeta e nos desafiando na construção de 
uma sociedade mais justa e próspera.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 21
Bibliografia
CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) (2020), “Repositório de casos sobre o Big 
Push para a Sustentabilidade no Brasil [repositório online], Santiago, abril https://biblioguias.cepal. 
org/bigpushparaasustentabilidade [data de consulta: 28 de fevereiro de 2020].
(2019), “Regras da Chamada Aberta de Estudos de Casos sobre o Big Push para a Sustentabilidade no 
Brasil [online], Brasília, abril https://www.cepal.org/sites/default/files/events/files/regras.pdf [data 
de consulta: 8 de abril de 2019].
(2018), La ineficiencia de la desigualdad (LC/SES.37/4), Santiago, Chile, Publicação das Nações Unidas, 
N° de venda: S.18-00303.
(2016), Horizontes 2030: A igualdade no centro do desenvolvimento sustentável (LC/G.2660/SES.36/3), 
Santiago, Chile, Publicação das Nações Unidas, N° de venda: S.16-00753.
CEPAL/FES (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe)/(Fundação Friedrich Ebert Stiftung) 
(2019), “Big Push Ambiental: Investimentos coordenados para um estilo de desenvolvimento 
sustentável, Perspectivas, N° 20, (LC/BRS/TS.2019/1 e LC/TS.2019/14), São Paulo.
IFC (International Financial Corporation) (2016), Climate investment opportunities in emerging markets: an IFC 
analysis, Washington, DC.
ONU (Organização das Nações Unidas) (2015), Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o 
Desenvolvimento Sustentável (A/ RES/70/1), Nova Iorque, Publicação das Nações Unidas.

CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 23
I. Companhia Siderúrgica do Pecém: o Big Push 
industrial do Estado do Ceará
I*  
.*
Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).
,*
r*
I*
*
*
*
*
*
*
*
Alex Maia do Nascimento 
Claudio Renato Chaves Bastos 
Cristiane Peres 
Emanuela Sousa de França 
Italo Barreira Ribeiro 
Leonardo Roger Silva Veloso 
Livia Bizarria Prata 
Marcelo Monteiro Baltazar* 
Ramyro Batista Araujo 
Ricardo Santana Parente Soares 
Rodrigo Santos Almeida 
Vanilson da Silva Benica
Resumo
O trabalho apresenta o case da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), maior investimento privado 
realizado em toda história do Estado do Ceará, com valor superior a 5 bilhões de dólares. Trata-se de um 
verdadeiro Big Push que vem transformando os indicadores do Ceará. Em 3 anos de operação já representa 
mais de 60% do volume de cargas do Porto do Pecém, com a exportação de placas de aço de alta qualidade, 
promovendo incremento superior a um bilhão de dólares por ano. A CSP conta em seu quadro com cerca de 
70% de profissionais naturais do Ceará e tem conduzido seus processos sob rigorosos controles ambientais, 
executando o seu papel social através da promoção de um desenvolvimento sustentável para a região. Com 
essa responsabilidade no seu DNA, a CSP se firma como um Big Push Sustentável em sentido lato, sendo 
economicamente viável, ecologicamente correta e socialmente justa.
*
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 24
A. Introdução
A Companhia Siderúrgica do Pecém consiste em um grande sonho cearense de muitas décadas, e 
caracterizou-se como o maior investimento da história do Estado, um verdadeiro empreendimento com 
potencial de promover grandes mudanças ao futuro do Ceará. Trata-se de um projeto com a viabilidade 
através da participação conjunta dos atores públicos e privados em favor de um novo estilo de 
desenvolvimento construído por meio de uma plataforma política que vai além de ciclos eleitorais.
Maior projeto estruturante do Ceará, a CSP foi constituída no dia 16 de abril de 2008. A data 
sinaliza o início de uma jornada e um marco no desenvolvimento socioeconômico regional. Uma história 
que começara há 30 anos, quando os governos federal, estadual e municipal, passaram a investir na 
infraestrutura necessária para atrair a São Gonçalo do Amarante (SGA) um empreendimento de grande 
porte como a siderúrgica.
Foi no dia 22 de dezembro de 1995 que o decreto da Assembleia Legislativa do Ceará, sancionado 
pela Lei n.° 12.536 /95, criou o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP SA) responsável pela 
administração do Terminal Portuário e por impulsionar o desenvolvimento econômico do Ceará, além 
de implantar de forma pioneira uma cultura industrial nessa região cuja economia até então restringia- 
se às atividades de pesca e agricultura (GOVCE, 2015).
O CIPP iniciou as operações comerciais em novembro de 2001 e foi inaugurado em março de 
2002. Possui uma área de 13.337 hectares, situada nos municípios de Caucaia (53,25%) e SGA (46,75%), 
distante 60 km da capital Fortaleza. Ocupa posição geográfica estratégica em relação aos principais 
mercados mundiais, como os da Europa e dos Estados Unidos, e aos que se apresentam em boas 
perspectivas de crescimento, como o da África (figura I.1).
Figura I.1
Posição geográfica estratégica do CIPP em relação a Europa, Estados Unidos e África
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 25
O Porto do Pecém funciona 365 dias do ano e movimenta aproximadamente 18 milhões de 
toneladas de matérias-primas siderúrgicas, produtos industrializados acabados, placas de aço, 
fertilizantes, cereais, além de sua grande especialidade na exportação de frutas (Ceará Portos, 2020). É 
pelo Porto que a CSP recebe seus principais insumos, por meio das correias transportadoras, e destina 
suas placas de aço para todo o mundo (figuras I.2 e I.3).
Figura I.2 
Correia transportadora enclausurada responsável pelo transporte das principais matérias-primas 
do Porto para CSP e placas da CSP no Porto do Pecém
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
O CSP é uma verdadeira âncora para desensenvolvimento do Estado do Ceará, a partir da ideia 
de P. Rosenstein-Rodan de que é necessário um conjunto substancial de investimentos 
complementares —que dê um grande impulso (Big Push)— para permitir um salto definitivo de 
desenvolvimento (Rosenstein-Rodan, 1961). O investimento na CSP criou novas demandas por 
investimento em outros setores que são complementares ao setor de aço e o exportador. A iniciativa 
também cria novos padrões de desenvolvimento, em que há investimentos em educação e a inovação, 
junto com iniciativas inovadoras de mitigação de impacto ambiental. A CSP é uma iniciativa, onde pode- 
se obeservar as eficiências keynesiana, schumpeteriana e da sustentabilidade (CEPAL/FES, 2019). 
Juntos, CIPP e CSP impulsionaram a instalação de grandes e estratégicos empreendimentos, 
incrementando a economia da região. Atualmente, o Complexo congrega 63 empresas, totalizando 
investimentos na ordem de R$ 28,5 bilhões, gerando aproximadamente 50,8 mil empregos diretos 
e indiretos.
A CSP impulsionou também a instalação e operação, de forma pioneira no Brasil, de uma Zona 
de Processamento de Exportação (ZPE), uma área de livre comércio, cujas empresas nelas instaladas se 
comprometem a exportar, no mínimo, 80% de seu faturamento, conforme legislação atual vigente. A 
ZPE Ceará (Figura I.3), também situada no CIPP, foi criada no dia 16 de junho de 2010, compreendendo 
6.182 hectares, onde estão instaladas atualmente outras três empresas: Vale Pecém, Praxair White 
Martins e Phoenix Pecém, todas responsáveis por prestações de serviços à siderúrgica.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 26
Figura I.3 
ZPE Ceará
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
B. O projeto sustentável da Companhia Siderúrgica do Pecém
Desde a concepção do projeto CSP, buscou-se o que há de mais avançado no mundo no que diz respeito 
à sustentabilidade de uma siderúrgica, priorizando o equilíbrio entre a produção e os aspectos sociais e 
ambientais. Parte desse resultado é fruto da sinergia dos seus acionistas com elementos essenciais que 
somam, agregam e se completam.
A CSP é uma joint-venture formada pela brasileira Vale (50%) e pelas sul-coreanas Dongkuk (30%) 
e Posco (20%). A Vale é uma das maiores mineradoras do mundo, garantindo o fornecimento de minério 
de ferro de alta qualidade, cuja origem são as minas de Carajás no Pará e do Sudeste do Brasil. 
A Dongkuk é um dos maiores grupos siderúrgicos sul-coreanos e o principal comprador de placas de aço 
no mundo, com capacidade de produzir laminados avançados e um dos maiores fornecedores dos 
estaleiros da Coréia do Sul. A Posco é a quarta maior siderúrgica do mundo e a número um da Coréia. 
Produz mais de 42 milhões de toneladas de aço por ano, sendo referência mundial em tecnologia na 
produção de aço e detentora dos melhores indicadores de desempenho siderúrgico.
Com investimento superior a 5 bilhões de dólares, a CSP é a primeira usina integrada no Nordeste 
e a trigésima instalada no Brasil. Tem capacidade nominal para produção de 3 milhões de toneladas de 
placas de aço por ano, em um layout já preparado para dobrar essa produção (figura I.4). Seu produto 
de alta qualidade é voltado para a indústria naval, óleo e gás, automotiva e construção civil.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 27
Figura I.4 
Vista superior CSP
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
expansão doméstica e internacional
A CSP vem construindo uma trajetória de mudança estrutural progressiva ao seu redor, por meio 
de um processo de transformação produtiva caracterizado por irradiar uma mudança no perfil social, 
econômico e ambiental do Ceará. Dessa forma, permite uma  no 
mercado siderúrgico, somando-se à obtenção de ganhos de escala e escopo que aceleram a economia 
e multiplicam empregos na região com uma eficiência ambiental referência em termos mundiais. Essas 
características estão fortemente associadas ao conceito de Big Push para Sustentabilidade, traduzido 
para a região da América Latina e do Caribe por meio da Comissão Econômica para a América Latina e 
o Caribe (CEPAL) das Nações Unidas (CEPAL/FES, 2019).
C. CSP - A sinergia cultural Brasil-Coréia do Sul
A CSP foi erguida com equipamentos, tecnologia e experiência trazidas da Coreia do Sul. A junção entre 
a brasileira Vale e as sul-coreanas Dongkuk e Posco tem gerado ao Brasil e, principalmente ao Ceará, 
mais do que ganhos econômicos. É uma nova cultura que se somou a tantas outras já existentes no País. 
São diferentes idiomas, hábitos e jeitos de fazer negócio que se uniram para a implantação da CSP. 
Hoje, conforme dados do Governo Federal, a Coreia do Sul é o segundo maior parceiro comercial do 
Brasil na Ásia, enquanto os brasileiros são os maiores parceiros comerciais dos sul-coreanos na América 
Latina (MRE, 2019).
“Por sua dimensão e importância, a CSP tornou-se um símbolo na relação de cooperação 
entre os governos da Coreia e do Brasil. Trata-se de um projeto que se traduz na criação 
de milhares de empregos, desenvolvimento regional e crescimento econômico estadual 
em níveis não imaginados antes de seu estabelecimento. Em outras palavras, a CSP se 
tornará uma fonte inesgotável de prosperidade e crescimento econômico sustentável para 
o Estado do Ceará. O projeto CSP tem um significado muito especial. Acredito que se 
tornará um modelo de sucesso na cooperação entre a Coréia do Sul e o Brasil. Da mesma 
forma que a construção da Posco, transformou uma pequena cidade de pescadores em um
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 28
base para a contínuapolo siderúrgico mundial, também a construção da CSP será a 
prosperidade econômica da região do Pecém e do estado do Ceará, segundo Bon-woo 
Koo, embaixador da Coréia do Sul no Brasil de setembro de 2012 a abril de 2014.
Além dos hábitos e costumes que são trocados no dia a dia entre brasileiros e coreanos, 
empregados da CSP têm tido, ao longo desses anos, a oportunidade de ir até ao país oriental para 
conhecer usinas similares e aprender mais sobre a tecnologia, assim como coreanos estão vindo ao 
Ceará compartilhar conhecimentos. Um intercâmbio cultural e tecnológico que vem promovendo no 
Estado um jeito realmente sustentável de produzir aço.
O advento da siderurgia na Coreia é uma história de convicção do General Park Chung Hee, que 
governou o país entre 1961 e 1979 e que via a autonomia na produção do aço como o melhor caminho 
para o desenvolvimento nacional. “Aço é poder nacional, afirmou, quando da celebração do décimo 
aniversário da siderúrgica estatal Posco (Kim e Vogel, 2011). A produção de aço foi considerada central, 
já que sem uma fonte estável de aço de qualidade, a Coreia do Sul não poderia diversificar para outras 
indústrias essenciais (Hong, Lee e Yang, 2016).
Há 50 anos, a Coreia do Sul era um país arrasado pela pobreza. No ranking global de 
desenvolvimento, o Brasil aparecia na frente: a renda anual dos brasileiros era duas vezes maior que a 
dos coreanos. O crescimento econômico coreano ocorreu, em parte, por uma série de investimentos 
coordenados com uma cooperação da inciativa privada e Estado. A Coreia atualmente tem indicadores 
econômicos e sociais similares àqueles de países desenvolvidos. Além disso, a Coréia do Sul tornou-se 
o primeiro e único país do mundo a desenhar e operacionalizar o crescimento verde como uma 
estratégia de desenvolvimento de longo prazo em nível nacional (isto é, a Estratégia Nacional de 
Crescimento Verde 2009-2050), apoiada por leis explícitas, instituições e metas abrangentes de curto e 
longo prazo (GGGI, 2015).
É com essa visão de desenvolvimento sustentável, defasados 40 anos, devido à similaridade 
histórica entre a CSP (2008) e a Posco (1968) que o Ceará sonha através do Big Push CSP tornar-se uma 
mini-Coréia por meio da construção da primeira planta integrada de aço do Nordeste brasileiro, região 
conhecida historicamente pelo seu baixíssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), característica 
extremamente similar ao papel desempenhado pela pioneira Posco em relação ao desenvolvimento da 
Coréia do Sul.
D. O Big Push industrial CSP - antes da operação
A CSP consiste em um Big Push industrial de sucesso do Ceará desde a sua construção, realizada em 
48 meses. Erguida em sua maioria por cearenses, o empreendimento é um orgulho para todos os 
envolvidos, desde a cravação da primeira estaca —em 2012— até a produção da primeira placa de aço 
—em 2016. A empresa está entre os projetos com melhores indicadores de sucesso de implantação do 
mundo (figura I.5). Em projetos dessa magnitude a média de aumento de custo é da ordem de 80% 
superior ao valor original (CSP não excedeu o CAPEX) e a média de desvio de cronograma é de 20 meses 
(CSP apresentou atraso de 6 meses).
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 29
Figura I.5 
A CSP encontra-se entre os projetos com melhores indicadores de implantação do mundo
• Mineração
■ Óleo e Gás
♦ Infraestrutura
650 -
260
30 •31
•33
Média: 20 meses
57 ♦
rO C
150
29
o
w» 
2 o
2
110 
100 
90 
80 
70 
60
50 
40 
30 
20 
10
0
15
26
- 20 •43 •
58
21
48
• 18
• 53
•50
•63
60 
59*12
.8
14
• 56
• 25
5
13
.......32
35
•47
-^44 
34:45 
27 •49 •61
■ 37 
•42
•28
•36 22
■46
•38
, 39 
55
•41
Média:80% .•40-
*52
•54
“ 11 
19 17
-0.5
24 16
0.5 9
CSP
1.0 1.5
51
2.0 4.0 6.0 7.0 9.0
Atraso em relação ao cronograma original (anos)
23 7
9 
6
0
4
’ 10
♦ 3
2
• 1
Fonte: McKinsey  Company, November 19, 2013
Fonte: Companha Siderúrgica do Pecém com base em McKinseyCompany, “Imagining constructions digital future [online], Capital 
projects and infrastructure, McKinsey Productivity Sciences Center, junho https://www.mckinsey.com/industries/capital-projects-and- 
infrastructure/our-insights/imagining-constructions-digital-future [data de consulta: janeiro de 2020], 2016.; e IHS Herold Global Projects 
Database [base de dados], herold.com, 19 de novembro, 2013.
A área onde hoje está erguida a CSP é parte da Caatinga, bioma encontrado apenas no Brasil, 
especialmente no Nordeste (Souza, Artigas e Lima, 2015). Para preservar este bioma, foram criadas 
duas grandes linhas de ação: o Plano de Resgate e Salvamento da Fauna, em parceria com a empresa 
local Verde Vida, e o Programa de Resgate e Monitoramento da Flora Nativa, com o Parque Botânico 
do Ceará. Detalhes deste trabalho foram publicados no livro “Fazendo o certo, certo, da maneira certa. 
O processo de recuperação florestal foi tão marcante, que a CSP se tornou a 1 
receber do órgão ambiental o certificado de reposição florestal, atestando o pleno atendimento aos 
requisitos legais e sustentáveis neste processo (figuras I.6 e I.7).
empresa do Ceará aa
Figura I.6
Sementes coletadas e mudas de plantas nativas
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 30
Figura I.7
Plantio de mudas e livro publicado pela CSP
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
As tecnologias adotadas pela CSP são consideradas o “estado da arte” no mundo, tanto para a 
produção do aço quanto para a preservação ambiental. Cerca de R$ 1 bilhão foi destinado à aquisição e 
instalação de equipamentos com a mais alta tecnologia na prevenção de impactos ambientais e diversas 
ações foram realizadas desde a concepção do projeto (tabela I.i).
Tabela I.i
Compromissos Ambientais CSP
Investimento na aquisição de equipamentos e processos voltados à 
preservação do meio ambiente
Compromisso de emissões atmosféricas abaixo das estabelecidas na 
legislação ambiental brasileira
Reaproveitamento de resíduos sólidos - Reciclagem
R$ 1 bilhão
50% menores
99%
Geração de energia elétrica 100% própria
Resquícios arqueológicos catalogados durante a fase de supressão vegetal 26
Espécie de flora preservadas 90
Recuperação de 412 hectares com mudas de espécies nativas, produzidas a 
partir de sementes coletadas na CSP
Sementes coletadas
320 mil mudas
640 mil (43 espécies)
Preservação da Biodiversidade
Espécie de fauna preservadas
Financiamento do 1° Banco de Sementes 
Florestais Nativas do Estado do Ceará
89
Animais resgatados 6.424
Reaproveitamento da água usada pela CSP 98%
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
Durante a fase de construção foi desenvolvido Sistema de Gestão Integrado, tendo como 
premissa os requisitos da ISO 14001 para a gestão ambiental e referências da NBR 16001 para gestão da 
responsabilidade social. Com ele foi possível identificar, avaliar, monitorar e gerenciar os aspectos e 
impactos ambientais, formatando e propagando os controles operacionais necessários para garantir o 
desempenho ambiental da obra em níveis de excelência. Importante dizer que toda a construção da CSP 
transcorreu sem qualquer embargo ambiental ou social.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 31
Os recursos hídricos foram tratados com muita sensibilidade, por se tratar de um recurso vital, 
tanto para as pessoas da região quanto para a CSP. Foram criadas várias ações estratégicas, incluindo 
programas de controle e monitoramento permanentes, com metas além das requeridas pela legislação. 
O processo de produção foi concebido e construído para obter uso eficiente da água, que é tratada, 
permitindo sua recirculação (circuito fechado), de forma a gerar o consumo mais racional possível, além 
da construção de modernas estações de tratamento de efluentes e canaletas para captação de água 
durante quadra chuvosa do estadual (fevereiro a maio).
Outra ação relevante para redução do consumo de água, no pátio de matérias-primas, foi a 
impermeabilização do solo para evitar infiltração (figura I.8). E o sistema de dispersão mantém os estoques 
umedecidos, reduzindo possíveis emissões atmosféricas. A água utilizada nesse processo é obtida 
principalmente por uma bacia de drenagem, tratada e recirculada no processo de circuito fechado.
Figura I.8
Impermeabilização e aspersão de água do pátio de matérias primas
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
Todas essas tecnologias de última geração adotadas permitiram à CSP conquistar diversas 
certificações desde o start-up: Qualidade (ISO 9001), Meio Ambiente (ISO 14001, RoHS —Restrictions of the 
use of Certain Hazardous Substances— European Union), produtos de Alta Tecnologia (Maxion Wheels, 
Siemens Gamesa, Caterpillar, Scania) e de certificadoras globais (DetNorskeVeritas-Germanischer Lloyd, 
Registro Italiano Navale, Indian Register of Shipping, BureauVeritas, Lloyds Register, Korean Register, 
American Bureau of Shipping, Russian Maritime Register of Shipping). As certificações reconhecem a 
sustentabilidade, garantindo o fornecimento de placas da CSP para todo o mundo.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 32
Já no quesito pessoas, antes da operação, foram investidos R$ 182 milhões em seleção e 
treinamento, incluindo transferência de tecnologia, treinamentos no exterior, programa de formação 
de operadores no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do CE, treinamentos em 
simuladores de última geração, cursos de idiomas (inglês e coreano) e ambientação em siderúrgicas 
localizadas no sudeste do Brasil. Foram mais de 3.000 participações de profissionais nessas atividades 
de treinamento.
Como marco, vale destacar que a CSP contribuiu na implementação dos Cursos Técnicos de 
Metalurgia nos Institutos Federais do Ceará e a criação do primeiro curso de Engenharia Metalúrgica da 
região Nordeste existente na Universidade Federal do Ceará (UFC).
Apenas com o SENAI-CE, foi realizado contrato de R$ 5 milhões, aplicados em 22 cursos 
customizados para atender às necessidades da CSP. A iniciativa abriu oportunidades para jovens de 18 a 
28 anos, a maior parte em busca do primeiro emprego.
Ao mesmo tempo em que se preparava e contratava pessoal para a fase de operação, buscaram- 
se alternativas para os trabalhadores que atuavam na construção da CSP. Para ampliar as oportunidades 
de recolocação desses trabalhadores e gerar opções para os moradores da região, foi criado o Programa 
Janela de Oportunidades, em parceria com a Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social.
Somente na fase de construção, foram investidos R$ 30 milhões em responsabilidade social. Em 
outubro de 2009 foi criado o Programa de Diálogo Social - CSP, série de iniciativas desenvolvidas de 
forma permanente para manter fluida, fácil e constante a comunicação com as comunidades da área de 
influência direta do empreendimento (destaque para os 
Empreendedor).
Para a CSP, a vida é mais importante e por isso foi e é preciso garantir que todos os empregados 
estejam capacitados e conscientes dos riscos ao executarem suas funções. A empresa tem um Centro 
de Treinamento com 18 salas e capacidade para 376 pessoas, além de dois laboratórios para prática de 
trabalho em altura e espaço confinado e uma biblioteca.
programas Ideia da Gente e o Território
E. Conquistas durante a fase de operação da CSP
A planta CSP foi projetada e construída para estar entre as mais competitivas do mundo. Da primeira 
estaca à primeira placa foram 48 meses e o ramp-up foi feito em um período recorde no mundo. Foram 
três meses do acendimento do alto-forno a exportação das primeiras placas de aço. Um tempo que, na 
média da indústria siderúrgica, costuma ser de 8 a 14 meses, segundo CSP (figura I.9).
A siderúrgica recebeu, em junho de 2017, a Licença de Operação (LO) n° 102/107, emitida pela 
Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (SEMACE). A licença atesta que, nos últimos 
oito anos, a empresa cumpriu todos os compromissos assumidos desde a fase de construção e testes 
até o comissionamento.
Em novembro de 2017, a CSP conquistou nova chancela ambiental: a certificação ISO 14001:2015, 
que comprova gestão ambiental adequada com base em parâmetros internacionais. Entre os principais 
processos auditados para certificação destacam-se: execução de controles ambientais, definição de 
políticas/objetivos claros e análise de risco. Com a ISO 14.001, a CSP passou a integrar um grupo seleto 
de empresas que atendem a essas exigências ambientais: são 16 no Ceará; 194 no Nordeste e 1.718 em 
todo o Brasil. A CSP também conta com a certificação ISO 9001, que atesta a qualidade de seus produtos 
em linha com os padrões internacionais do mercado do aço.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 33
Figura I.9
Cronologia da primeira estaca à primeira placa
rerrapLanagtm 
e engenharia
Obras chj-ks e fabrkcaço 
de equipamentos
Montagem de 
equipamentos e Lestes
I
2011 2012 2014 2015
2016 - MARCOS DA OPERAÇÃO
JAN Início de» rM«bimÉiTto d6 Mitíril- Prirtll MAI
hícindi proehiçid 
dê Cúquèt sinter JUN
RAMP UP 
EM 3 MESES
Início dft Ofier*çc  
do AlD-FomOi. Atiarii 
« Lirtgotimcrtbi
AGO
Início dk 
ÉXpOrtAÇáÚ 
dâpLAcas
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
A usina é uma das mais modernas do Brasil e do mundo, iniciou a produção de placas de aço em 
junho de 2016 e tem apresentado uma eficiência operacional destacada pela evolução produtiva desde 
o start-up (gráfico I.i).
Gráfico I.1 
Produção de placas da CSP 
(Em toneladas)
3 500 000
3 000 000
2 500 000
2 000 000
1 500 000
1 000 000
500 000
1 020 092
2016
2 417 442
2017
2 935 614
1 440 662
2018
T I I
I
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
Nota: Para o ano de 2019, incluem-se dados até junho.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 34
Registrou em janeiro de 2019 seu melhor mês de produção, com 270.622 toneladas (t) de placas 
de aço produzidas. O resultado significa um crescimento de 5,5%, comparado com o mesmo período de 
2018 (256.502 t de placas produzidas). Em 2019, com a produção de 1.440.662 t no 1° semestre, superou 
a produção de 2018 em aproximadamente 20.000 t de placas produzidas.
Com três anos de operação, a CSP gera 2.500 empregos diretos e 3.500 terceirizados, além de 
18 mil empregos indiretos (gráfico I.2), considerando o fator multiplicador de 3X (BNDES/MDIC), além 
de 30 novas funções de trabalho criadas, ampliando as oportunidades de trabalho e carreira profissional 
para os cearenses.
Gráfico I.2 
Geração de empregos diretos e indiretos 
(Em número de empregados)
30 000 T
25 000 --
24 000
20 000
15 000 --
10 000 --
6 000
5 000
Empregos diretos
18 000 
I
Empregos indiretos Total
0
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
As placas de aço produzidas e exportadas pela CSP são destinadas a diversas aplicações. Até o 
momento, a CSP já produziu mais de 350 tipos de aços que atendem às mais rigorosas especificações 
do mercado mundial e o portfólio tem sido direcionado cada vez mais para aços de maior valor agregado 
(gráfico I.3).
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 35
Gráfico I.3 
Participação em aços de alto valor agregado no portfólio da CSP 
(Em porcentagem)
100% T
90% -■
80% -■
70% -■ 64% 61%
60% -■ 81% 74%
50% -■
40%
30% -■
20% -■
10%
0%
19%
0%
2016
21%
5%
2017
23%
13%
2018
21%
18%
2019
■ Alta tecnologia Média tecnologia ■ Baixa tecnologia
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
Os aços produzidos na CSP já foram destinados a 23 países, sendo as maiores exportações para 
Estados Unidos e México (América do Norte), Turquia e Itália (Europa) e Coréia do Sul (Ásia; figura I.10).
Figura I.10 
Do Ceará para o mundo
SLSMANI1A
—T- ARGENTINA
^3 ÁUSTRIA
I I BÉLGICA
^3 BRASIL
l-l CANADÁ
CHINA 
Wl CORÉIA DO SUL
ESPANHA
EUA
3 I FRANÇA
HUNGRIA
H INDONÉSIA 
u rrÁLiA
• JAFÃO
MARROCOS 
u MÉXICO
REINO UNIDO 
m REPÚBLCCA TCHECA 
I I ROMÊNIA
TAILÂNDIA
TAIWAN
D TURQUIA
COREIA DO SUL 
o LTÍUA
5 maiores 
dientes (t)
Sü EUA
B-l MÉXICO
El TURQUIA
Indústria pesada 
Betraeletrí nicas 
Estruturas
Indústria pesada 
Estruturas
Indústria autemadua
Eletmeletiúnlnis
Estruturas
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 36
São inúmeros os diferenciais tecnológicos existentes dentro da CSP. O laboratório de matérias- 
primas, por exemplo, conta com uma planta de amostragem com oito andares, distribuídos em 
36 metros de altura e integrada às correias responsáveis pelo transporte de minério de ferro, carvão e 
fundentes do Porto até a CSP. Sem precedentes na siderurgia nacional, esse sistema é 100% 
automatizado e viabiliza o controle dos insumos desde o descarregamento dos navios (figura I.11). As 
amostras são analisadas por um robó, que verifica características como granulometria e umidade.
Já o laboratório de gusa e aço controla a qualidade do ferro-gusa e das placas de aço, do início ao 
fim do processo produtivo. A tecnologia é a mais avançada disponível no mercado internacional, com 
sistemas de transporte pneumático. As amostras chegam para análise em um tempo máximo de 
1 minuto na linha mais extensa, que atende ao alto-forno da CSP e tem 759 metros de extensão.
O laboratório de meio ambiente, por sua vez, tem uma atuação estratégica nas questões de 
sustentabilidade. Controla os efluentes, as águas de processos fabris e a
tratamento. Os equipamentos são de alta performance e checam aspectos decisivos e sujeitos à 
legislação ambiental do país, para detectar riscos como a presença de metais pesados e micro­
organismos, por exemplo. É uma contribuição fundamental para que a CSP possa manter um nível de 
reuso de água da ordem de 98% e descartar efluentes sem que haja qualquer contaminação dos 
ecossistemas na região.
água nas estações de
Figura I.11 
Laboratórios CSP
Sisiema rotiotizadode alta precisão í ui ilizado para analisar 
cârac.icrfsi leas físicas de minôr», pelotas c fundentes.
Ë
Ptnía de amosiragem: oilo andares. 
% melros e tecnologia de úlima geração
A
1
[E
IÎJ
Time responsável pela arálise 
das matêrœ-prinafi da sldenúrgica
Me» amtuefue; aspeclos decisivos paia 
a susientabilKlade e cumerimento da legistãçáo
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
A CSP é uma usina integrada de grande porte (produção diária superior a 8.000 toneladas) que 
possui um Alto-Forno de 3.800 m^ com mais de 100 metros de altura, o que torna essencial o uso de 
coque (oriundo de carvão mineral) devido à sua elevada resistência mecânica, característica essa 
extremamente baixa no carvão vegetal, tornando-o inviável para uso em Altos-Fornos (INFOMET, 
2019). Contudo, para combater a emissão de gases de efeito estufa (GEE), a CSP adota uma série de 
medidas e tecnologias de ponta para aproveitamento de 100% dos gases gerados nos processos de 
produção (Turbinas, Gasómetro, Termoelétrica, Gasodutos Interligados e uma Planta de Tratamento 
de Gases - GTP).
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 37
própria termelétrica. A CSP tem
capacidade de 218 MW/h, portanto superior à demanda da planta e capaz de
No topo do Alto-forno, a CSP possui instalada uma turbina de última geração (Top Pressure 
Recovery Turbine) para produção de energia (16 MW/h) e grande parcela dos gases de Coqueria, Alto- 
Forno e Aciaria são destinados à geração de eletricidade na  um 
consumo de 168 MW/h e é autossuficiente em energia elétrica gerada em uma central termelétrica 
própria que tem uma 
vender ao Sistema Integrado Nacional por mês 50 MW/h (figura I.12). Com isso, a CSP é considerada 
uma empresa de utilidade pública e contribui fortemente para a redução na emissão dos gases 
responsáveis pelo efeito estufa.
Figura I.12 
Termoeléctrica CSP
Fonte: Companhia Siderúrgica do Pecém.
O uso de novas tecnologias e equipamentos de última geração é um dos grandes diferenciais da 
CSP, incluindo a adoção do Baosteel Slag Short Flow (BSSF), processo inédito no Brasil. A Baosteel, 
maior empresa siderúrgica da China, em 1995 desenvolveu um novo tratamento para escórias de 
aciaria, minimizando o desperdício da fábrica e eliminando a necessidade de aterramento dos resíduos. 
Através do BSSF é possível agregar valor ao material e destiná-lo —assim como as escórias de Alto- 
forno— às indústrias cimenteiras.
A usina segue, também, potencializando e alavancando negócios locais, onde de 2012 a 2018, 
mais de R$ 7,7 bilhões foram comprados pela CSP em equipamentos, materiais e serviços no Ceará. 
O número de empresas instaladas em SGA e Caucaia (municípios ao redor da CSP) cresceram 100% e 
60%, respectivamente conforme exposto no Gráfico I.4. Só em 2018, foram R$ 600 milhões de compras 
locais, o que corresponde a aproximadamente 44% das compras da CSP, excluindo carvão mineral e 
minério de ferro.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 38
Gráfico I.4 
Empresas em SGA e Caucaia de 2010 a 2017 
(Em número de empresas)
3 500 T
3 000 2 818
2 996 2 998 2 928
2 500
2 473
2 171
2 000
1 500
1 000
500
1 816 1 987
u
2010 2011
323 356 385 459
539 515
2012 2013 2014 2015 2016 2017
0
■ Caucaia «SGA
base em Junta Comercial do Estado do Ceará (JUCEC), “Estatísticas [online],Fonte: Companhia Siderúrgia do Pecém com 
https://www..jucec.ce.gov.br/links-uteis/ [data de consulta: 21 de julho de 2019], s/d.
A operação da CSP já modificou o perfil da balança comercial do Ceará, conhecida até então por 
ser um estado exportador de calçados. Atualmente, são as placas de aço que respondem por mais da 
metade das exportações. As exportações do Ceará, em 2018, foram representadas por 87% de produtos 
industrializados e apenas 12% de produtos básicos, mantendo o comportamento semelhante ao 
verificado em 2017.
As exportações cearenses cresceram 62,4% em 2017 ante o ano anterior, e 10,7% em 2018 com 
relação a 2017, e atingiram o patamar de US$ 2,3 bilhões em 2018, o maior valor da história do Estado 
(IPECE, 2019b).
O principal destino das exportações do Ceará continua sendo os Estados Unidos, com valor de 
US$ 858,6 milhões e participação de 36,9%. Para o país americano foi enviado principalmente as placas 
de aços oriundas da CSP, e SGA foi o município cearense que mais exportou em 2018 respondendo por 
59,2% do total exportado pelo Estado.
Com esses resultados conquistados, graças ao que é produzido na CSP, o Ceará posicionou-se na 
14° colocação no ranking dos estados exportadores brasileiros (IPECE, 2019a). Quanto aos municípios, SGA, 
cidade que sedia a usina, atingiu US$ 1 bilhão em exportações de produtos metalúrgicos (gráfico I.5).
Os resultados da CSP têm sido destaque no cenário nacional, uma vez que a companhia foi 
responsável por retirar o Ceará de uma posição até então pouco significativa no mercado siderúrgico do 
Brasil. Mais do que isso, as exportações da CSP passaram a responder por mais de 50% das vendas totais 
do Estado para o mercado internacional, saindo de aproximadamente US$ 1 bilhão para US$ 2 bilhões 
em exportações (MDIC, s/d) (gráfico I.6). O Ceará deixou de ser apenas exportador de frutas, calçados, 
castanhas de caju e camarão para entrar no rol dos chamados players da siderurgia, tornando-se um 
competidor mundial em placas de aço e contribuindo para agregação de valor nas exportações do país, 
superando o paradigma de apenas exportador de minério de ferro.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 39
Gráfico I.5 
Exportações de produtos metalúrgicos em SGA 
(Em dólares)
1
1
200 000 000 T
000 000 000
800 000 000 -■
600 000 000 -■
400 000 000 -■
200 000 000
2012 2013 2014 2015 2016 2017
0
Fonte: Companhia Siderúrgia do Pecém com base em Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), “Comex Stat [base de 
dados online], Brasília http://comexstat.mdic.gov.br/pt/home/ [data de consulta: 21 de julho de 2019], s/d.
Gráfico I.6 
Exportação do Ceará 
(Em bilhões de dólares FOB)
2.2 T
2,102
2,0 -■
1,8
1,6
1,420
1,470
1,4
1,2
1,0
1,264
1,294
1,044
2012 2013 2014 2015 2016 2017
Fonte: Companhia Siderúrgia do Pecém com base em Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), “Comex Stat [base de 
dados online], Brasília http://comexstat.mdic.gov.br/pt/home/ [data de consulta: 21 de julho de 2019], s/d.
Conforme MME (2019), o Brasil ultrapassou a marca de 15,3 milhões de toneladas de produtos 
siderúrgicos exportados em 2017, com as placas de aço representando 9,2 milhões de tonelada se a CSP 
contribuindo com 2,6 milhões de toneladas desse montante (28% do volume de placas de aços 
exportadas pelo Brasil).
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 40
Em sintonia com seus direcionadores estratégicos, a CSP tem um sólido compromisso com o 
desenvolvimento socioeconómico sustentável da região onde está instalada. Para que o compromisso 
gere resultados e para que possa cumprir plenamente o seu papel de importante indutora neste processo, 
a empresa tem uma atuação robusta, desde a sua fase de implantação, na área de responsabilidade social. 
Os investimentos totais já ultrapassam R$ 40 milhões no período de 2012 a 2018.
Um dos programas de destaque é o Território Empreendedor, realizado em parceria com o 
Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE), de incentivo ao 
empreendedorismo nos municípios de SGA 
aproximadamente R$ 1,2 milhão/ano —montante voltado para incentivo, formação e orientação de 
empreendedores (gráfico I.7).
e Caucaia. O investimento total da parceria é de
Gráfico I.7 
Número de microempreendores individuais (MEI) instalados em SGA e Caucaia em 2010 e 2018
(Em número de microeempreendedores)
12 000 T
10 046
10 000 -■
8 000 -■
6 000
4 000
2 000
975 1 192
62
0
2010
■ São Gonçalo do Amarante ■ Caucaia
2018
Fonte: Companhia Siderúrgia do Pecém com base em Brasil, “Portal do Empreendedor - MEI [base de dados online], Brasília 
http://www.portaldoempreendedor.gov.br/ [data de consulta: 21 de julho de 2019], s/d.
A CSP também implementou o Programa Ideia da Gente, que completou três ciclos de 
investimento totalizando o aporte de R$ 3,4 milhões nas comunidades vizinhas. Os recursos foram 
destinados a apoio financeiro e capacitação continuada de moradores que inscreveram seus próprios 
projetos. Foram beneficiados cerca de dois mil moradores.
Já o Programa de Diálogo Social, implantado antes da construção, é uma plataforma que 
contribui para estreitar a relação da CSP com as comunidades. Por meio dele, a empresa busca reforçar 
seu papel social para a construção de relações fortes e duradouras, pautadas na confiança, no respeito 
e na transparência com os moradores da região. Em 2017, um dos resultados do programa foi a criação 
do conselho comunitário da região do CIPP, e encerrou 2018 com 1.536 interações com moradores 
das comunidades.
Em parceria com a Prefeitura de SGA, a CSP entregou para a comunidade do Pecém, em maio de 
2018, a Praça da Juventude —uma área de 3 mil metros quadrados que contribui para o esporte, lazer e 
segurança dos moradores. O equipamento conta com investimento de R$ 2,2 milhões, beneficiando
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 41
5 mil moradores. A obra é uma das três que fazem parte do Programa de Melhoria de Infraestrutura 
Social, com investimento da CSP de R$ 9 milhões, para impactar positivamente cerca de nove mil 
pessoas nas comunidades do Pecém, Parada e Acende Candeia. O Programa entregou também uma 
creche-escola na comunidade de Acende Candeia e uma praça na comunidade Parada.
Ser uma empresa que valoriza e prioriza a mão de obra local é um orgulho para a CSP, pois reforça 
a parceria com o Estado e com o povo que a acolheu, desde quando a companhia era um projeto. 
Atualmente, cerca de 70% do quadro da CSP é de profissionais do Ceará. Gente da terra, da região de 
SGA o que propiciou ao município ocupar o posto de maior salário médio do Ceará, um avanço de
6 posições e um aumento da renda média de 100% em 10 anos (gráfico I.8).
Gráfico I.8 
Salário médio mensal em SGA e Fortaleza
(Em número de salários mínimos)
4,0 -T
3,5 -■
3,0 -■
2,5 -■
2,0 -■
1,5 -■
1,0 -■
0,5
0,0
2007 2008 2014 2015 2016 2017
—■—São Gonçalo do Amarante —A— Fortaleza
Fonte: Companhia Siderúrgia do Pecém com base em Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), “Cidades@ [base de dados online], 
Rio de Janeiro https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/sao-goncalo-do-amarante/panorama [data de consulta: 3 de agosto de 2019], 2016.
Até chegar ao nível atual de produção e exportação, a CSP percorreu um longo caminho, que 
incluiu investir fortemente em capacitação para que os cearenses pudessem se beneficiar plenamente 
do empreendimento. Com essa visão estratégica, a CSP destinou recursos em treinamento local, em 
outros Estados e fora do país. O plano de capacitação dos empregados para a operação incluiu 
transferência de tecnologia da Coreia do Sul, treinamentos de supervisores na Indonésia, em usinas no 
Sudeste do país e em parceria com o SENAI-CE.
Cerca de 1.450 jovens cearenses foram treinados em 22 modalidades profissionalizantes na 
parceria com o SENAI-CE, perfazendo 53 turmas. Como resultado, 700 cearenses que ingressaram na 
siderúrgica foram formados pelo Programa de Formação de Operadores da empresa. Qualificação 
contínua, aliás, é uma palavra-chave para o sucesso da CSP. Com isso, a empresa contabiliza cerca de 
1.000 empregados que passaram por treinamentos em outras usinas no Brasil e no exterior.
A CSP também implementou em 2017, em parceria com o SENAI-CE, o Programa Jovem 
Aprendiz, alinhado à Lei de Aprendizagem 10.097/2000. Este programa tem o objetivo de desenvolver 
jovens profissionais para oportunidades que surjam na siderúrgica ou em outras empresas do CIPP.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 42
de operação diversas melhorias de processos foram realizadas pelos próprios
Até o presente, 277 jovens cearenses foram formados pelo programa ou ainda estão sendo capacitados, 
sendo que destes 130 já ingressaram na CSP.
Após três anos 
funcionários da CSP fruto da capacitação e de programas internos como “Atitude Eficiente e projetos de 
“Melhoria Contínua, inclusive com conquistas ocorridas no 72° Congresso Anual da Associação Brasileira de 
Metalurgia, prêmio de reconhecimento técnico através do artigo Sistema de Barra Segura para Distribuição 
de Energia na Companhia Siderúrgica do Pecém e o prêmio técnico de Qualidade e Produtividade em 
parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) que apresentou a pesquisa relacionada à análise de 
inclusões não-metálicas em aço ultrabaixo carbono utilizado pela indústria automotiva.
A CSP também valoriza a diversidade, as questões de gênero e a inclusão social. As mulheres 
representam quase 12% do total de empregados e metade delas trabalham nas áreas de produção (a 
média nacional nesse ramo industrial é de 8%). A competência, experiência e desenvolvimento 
profissional levou muitas delas a ocuparem funções de supervisão e gerência.
A CSP implantou em 2016 em parceria com o SENAI-CE o Programa Aprendiz PcD. É uma 
iniciativa da empresa para capacitar, formar e dar oportunidade às pessoas com deficiência tanto para 
ingressarem na CSP quanto para atender ao mercado de trabalho cearense. Cerca de 115 pessoas com 
deficiência já passaram pelo programa ou ainda estão sendo capacitados.
Antes da operação da CSP, na região Nordeste, a indústria siderúrgica era responsável por apenas 
0,6% dos empregos formais da indústria de transformação. Somente o município de SGA aumentou em 
termos médios 4.500 postos de trabalho, que foi o terceiro melhor índice registrado no País, conforme 
informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, com incremento superior a 45% para 
ambos os gêneros (gráfico I.9).
Importante pontuar que a CSP e seus parceiros adotam os Princípios do Equador como diretrizes 
essenciais para gerenciar e melhorar seu desempenho social e ambiental com base em resultados, em 
acordo com a Corporação Financeira Internacional (Internacional Finance Corporation - IFC). Ainda na 
fase inicial da construção da planta, auditores independentes fizeram uma análise do projeto, 
resultando em um plano de ação socioambiental, aprovado e implementado pela CSP. Além das 
Diretrizes da IFC, as diretrizes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico 
(OCDE) também foram incorporadas.
A CSP reitera a aplicação da “Lei Anticorrupção (n° 12.846/2013), e seu conteúdo integra o 
Código de Conduta Ética, disponível no Portal da Companhia e parte integrante do contrato de trabalho 
de cada empregado. A ética é um dos princípios básicos da CSP que garante a transparência na sua 
atuação. Por isso, foram criados Canais de Ouvidoria disponíveis para os públicos interno e externo. A 
Ouvidoria é orientada pelo Código de Conduta Ética, garantindo imparcialidade total em sua atuação.
Como bem destaca o ODS 16 da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (ONU, 2015), 
para que se tenha sustentabilidade dos negócios, é preciso que todos os atores trabalhem pela 
construção de instituições eficazes, responsáveis e inclusivas. A CSP dentro da sua política realiza 
checagens referentes à “Due Diligence de potenciais parceiros comerciais e não contrata nenhum 
parceiro comercial sem a necessária avaliação do seu risco (pautados nos valores e código de conduta 
ética da empresa).
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 43
Gráfico I.9 
Empregos em SGA por gênero de 2010 a 2017
(Em número de trabalhadores)
14 000 T
12 000 -■
10 285
10 000 -■
8 000
6 000
4 000
2 000
6 697
5 735
4 569
2 086 2 761 2 263
2010 2011 2012
Masculino Feminino
9 302
8 873
7 933
5 868
3 400 4 057l^h 11 II
2013 2014 2015 2016
-------- Média 2010-2013 Média 2014-2017
3 941
2017
0
Fonte: Companhia Siderúrgia do Pecém com base em Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), “Relação Anual de Informações Sociais 
(RAIS)/ Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) [base de dados online], Brasília http://bi.mte.gov.br/bgcaged/ [data de 
consulta: 21 de julho de 2019], s/d.
F. Considerações finais sobre o Big Push CSP
Todo o projeto CSP, desde sua concepção, vem demonstrando um forte compromisso com a 
sustentabilidade ambiental, econômica e social. A CSP tem como objetivo impulsionar o crescimento 
econômico do Ceará para um novo patamar de desenvolvimento, permitindo maior competitividade do 
Estado no Brasil e no exterior. A instalação da siderúrgica vem promovendo aumento da arrecadação 
de impostos e tributos que geram ampliação e melhoria nas ofertas de serviço público, como educação, 
transporte, saúde, saneamento básico, cultura e lazer. A empresa se preocupa em desenvolver seu 
negócio promovendo, simultaneamente, a inclusão social, a otimização do uso de recursos naturais e a 
redução do impacto sobre o meio ambiente. A CSP tem entre os seus principais objetivos ser 
reconhecida como protagonista e agente de mudanças da região.
O projeto CSP traz inovações e um novo padrão de investimento, que se relaciona diretamente 
com a tripla eficiência norteadora do Big Push para a Sustentabailidade: keynesiana, schumpeteriana e 
da sustentabilidade (CEPAL/FES, 2019). A eficiência keynesiana diz respeito aos ganhos crescentes de 
escala e de escopo da especialização produtiva em bens cuja demanda cresce relativamente mais, 
gerando efeitos multiplicadores e impactos significativos na economia e nos empregos. Essa eficiência 
está presente no caso estudado por transformar e diversificar a pauta exportadora do Estado do Ceara, 
o que demonstra que o projeto foi exitoso em atingir mercados internacionais em grande expansão. A 
eficiência schumpeteriana enfatiza que uma matriz produtiva mais integrada, complexa e intensiva em 
conhecimento gera externalidades positivas de aprendizagem e inovação que se irradiam para toda a 
cadeia de valor. No caso estudado, observa-se que houve significativos investimentos produtivos que 
desenvolveram toda uma cadeia de valor relacionada à siderurgia não só no Estado do Ceará, como em 
outras regiões do Brasil (se considerados os fornecedores de ferro, por exemplo). Além disso, os diversos 
investimentos paralelos ao projeto principal, que modificam a forma de fazer negócios e incentivam o 
empreendedorismo e a inovação em diversas areas além da siderurgia, também são simbólicos da 
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 44
eficiência schumpeteriana. A eficiência da sustentabilidade, etendida como a clássica eficiência da 
sustentabilidade nos três pilares (econômico, social e ambiental) está presente no caso estudado, o que 
é referenciado nas certificações e reconhecimentos nacionais e internacionai descritos ao longo 
deste trabalho.
Segundo a CEPAL (CEPAL/FES, 2019), um Big Push trata-se de uma articulação e coordenação 
de políticas (públicas e privadas, nacionais e subnacionais, setoriais, tributárias, regulatórias, fiscais, de 
financiamento, de planejamento etc.) que alavanquem investimentos nacionais e estrangeiros para 
produzir um ciclo virtuoso de crescimento econômico, gerador de emprego e renda, redutor de 
desigualdades e brechas estruturais e promotor de sustentabilidade. Os impactos relatados no presente 
estudo ilustram como a CSP de fato contribuiu para que houvesse um Big Push para a Sustentabilidade 
no Estado no Ceará.
Através dos resultados obtidos nessa última década, é notório pelos indicadores econômicos, 
sociais e ambientais que a CSP é um case de sucesso em total sinergia com diversos Objetivos de 
Desenvolvimento Sustentável contidos na Agenda 2030 (ONU, 2015) com destaques para:
• ODS 8 - Trabalho Decente e Crescimento Econômico através dos profissionais diretos e 
indiretos beneficiados com a CSP e as conquistas econômicas do Ceará;
• ODS 12 - Consumo e Produção Responsáveis através da eficiência operacional e as 
tecnológicas que permitem a recirculação de água, beneficiamento de resíduos, geração de 
co-produtos e energia elétrica;
• ODS 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura através da cadeia de Fornecedores, pesquisas 
com Universidades, e melhorias na infraestrutura da região (rodovias, escolas, praças);
• ODS 10 - Redução das Desigualdades por ser a primeira usina siderúrgica integrada na 
região Nordeste e pelo aumento salarial dos profissionais da região de São Gonçalo 
do Amarante;
• ODS 5 - Igualdade de Gênero através do % de mulheres atuando na empresa, 50% superior 
à média nacional e ocupando cargos de liderança;
• ODS 4 - Educação de Qualidade via parceria com os Institutos Federais, Universidades, 
SENAI e capacitação interna contínua;
• ODS 1 - Erradicação da Pobreza através dos programas sociais de empreendedorismo, 
programas de capacitação de jovens e empregos gerados;
• ODS 6 - Água potável e Saneamento via estações de tratamento de efluentes, circuito 
fechado, canaletas para captação de água da chuva;
• ODS 7 e 8 - Energia Limpa e Acessível  Ação pelo Clima pela eficiência energética 
(transformando gases em energiaelétrica), autossuficiência e por disponibilizar o excedido 
gerado ao Sistema Integrado Nacional;
• ODS 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis via os programas ambientais e sociais, e 
melhorias físicas realizadas nas comunidades localizadas ao redor da CSP.
CEPAL Investimentos transformadores para um estilo de desenvolvimento sustentável... 45
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